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monografia Ivan HMT, Notas de estudo de Informática

monografia Ivan HMT

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 06/11/2015

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UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DE CHAPECÓ
CENTRO TECNOLÓGICO
CURSO DE BACHAREL EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO
PROJETO E DESENVOLVIMENTO DE UMA
EXPOSIÇÃO VIRTUAL NA WEB UTILIZANDO A
METODOLOGIA HMT
Projeto apresentado à Universidade Comunitária
Regional de Chapecó, para avaliação da Monografia
I, como parte dos requisitos à obtenção do grau de
bacharel em Ciência da Computação.
IVAN CARLOS DA SILVA
Orientador: Jean Carlos Hennrichs
Chapecó (SC), novembro 2005.
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UNIVERSIDADE COMUNITÁRIA REGIONAL DE CHAPECÓ

CENTRO TECNOLÓGICO

CURSO DE BACHAREL EM CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

PROJETO E DESENVOLVIMENTO DE UMA

EXPOSIÇÃO VIRTUAL NA WEB UTILIZANDO A

METODOLOGIA HMT

Projeto apresentado à Universidade Comunitária

Regional de Chapecó, para avaliação da Monografia

I, como parte dos requisitos à obtenção do grau de

bacharel em Ciência da Computação.

IVAN CARLOS DA SILVA

Orientador: Jean Carlos Hennrichs

Chapecó (SC), novembro 2005.

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................................ IV LISTA DE TABELAS..........................................................................................................................V LISTA DE QUADROS ...................................................................................................................... VI

  • TEMA/DELIMITAÇÃO LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS........................................................................................VII
  • 1 PROBLEMATIZAÇÃO...............................................................................................................
  • 2 QUESTÕES DE PESQUISA......................................................................................................
  • 3 JUSTIFICATIVA.......................................................................................................................
  • 4 OBJETIVOS...............................................................................................................................
    • 4.1 OBJETIVOS GERAIS
    • 4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.......................................................................................................
  • 5 EXPOSIÇÃO..............................................................................................................................
  • 6 MULTIMÍDIA
    • 6.1 OBJETOS MULTIMÍDIA..........................................................................................................
      • 6.1.1 Texto
      • 6.1.2 Som
        • 6.1.2.1 Música
        • 6.1.2.2 Efeitos sonoros........................................................................................................................
        • 6.1.2.3 Narração..................................................................................................................................
        • 6.1.2.4 Formatos de Arquivos de Som
      • 6.1.3 Imagens..........................................................................................................................
        • 6.1.3.1 Imagens Bitmap.......................................................................................................................
        • 6.1.3.2 Imagens Vetoriais....................................................................................................................
      • 6.1.4 Vídeo..............................................................................................................................
      • 6.1.5 Animação
      • 6.1.6 Formatos de arquivos de imagem....................................................................................
        • 6.1.6.1 BMP
        • 6.1.6.2 TIFF........................................................................................................................................
        • 6.1.6.3 GIF
        • 6.1.6.4 JPEG e JFIF
        • 6.1.6.5 PNG........................................................................................................................................
  • 7 HIPERMÍDIA

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1: REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DE HIPERTEXTO. .............................................................................. 34

FIGURA 2: REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DE HIPERMÍDIA. .............................................................................. 35

F

IGURA 3: P

AGINA PRINCIPAL M

USEU DE L

OUVRE

. ............................................................................................ 46

F

IGURA 4: S

EÇÃO COM OPÇÕES DE VISITA VIRTUAL ............................................................................................ 46

FIGURA 5: PÁGINA DA VISITA VIRTUAL NO ARMÁRIO DO PINTOR REMBRANDT...................................................... 47

FIGURA 6: PINTURA DE PABLO PICASSO PERTENCENTE À COLEÇÃO DO MUSEU DE CASTRO MAYA. ........................ 49

FIGURA 7: PASSAGEM DO DOMÍNIO DA APLICAÇÃO PARA A REPRESENTAÇÃO DO DOMÍNIO DA SOLUÇÃO .............. 53

F

IGURA 8: N

OTAÇÃO PARA C

LASSE E A

SSOCIAÇÃO ............................................................................................ 56

FIGURA 9: NOTAÇÃO PARA CARDINALIDADE DAS ASSOCIAÇÕES......................................................................... 56

