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Morfologia da flor, Trabalhos de Botânica

Morfologia da flor, Partes constituintes de uma flor, Classificação das flores,

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 04/05/2020

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Chana Sitoe
Chaule Chame
Gracio Curia
Isaquiel Agostinho
Morfologia da flor
(Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Ensino de Biologia)
Universidade Rovuma
Nampula
2020
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Chana Sitoe Chaule Chame Gracio Curia Isaquiel Agostinho Morfologia da flor (Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Ensino de Biologia) Universidade Rovuma Nampula 2020

Chana Sitoe Chaule Chame Gracio Curia Isaquiel Agostinho Morfologia da flor Trabalho de carácter avaliativo referente a cadeira de Botânica Geral, a ser apresentado na Faculdade de Ciências Naturais Matemática e Estatística orientado pela Docente. MSc. Gizela Jossamo Universidade Rovuma Nampula 2020

Introdução De uma forma geral é comum termos mais contacto com as flores, sejam elas comerciais ou ornamentais. O gesto de oferecer e receber flores é bastante apreciado. Neste contexto, podemos destacar o simbolismo em relação às rosas e suas cores vistosas e odor agradável: as rosas brancas simbolizam reverência, segredo, inocência, pureza e paz. As coloridas e em tons claro simbolizam a amizade e solidariedade, e as rosas vermelhas simbolizam a paixão (RIZZINI, et all, 1994). Existe uma diversidade de formas de flores. As flores contêm as partes reprodutivas da planta e uma de suas principais funções é garantir a reprodução. Elas estão presentes apenas nas Angiospermas ou Fanerógamas (Plantas com flores) que são encontradas em todos os ambientes terrestres. Nesta aula iremos conhecer um pouco sobre as flores, suas partes, como o número de suas peças está relacionado com o grupo botânico a que pertence a planta e de como a disposição destas peças pode estar relacionado com o tipo de polinização. Objectivos Geral  Conhecer as partes constituintes de uma flor. Específicos  Fazer a classificação das flores segundo vários critérios  Identificar e descrever as diversas variedades da flor.

1. Morfologia da flor Aparelho reprodutor das Gimnospérmicas e Angiospérmicas; É conjunto de órgãos constituídos por folhas modificadas, que tem por função proteger as estruturas sexuadas nas plantas espermatófitas. Elas apesar de contribuírem com a beleza da natureza durante a estação da primavera, a existência das flores possuem um objectivo reprodutivo (RIZZINI, et all, 1994). 1.1. Partes constituintes de uma flor Segundo (Callado, Rizzini et all: 2003) Uma flor completa de Angiosperma possui pedicelo, receptáculo, verticilos protetores e reprodutores. Pedicelo: é o eixo de sustentação da flor. Quando está ausente, a flor chamada séssil ou apedicelada (ex.: pincel, Compositae). Receptáculo : é uma dilatação do pedicelo onde se inserem os verticilos protetores (cálice e corola) e reprodutores (androceu e gineceu).  Cálice: é o verticilo protector mais externo, constituído por folhas modificadas denominadas sépalas. Geralmente o cálice é verde; quando apresenta outras colorações é chamado cálice petalóide. Quando possui as sépalas totais ou parcialmente concrescidas (unidas) entre si é denominado gamossépalo; se as sépalas estão livres entre si, dialissépalo.  Corola: é o verticilo protector localizado mais internamente ao receptáculo; é constituído de folhas modificadas denominadas pétalas , geralmente coloridas (raramente verdes). Quando as pétalas estão total ou parcialmente unidas entre si, a corola é chamada gamopétala ; quando livres entre si, chama-se dialipétala (ex.: hibisco, Malvaceae).  Androceu: é o aparelho reprodutor masculino; formado de unidades denominadas estames. Quando os estames estão completos, compõem-se de:

