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Este documento aborda o movimento retilíneo e circular, explicando conceitos básicos como velocidade, velocidade média, aceleração, aceleração média e aceleração uniforme. Além disso, são apresentadas as equações que permitem calcular essas grandezas e se derivam de movimentos retilíneos e circulares. O texto também trata da relação entre velocidade angular e velocidade linear.
Tipologia: Provas
1 / 26
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Trajetória : É o lugar geométrico dos pontos sucessivamente ocupados por
uma partícula durante o seu movimento.
No caso do movimento retilíneo a direção do vetor é constante e
coincide com a trajetória (reta).
Neste movimento, por ser constante a direção do vetor, os problemas
podem ser resolvidos através de grandezas escalares, atribuindo um
sinal positivo ou negativo ao módulo do vetor conforme a distância da
partícula ao ponto de referência- aumenta ou diminui com o tempo.
Velocidade: É um vetor, tangente à trajetória em cada ponto, orientado
no sentido do movimento, cujo modulo é a variação do espaço percorrido
por unidade de tempo.
t 0
D
Velocidade instantânea é a velocidade que o carro (partícula) tem
em cada instante.
É fácil perceber que no percurso de uma viatura num circuito urbano a
velocidade varia muito ao longo do tempo, dado que há períodos de
paragem em que a velocidade é nula, seguindo-se períodos em que o
carro vai aumentando gradualmente de velocidade e depois perdendo
velocidade até parar de novo. Nos vários pontos do percurso o carro terá
diferentes velocidades instantâneas e no final do percurso se dividir o
espaço percorrido pelo tempo que demorou o percurso, obtém-se a
velocidade média.
Aceleração média de uma partícula que se move de P 1 para P 2 em
movimento retilíneo é um vetor que tem a seguinte componente segundo
o eixo Ox
A aceleração instantânea será então:
𝑎 = lim ∆´𝑡→ 0
No gráfico t-x (tempo vs. espaço) representa-se o movimento retilíneo de uma
partícula em que a velocidade varia ao longo do tempo
Movimento retilíneo uniforme : caracteriza-se pela
constância da velocidade instantânea
v x x vt
dt
dx v const . 0
Movimento retilíneo uniformemente variado :
caracteriza-se pela constância da aceleração
a v v at
dt
dv a const 0
.
2 0 0 0 2
1 v a t x x v t at
dt
dx v
é o espaço inicial, porque quando t=0 tem-se:
A equação que traduz a variação do espaço com o tempo obtém-
se integrando a expressão anterior:
𝑣𝑜 É a velocidade inicial (no instante t=0)
Nalguns problemas poderá interessar utilizar uma equação onde não
esteja explicitamente o tempo, mas em que a posição do ponto pode ser
calculada conhecendo a sua velocidade e aceleração
Da equação da velocidade
v v at 0
tira-se que:
t=
𝑣−𝑣𝑜
𝑎
Substituindo na equação dos espaços fica::
Uma moeda é largada na origem do eixo Oy. À medida que
o movimento se desenvolve a moeda vai caminhando no
sentido negativo daquele eixo.
a) a variação dos espaços tem sinal negativo => v<
b) a variação da velocidade tem sinal negativo => a<
c) A velocidade inicial é negativa se for dado um impulso
para baixo
2 0 0 2
1 v v at e y y v t at o
2 0 0
2 0 0
0
2
1
2
1 y y v t gt y y v t gt
a g v v gt
serão agora escritas:
As equações do movimento
2 0 0 2
1 v v gt e h v t gt
Quando se faz a mudança de variáveis a velocidade e também a velocidade
inicial passam a ser positivas quando são dirigidas para baixo que é o sentido em
que o valor da variável h aumenta
Explicitando t na 2ª equação e combinando depois com a 1ª fica sucessivamente:
Considerando agora a velocidade inicial nula , as equações anteriores
simplificam-se
2
2
1 v gt e h gt
Fórmula de Torricelli que fornece diretamente a
velocidade com que um corpo chega ao solo, largado,
sem velocidade inicial, de uma altura h.
