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Atividade: Vamos proteger a floresta: vamos poupar e reciclar ... A floresta é um ecossistema ... consequentemente, crescem florestas caducifólias que.
Tipologia: Slides
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Não perca as partes importantes!
























FUNDAÇÃO.
A ALMA DA ”LA CAIXA”.
A FLORESTA
Este guia foi concebido com o objetivo de orientar e potenciar ao máximo o trabalho dos professores com os grupos escolares durante a visita à exposição.
Trata-se de um recurso didático que apresenta, num formato adaptado ao trabalho escolar diário, não só os conteúdos da exposição como inclui também alguns dos próprios materiais gráficos. O professor irá encontrar propostas para preparar a visita, assim como sugestões para desenvolver um trabalho posterior na sala de aula, que irá ajudar a consolidar os conhecimentos adquiridos.
O guia segue a estrutura da exposição, apresentando os conteúdos em quatro capítulos correspondentes aos quatro temas da amostra:
Cada um destes capítulos inclui várias unidades didáticas, nas quais é sempre possível encontrar uma informação geral e outra complementar: leituras recomendadas, gráficos, experiências, conhecimentos interessantes, etc.
Cada um dos quatro temas apresenta, também, uma proposta de atividade específica, concebida para reproduzir algumas das experiências que se podem observar na exposição, ou para aprofundar algumas das questões que foram suscitadas.
O guia termina com mais duas secções: um glossário extenso, que fornece ao utilizador uma definição breve e precisa dos principais conceitos técnicos da publicação, e uma proposta de recursos didáticos e referências bibliográficas incluindo publicações, páginas da Internet e recursos audiovisuais.
O ECOSSISTEMA FLORESTAL
A floresta é um ecossistema
À primeira vista, uma floresta poderia ser definida como um conjunto de árvores. Seria o mesmo que dizermos que a sociedade humana é apenas um grupo de pessoas. Uma floresta é muito mais do que isso. Trata-se de um conjunto de plantas, de animais, de fungos e de diversos microrganismos, protistas e moneras, de espécies diferentes que interagem num determinado meio: nascem, crescem, alimentam-se uns dos outros, colaboram, protegem-se, morrem, decompõem-se. O conjunto de seres vivos denomina- se biocenose. O meio que os rodeia, isto é, o substrato geológico, a água e a atmosfera, denomina-se biótopo. O conjunto de seres vivos, o meio envolvente e as relações que se estabelecem constituem um sistema ecológico, isto é, um ecossistema.
O ecossistema florestal não é uma entidade isolada. Faz parte de outro sistema maior, no qual tudo também se encontra interligado: o Sistema Terrestre. Se considerarmos uma escala de organização ecológica partindo dos níveis mais globais, como a biosfera ou o bioma mediterrânico, até aos mais específicos, como a floresta, a árvore ou o grupo de microrganismos que atua no solo da floresta, podemos estabelecer diferentes escalas, algumas incorporadas noutras, como acontece com as famosas bonecas russas, as matryoshkas.
Leitura recomendada
“Uma floresta não é uma reunião de árvores, mas sim um clube, um clube muito bem organizado. Os sócios deste ecossistema são os seres vivos, que se relacionam no seu amplo espaço social. O clube rege-se por um regulamento interno, de ordem natural, que reúne a pluralidade diversificada dos membros inscritos.
Como em qualquer organização, devemos referir as diferentes categorias sociais. As plantas formam o grupo mais importante. [...]
Os animais, o grupo de sócios menos volumoso mas muito influente, não poderiam viver dentro do clube, se não fossem as plantas. Alguns, inclusive, utilizam- nas como habitação. Assim, enquanto muitos insetos residem nas plantas inferiores, grande parte das aves prefere as coberturas. [...]
Um terceiro grupo de sócios é constituído pelos fungos e pelos microrganismos. São membros minúsculos mas muito abundantes e geralmente vivem na folhagem e no solo.”