FIGURA 10: NOTAÇÃO PARA GENERALIZAÇÃO................................................................................................... 56

FIGURA 11: NOTAÇÃO PARA AGREGAÇÃO. ........................................................................................................ 57

FIGURA 12: NOTAÇÃO PARA ATRIBUTOS DA ASSOCIAÇÃO.................................................................................. 57

F

IGURA 13: N

OTAÇÃO PARA A

SSOCIAÇÃO T

ERNÁRIA ......................................................................................... 57

FIGURA 14: NOTAÇÃO PARA ASSOCIAÇÃO COMO CLASSE................................................................................... 57

FIGURA 15: MODELO DE OBJETOS..................................................................................................................... 59

F

IGURA 16: A

DIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO DESEJADA ......................................................................................... 61

F

IGURA 17: C

LASSE DE MÍDIA ........................................................................................................................... 61

F

IGURA 18: E

XEMPLO DE CLASSE ABSTRATA E CONCRETA

. ................................................................................. 62

FIGURA 19: MODELO DE HIPEROBJETOS. ........................................................................................................... 63

FIGURA 20: UMA PINTURA EM DOIS CONTEXTOS. ............................................................................................... 64

FIGURA 21: IDENTIFICANDO OS PONTOS DE ENTRADA ........................................................................................ 65

F

IGURA 22: E

STRUTURAS DE A

CESSO ................................................................................................................ 67

FIGURA 23: DIAGRAMA DE NAVEGAÇÃO. .......................................................................................................... 68

FIGURA 24: DIAGRAMA DE NAVEGAÇÃO ........................................................................................................... 69

FIGURA 25: ‘LAYOUT’ DE TELA BÁSICO............................................................................................................. 70

LISTA DE TABELAS

TABELA 1: TABELA DE ASSOCIAÇÕES ............................................................................................................... 65

TABELA 2: TABELA DE ASSOCIAÇÕES COM TIPOS DE ELOS E ESTRUTURAS DE ACESSO ........................................... 68

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

BMP Bit Map File

CD Compact Disc

CEOM Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina

DIB Device Independent Bitmap

DPI Dots Per Inch

GIF Graphic Interchange Format

HD Hard Disk

HMT Hypermedia Model Technique

JFIF JPEG File Interchange Format

JPEG Joint Photographic Experts Group

LZW Lempzel-Ziv-Welch

MB Megabyte

MIDI Musical Instrument Digital Interface

MP3 Moving Picture Experts Group, Audio Layer 3

NEEA Núcleo de Estudos Etnológicos e Arqueológicos

OCR Reconhecimento ótico de caracteres

OMT Object Modeling Technique

PNG Portable Network Graphics

RLE Run Length Encoding

TCC Trabalho de Conclusão de Curso

TIFF Tagged Image File Format

UNOCHAPECÓ Universidade Comunitária Regional de Chapecó

WAVE Wave Form Audio File Format

TEMA/DELIMITAÇÃO

Este projeto tem como objetivo desenvolver um protótipo de uma exposição virtual,

baseado na exposição física chamada de Arqueologia das Multiplicidades no Oeste

Catarinense. Esta é mantida pelo Núcleo de Estudos Etnológicos e Arqueológicos (NEEA),

juntamente com o Programa Museológico do Centro de Memória de Oeste de Santa

Catarina (CEOM). O presente protótipo abordará os componentes lítico

1

e cerâmico da

exposição física já mencionada, os quais correspondem aos módulos II e III desta,

respectivamente.

Para o desenvolvimento deste se fará uso da metodologia Hypermedia Model

Technique (HMT) e de um software de autoria hipermídia.

1

São os objetos de pedra fabricados a partir do lascamento ou polimento de matérias-primas diversas.

virtual interativa, onde as peças expostas, virtualmente, poderão ser visualizadas em vários

ângulos. A etapa de engenharia da presente aplicação ficará a cargo da metodologia HMT.

2 QUESTÕES DE PESQUISA

Do que, e como as exposições em geral podem ser constituídas? E que benefícios

elas trazem?

O que vem a ser a multimídia, e onde pode ser utilizada?

