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módulo 2 manutenção, Notas de estudo de Cultura

APOSTILA DE MANUTENÇÃO 2

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 22/02/2013

evandro-almeida-8
evandro-almeida-8 🇧🇷

4.6

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ADMINISTRAÇÃO: PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, DIREÇÃO E
CONTROLE
EMPRESA: é um organismo econômico destinado à produção de mercadorias
e/ou serviços, com o objetivo de lucro para o empresário.
Ponto de vista econômico: a empresa possui 2 fatores de produção: trabalho e
capital.
Produção: fenômeno econômico que cria ou gera mercadorias e/ou serviços
para troca ou permuta. Somente existem 2 tipos de produção: mercadorias
(alimentos, remédios, etc.) e serviços (transportes, médicos hospitalares, etc.).
Trabalho: todo esforço humano destinado à produção.
O homem é agente e o seu trabalho o 1º fator de produção. Os recursos da terra
e da natureza, representam o 2º fator de produção, isto é, o capital (máquinas e
animais).
Capital: representa os recursos disponíveis e aplicados.
Capital financeiro: dinheiro ou crédito (financiamento).
Capital econômico: equipamentos, produção, máquinas, ferramentas, etc.
(investimento).
Nos sistemas econômicos capitalistas, as empresas são constituídas para obtenção de
lucro (diferença entre o menor custo de produção e maior preço das vendas das
mercadorias e/ou serviços), caso contrário terá prejuízo.
O lucro tem 2 destinos:
ser distribuído entre os sócios (Ltda) ou acionistas (S/A).
permanecer no giro dos negócios, figurando como reserva e acréscimo de
capital.
De acordo com a teoria organicista : as empresas comerciais , industriais, agrícolas,
hoteleiras, etc., são consideradas organismos econômicos que produzem mercadorias
e/ou serviços com o objetivo de lucro.
ENTIDADES: organismos econômicos destinados a produção de mercadorias e/ou
serviços, sem fins lucrativos. Por exemplo: ONGs, clubes esportivos, fundações
educacionais, associações religiosas, etc.
Os resultados alcançados nas entidades são chamados de superávits (excesso de receitas
sobre as despesas), incorporando ao patrimônio, sem distribuição entre diretores ou
membros. déficits (excesso de despesas sobre as receitas), o seu total permanece em
suspenso para ser amortizado com superávits futuros.
A administração é uma das vias que nos conduzem ao objetivo das empresas ou
entidades.
Os administradores são pessoas encarregadas de fazer planos, organizar, dirigir e
controlar as operações, por meio do esforço conjunto dos empregados (técnica
administrativa).
Conceito de Harold Koontz: “Administração é a arte de realizar coisas com e por meio
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ADMINISTRAÇÃO: PLANEJAMENTO, ORGANIZAÇÃO, DIREÇÃO E

CONTROLE

  • EMPRESA : é um organismo econômico destinado à produção de mercadorias e/ou serviços, com o objetivo de lucro para o empresário.
  • Ponto de vista econômico : a empresa possui 2 fatores de produção : trabalho e capital.
  • Produção: fenômeno econômico que cria ou gera mercadorias e/ou serviços para troca ou permuta. Somente existem 2 tipos de produção: mercadorias (alimentos, remédios, etc.) e serviços (transportes, médicos hospitalares, etc.).
  • Trabalho: todo esforço humano destinado à produção.
  • O homem é agente e o seu trabalho o 1º fator de produção. Os recursos da terra e da natureza , representam o 2º fator de produção , isto é, o capital (máquinas e animais).
  • Capital : representa os recursos disponíveis e aplicados.
  • Capital financeiro : dinheiro ou crédito (financiamento).
  • Capital econômico: equipamentos, produção, máquinas, ferramentas, etc. (investimento).

Nos sistemas econômicos capitalistas, as empresas são constituídas para obtenção de lucro (diferença entre o menor custo de produção e maior preço das vendas das mercadorias e/ou serviços), caso contrário terá prejuízo.

O lucro tem 2 destinos:

  • ser distribuído entre os sócios (Ltda) ou acionistas (S/A).
  • permanecer no giro dos negócios, figurando como reserva e acréscimo de capital.

De acordo com a teoria organicista : as empresas comerciais , industriais, agrícolas, hoteleiras, etc., são consideradas organismos econômicos que produzem mercadorias e/ou serviços com o objetivo de lucro.

ENTIDADES: organismos econômicos destinados a produção de mercadorias e/ou serviços, sem fins lucrativos. Por exemplo: ONGs, clubes esportivos, fundações educacionais, associações religiosas, etc.

