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ABNT modelo utilizado mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm3
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Trabalho apresentado à disciplina Física experimental da faculdade Pio Décimo como requisito para obtenção de ORIENTADOR: Prof. Fulano de tal
Quadro 1 – alguma coisa + outra................................................................................ 20
Espaço simples sem parágrafo no Maximo 250 palavras (usar contador de palavras do aplicativo).
2.1.1 Inicio da humanidade O ser humano está intrinsicamente ligado a água e aos resíduos produzidos. Embora técnicas de coletas de água e filtragem de detritos tenham sido desenvolvidas ao longo do tempo, o problema de contaminação perdura até os dias de hoje. A princípio em sua fase nômade, a humanidade mudava-se constantemente deixando os vestígios de alimentos e dejetos em suas antigas moradas. (CAVINATTO,2003). Os detritos produzidos no período eram insuficientes para causar alguma contaminação. No entanto, a partir do ponto em que a agricultura e a pecuária foram desenvolvidas as pessoas passaram a viver em lugares fixos e em grupos, por conseguintes doenças transmitidas por acúmulo de resíduos tornaram-se comuns. 2.1.2 Civilizações antigas Com o aumento das necessidades humanas em virtude do crescimento populacional, passou-se a haver uma maior necessidade de água. Na tentativa de impedir a escassez, os antigos desenvolviam projetos avançados de engenharia para conduzir e armazenar água, bem como a construção de fontes e poços. Em diversos pontos da história as civilizações produziam seus meios de captação. Os Incas construíam inúmeros sistemas de canalização para irrigação. Os Egípcios detinham técnicas de irrigação e armazenamento de líquidos. E em Roma grandes construções que levavam água denominadas aquedutos abasteciam dezenas de termas. O império Romano também se destacava por ter redes de esgoto e canalização para águas de chuvas nas cidades. As moradias construídas na antiguidade não possuíam sanitários, então era muito comum pessoas evacuarem diretamente no solo. A camada mais privilegiada da população utilizava recipientes para descarregar seus dejetos em locais próximos
a propriedade. Esses hábitos contaminavam a água e disseminavam doenças para a população de maneira geral. 2.1.3 Idade média a idade industrial Durante a idade média os hábitos de higiene eram semelhantes aos praticados pelas civilizações passadas. (CAVINATTO,2003). Essa situação se agravou com a chegada do desenvolvimento industrial, países como Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha apresentavam condições preocupantes. “Os detritos eram acumulados em recipientes e transferidos mensalmente para reservatórios públicos” (CAVINATTO,2003, pag. 33) Com o rápido crescimento das áreas industriais a demanda por saneamento básico crescia, no entanto, essa necessidade não era sanada. Como consequência, o período foi marcado pelo retorno das epidemias, em especifico a cólera e a febre tifoide, transmitidas por contaminação das águas. Devido as constantes doenças os governos locais passaram a investir em pesquisas médicas. Com os apoios de cientistas, dentre eles Louis Pasteur, descobriram que doenças infecciosas eram causadas por micro-organismos patogênicos. 2.1.4 Brasil Registros do Brasil do século XVI, exaltavam o ótimo estado de saúde dos indígenas, no entanto, com a chegado dos colonizadores essa situação mudara. Os colonos foram catalizadores de várias doenças que rapidamente se espalharam. “Doenças como varíola, tuberculose e sarampo resultaram em epidemias que frequentemente matavam os índios” (CAVINATTO, 2003, pag.35). Em 1808, com a vinda da família real portuguesa, houve importantes avanços nos serviços de saneamento. Foram criadas leis que fiscalizavam portos evitando a entrada de navios com pessoas doentes. O brasil foi um dos pioneiros na implantação redes de coleta para escoamento das águas das chuvas, porém esse sistema apenas havia sido instalado em áreas aristocráticas do Rio de Janeiro.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, também conhecida como OMS, o saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos deletérios sobre o bem-estar humano. O saneamento era entendido de forma diferente da atual cuja denominação mais comum seria saneamento basico. “Até o final da década de 1970, saneamento era entendido como atividades de água e esgoto” (DALTRO FILHO, 2004, pag.22). Entretanto, hoje o conceito é mais abrangente. São ações que visam promover e assegurar condições de bem-estar e segurança a uma comunidade, através de abastecimento de água, drenagem, coleta de lixo, sistema de esgoto e controle da poluição do ar como a de ruídos. Todas essas vertentes são abarcadas pelo saneamento ambiental. 2.2.1 Políticas e lei de saneamento O Brasil em termos de políticas de saneamento tem poucas ações. Entretanto, deve-se ressaltar o Plano Nacional de Saneamento (PLANASA) e a lei número 11.445, de 5 de janeiro de 2007 que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico. Em 1954 surge o Fundo Rotativo de Governo para Obras de Saneamento. Em 1960 é realizada a reunião de Punta del Este, com o patrocino da OMS, para sensibilizar autoridades sanitárias de países latinos sobre a condição precária dos mesmos. Todas as autoridades assumiram compromissos de reverter os problemas apresentados. Em 1967, o governo não tinha efetivado nenhuma ação ou atividade para melhorar condições sanitárias das cidades. Até o final de 1970, o Brasil não havia implementado nenhuma das ações da reunião de 1960, agravando a situação de saúde pública, é então decidida a criação do PLANASA, para ser aplicado até 1980.