  1. Filete: eixo geralmente fino e alongado que sustenta a antera; é constituído por um tecido parenquimático envolvido por epiderme e contendo um feixe condutor.
  2. Antera : parte fértil do estame (seção terminal) constituída, geralmente, por uma ou duas urnas chamadas tecas (monoteca ou biteca), no interior das quais formam-se os sacos polínicos, que por sua vez originam os grãos de pólen. As tecas são ligadas

Diclamídea: quando os dois verticilos de protecção – cálice e corola – estão presentes na flor. Pode ser classificada como heteroclamídea ou homoclamídea, segundo a presença de perianto ou de perigônio. Perianto É o conjunto formado pelos verticilos protetores quando eles são distintos em forma e cor. Perigônio É o conjunto formado pelos verticilos protetores quando eles são semelhantes entre si. Nesse caso, tanto as sépalas quanto as pétalas são chamadas tépalas.  Monoclamídea: é a flor dotada de apenas um verticilo de protecção, geralmente o cálice. Pode ocorrer tanto em Dicotiledôneas quanto em Monocotiledóneas.  Aclamídea: é a flor desprovida de verticilos protetores, isto é, não possui cálice e corola (flores nuas ou aperiantadas). Ocorre em todas as flores das Gimnospermas, como vimos na aula passada e em poucas Angiospermas Monocotiledôneas (ex.: capim-colonião). 2.2. Quanto à presença do verticilo reprodutorHermafrodita: possui androceu e gineceu funcionais. É típica das Angiospermas.  Unissexual : só possui um órgão reprodutor funcional. Pode ser masculina (flor estaminada) ou feminina (flor pistilada), dependendo do aparelho reprodutor presente. Ocorre em todas as Gimnospermas e em algumas Angiospermas (ex.: mamona, Euphorbiaceae). 2.3. Classificação das plantas quanto ao sexo Na visão de (Agarez et all, 1994) As plantas também são classificadas quanto à presença de flores hermafroditas e/ou unissexuadas:  Andrógina: apresenta todas as flores hermafroditas. Cerca de 70% das espécies de Angiospermas são andróginas. Não existem plantas andróginas nas Gimnospermas.  Monóica: possui flores unissexuais masculinas e femininas no mesmo indivíduo. Ocorre na maioria das Gimnospermas e em parte das Angiospermas (ex.: mamona, Euphorbiaceae).  Dióica: cada indivíduo de uma determinada espécie apresenta flores de um único sexo, ou seja, alguns indivíduos só possuem fl ores estaminadas e outros, somente flores pistiladas. Ocorre nas Gimnospermas (ex.: falso-sagu, Cycadaceae) e em parte das Angiospermas (ex.: mamão, Caricaceae).  Polígama: neste caso, há tanto flores andróginas quanto unissexuadas masculinas e/ou femininas. Ocorre somente em algumas Angiospermas (ex.: algumas margaridas, Compositae).

2.4. Classificação quanto ao número de peças dos verticilos protectores e reprodutores A classificação quanto ao número de elementos do cálice e da corola (verticilos de protecção) e do androceu e do gineceu (verticilos de reprodução). Esta classificação separa as classes de Angiospermas: Monocotiledóneas e Dicotiledóneas (GONÇALVES & LORENZI, 2007).  Flor trímera: o número de peças dos verticilos corresponde a três ou a um múltiplo de três. Por exemplo: três sépalas, três pétalas, seis estames e três carpelos. Típica das Monocotiledóneas (ex.: lírio, Liliaceae).  Flor tetrâmera: o número de peças dos verticilos corresponde a quatro ou a um múltiplo de quatro. Ocorre nas Dicotiledóneas (ex.: folha-da- fortuna, Crassulaceae).  Flor pentâmera: o número de peças dos verticilos corresponde a cinco ou a um múltiplo de cinco. Presente nas Dicotiledóneas (ex.: hibisco, Malvaceae). 2.5. Classificação quanto a simetria floral