Os resultados alcançados nas entidades são chamados de superávits (excesso de receitas sobre as despesas), incorporando ao patrimônio, sem distribuição entre diretores ou membros. déficits (excesso de despesas sobre as receitas), o seu total permanece em suspenso para ser amortizado com superávits futuros.

A administração é uma das vias que nos conduzem ao objetivo das empresas ou entidades.

Os administradores são pessoas encarregadas de fazer planos, organizar, dirigir e controlar as operações, por meio do esforço conjunto dos empregados (técnica administrativa).

Conceito de Harold Koontz : “Administração é a arte de realizar coisas com e por meio

de pessoas em grupos, formalmente organizados.” Grupos formalmente organizados, quer dizer que não basta a reunião de pessoas para que se verifique a presença da ação administrativa. O grupo de pessoas deve ser constituído de forma deliberada e legalmente organizada, como acontece numa empresa ou entidade.

Conceito de William H. Newman : “ Administração consiste em orientar, dirigir e controlar os esforços de um grupo de indivíduos para um objetivo comum.” A necessidade de orientação, direção e controle dos esforços do grupo de indivíduos e que esse papel cabe ao administrador, ou seja, pode existir um número de pessoas - em um cinema, dentro de um ônibus ou uma praça pública - mas, na falta de orientação, direção e controle da atividade grupal, não haverá, evidentemente, Administração.

PROCESSOS ADMINISTRATIVOS

PLANEJAMENTO “é decidir antecipadamente o que deve ser feito para alcançar determinado objetivo ou meta.”

Podemos destacar 2 tipos principais de planejamento administrativo:

a) planejamento especial - é o que, atingindo seu objetivo, deixa de ser utilizado.

b) planejamento geral - é usado, muitas vezes, de forma permanente.

Projeto: é um instrumento que possibilita avaliar as vantagens e desvantagens de reunir ou combinar todos os recursos num investimento empresarial, bem como aferir a capacidade dos empresários.

Os projetos visam a montagem ou expansão das empresas, em bases racionais, os projetos devem justificar o interesse em se manter um programa de produção, e também reduzir os riscos que todo empresário enfrenta ao tomar a decisão de investir.

Podemos dizer que o valor dos projetos são:

do ponto de vista social (macroeconomia - estudo agregativo da atividade econômica como um todo).

  • acelera o desenvolvimento econômico do país;
  • proporciona maior número de empregos aos trabalhadores.

do ponto de vista empresarial (microeconomia - cuida individualmente do comportamento dos consumidores e produtores).

  • justifica um programa de produção e a reunião dos fatores de produção;
  • permite reduzir os riscos do investimento;
  • avalia a capacidade técnico-administrativa dos administradores.

Podemos distinguir um projeto em quatro fases distintas:

supervisor) e simplicidade de estruturação (fácil esquema da empresa).

  • desvantagem: o modelo em forma de pirâmide é muito rígido e que, por isso, cria dificuldades nas transmissões de informações (deve-se informatizar a empresa).
  • recomendações: reduzir ou achatar a organização vertical ou piramidal e reduzir os níveis hierárquicos.

Tipos Organizacionais para Grandes Empresas

  • unidades de negócios : consiste em criar áreas ou setores independentes, com vida própria (previsão orçamentária, apuração de custos e resultado operacional positivo - lucro). Não se deve confundir as unidades de negócios em referência com as ''células de produção''.
  • horizontais : com o surgimento da técnica administrativa, a partir de 1990, denominada de Reengenharia de Negócios, a qual recomenda a busca do tamanho certo da empresa ( rightsizing ), bem como a redução dos níveis hierárquicos ( downsizing ) e ao praticar esses dois atos administrativos, a empresa estará se horizontalizando.
  1. vantagem: rapidez na tomada de decisão
  2. desvantagem: desemprego generalizado.
  • redes : costuma ser adotado por empresas que não têm características das grandes, como instalações volumosas e muitos funcionários, mas o movimento econômico-financeiro é bem elevado. Há a interligação entre as empresas, ligando os funcionários espalhados por todos os lugares (Alguns autores preferem chamar esse tipo de organização de virtual; outros denominam de modular). É diferente de rede comercial.
  1. Nos tipos ou modelos em rede, cumpre saber que a colaboração de terceiros é feita por meio de contratos de empreitadas. Isso nos leva a concluir que, com raras exceções, pois a empresa contratante às vezes faz uma parte do projeto, a maioria dos empreendimentos serão terceirizados ( outsourcing).
  2. As empresas prestadoras de serviços especializados, ou seja, as executantes do que se convencionou chamar de “pacote de serviços”, não se subordinam à empresa contratante, cujos diretores se reúnem esporadicamente para tratar exclusivamente sobre o andamento do(s) projeto(s).