Quais os melhores formatos para as imagens e sons que serão utilizadas no

desenvolvimento do protótipo?

O que há por trás do termo hipermídia?

O que pode se entender pelo termo virtual?

Como deve ser formada e quais as informações que uma exposição virtual busca

transmitir?

Quais serão as reais vantagens de se optar por uma exposição virtual?

Quais as ferramentas que serão utilizadas para desenvolver o protótipo da exposição

virtual?

Quais informações seriam necessárias expor em um software de exposição virtual?

O que é, e para que serve a metodologia HMT?

Quais etapas envolvem a metodologia HMT?

o estará protegendo dos riscos iminentes da montagem e desmontagem da exposição física.

Uma vez que esta poderá ser visualizada em um microcomputador ou terminal multimídia,

quando o ambiente não vier a oferecer a segurança necessária para se expor fisicamente o

acervo.

A disponibilização desde acervo via Internet é um meio de tornar mais fácil a busca

dos pesquisadores, e de possibilitar um atrativo para que mais pessoas tenham acesso ao

conhecimento da história do Oeste de Santa Catarina.

Para estar proporcionando esta facilidade, atratividade e melhor visualização do

acervo, será desenvolvido um protótipo de uma exposição virtual que englobará os módulos

lítico e cerâmico, utilizando a metodologia HMT para a engenharia da aplicação e uma

ferramenta de autoria hipermídia para a sua implementação.

4 OBJETIVOS

A seguir serão apresentados os objetivos gerais e específicos que compõem este

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

4.1 OBJETIVOS GERAIS

Implementar um protótipo de exposição virtual, para mostrar ao público via Internet o

acervo arqueológico dos módulos lítico e cerâmico, o qual, hoje é exposto de forma física no

CEOM. Esta exposição será projetada através da metodologia HMT que faz uso dos

conceitos da hipermídia, a qual, vincularão imagens a textos, movimentos, sons,

informações paralelas e complementares, buscando assim uma maior interatividade com o

usuário.

Para implementação, um software de autoria hipermídia será utilizado.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Para que o objetivo geral seja alcançado, fazem-se necessárias as seguintes

atividades:



compreender acerca de exposições, hipermídia e da metodologia HMT;



conceber a engenharia da exposição virtual usando a metodologia HMT;



compreender a utilização de uma ferramenta de autoria hipermídia para

desenvolvimento do protótipo;



desenvolver o protótipo da aplicação, para apresentar os materiais arqueológicos,

coletados junto ao CEOM.

Quanto ao tempo de duração de uma exposição, pode ser denominada de

permanente ou temporária. Sendo assim ela é permanente, quando o acervo a ser exposto

não é renovado, e são apresentadas às mesmas peças por um longo período. Uma

exposição temporária é aquela que possui uma duração predeterminada, ou seja, com início

e fim definidos e geralmente por um período curto de no máximo dois a três meses. Os

museus, em geral, apresentam parte de seu acervo em exposição permanente, realizando

paralelamente mostras temporárias.

Em relação ao acervo a ser exposto, o mesmo se caracterizará em função dos tipos

de objetos que serão apresentados. Por exemplo: uma mostra de objetos líticos e

cerâmicos, composta por vasos cerâmicos, pontas de flecha, entre outros, formará uma

exposição de Arqueologia.

Referente ao público de uma exposição, o mesmo pode atender a um público

bastante diversificado. Pode abranger desde público geral, (sem especificidade de sexo,

idade, formação cultural, nível educacional, entre outros), ou ser dirigida a públicos

específicos, como infantil, juvenil, universitário, idosos, deficientes físicos, deficientes

visuais, entre outros (ALAMBERT & MONTEIRO, 1990).

Para Alambert & Monteiro (1990), uma exposição, cujo seu objetivo seja de cunho

pedagógico, busca manter viva várias histórias do antepassado, podendo ser considerada

como uma continuação da escola, complementando o ensino tradicional.

No planejamento de uma exposição à primeira medida a se tomar e a definição de

temática. “O tema da exposição deverá ser escolhido tomando-se em conta o público a que

se destina, devendo expressar com clareza e eficiência a mensagem que se deseja

comunicar” (ALAMBERT & MONTEIRO, 1990, p. 14).