A floresta, mais do que um clube La Vola Editora Proa
Para refletir
Depois de ler o texto anterior, considera que a floresta pode ser comparada a uma sociedade humana, como um clube? Quem seriam os sócios do clube? Que normas de funcionamento teria? Que funções desempenharia? E que ameaças teria?
Invente uma história, resultante desta reflexão, definindo previamente as personagens e o papel desempenhado.
Floresta e o clima
O tipo e as características das florestas dependem diretamente do clima. Geralmente, a velocidade de crescimento das árvores é proporcional à temperatura e ao grau de humidade. Assim, em climas húmidos e quentes, as árvores crescem mais rapidamente do que em ambientes secos e frios. Da mesma forma, o crescimento das árvores é superior durante as estações mais quentes e chuvosas, como a primavera, e para durante as estações secas ou frias, como o inverno. Este crescimento das árvores pode ser observado diretamente nos anéis que se formam no tronco, ano após ano, e que podemos visualizar se fizermos um corte de secção.
Nas regiões do mediterrâneo, por exemplo, existe uma alternância acentuada das estações, com variações significativas de temperatura e humidade. Durante a primavera o crescimento é favorecido graças ao aumento da temperatura e da precipitação. Nessa altura, entre o tronco e o córtex, formam-se vasos condutores de diâmetro relativamente grande que dão origem a uma madeira clara e porosa, denominada “madeira inicial” ou “madeira de primavera”. O verão mediterrâneo é caracterizado por um declínio drástico das chuvas. Estas alterações traduzem-se num abrandamento do crescimento: os vasos tornam-se
mais pequenos e a madeira mais escura e maciça. É a chamada “madeira de verão”. Finalmente, no inverno, com temperaturas baixas, o crescimento para. Esta sucessão de acontecimentos cria os típicos anéis da madeira, nos quais a junção da banda clara e escura equivale a um ano. Se contabilizarmos os anéis da secção de um tronco, podemos estimar a idade da árvore. Os anéis de crescimento são um registo dos acontecimentos climáticos na vida da árvore: os anéis largos indicam períodos climáticos favoráveis, enquanto que os estreitos revelam uma situação de crise, como uma seca anormal ou um período de baixas temperaturas.
Finalmente, devemos ter em conta a perspetiva inversa, ou seja, a influência das árvores e das florestas no clima. De facto, as árvores desempenham um papel fundamental na regulação do clima: ajudam a manter a água no solo graças às raízes e a um efeito de sombra, e fornecem humidade à atmosfera através da evapotranspiração. Para além disso, contribuem para atenuar a alteração climática, uma vez que consomem grandes quantidades de dióxido de carbono, que é um dos principais gases com efeito de estufa. A conservação das florestas e a gestão florestal são, portanto, ações que favorecem a sustentabilidade do planeta.