“Estrutura de Organização Informal”: não é visível nas empresas, mas ninguém pode negar sua existência. Existem muitas razões para justificar as mais variadas alterações ou desvios daquilo que foi planejado e organizado. Esse fenômeno é comum em toda a organização humana, pois sempre aparece alguém procurando modificar ou alterar o que existe, o que, às vezes, é um bem, desde que beneficie a todos os interessados na organização. Isso não deve ser como o uso de outras duas técnicas administrativas: a administração participativa (todos os que estão ligados à empresa participam das decisões) e a autogestão empresarial (toda a empresa está sob o controle dos trabalhadores ou dos empregados). Não confundir com co-gestão.

A organização ou estruturação da empresa deve levar em conta três questões:

  1. Autoridade: é direito de mandar e o poder de se fazer obedecer.
  2. Responsabilidade: é a obrigação de fazer e prestar contas do que foi feito.
  3. Divisão do Trabalho: é considerada como princípio fundamental da organização, isto é, a organização existe porque o trabalho do homem é dividido, uma vez que ele não pode fazer tudo. A divisão do trabalho decorre da distribuição da autoridade e das responsabilidades nas empresas. Ao dividir o trabalho estamos D epartamentalizando , ou seja, criando diversas seções que executam as funções (ou serviços) específicos ou próprios.

O trabalho de departamentalizar uma empresa costuma ser desdobrado em duas fases:

  • a análise : é o trabalho de decompor um todo, com a finalidade de conhecer suas partes. No caso da organização, a análise consiste em conhecer cada uma das funções (ou serviços), de acordo com sua natureza;
  • a síntese : é o trabalho de compor o todo, reunindo todas as partes conhecidas. No caso da organização, a síntese compreende o agrupamento das funções (ou serviços) em departamentos específicos.

Os gráficos da organização apresentam a estrutura organizacional da empresa, ou então, o movimento ou fluxo de suas atividades, daí sua classificação em dois tipos ou modelos:

a) organogramas: a estrutura organizacional de uma empresa pode ser representada graficamente por meio de pequenos retângulos - também conhecidos por "caixas" - e linhas indicativas das ligações hierárquicas.

b) fluxogramas ( flowcharts): serve para designar até um simples rascunho, no qual se faz, por exemplo, uns círculos ou retângulos ligados por linhas em forma de flechas, com a finalidade de mostrar como é que a coisa funciona ou se movimenta. O fluxograma serve também para acusar os defeitos, os erros, as falhas, os retrabalhos, as demoras ou atrasos e assim por diante. Esses fatos ou eventos acabam representando um custo desnecessário ao que se produz ou que se faz (denominado custo agregado). Por causa desses retrabalhos foram criadas organizações para defesa dos consumidores, como por exemplo, o PROCON.

DIREÇÃO “é o processo administrativo que conduz e coordena o pessoal na execução das tarefas antecipadamente planejadas.”

Dirigir uma empresa significa conseguir que os empregados executem as tarefas (ou serviços) pelas quais respondem.

“Tarefa é um trabalho que se há de concluir em determinado tempo; serviço é o exercício de funções obrigatórias, ou, então, o desempenho de qualquer trabalho.”

Principais meios de direção empresarial:

a) Ordens ou Instruções (transmitir decisões aos subordinados): são dadas ou emitidas

o melhor desempenho de suas funções.

4ª) trabalho interessante: ninguém gosta de fazer o que não lhe agrada. Se for obrigado a fazer, provavelmente o fará mal. Cabe ao administrador, com uma boa dose de competência, o papel de tornar agradáveis e interessantes as tarefas de seus subordinados.

5ª) tratamento humano: o empregado não deve ser confundido com os equipamentos de produção. O administrador deve criar motivações para o trabalhador desempenhar a contento suas obrigações. As relações familiares e sociais, as condições de vida e de saúde, passatempos favoritos, vida religiosa, etc., são importantes para o trabalhador e o administrador deve observar esses fatores e procurar dentro das possibilidades da empresa, proporcionar ao colaborador (não mais funcionário) a satisfação de seus desejos e interesses.

c) Comunicação: pode ser considerada como o processo de transmissão de informações ou mensagens. A conceituação apresentada revela que o processo de comunicação envolve a informação (baseada em dados) transmitida, por exemplo, pelo dirigente “A” (chamado emissor ) para o funcionário “B” (chamado receptor ) que recebe a mensagem (entender o verdadeiro sentido da informação transmitida pelo emissor).

