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MODELOS DE PROCESSOS SAÚDE-DOENÇA, Resumos de Saúde Pública

ISEC, SUS, DOENÇA, SAÚDE, PROCESSOS

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 19/11/2019

mariosales
mariosales 🇧🇷

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DOENÇA: É UM ESTADO DE SOFRIMENTO E DOR, EXPRESSOS DE MODO
SUBJETIVO PELO O QUE O CORPO ADOECE.
Parâmetros Subjetivo: dor, infelicidade
Influencias: biológico, social, psicológico
Mensurações Patológicas: insufientes para compreensão da doença
-------------------------------------------------------------------------------------------------------
PROCESSO SAÚDE-DOENÇA: É O CONJUNTO DE RELAÇÕES E VARIÁVEIS QUE
PRODUZ E CONDICIONA O ESTADO DE SAÚDE E DOENÇA DE UMA POPULAÇÃO.
É um processo social, num determinado espaço e tempo, caracterizado por
relações: Do homem com a natureza meio ambiente, espaço, território; Do
homem com outros homens trabalho, relações sociais, culturais e políticas
Reciprocidade entre o normal e o patológico: Fatores que permitem viver
alimento, água, ar, clima, habitação, trabalho, tecnologia, relações familiares e
sociais; São os mesmos fatores que podem causar doenças
------------------------------------------------------------------------------------------------------
O PROCESSO DE SAÚDE-DOENÇA NÃO OCORRE DE MANEIRA IGUAL NOS
INDIVIDUOS
Condicionados pela reciprocidade, desigualdade, relatividade, histórico.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------
HISTÓRICO: MÍSTICA: Doença como algo sobrenatural, Saúde - dádiva,
doença- maldição.
TEORIA AMBIENTAL: Doença como algo causado pela modificação do
ambiente, teoria dos miasmas
TEORIA DA UNICAUSALIDADE: Louis Pasteur, Sec. XIX, doença causada por
agente etiológico
TEORIA DA MULTICAUSUALIDADE: Sec. XX, complementada pela
epidemiologia, incapacidade da unicausalidade.
TEORIA DA DETERMINAÇÃO SOCIAL: Contemporânea, organização da
sociedade com as manifestações.
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DOENÇA: É UM ESTADO DE SOFRIMENTO E DOR, EXPRESSOS DE MODO

SUBJETIVO PELO O QUE O CORPO ADOECE.

Parâmetros Subjetivo: dor, infelicidade Influencias: biológico, social, psicológico Mensurações Patológicas: insufientes para compreensão da doença


PROCESSO SAÚDE-DOENÇA: É O CONJUNTO DE RELAÇÕES E VARIÁVEIS QUE PRODUZ E CONDICIONA O ESTADO DE SAÚDE E DOENÇA DE UMA POPULAÇÃO. É um processo social, num determinado espaço e tempo, caracterizado por relações: Do homem com a natureza – meio ambiente, espaço, território; Do homem com outros homens – trabalho, relações sociais, culturais e políticas Reciprocidade entre o normal e o patológico: Fatores que permitem viver – alimento, água, ar, clima, habitação, trabalho, tecnologia, relações familiares e sociais; São os mesmos fatores que podem causar doenças ------------------------------------------------------------------------------------------------------ O PROCESSO DE SAÚDE-DOENÇA NÃO OCORRE DE MANEIRA IGUAL NOS INDIVIDUOS Condicionados pela reciprocidade, desigualdade, relatividade, histórico.


HISTÓRICO: MÍSTICA: Doença como algo sobrenatural, Saúde - dádiva, doença- maldição. TEORIA AMBIENTAL: Doença como algo causado pela modificação do ambiente, teoria dos miasmas TEORIA DA UNICAUSALIDADE: Louis Pasteur, Sec. XIX, doença causada por agente etiológico TEORIA DA MULTICAUSUALIDADE: Sec. XX, complementada pela epidemiologia, incapacidade da unicausalidade. TEORIA DA DETERMINAÇÃO SOCIAL: Contemporânea, organização da sociedade com as manifestações.

