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Especificações técnicas de motores elétricos de alto rendimento, incluindo características, procedimento de dimensionamento e informações técnicas de três fabricantes. O documento também discute diferentes regimes de operação e a importância de escolher um motor adequado para economizar energia elétrica.
Tipologia: Notas de estudo
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FU FUSSPP – F–F UNUNDDAAÇÇÃÃOO DDEE AA PPOOIIOO ÀÀ UU NNIIVVEERRSSIIDDAADDEE DDEE SS ÃÃOO PP AAUULLOO Av. Afrânio Peixoto, 14 – Butantã – São Paulo – SP – CEP 05507-
Motores de alto rendimento são aqueles projetados para, fornecendo a mesma potência útil (na ponta do eixo) que outros tipos de motores, consumirem menos energia elétrica da rede (maior rendimento).
Os motores de alto rendimento apresentam as seguintes características:
Portanto, na especificação de motores para novos empreendimentos deve-se sempre optar por motores de alto rendimento. Também se deve optar pelos motores já contemplados pelo processo de etiquetagem do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, o que é uma garantia da qualidade do equipamento.
Este documento apresenta especificações técnicas para motores de alto rendimento de acordo com o Decreto Federal n o^ 4.508 de 11 de Dezembro de 2002. É importante destacar que, tão importante quanto escolher um motor elétrico de alto rendimento, é necessário fazer o seu correto dimensionamento. Por esta razão, a primeira parte deste documento mostra o procedimento para o correto dimensionamento de motores em regime de operação S1.
Na segunda parte são apresentadas as especificações sobre motores de alto rendimento e as informações técnicas de três fabricantes que já foram submetidos ao processo de avaliação do INMETRO.
requerida pela máquina, a menos que o motor possua Fator de Serviço 1 maior do que 1,00. Com a escolha do motor sendo feita à luz destes critérios, a possibilidade de superaquecimento fica descartada, pois a elevação de temperatura máxima permitida para sua classe de isolamento térmico nunca será ultrapassada nas condições normais de operação.
Uma variação deste regime, que ocorre muito na prática, é o regime contínuo com carga variável, não definido pelas normas, o qual, como o próprio nome indica, é um regime de trabalho em que a carga no eixo do motor é contínua, porém, varia ao longo do tempo. A velocidade do motor é considerada constante para todas as condições de carga. Um exemplo típico deste tipo de carga pode ser encontrado nas bombas que alimentam os reservatórios de água das cidades cujo consumo varia ao longo do dia. Neste caso o cálculo da potência requerida torna-se um pouco mais complexo, não se devendo escolher a potência do motor pelo máximo valor da carga do diagrama, pois o motor funcionaria superdimensionado a maior parte do tempo, nem pelo menor valor, pois, neste caso, ao contrário, ele funcionaria subdimensionado a maior parte do tempo. No primeiro caso, teríamos um motor antieconômico; no segundo, um motor cuja vida útil seria encurtada ou o risco de um defeito devido à destruição precoce do isolamento. A escolha pela potência média não seria também uma solução correta, pois não se estaria levando em consideração as perdas elétricas que poderiam provocar superaquecimento do motor durante os períodos em que ele funcionaria com carga maior do que a sua potência nominal. A escolha da potência do motor para acionar uma máquina que opera com carga variável, pela média das potências requeridas durante o período de operação, só seria aceitável quando as flutuações da carga fossem comparativamente pequenas.
A Figura 2 mostra um diagrama de carga 2 de uma máquina em que a carga varia de forma discreta, isto é, durante os períodos de operação t 1 , t 2 , t 3 ... ela se mantém constante. Nas máquinas reais isto pode não acontecer, ou seja, durante os citados períodos, podem ocorrer variações da carga de forma contínua. Porém, é sempre possível, por métodos aproximativos, transformar estas variações contínuas em variações discretas, conforme mostra a Figura 2.
(^1) Fator que multiplica a potência nominal do motor, dando-lhe condições de operar com sobrecarga contínua. O F.S.
está associado a melhores condições de dissipação de calor do motor. (^2) Neste diagrama consideramos como carga a corrente requerida pelo motor. Sendo a potência requerida pela máquina
suprida pelo motor, podemos considerar que o diagrama também se aplica para a potência fornecida pelo motor ou para o conjugado correspondente a esta potência, desde que se mude a escala.