“As demandas e os interesses da coletividade deverão ser analisados e avaliados

antecipadamente para que o tema possa ser escolhido e apresentado de forma a despertar

o interesse do público e como conseqüência se obterá o sucesso da exposição”

(ALAMBERT & MONTEIRO, 1990, p. 14).

Ao elaborar o tema, este “deve ser desenvolvido com base em dados obtidos a partir

de uma pesquisa teórica. Desse modo, a função da exposição é a de apresentar essas

informações de forma didática e apropriada para o meio visual” (ALAMBERT & MONTEIRO,

1990, p. 14).

Na maioria das vezes, a escolha do tema e a definição do público a ser atingido,

acontecem simultaneamente. Lembrando que, seja qual for o público escolhido para

prestigiar a exposição, a mostra deve ser criada de modo a satisfazer o mesmo, no ponto de

vista tanto cultural, como emocional.

Quanto à maneira de apresentação da exposição, esta dependerá dos recursos que

serão empregados para a realização da mesma, estes podendo ser sonoros, visuais, táteis,

entre outros. Para Alambert & Monteiro (1990), estes são os principais requisitos para tornar

uma exposição didática e mais informal, procurando sempre deixar uma margem de

questionamento para o público presente.

A responsabilidade da seleção do acervo a ser apresentado, fica a cargo do

curador

2

, que deve ser informado antecipadamente da tipologia da exposição. Segundo

Alambert & Monteiro (1990), ele tendo essas informações, terá meios para avaliar o acervo

que será selecionado, a quantidade de peças que estarão na mostra, analisar os conteúdos

da exposição e o seu público. Poderá também, planejar as atividades que serão realizadas

no decorrer da amostra, envolvendo relações públicas, divulgações, eventos paralelos,

programas educativos e de verificar se haverá necessidade de recorrer a outras entidades

para completar a exposição. Fica também a seu cargo, informar o grau de fragilidade e a

maneira correta do manuseio de cada peça.

É na preparação da exposição propriamente dita, aonde vai se desenvolver todo o

trabalho de pesquisa e de definição do acervo que será exposto, e “o papel do curador é aí

de fundamental importância, estabelecendo diretrizes gerais, promovendo a divisão de

funções e distribuindo tarefas a serem desenvolvidas pelos profissionais envolvidos

diretamente na exposição” (ALAMBERT & MONTEIRO, 1990, p.26).

Com relação ao material etnográfico

3

e arqueológico

4

, as autoras Alambert e

Monteiro (1990), destacam a importância de se apresentar o modo de trabalhar do

arqueólogo

5

, mapas para complementar a exposição de objetos, ilustrando a sua

localização, cenas do cotidiano, com desenhos ou pinturas, retratando a vida dos antigos

2

Curador: Responsável pela organização e manutenção de acervo de arte (AURÉLIO, 1999).

3

Etnográfico: o estudo descritivo de um ou de vários aspectos sociais ou culturais de um povo ou grupo social

(AURÉLIO, 1999).

4

Arqueológico: o estudo científico do passado da humanidade, mediante os testemunhos materiais que dele

subsistem (AURÉLIO, 1999).

5

Arqueólogo: especialista em arqueologia (AURÉLIO, 1999).

6 MULTIMÍDIA

Segundo Aurélio (1999), a palavra multimídia surgiu do vocábulo latino, onde multi

originou-se da palavra

multus , cujo seu significado é “muito”, “numeroso”, e mídia, originada

do plural da palavra

medium que significa “meio”, “centro”. Na informática, designa-se a

multimídia como sendo a “combinação de diversos formatos de apresentação de

informações, como textos, imagens, sons, vídeos, animações, etc., em um único sistema”

(AURÉLIO, 1999).

Segundo Gertler (1995) apud Hennrichs (2000), quando se está utilizando diversos

meios para exibir uma determinada informação, está se fazendo aí, o uso dos conceitos de

multimídia. Já para Côrtes (1997) apud Hennrichs (2000), prefere definir a multimídia como

sendo um processo organizado de apresentação de sons, imagens, vídeos, textos e

animações.

Abrangendo um pouco mais, segundo Willrich (2000) apud Hennrichs (2000),

demonstra uma visão mais ampla à multimídia.