MODELOS DE PROCESSOS SAÚDE-DOENÇA

  • Modelo Epidemiológico Multicausal (Leavell; Clark, 1976) Baseado na relação entre elementos da tríade ecológica: AGENTE, HOSPEDEIRO E MEIO considerados como fatores causais.
  • Modelo do Campo de Saúde (Lalonde, 1974) Envolve a biologia humana, estilo de vida, ambiência e serviços de saúde, numa permanente inter-relação e interdependência. -------------------------------------------------------------------------------------------------- EPIDEMIOLOGIA : Ciencia que estuda o processo de saúde-doença ----------------------------------------------------------------------------------------------- HISTÓRIA NATURAL DA DOENÇA
  • Período pré-patogênese: é a evolução dos fatores sociais e ambientais com o hospedeiro, até a instalação da doença.
  • Período da patogênese: é a implantação e evolução da doença no homem; inicia-se com as ações dos agentes. Segue-se com as perturbações clínicas e evolui para cronicidade, defeitos permanentes, morte ou cura.

PREVENÇÃO EM SAÚDE

  • É a ação antecipada, que tem como objetivo INTERCEPTAR ou ANULAR a evolução de uma doença.
  • Prevenção Primária : Educação sanitária. FINALIDADE: reduzir incidência de doenças
  • Prevenção Secundária : Tratamento adequado para interromper o processo mórbido e evitar complicações e sequelas. FINALIDADE: reduzir morbimortalidade por uma determinada doença, no grupo rastreado.

Marc Lalonde apresentou, então, uma nova visão sobre a saúde, distanciando- a da exclusividade relacionada ao sistema médico e aproximando-a da relação interdependente de quatro aspectos:

  • BIOLÓGICOS: Aspectos de saúde, Físicos, Mentais, Herança genética e Sistemas do corpo humano
  • MEIO AMBIENTES: Situações externas ao corpo humano - Lixo, água, trânsito, tecnologia e alimento
  • ESTILO DE VIDA: Comportamentos e hábitos assumidos pelo indivíduo - > Alimentação, Uso de drogas e Atitudes inadequadas
  • SERVIÇOS DE SAÚDE: Prática profissional - Médicos e Comunidade: Equipamentos Medicamentos e Apoio diagnóstico

Política Nacional de Humanização (PNH)

  • Foi lançada em Março de 2003 , pelo Ministério da Saúde.
  • Busca efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários.
  • Produz mudanças nos modos de gerir e cuidar, a PNH estimula a comunicação entre gestores, trabalhadores e usuários. ▪ Ética, porque implica a atitude de usuários, gestores e trabalhadores de saúde comprometidos e corresponsáveis; ▪ Estética, porque acarreta um processo criativo e sensível de produção da saúde e de subjetividades autônomas e protagonistas; ▪ Política, porque se refere à organização social e institucional das práticas de atenção e gestão na rede do SUS.”

Valorização do trabalhador: Dar relevância a experiência do profissional e incluindo-os na tomada de decisão. Defesa dos direitos do usuário: Divulgar e esclarecer os direitos dos usuários frente as fases do cuidado (Recepção a alta). AMBIENCIA: LOCAL HARMONIOSO

A VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986, definiu saúde como resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde. 1974 – Informe Lalonde: Uma nova perspectiva sobre a Saúde dos Canadenses 1978 – Conferência Internacional sobre Atenção Primária de Saúde – Declaração de Alma-Ata. 1986 – Carta de Ottawa sobre Promoção da Saúde - I Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde: Condições necessárias para a existência de saúde: paz, educação, habitação, alimentação, renda, ecossistema estável, recursos sustentáveis, justiça social e equidade 1988 – Declaração de Adelaide sobre Políticas Públicas Saudáveis – II Conf. Inter. Promoção da Saúde (Austrália) 1991 – Declaração de Sundsvall sobre Ambientes Favoráveis à Saúde – III Conf. Inter. Promoção da Saúde (Suécia) 1992 - Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92); Declaração de Santa Fé de Bogotá – Conf. Inter. Promoção da Saúde na Região das Américas (Colômbia) 1994 – Conferência Internacional sobre população e desenvolvimento (Cairo). 1995 – Conferência das Nações Unidas sobre a Mulher (Pequim). 1996 – Conferência das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos (Istambul). 1997 – Declaração de Jacarta sobre Promoção da Saúde no Século XXI em diante - IV Conf. Inter. Promoção da Saúde (Indonésia) 2000 – Declaração do México 2002 – Carta de São Paulo III Conferência Latino-Americana Promoção da Saúde.