O emissor deve codificar a mensagem, transformando-a numa forma especial para a transmissão, e o receptor precisa decodificar a mensagem, ou seja, decifrar a mensagem transmitida, para poder entender a informação que o código contém. Esse processo será completo, quando tiver o retorno da informação, o chamado feedback.

Os meios de comunicação utilizados para a transmissão de informações ou mensagens são os mais diversos. Por exemplo: telefones, interfones, intranet, correio eletrônico, ordens de serviço, comunicados, avisos, cartas, memorandos, etc.

As linhas de comunicações entre indivíduos para a transmissão de informações relacionadas com as tarefas administrativas são chamadas canais.

Ao conjunto de canais existentes (ou possíveis) num grupo de pessoas ou departamento dá-se o nome de rede (ou sistema ) de comunicação.

Os ruídos nas comunicações são as interferências que prejudicam as transmissões de informações. Muitas vezes, o ruído , além de causar incômodo ou aborrecimento, também dá origem a erros, exigindo a repetição de parte ou de toda a mensagem. A repetição da informação contida na mensagem é denominada redundância.

d) Coordenação: Segundo Henri Fayol, “ a coordenação tem por fim ligar, unir e harmonizar todos os atos e esforços.” A coordenação deve estar presente em todas as fases da administração, isto é, quando se planeja, organiza, dirige e controla uma empresa.

e) Liderança: faz parte da personalidade de um administrador. Ele precisa ser um condutor ou guia de seus subordinados. Embora o administrador tenha o poder de admitir, promover, demitir e exigir dos funcionários a prestação de serviços (por força de sua autoridade), ele terá maior sucesso nos resultados de cada um se souber conduzi- los como um líder.

A liderança está baseada no prestígio pessoal do administrador e na aceitação pelos dirigidos ou subordinados.

3 fatores, pelo menos, influem no poder de liderança de um administrador:

  • posição hierárquica ( status ) - decorrente de sua função de autoridade (direito de mandar e de se fazer obedecer);
  • competência funcional - resultante de seus conhecimentos gerais e especializados (cultura geral e técnica).
  • personalidade dinâmica - produto de suas características e qualidades pessoais (aspecto físico, temperamento, caráter, etc.).

f ) Tomada de Decisões: a escolha que fazemos quando nos defrontamos com várias alternativas ou diversas opções num curso de ação, escolhemos o caminho a seguir, decidimos o que fazer.

Na Administração de Empresas, em que o fluxo de informação é muito grande, devemos observar que somente isso não resolve os problemas internos e externos da

d) Classificação do controle quanto ao processo :

o estabelecimento de padrões (critérios ou normas de serviços); o avaliação de desempenho (comparar, medir ou verificar os resultados com o padrão); o correção dos desvios (corrigir os planos, modificar objetivos e mudar o pessoal).

No primeiro processo de controle é o estabelecimento de padrões (entendemos por padrões os critérios ou normas estabelecidos, mediante os quais os resultantes podem ser medidos ou avaliados).

Os padrões podem ser:

  • físicos - exemplos: quantidade de produtos ou mercadorias a produzir, unidades de serviços a executar, homens-hora de trabalho, quantidade de vendas, etc.;
  • expressos em dinheiro : exemplos: totais dos custos de produção, valor dos investimentos, custo de um serviço, valor das receitas, etc.;
  • de ordem pessoal : exemplos: atuação dos empregados, reação dos clientes, opinião do público, etc.

No segundo processo do controle , a avaliação do desempenho, significa comparar, medir ou verificar os resultados obtidos em relação ao padrão estabelecido. Contudo, nem sempre podemos estabelecer padrões e também temos dificuldades em avaliar o desempenho dos executantes. Todavia, sempre que possível, devemos fazer tentativas de um controle eficiente (ou razoável) para garantia de uma boa administração.

No terceiro processo do controle , a correção dos desvios, tem por fim modificar os planos (ou padrões) ou serviços, alterar os objetivos, ou então, se for o caso, designar novos empregados para a execução, selecionar ou treinar outros trabalhadores, ou, ainda, em última instância, contratar novos empregados em substituição aos antigos, que se revelaram incapazes de satisfazer os padrões de trabalho que foram estabelecidos.