As principais metas do PLANASA era “atender 80% da população urbana com água e 50% de cobertura de esgotos. Atendimento de 85% de todas as sedes municipais e vilas com população superior a 5.000 pessoas.” (DALTRO FILHO, 2004, pag. 23). Para tal implementação, foi necessária a implantação de infraestruturas adequadas, fabricas de equipamentos e materiais hidrossanitários como tubos, conexões, registros etc. Nessa época surge cursos especializados nos mais diversos níveis nessa área. É nessa época também que companhias de saneamento foram criadas. Ao final da década de1970, por motivos de inexperiência poucos estados alcançaram as metas previstas. Praticamente apenas estados do Sudeste foram bem-sucedidos, pois dispunham de maus recursos financeiros. Em virtude dessa situação o programa foi prorrogado até a década de 1980. Em 1981, o plano começa a declinar com a falta de recursos financeiros e o agravamento da situação causa sua extinção em 1986. Com a redução de recursos, as condições pioraram sensivelmente, com o retorno de diversas doenças anteriormente erradicadas. 2.2.1.2 Lei número 11. “Essa lei busca estabelecer as diretrizes nacionais para o saneamento básico para a política federal de saneamento básico.” (Lei nº 11.445,2007). A lei confere a obrigação de elaborar o plano de saneamento básico, vedando a possibilidade de delegar qualquer atividade relacionada ao planejamento a outros entes federais ou terceiros. A lei chama a atenção para a necessidade de integras os planos de saneamento outros a exemplo de bacias hidrográficas, providência que deve ser encarada como uma obrigação, não uma recomendação, considerada deficiente ou invalido todo planejamento elaborado. A lei tem como princípios fundamentais a universalização do acesso, com integralidade das ações. Adequação a saúde pública, proteção a o meio ambiente e segurança do patrimônio público e privado. Adoção de tecnologias apropriadas as
Das águas utilizadas em habitações, de 70 a 80% é transformada em esgoto deste modo 99,9% é água e 0,1% é de sólidos. (DALTRO FILHO, 2004). O conhecimento do esgoto produzido é essencial para a elaboração de procedimentos de coleta, transporte e disposição final. As características do efluente é um conjunto de parâmetros que permite avaliar os diversos componentes de um esgoto. Essas características são divididas em físicas, químicas e biológicas. Características físicas: Cor Um esgoto recente apresenta coloração acinzentada em quanto um esgoto mais antigo pode ser mais escuro devido a sua decomposição. Os esgotos industriais apresentam a coloração da atividade. Odor Normalmente o esgoto doméstico fresco não tem odor ofensivo, o odor predominante é devido aos derivados de sabão. Nos casos de esgotos mais antigos o cheiro de ovo podre é o mais usual. Em industrias o cheiro é relacionado a atividade. Temperatura É sempre igual ou pouco inferior á temperatura ambiente. Já o esgoto industrial apresenta temperatura superior à do ambiente. Sólidos A presença de sólidos demonstra que os mesmos são oriundos do abastecimento de água, erosão do solo, infiltração nas redes e do próprio despejo. Características químicas: Matéria orgânica Compostos em sua maioria pela combinação de carbono, hidrogênio e oxigênio, junto com o nitrogênio. Esses componentes geram substancias orgânicas como proteínas, carboidratos, graxas, óleos e ureia. Demanda química de oxigênio - DQO
Utilizada para medir matéria orgânica nas águas residuais industriais e municipais. Demanda total de oxigênio – DTO Método industrial em que a matéria orgânica e a inorgânica são oxidadas numa câmara de combustão. Características biológicas: Os microrganismos encontrados nos esgotos são classificados em protista, animais e planta. Os protistas são os mais importantes para a engenharia sanitária. Também deve-se considerar os organismos patogênicos e os coliformes. Os patogênicos são preocupantes devido a sua capacidade de transmitir doenças por meios hídricos. Já os coliformes podem insinuar a existência dos patogênicos. (DALTRO FILHO, 2004).