PROMOÇÃO DE SAÚDE NO BRASIL

1970 - Surgimento do movimento sanitário 1980 - Movimento de redemocratização do país, VIII Conf. Nacional de Saúde, com afirmação de princípios da promoção da saúde: determinação social e intersetorialidade. Processo constituinte, com grande participação do “movimento sanitário” (1986-1988). Constituição Federal, com característica de Promoção da Saúde (1988). 1990 - Lei orgânica da Saúde, reafirmando os princípios promocionais da Constituição (1990). Organização dos Conselhos de Sáude em todos os níveis: participação social, composição paritária, representação intersetorial (1991) A partir de 1995 - PACS e PSF.


Segundo a OMS:

  • Entende-se por promoção da saúde o processo que possibilita as pessoas aumentar seu controle sobre os determinantes da saúde e através disto melhorar sua saúde, sendo a participação das mesmas essencial para sustentar as ações de promoção da saúde Quatro importantes Conferências Internacionais sobre Promoção da Saúde , realizadas - em Ottawa (1986) , Adelaide (1988), Sundsvall (1991) e Jacarta (1997) - desenvolveram as bases conceituais e políticas da promoção da saúde.

CARTA DE OTTAWA

  1. Promoção de saúde através de políticas públicas: focalizando a atenção no impacto em saúde das políticas públicas de todos os setores e não somente do setor da saúde.
  2. Criação de ambiente favorável através da avaliação do impacto em saúde do ambiente e evidenciar oportunidades de mudanças que conduzam à saúde.

TRANSIÇÃO

  • Transição Demográfica: Processo de mudança na estrutura etária da população, evidenciada pelo envelhecimento populacional: Longa duração e Queda das taxas de mortalidade e natalidade
  • Transição Epidemiológica: Substituição gradual de um padrão de doenças infecciosas por um de doenças não transmissíveis e causadas pelo homem ----------------------------------------------------------------------------------------------------- TEORIA DA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
  • Início do século XX, Referência: as modificações observadas nos países europeus nos séculos anteriores , especialmente a partir do século XVIII.
  • Procurava relacionar as transformações demográficas, particularmente os coeficientes de natalidade e de mortalidade com o processo de industrialização •Defende que o crescimento populacional tende a se equilibrar no mundo com a diminuição das taxas de natalidade e mortalidade Fase I: Típica das sociedades pré-industriais, índice de crescimento populacional lento com altas taxas de mortalidade (precárias condições higiênico-sanitárias, epidemias, guerras, fome) e natalidade. Fase II: Fase intermediária, própria dos países em processo de industrialização. Redução da mortalidade, elevada taxa de natalidade. Grande crescimento populacional Fase III: Natalidade começa a cair, manutenção dos baixos índices de mortalidade Fase IV: Transição demográfica se completa. Retomada do equilíbrio demográfico, com baixas taxas de natalidade e mortalidade Fase V: Crescimento gera valores negativos, natalidade quase nula e manutenção das taxas de mortalidade. Exemplo: Alemanha