Conforme, Harold Koontz e Cyril O´Donnell, são cinco os tipos de padrão freqüentemente usados na prática:

  • Padrões Físicos - não são expressos em termos monetários (ou dinheiro). Eles estão ligados à produção das empresas e podem ser quantitativos (homens-hora por unidade de produção, unidades de produção por máquinas-hora, etc.) ou qualitativos (firmeza de cor em tecidos, sabor em certos produtos ou mercadorias, durabilidade de determinados artigos de consumo, etc.).
  • Padrões de Custo - são expressos em termos monetários (ou dinheiro) e estão diretamente ligados à produção. Trata-se, em última análise, do custo da produção, principalmente da matéria-prima e da mão-de-obra empregadas no processo de produção. Os padrões de custo podem ser estabelecidos antecipadamente (calculando-se quanto vai custar o consumo de matéria-prima e de mão-de-obra) para se alcançar determinada produção de mercadorias (o total produzido).
  • Padrões de Capital - como a própria denominação esclarece, referem-se ao capital social da empresa, ou mais precisamente ao lucro líquido (ou os resultados globais do exercício - um ano) que proporciona o capital investido numa empresa.
  • Padrões de Receita - são os que resultam da atribuição de valores monetários às vendas realizadas por uma empresa. Por exemplo, uma empresa pode estabelecer um padrão de suas vendas para determinado ano. Posteriormente, avalia o desempenho do Departamento de Vendas em relação às estimativas feitas.
  • Padrões imponderáveis - também chamados de não avaliáveis ou intangíveis, são os mais difíceis de estabelecer. De fato, como eles não são expressos em termos monetários (ou em dinheiro), tampouco físicos, tornando-se praticamente impossíveis de serem elaborados e, por isso, a avaliação de desempenho também é tarefa complexa.

Existem outros meios pelos quais a administração de uma empresa procura controlar seu desenvolvimento operacional, tais como:

  • o orçamento: formulação de planos ou programas, em termos numéricos, para um exercício futuro;
  • demonstrações e tabelas estatísticas: movimento de vendas, demonstrações de recebimentos e pagamentos, movimento bancário, etc.);
  • relatórios: exposição escrita sobre diversos aspectos das operações da empresa, acompanhada às vezes de anexos ilustrativos;
  • auditoria interna: executada por contadores designados para tal fim e empregados da empresa;
  • auditoria externa: executada por contadores de fora da empresa e contratados pela administração;
  • observação pessoal: presença do administrador, visando acompanhar o trabalho de seus subordinados.

EVOLUÇÃO DAS TEORIAS ADMINISTRATIVAS

Administração = aplicação de gerir.

Gestão = ato de conduzir, dirigir ou governar.

TEORIA CLÁSSICA E TEORIA CIENTÍFICA

Início da Revolução Industrial (máquinas e divisão do trabalho).

A economia deixou de ter uma base artesanal e manufatureira para se firmar na produção industrial mecanizada - transformação em toda a sociedade.

Nascimento das fábricas: primeiro paradigma da administração, defendendo racionalização da produção, divisão das tarefas em múltiplas etapas, supervisão cerrada e obediência hierárquica.

Frederick Taylor - técnicas de racionalização do trabalho do operário, buscou uma organização científica do trabalho, enfatizando tempos e métodos e por isso é visto

Considerações acerca da Administração Científica de Taylor

  • Enfoque mecanicista do ser humano - A visão da organização como uma máquina, que pode e deve seguir um projeto definido, recebe críticas ferozes de estudiosos da administração. A partir dessa concepção, cada funcionário é considerado uma mera engrenagem no corpo da empresa, tendo desrespeitada sua condição de ser humano.
  • Homo economicus - O incentivo monetário, apesar de importante, não se revela suficiente para promover a satisfação dos trabalhadores. O reconhecimento do trabalho, os incentivos morais e a auto-realização são aspectos fundamentais, que a administração científica desconsidera.
  • Abordagem fechada - A administração científica não faz referência ao ambiente da empresa. A organização é vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado, tendo negligenciadas as influências que recebe e impõe ao que cerca.
  • Superespecialização do operário - Com a fragmentação das tarefas, a qualificação do funcionário passa a ser supérflua. Ele passa a desenvolver tarefas cada vez mais repetitivas, monótonas e desarticuladas do processo como um todo. A superespecialização leva a alienação do trabalhador, no melhor estilo retratado por Chaplin em Tempos Modernos.
  • Exploração dos empregados - Como decorrência do estímulo à alienação do funcionário, da falta de consideração de seu aspecto humano e precariedade das condições sociais existentes à época (falta de legislação trabalhista digna, proibição de movimentos sindicais), a Administração Científica torna legítima a exploração dos operários, em prol dos interesses patronais.