[...] como sendo o campo interessado na integração controlada por computador de textos,

gráficos, imagens, animações, sons, vídeos e quaisquer outros meios onde todo o tipo de

informação pode ser representado, armazenado, transmitido e processado digitalmente

(WILLRICH, 2000 apud HENNRICHS, 2000, p. 5).

Ao imaginar o termo multimídia, talvez muitas pessoas pensem que seja algo novo.

Mas não, esta vem sendo utilizada com diversos tipos de mídia por apresentadores durante

muito tempo, e que originou desde os primórdios homens das cavernas. Estes utilizavam o

auxílio visual para rabiscar nas paredes cenas do seu dia-a-dia, procurando demonstrar a

forma de como agiam e viviam (HENNRICHS, 2000).

“Em seu sentido mais lato o termo multimídia se refere à apresentação ou

recuperação de informações que se faz, com auxílio de computador, de maneira

multisensorial, integrada, intuitiva e interativa” (CHAVES, 1991 Apud STEFANELLI, 1997).

[...] a apresentação ou a recuperação da informação se faz de maneira multisensorial, quer se

dizer que mais de um sentido humano está envolvido no processo, fato que pode exigir a

utilização de meios de comunicação que, até a pouco tempo, raramente eram empregados de

forma coordenada (CHAVES, 1991 Apud STEFANELLI, 1997).

“Esta propriedade só foi atingida graças à capacidade do computador moderno de

armazenar, processar, e transmitir essas informações de forma multisensorial, ou seja, na

forma de: som, imagem, texto, etc” (STEFANELLI, 1997).

A multimídia é um dos recursos mais utilizados em aplicações projetadas por

computador, que tem como objetivo, buscar a interatividade com o usuário. Embora algumas

aplicações multimídia não contemplem o mesmo.

Devido a grande complexidade tecnológica, se faz necessário utilizar todos os

recursos disponíveis pela multimídia para representar melhor as informações. E isto se

tornou possível graças ao surgimento do compact disk de áudio e compact disk de vídeo, os

quais disponibilizam de maior armazenamento para as informações. Estes fizeram com que

a fita magnética e o filme em rolo ficassem de lado, possibilitando através da digitalização e

o poder de programação, manipular e editar sons e imagens facilmente, através de

equipamentos adequados (HENNRICHS, 2000).

É importante perceber que multimídia é mais do que uma feira mundial particular ou um

espetáculo de luz e som de informação, mesclando tão-somente punhados fixos de vídeo,

áudio e dados. A livre tradução desses elementos de um para outro meio é, na verdade, para

onde caminha o campo da multimídia (NEGROPONTE, 2002, p. 73).

Segundo Hennrichs (2000), a relação entre a multimídia e os computadores são

muito fortes, pois os mesmos têm por finalidade, fazer o usuário interagir com a

apresentação de forma que o mesmo possa se informar, esclarecer, demonstrar ou apenas

simplesmente se divertir.

“Pensar em multimídia implica se ter noção do movimento fluido de um meio para

outro, dizendo a mesma coisa de maneiras diversas, invocando um ou outro dos sentidos

dos humanos” (NEGROPONTE, 2002 p. 74).

Uma aplicação multimídia segundo Hennrichs (2000), é uma função ou conjunto de

funções, que são empregadas em um serviço multimídia específico, para um determinado

usuário final, e que é capaz de manipular pelo menos dois tipos de mídias, uma seria a

mídia discreta, compreendida por mídias não temporais como, textos, imagens e gráficos e

a outra, as mídias contínuas, denominadas de mídias temporais como, sons, vídeos e

animações.

A respeito da importância da interação nas aplicações multimídia, as mesmas podem

ser de interações gradativas com o usuário, dependendo da aplicação que se está sendo

utilizada. Por exemplo, a TV possui todos os requisitos de multimídia, mas é de baixa

interação com o usuário, já o Videocassete e softwares de demonstração, aumentam um

pouco mais o seu grau de interação, pois possibilitam as funções de parar, avançar,

retroceder, pausar. Já em uma apresentação multimídia em computador, se pode escolher o

que vai ver, e quando vai ver ou ambos ouvir (HENNRICHS, 2000).