NO BRASIL

Rápido e intenso processo de urbanização

  • 1940: 68,8% zona rural / anos 2000: 81,2% zona urbana
  • 2050: previsão de 91,3% vivendo na zona urbana •Maior acesso aos bens de serviço ligados à saúde das populações (qualidade), em contrapartida, exposição a poluição, desemprego, violências, tabagismo, etilismo INDICADORES DE TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA NO BRASIL
  • Fecundidade: Declínio contínuo, maior intensidade nas regiões Norte e Nordeste nos últimos anos. Atualmente: 1,67 filhos por mulher.
  • Natalidade : Relação entre o número de nascidos vivos com referência a população total - Regiões Norte e Nordeste maiores taxas / Sul e Sudeste menores, Dados mais recentes 15,20/1.000 habitantes
  • Mortalidade Geral: Declínio precedeu a queda da natalidade e fecundidade
  • Mortalidade Infantil: Diminuindo, em 2015-17,1 \ 2020 - 14,
  • Crescimento populacional: Comportamento da fecundidade, natalidade, mortalidade redução no ritmo de crescimento na metade do século XX, principalmente a partir de 1960-1970.
  • Estima-se “crescimento zero” por volta de 2062, quando apresentará taxa de crescimento negativa. Em 2015 0,83%
  • Idade Mediana: em 1980 – 20,2 anos, em 2050 – 40 anos
  • Esperança de vida ao nascer: em 2000 - 66,7 H/ 74,2 M. em 2050 - 78,2 H/84,7 M
  • O processo de envelhecimento da população brasileira caracteriza-se por uma feminização refletindo o diferencial de mortalidade entre os sexos , além da intensificação do envelhecimento entre os mais idosos
  • Segundo: Idade da regressão das pandemias: Rápidos incrementos em saneamento básico e padrões de vida com medidas médicas e de saúde pública, contribuindo significativamente com a melhoria das condições de saúde e sociais. Aqueles que sobreviveram às doenças infecciosas e parasitárias enfrentaram na fase adulta o risco de morrer por doenças crônicas e não transmissíveis. Expectativa de vida: 50 anos
  • Terceiro: Idade das doenças degenerativas e doenças causadas pelo homem: Descrita como uma fase de platô da história epidemiológica, onde há um equilíbrio na mortalidade, consideravelmente mais baixo do que no primeiro estágio. Principais causas de morte: doenças cardíacas, cerebrovasculares, neoplasias. Esperança de vida: Sete décadas
  • Quarto estágio: a) rápido declínio das taxas de mortalidade que estão concentradas principalmente nas idades avançadas e que ocorrem semelhantes entre homens e mulheres b) Distribuição etária das mortes por doenças degenerativas é desviada, progressivamente, para as idades mais velhas c) Causas de óbitos permanecem os mesmos do terceiro estágio Na América Latina:
  • Superposição de etapas: proporção de óbitos do aparelho circulatório alta e a por doenças infecciosas e parasitárias ainda é bem diferente da dos países desenvolvidos
  • Contra-transição: Retorno da febre amarela e dengue
  • Transição prolongada: situação de morbimortalidade mista
  • Polarização epidemiológica: persistência das desigualdades sociais faz com que haja heterogeneidade nas etapas vividas pelos diferentes grupos sociais
  • Tripla Carga de Doenças: Coexistência de 3 grupos: Doenças infecciosas e parasitárias e problemas de saúde reprodutiva, Causas externa, Doenças crônica
  • Crise nos sistemas de saúde contemporâneos, explicado pela incoerência entre uma situação de saúde com predomínio forte de condições crônicas e uma resposta social através de sistemas fragmentados e voltados, principalmente, para as condições agudas e agudizações das condições crônicas, Cada vez mais pessoas morram em idades mais tardias, Maior sobrevida sem incapacidade e mais anos vividos com má saúde ou dependência
  • Investigação científica pode levar a grandes incrementos da esperança de vida mediante a modificação do processo de envelhecimento. As três curvas (mortalidade, morbidade e incapacidade)

  • Principal causa de morte no Brasil, sem levar em conta a idade e o sexo: 1) Doenças do aparelho circulatório 2) Neoplasias 3) Causas externas
  • Principal causa de morte em homens: 1) Doenças do aparelho circulatório 2) Externas (principalmente por agressões, seguida de acidente de transporte) 3) Neoplasias
  • Principal causa de morte em mulheres: 1) Doenças do aparelho circulatório 2) Neoplasias 3) Doença do aparelho respiratório
  • Principal causa de morte < 1 ano: 1) Infecções do período perinatal 2) Malformação congênita e anomalias cromossômicas 3) Doenças do aparelho respiratório
  • Principal causa de morte no período neonatal (<28 dias): 1) Afecções originadas no período perinatal 2) Malformações congênita e anomalias cromossômicas 3) Algumas doenças infecciosas e parasitárias
  • Principal causa de morte no período pós-neonatal (>28 dias <1 ano) : 1) Malformações congênita e anomalias cromossômicas 2) Afecções originadas no período perinatal 3) Doenças do aparelho respiratório
  • Principal neoplasia causadora de morte por sexo: Homem: 1) Pulmão 2)Próstata 3) Estomâgo
  • Mulher: 1) Mama 2) Pulmão 3) Cólon, reto e ânus -
  • OBSERVAÇÃO: CONSIDERANDO OS JOVENS DE 1 A 39 ANOS: CAUSAS EXTERNAS SÃO A PRIMEIRA CAUSA DE MORTE