g
v h 2
2
Ou, explicitando h
g
h v g
g
h t
g
h t
2 2 2 2
2. Aceleração
t
v a t (^) D
D D
0
lim
t
v am D
D
Este movimento acontece num plano e pode ser estudado apenas com
duas dimensões, utilizando um sistema de referência Oxy. Neste caso é
fácil mostrar que o vetor velocidade é tangente à trajetória em cada ponto
Os vetores de posição são os
vetores complanares r 1 (^) er 2
r r 2 r 1
D tem a direção da
secante à curva.
t
r vm D
D
t
r v t (^) D
D
0
Quando se calcula a velocidade instantânea lim os pontos tendem
aproximar-se e a secante tende para a tangente.
Nos movimentos não retilíneos é usual utilizar a variável s para o espaço e não
as variáveis x ou y como se fez anteriormente, dado que o movimento não se
faz na direção de um eixo coordenado.
O ponto encontra-se em A no instante t-Dt/2 com velocidade e em B no
instante t+Dt/2, com velocidade.
Se a velocidade for uniforme os dois vetores têm o mesmo módulo, v. A
variação do vetor velocidade pode ser calculada graficamente colocando os
dois vetores com origem no ponto médio P.
1
Adaptado de: http://www.fisica.ufs.br/CorpoDocente/egsantana/cinematica/circular3/circular3.htm
(o vector velocidade embora tenha o mesmo módulo muda de direção e sentido)
O vetor aceleração t
v a t (^) D
D D
0
lim não é nulo porque agora D v ^0
Para deduzir a expressão da aceleração, considere uma partícula que
se desloca no sentido AB com velocidade v numa circunferência de
raio r.
2
v
v 1
f 2
v
r t v
s t
D
D D
2
2
( ) 2 ( )
2 sen
r
v
v
r
v sen
t
v a
n média
D
D
O ângulo ao centro descrito no intervalo de tempo Dt é:
O espaço percorrido pelo corpo no mesmo intervalo de tempo:
O intervalo de tempo Dt pode ser expresso em função da velocidade
A intensidade do vetor aceleração média que traduz a variação da velocidade
no intervalo de tempo Dt, pode escrever-se:
D s r f 2 r
Como o triângulo é isósceles, porque os módulos são iguais, tem-se:
a v v at dt
dv a (^) t const t 0 t
No movimento circular uniformemente variado existe, em cada ponto da
curva, uma componente normal da aceleração devido à curvatura. Há
também uma componente tangencial que é constante e que se define
como a variação da velocidade linear com o tempo.
2
2
1 s s v t at o o t
A equação dos espaços deduz-se de forma idêntica à do movimento retilíneo
e fica:
O vetor aceleração calcula-se com o a soma das
suas duas componentes:
a at a n t n
b) MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORMEMENTE VARIADO
2 2
t n
a a a
A figura mostra dois projéteis com diferentes movimentos no
eixo Ox, mas idênticos movimentos no eixo Oy; um corresponde
ao movimento de uma bola largada no espaço sem velocidade
inicial e o outro de uma bola lançada na horizontal com
velocidade inicial v0.
Em ambos os movimentos as bolas caem verticalmente à mesma
distância em intervalos de tempo iguais. Esta observação permite-
nos concluir que, no 2º movimento, a posição P(x,y) da bola num
instante t, pode ser determinada calculando separadamente as
suas coordenadas.
2 0 0
No caso presente a velocidade inicial do movimento
vertical é nula e o ponto parte da origem dos eixos, fica:
2
v (^) y v 0 y gt
x v 0 xt
a) Movimento segundo Ox (uniforme)
b) Movimento segundo Oy (uniformemente acelerado)
vy gt
v (^) x v 0 x
2. MOVIMENTO DE UM PROJÉTIL