Um dos seguidores das idéias de Taylor

Henry Ford é visto como um dos grandes responsáveis pelo grande salto qualitativo no desenvolvimento da atual organização empresarial. Ciente da importância do consumo de massa, lançou alguns princípios que buscavam agilizar a produção, diminuindo seus custos e tempo de fabricação:

Integração Vertical e Horizontal - produção integrada, da matéria-prima ao produto final acabado (integração vertical) e instalação de uma enorme rede de distribuição (integração horizontal).

  • Padronização - ao instaurar a linha de montagem e a padronização do equipamento utilizado, Ford obtinha agilidade e redução de custos, em detrimento da flexibilização do produto. É anedota comum atribuir a Ford a idéia de que o consumidor podia escolher qualquer carro Ford, desde que fosse “de bigode preto”.
  • Economicidade - redução dos estoques e agilização da produção. “O minério sai da mina sábado e é entregue sob a forma de um carro, ao consumidor, na terça- feira à tarde.”

Paralelamente aos estudos de Taylor, o engenheiro francês Henri Fayol defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração.

Princípios da Teoria de Fayol:

  1. Divisão do Trabalho - a especialização dos funcionários, dos executivos da administração aos operários da fábrica, favorece a eficiência na produção, aumentando a produtividade.

  2. Autoridade e Responsabilidade - autoridade é o direito dos superiores hierárquicos de dar ordens que serão supostamente obedecidas; responsabilidade é a contrapartida da autoridade.

  3. Unidade de Comando - um empregado deve receber ordens apenas de um superior, evitando contra-ordens.

  4. Unidade de Direção - o controle único é possibilitado com a aplicação de um plano para grupos de atividades com os mesmos objetivos.

  5. Disciplina - necessidade de se estabelecer normas de conduta e de trabalho, válidas para todos os funcionários. A ausência de disciplina joga a organização no caos.

  6. Prevalência dos Interesses Gerais - os interesses gerais da corporação devem prevalecer sobre os interesses individuais.

  7. Remuneração -deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da organização.

  8. Centralização - as atividades cruciais da organização e a autoridade para a sua adoção devem ser centralizadas.

  9. Hierarquia (Cadeia Escalar) - defesa incondicional da estrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.

  10. Ordem - deve ser mantida em toda organização, preservando um lugar para a cada coisa (pessoa) e cada coisa (pessoa) em seu lugar.

  11. Eqüidade - a justiça deve prevalecer também no ambiente de trabalho, justificando a lealdade e a devoção dos funcionários à empresa.

  12. Estabilidade dos Funcionários - a alta rotatividade do pessoal tem conseqüências negativas sobre o desempenho da organização e o moral dos trabalhadores.

  13. Iniciativa - deve ser entendida como a capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.

  14. Espírito de Corpo (“Sprit de corps”) - o trabalho deve ser conjunto, facilitado pela comunicação dentro das equipes. Os componentes de um mesmo grupo precisam ter consciência de classe, para com isso defenderem seus propósitos.

Ao lado dos princípios gerais, Fayol enunciou as funções precípuas da gerência administrativa - o processo administrativo: PLANEJAR, ORGANIZAR, COMANDAR,

Os pressupostos da abordagem de Relações Humanas

As pesquisas de Elton Mayo propiciaram um cenário favorável à introdução de uma nova abordagem na solução dos problemas de administração, focalizada no processo de motivar os indivíduos para o atingimento das metas organizacionais. Para tanto alguns pressupostos sobre o comportamento humano precisavam ser aceitos e considerados pelos administradores:

  • Integração e comportamento sociais - embora dotado de excelentes condições físicas para o trabalho, o trabalhador socialmente desajustado terá baixa eficiência. Isso porque os aspectos sociológicos, psicológicos e emocionais são mais importantes do que os técnicos. O papel da integração grupal é primordial para o bem-estar psicoemocional dos trabalhadores. Eles não agem individualmente mas como membros de grupos. Desviando-se das normas grupais, sofrem punições sociais ou morais dos colegas mais severas do que as impostas pela organização, porque os marginalizam do relacionamento com o grupo. A administração que busca a eficiência e o aumento da produtividade deve então atentar à conciliação dos objetivos empresariais com os interesses subjetivos dos trabalhadores, para obter os resultados desejados.
  • Participação nas decisões - a participação de cada um no processo decisório é fundamental, embora condicionada à situação e ao padrão de liderança adotado. O trabalhador é um ser pensante; ele deve estar sujeito a um controle de resultados mas não a uma supervisão estrita principalmente no que se refere ao modo de realizar sua tarefa. A participação nas decisões, favorecida através de uma comunicação de baixo para cima, estimula a iniciativa dos funcionários e aumenta a produtividade empresarial.
  • Homem social - o comportamento dos trabalhadores está condicionado não somente a aspectos biológicos mas também a normas e padrões sociais. Dada a importância atribuída aos fatores psicoemocionais, a motivação econômica passa a ser secundária na determinação do rendimento do trabalhador; são prioritárias a necessidade de reconhecimento, aprovação social e participação.
  • Conteúdo do trabalho - trabalhos simples e repetitivos são monótonos e negativos para a motivação do trabalhador e, conseqüentemente, para o nível da produção. As tarefas devem ser estimulantes, incentivando o trabalhador a se interessar pela produtividade e qualidade do que desenvolve.

BUROCRACIA

Max Weber foi um dos fundadores da sociologia moderna. Contemporâneo das teorias científica e clássica, estudou a organização como parte de um contexto social, influenciada pelas mudanças sociais, econômicas e religiosas da época. O modelo burocrático surgiu então como uma proposta de estrutura administrativa para organizações complexas, dotada de características próprias, eficiente na sociedade industrial emergente. A teoria burocrática surgiu como paradigma de gestão, regulada pelas normas e inflexibilidade hierárquica.

As características da Burocracia

  • O modelo burocrático segue preceitos rígidos e disciplinadores para o

desempenho eficaz do indivíduo e da organização = A RAZÃO ACIMA DA EMOÇÃO.

  • Ética protestante - Como princípios básicos, o protestantismo defende a vida dedicada ao trabalho duro, à poupança e ao ascetismo. Os que realmente se dedicam a essa conduta espartana (e, portanto, seguem a vontade de Deus) alcançam a prosperidade e ficam em paz com o destino de sua alma. Com isso, quão mais rico, mais o indivíduo prova ser fiel e recompensado por Deus. A riqueza não é vista como um meio mas como o resultado de uma conduta.
  • Homem Organizacional - O tipo de personalidade adequada à sociedade moderna é a do homem flexível ao desempenho de vários papéis simultâneos, dentro da organização. Resistente às frustrações, dedicado de forma irrestrita ao cumprimento de suas tarefas, o funcionário da organização burocrática deve ser capaz de adiar as recompensas e o desejo de auto-realização.
  • Racionalidade - Os objetivos devem ser atingidos da maneira mais racional e, portanto, poupadora de esforços. Assim como na Administração Científica, a Burocracia defende a existência da melhor forma de se realizar uma tarefa.
  • Divisão de Trabalho e Hierarquia - A divisão do trabalho deve ser sistemática, coerente com os objetivos visados pela organização. Cada pessoa deve ter uma tarefa específica e uma autoridade condizente com ela. Forma-se assim uma hierarquia de atividades legítimas, construída de acordo com as funções dos trabalhadores dentro da empresa. A legitimidade da cadeia hierárquica faz com que deva ser respeitada e aceita a qualquer custo.
  • Autoridade, Poder, Dominação e Administração - Autoridade é a “probabilidade de quem um comando ou ordem específica seja obedecida”, podendo se dar por hábito, afeição ou interesse em determinada situação. Poder é a probabilidade de impor a própria vontade à conduta dos outros, contra qualquer resistência. Na dominação o governante tem o direito de impor seu poder e o governado o dever de obedecer-lhe. Ao se exercer sobre muitas pessoas, a dominação necessita de um aparato administrativo que una governantes e governados.
  • Promoção e Seleção - A consideração da competência ténica evita favoritismos e o incentivo à promoção da incompetência. Seguindo a lógica da racionalidade, o processo de seleção e promoção de um indivíduo deve ser resultado de sua dedicação e competência no cumprimento das metas organizacionais.
  • Separação entre Propriedade e Administração - Os administradores devem ser profissionais, especialistas, assalariados, fiéis ao cargo e aos objetivos da empresa. O trabalho que desempenham deve ser sua principal atividade. Com isso, o trabalhador passa a ser encarado não como um ser humano, dotado de personalidade e emoções mas como o ocupante de um cargo, que tem sob sua responsabilidade um conjunto de atribuições.
  • Organização Informal - Sendo imprevista, não é racional. Não sendo racional, não é desejada nas organizações burocráticas.