Diplostêmones: o número de estames é o dobro do número de pétalas. Ex.: feijão, leguminosae. Polistêmones: o número de estames é maior que o número de pétalas, sem ser o dobro. Ex.: hibisco, Malvaceae. (a) Flor isostêmone; (b) flor diplostêmone; (c) flor polistêmone. 2.7. Classificação quanto ao agente polinizadorOrnitòfila - polinizada por pássaros  Anemòfila - polinizada pelo vento  Quiropteròfina - polinizada por morcegos  Entomòfila - polonizada por insectos.  Antropòfila- polinizada pelo homem

3. Tipos de inflorescência Em algumas plantas, as flores são isoladas (solitárias), dispostas nos ramos ou nas axilas das folhas, não constituindo inflorescências; em outras, ao contrário, estão agrupadas em inflorescências. Estas últimas podem ser classificadas em dois grupos básicos: racemosas e cimosas. Esses dois tipos podem formar inflorescências compostas ou mistas, que você estudará mais adiante (GONÇALVES & LORENZI, 2007). 3.1. Racemosas ou indefinidas São inflorescências que apresentam um eixo principal denominado raque, em que se inserem as flores. Caracterizam-se como indefinidas, pois o eixo tem crescimento contínuo (teoricamente ilimitado), não terminando por uma flor e, à medida que cresce, origina novas flores. O mesmo ocorre com os eixos laterais, caso o eixo principal se ramifique, originando inflorescências compostas, que você verá mais adiante (IDEM). Cacho: as flores possuem pedicelos de tamanhos semelhantes e se dispõem ao longo da raque. É comum nas Acanthaceae (sapatinho-de-vênus).

Corimbo: tipo de cacho em que as flores apresentam pedicelos de comprimento desigual, atingindo todas as flores numa mesma altura devido ao crescimento dos pedicelos das flores mais inferiores Ex.: espatódea (Bignoniaceae). Umbela: quando as flores pediceladas partem do ápice da raque. Os pedicelos longos e com aproximadamente o mesmo tamanho estão inseridos num mesmo ponto da raque. Ex.: palma- desanta- rita, Iridaceae. Espiga: as flores são sésseis (sem pedicelo) e estão inseridas ao longo da raque Inflorescência típica das Gramineae (milho). Espádice: tipo de espiga em que a raque é bem desenvolvida e protegida por uma bráctea, denominada espata. Ex.: antúrio, Araceae. Capítulo: o eixo da inflorescência alarga-se no ápice formando um receptáculo discóide, onde se inserem as flores sésseis. Ocorre nas margaridas. 3.2. Inflorescências compostas ou mistas Compostas: conjunto de mais de um tipo de inflorescência sem haver mistura entre racemosas e cimosas. Ex.: cacho composto no qual as ramificações vão diminuindo da base para o ápice, ficando o conjunto com um aspecto de pirâmide; é denominada Panícula. Típicas das Gramineae (capim). Mistas : são combinações entre inflorescências racemosas e cimosas. Ex.: capítulos que se dispõem de forma escorpióide ao longo de um eixo (ex.: algumas Compositae).

Référencias Bibliograficas GONÇALVES E.G. & LORENZI, Harri. Morfologia Vegetal : organografia e dicionário ilustrado morfologia das plantas vasculares/. São Paulo: Plantarum de estudos da flora, 2007 FRANCO,J.A, Nova flora portugal , vulume 1, Portugal, 1971. AGAREZ, Fernando V.; RIZZINI, Cecília M.; PEREIRA, C. Angiospermae: taxonomia, morfologia, reprodução, chave para determinação das famílias. 2. ed. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural Edições, 1994. RIZZINI, Cecília M.; AGAREZ, Fernando V.; MEDEIROS, Rodrigo. Glossário dos vegetais com flores. Rio de Janeiro: Aquarius NADC/Fundação Bio-Rio, 2003.