










Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Aula de modelagem de dados, explicativa e intuitiva.
Tipologia: Resumos
1 / 18
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!











- Normalização
· Estudaremos os conceitos de Normalização do modelo relacional, suas regras de implantação e seus principais benefícios
Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como o seu “momento do estudo”.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.
No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma
Normalização
A normalização é um processo para avaliar e corrigir estruturas de tabela para minimizar redundâncias de dados, reduzindo, assim, a probabilidade de anomalias de dados. O processo de normalização envolve a atribuição de atributos a tabelas com base no conceito de determinação.
O processo de normalização deve ocorrer logo após a etapa de criação do modelo conceitual do banco de dados. Muitas vezes, após a normalização, ocorrerão atualizações no modelo conceitual.
A normalização funciona através de uma série de estágios chamados Formas nor- mais. Os três primeiros estágios são descritos como primeira forma normal (1NF), segunda forma normal (2NF) e terceira forma normal (3NF). Do ponto de vista estru- tural, podemos afirmar 2NF é melhor do que 1NF, e 3NF é melhor que 2NF.
Importante!
A Necessidade de Normalização
Existem duas situações comuns em que os projetistas de banco de dados usam a normalização:
1ª Forma Normal (1FN)
Definimos que uma tabela está na primeira forma normal, se e somente se, todas as colunas possuem um único valor, e não existam grupos repetitivos (colunas) em uma linha ou atributos compostos. (MACHADO, 2014).
Para que uma tabela possa estar na 1FN, devemos seguir as seguintes regras:
Importante!
Exemplo de dados repetidos:
Tabela 2 Tabela Cliente Id_Cliente Nome_Cliente Telefone1 Telefone2 Telefone 123 João da Silva 1234-2356 8945-5689 2563-
Neste exemplo, o banco de dados está tentando armazenar números de telefones de contato para cada Cliente. O projetista criou três campos para manter números de telefone. Esse é um exemplo de “colunas com dados repetidos”. Os números de telefone são o mesmo tipo de dados.
Exemplo de dados “não atômicos”.
Tabela 3 Tabela Cliente Id_Cliente Nome_Cliente E-mail 123 João da Silva [email protected]; [email protected]
Por mais que a tabela acima possua um campo de chave primária (Id_Cliente) e não existam dados repetidos, essa tabela não está na primeira forma normal (1FN) porque, como podemos notar, o cliente possui dois endereços de e-mail inseridos no campo “E-mail”. Desse modo, os dados inseridos neste campo não são atômicos.
Levando em consideração que existe a possibilidade de o cliente possuir mais que um (1) e-mail, a solução para esse cenário é criar uma nova entidade chamada E-mail e usar o campo chave (Id_Cliente) como chave estrangeira para fazer a ligação entre as duas entidades. Podemos observar o resultado nas tabelas abaixo.
Tabela 4 Tabela Cliente Id_Cliente Nome_Cliente 123 João da Silva 125 José Ferreira
Tabela 5 Tabela E-mail Id_Email Id_Cliente E-mail 1 123 [email protected] 2 123 [email protected] 3 125 [email protected]
Com essa solução, não há problemas quanto a inserir mais que um (1) e-mail por cliente e confere a fácil extração de dados de e-mail, pois, além de existir apenas uma coluna para e-mail, todos os dados são atômicos.
Podemos afirmar que essas tabelas estão na primeira forma normal (1NF), dado que obedecem às seguintes regras:
2ª Forma Normal (2FN)
Uma tabela está na segunda forma normal (2FN) se estiver na 1FN e não possuir campos que sejam funcionalmente dependentes de parte da chave primária (MACHADO, 2014).
As regras para a segunda forma normal são:
Importante!
Podemos afirmar que as tabelas acima estão na segunda forma normal (2FN) porque todas as tabelas estão na 1FN e, além disso, os atributos não-chave de todas as tabelas possuem dependência exclusiva da chave primária de suas respectivas tabelas (sendo essas chaves primárias compostas ou não).
3ª Forma Normal (3FN)
Uma tabela encontra-se na terceira forma normal quando, além de estar na 2FN, não possua dependências transitivas.
Importante!
As regras para a terceira forma normal (3FN) são:
A razão dessa regra é detectar ainda outras fontes de dados redundantes. Se o valor de um atributo pode ser obtido simplesmente fazendo uso de outro atributo na tabela, então, ele não precisa estar na tabela. Criar uma tabela para armazenar esse tipo de atributo, tornará o banco de dados menor.
Desse modo, a tabela Empregado obtida na segunda forma normal (2FN), ainda possui dados redundantes. Perceba, nessa tabela, que o valor de hora de trabalho do empregado está vinculado ao seu cargo, ou seja, a informação do atributo “Va- lor_Hora” depende da informação contida no atributo “Cargo_Empregado”.
Nesse contexto, para que a tabela Empregado passe para a terceira forma nor- mal (3FN), devemos dividir a tabela em duas novas tabelas, criando, portanto, uma nova tabela chamada Cargo. Podemos conferir o resultado abaixo:
Tabela 9 TABELA EMPREGADO ID_Empregado Nome_Empregado Id_Cargo 1 João da Silva 1 2 Maria Fernanda 2 3 Paulo Farias 3 4 Gustavo Fontes 3
Tabela 10 TABELA CARGO Id_Cargo Cargo_Empregado Valor_Hora 1 Programador Junior 30. 2 Gerente 80. 3 Analista Sênior 40.
Tabela 11 TABELA PROJETO ID_Projeto Nome_Projeto 103 Manhattan 104 Houston
Tabela 12 TABELA PROJETO ID_Projeto ID_Empregado Horas_Trabalhadas 103 1 50 103 2 50 104 1 20 104 3 10
Assim, podemos concluir que as tabelas acima estão na terceira forma normal (3FN), já que todas as tabelas estão na 2FN e, além disso, os atributos não-chave de todas as tabelas não possuem dependência transitiva de outros atributos não-chave em suas respectivas tabelas.
Forma Normal Boyce/Codd (FNBC) e 4ª e 5ª Forma Normal (4FN, 5FN)
Para Heuser (2010), a decomposição das tabelas até 3FN é suficiente para obter o esquema de um banco de dados. Contudo, na literatura, nos deparamos com a forma normal Boyce/Codd (FNBC) e 4ª e 5ª Forma Normal (4FN, 5FN).
Definimos que uma tabela está na forma normal Boyce/Codd (FNBC), se e somente se, cada determinante é uma chave candidata. A maioria das entidades em 3NF já estão em BCNF.
A tabela está na quarta forma normal (4FN) se nenhuma instância da tabela do banco de dados contiver dois ou mais dados independentes e multivalorados descrevendo a entidade relevante, então ela estará na quarta forma normal.
Uma tabela está na quinta forma normal (5FN) somente se estiver em 4NF e não puder ser decomposta em qualquer número de tabelas menores sem perda de dados.
Referências COUGO, S. Paulo. Modelagem Conceitual e Projeto de Banco de Dados. Rio de Janeiro: Campus. 1997.
HEUSER, C. A. Projeto de banco de dados. 6.ed. Porto Alegre: Bookman, 2010.
MACHADO, F. N. R. Banco de Dados: projeto e implementação. 3. ed. São Paulo: Érica, 2014.