Embora a expressão organização burocrática seja utilizada de modo depreciativo, para designar empresas complicadas no seu processo de trabalho e lentas no processo de decisão, a burocracia, de acordo com os princípios apresentados, mostrou-se uma forma adequada e muito aplicada às organizações de todo o tipo. A rigor o modelo burocrático facilita a atividade de supervisão do trabalhador, que de antemão já possui todas as informações necessárias sobre a sua tarefa e o comportamento desejado pela administração.

baseados em sua satisfação exigia a elaboração de uma nova teoria administrativa.

O Behaviorismo ou Teoria Comportamental defendia a valorização do trabalhador em qualquer empreendimento baseado na cooperação, buscando um novo padrão de teoria e pesquisa administrativa. Foi bastante influenciado pelo desenvolvimento de estudos comportamentais em vários campos da ciência, como a antropologia, a psicologia e a sociologia. Adotando e adaptando para a administração de conceitos originalmente elaborados dentro dessas ciências, propunha-se a fornecer uma visão mais ampla do que motiva as pessoas para agirem ou se comportarem do modo que o fazem, particularizando as situações específicas do indivíduo no trabalho.

Aspectos organizacionais enfatizados pelo Behaviorismo

  • Processo decisório - Diante de uma série de alternativas, os decisores selecionam (conscientemente ou não) a que representa a melhor opção. Seguindo a hierarquia organizacional, as decisões particulares são reflexos de decisões globais. Os processos administrativos são, por isso, basicamente processos decisórios.
  • Liderança - A capacidade de fazer a melhor escolha é característica dos líderes, que flexibilizam a decisão, apoiando-se na colaboração de todos. A liderança depende do indivíduo , de seus seguidores e das condições em que ocorre. Portanto, um bom líder deve entender a organização, os indivíduos que a compõem e suas inter-relações.
  • Autoridade e consentimento - “Autoridade é a característica de uma comunicação (ordem) numa organização formal, em virtude da qual ela é aceita por um contribuinte ou membro da organização, como governando a ação com que ele contribui; isto é, dirigindo ou determinando o que ele faz ou o que ele não deve fazer, no que tange à organização.
  • Homem administrativo - Os homens são racionais diante de uma situação com vários dados: eventos futuros e distribuição de probabilidades desses eventos, alternativas de ação disponíveis e suas conseqüências, princípios próprios de ordem de preferência. Baseando-se em tomada de decisões, o homem administrativo tem um comportamento apenas satisfatório e não otimizante.
  • Conflito de objetivos - O conflito entre os objetivos dos indivíduos e da organização é inevitável. Para Argyris, com o tempo o trabalhador passa por vários estágios, até atingir a maturidade.

As teorias X e Y de McGregor

ESTRUTURALISMO

A Teoria Estruturalista surgiu como um desdobramento da Burocracia, buscando resolver os conflitos existentes entre a Teoria Clássica (com sua abordagem mecanicista do homem econômico), a teoria das Relações Humanas (com sua visão ingênua do homem social) e a própria Teoria Burocrática (que propunha aplicação de um modelo organizacional ideal e universal, inviável na prática). Independentemente das críticas específicas a cada uma dessas teorias, as três forneciam um enfoque somente parcial e fragmentado da organização.

A idéia básica do Estruturalismo é considerar a organização em todos os seus aspectos como uma só estrutura , fornecendo uma visão integrada da mesma: analisar as influências de aspectos externos sobre a organização, o impacto de seus próprios aspectos internos, as múltiplas relações que se estabelecem entre eles.

Características do Estruturalismo

  • Submissão do indivíduo à socialização - O desejo de obter recompensas materiais e sociais (como prestígio, reconhecimento de seus pares etc.) faz com que o indivíduo aceite desempenhar vários papéis sociais em seu trabalho. Isso é possível graças à existência de diversos grupos dentro da mesma organização.
  • Conflitos inevitáveis - Os conflitos entre os interesses dos funcionários e os objetivos da empresa são inevitáveis. Ao considerar os aspectos racionais e irracionais das necessidades empresariais e individuais, os conflitos podem ser reduzidos, mas não eliminados. Sua minimização pode tornar o trabalho mais suportável, apesar de não satisfatório. Por outro lado, se forem disfarçados, os