Figura 2: Regime contínuo com corrente variável.
Para especificar o motor adequado para realizar o acionamento desta máquina utiliza-se o chamado MÉTODO DA CORRENTE EQUIVALENTE. Ele é baseado no princípio do valor eficaz de uma corrente variável, isto é, o calor produzido por uma corrente variável no tempo é igual ao calor produzido por uma corrente contínua equivalente. No caso de uma corrente
eq
, sendo I (^) m a
amplitude da onda senoidal. Este valor é obtido a partir da expressão seguinte, sendo T o período da onda senoidal.
T
0
Assim, sob o ponto de vista térmico , o motor estará corretamente escolhido se a sua corrente nominal for igual ou maior do que a corrente equivalente eficaz correspondente às variações da corrente requerida pelo motor durante o seu período de operação, isto é, I (^) n ≥ I (^) eq. Para o diagrama da Figura 2, esta corrente equivalente será calculada conforme a equação seguinte.
i
n i i eq
1
1
2
sendo P (^) N a potência nominal do motor escolhido e P (^) máx a máxima potência do diagrama de carga. λ é o Fator de Sobrecarga Momentânea do motor escolhido, sendo um dado fornecido
N
máx
. Se a condição acima
não for satisfeita, deve-se escolher um motor de potência imediatamente superior.
2. Especificações para Motores de Alto Rendimento
As cargas mecânicas, tais como bombas centrífugas, compressores, elevadores etc necessitam ser acionadas por uma máquina primária. Atualmente, o motor elétrico de indução trifásico com rotor gaiola de esquilo é máquina mais utilizada no acionamento de dispositivos mecânicos.
Como todo dispositivo elétrico, o motor também é uma fonte de consumo de energia elétrica e, portanto, uma escolha adequada do motor propicia um uso mais racional de energia elétrica.
O Artigo 1 o^ do Anexo I do Decreto Federal n o^ 4.508 de 11 de Dezembro de 2002 define os níveis mínimos de eficiência energética dos motores elétricos de indução com rotor gaiola de esquilo, respeitadas as seguintes características:
Tabela I – Rendimentos Nominais Mínimos para Motores de Indução Trifásicos com Rotor Gaiola de Esquilo
Motores padrão (standard) Motores de alto rendimento Potência Pólos Pólos cv ou hp
Fonte: Decreto 4.508/2002.
A avaliação da conformidade para verificação dos níveis mínimos de eficiência energética dos motores trifásicos, de acordo com os valores apresentados na Tabela I, é de responsabilidade do INMETRO, através do seu programa de etiquetagem.
O Programa Brasileiro de Etiquetagem, de responsabilidade do INMETRO, visa prover os consumidores de informações que lhes permitam avaliar e otimizar o consumo de energia dos equipamentos elétricos, selecionar produtos de maior eficiência em relação ao consumo, e melhor utilizar eletrodomésticos, possibilitando economia nos custos de energia. A adesão ao Programa Brasileiro de Etiquetagem é voluntária. Só são feitos testes com os produtos dos fabricantes que queiram fazer parte do PBE. A partir dos resultados, é criada uma escala onde todos serão classificados. Esses testes são repetidos periodicamente, a fim de atualizar a escala.
Existem regulamentos específicos de etiquetagem para diversos produtos, entre os quais os motores elétricos de indução trifásicos.
O documento específico que estabelece as regras de metodologia de etiquetagem dos motores elétricos é o Regulamento Específico para uso da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE - Linha de Motores Elétricos de Indução Trifásicos - RESP/004-MOT.
Neste documento está descrita a metodologia utilizada para cálculo do rendimento e fator de potência dos motores, baseada na norma canadense CSA M30 – 1985 – Método I. O documento também contém todas as informações e procedimentos que os fabricantes de motores elétricos devem atender para obter a etiquetagem.
A tabela II apresenta os rendimentos de motores elétricos de três fabricantes que já passaram pelos procedimentos de etiquetagem do INMETRO.