Depois de uma gestão sustentável da floresta, esta árvore foi abatida com o certificado florestal FSC. 2005 A população mundial atinge os 6.000 milhões de habitantes. 2000 Cimeira da Terra (Nações Unidas, Rio de Janeiro). 1992 Cai o Muro de Berlim. 1989 O Homem chega à Lua. 1969 Em Cuba, a revolução de Fidel Castro vence. 1959 A Rússia coloca em órbita o primeiro satélite artificial, o Sputnik. 1957 Bomba atómica sobre o Japão e final da 2ª Guerra Mundial. 1945 Começa a Guerra Civil espanhola. 1936 É proclamada a República espanhola. 1931 Alexander Fleming descobre a penicilina. 1928 Howard Carter descobre o túmulo de Tutancámon. 1922 A Revolução Russa irrompe. 1917 Albert Einstein propõe a sua teoria da Relatividade Geral. 1916 Tem início a 1ª Guerra Mundial. 1914 O explorador norueguês Roald Amundsen chega ao Polo Sul. 1911 Terramoto em São Francisco. 1906 Marconi inventa o rádio. 1901 Nos inícios do século XX, a população mundial atinge os 1.600 milhões de habitantes. 1900 Primeira projeção cinematográfica dos irmãos Lumière. 1895
A AIT em Paris declara o 1º de maio como Dia Internacional do Trabalhador. 1889
As Potências Europeias dividem o continente africano na conferência de Berlim. 1884 Thomas Alva Edison inventa a eletricidade. 1879 O Yellowstone é declarado o primeiro parque natural do mundo. 1872 Jules Verne publica o seu romance “Da Terra à Lua”. 1865 Charles Darwin publica “A origem das espécies”. 1860 Karl Marx e Friedrich Engels publicam o “Manifesto Comunista”. 1848 A Inglaterra declara a abolição da escravatura nas suas colónias. 1834 Napoleão é coroado imperador. 1804 A população mundial atinge, aproximadamente, os 1.000 milhões de habitantes. 1800
Experiência Numa serralharia ou num estabelecimento semelhante, obtenha uma secção de um tronco de uma árvore recém-cortada. Contabilize os anéis e estabeleça neles dados importantes da sua história pessoal: a sua data de nascimento, a dos seus pais, o ano em que o seu clube favorito ganhou o campeonato, etc.
O solo, a base da floresta
O solo é o substrato natural no qual se desenvolve a vida vegetal da floresta. A formação da floresta é um processo que se prolonga por milhares de anos, no qual estão envolvidos dois elementos principais. Por um lado, a rocha que se desintegra gradualmente, meteorizando- se através dos agentes meteorológicos; por outro lado, o fornecimento de matéria orgânica pelos seres vivos: folhas secas, restos de madeira, excrementos, animais em decomposição, fungos, etc. A camada superior do solo tem uma cor escura devido à matéria orgânica decomposta ou húmus. Geralmente, a camada inferior é mais clara, de acordo com a rocha que lhe deu origem. As funções do solo são fundamentais para a floresta, uma vez que, para além do seu papel de suporte físico para as raízes das árvores, atuam também como reservatório de água e de substâncias minerais de que as plantas precisam para a sua nutrição, e que se libertam lentamente através da degradação dos resíduos orgânicos.
O solo é também um habitat para vários microrganismos que desempenham a função de decomposição da matéria orgânica e, portanto, da formação de húmus. Podemos classificá-los em duas categorias: os necrófagos, como as minhocas, as lesmas e alguns artrópodes, eliminam os restos vegetais e animais; os decompositores, entre os quais se destacam as bactérias e os fungos, transformam as moléculas orgânicas em nutrientes disponíveis para as plantas.
Finalmente, deve referir-se que o solo desempenha uma função ambiental essencial de retenção de água, especialmente durante os períodos de chuva intensa. Desta forma, o solo da floresta atua como uma esponja gigante, evitando os problemas de erosão resultantes das inundações fortes e repentinas.
<< Minhoca de terra adulta
Leitura recomendada
As observações feitas pelo naturalista Charles Darwin sobre a minhoca são muito interessantes. No seu livro A formação do húmus vegetal pela ação das minhocas (1881), afirma: “É difícil que existam outros animais que tenham desempenhado um papel tão importante na história mundial como estes organismos de organização tão simples.” Na verdade, acredita-se que existam cerca de 500 a 2.000 quilos de minhocas por hectare de solo agrícola.
Darwin observa que, em poucos anos, as minhocas são capazes de criar 20 centímetros de húmus a partir da decomposição da matéria vegetal, equivalentes a cerca de 5 kg/m2. Da mesma forma, incorporam nutrientes no solo e ventilam-no graças às galerias que escavam.
A formação do húmus vegetal pela ação das minhocas Charles Darwin (1881)
Atividade
Vamos fazer um terrário
de minhocas
A construção do terrário é simples se acompanharmos os passos seguintes e observarmos o processo nas ilustrações:
1. Fazemos uma moldura de madeira com três lados. 2. Aparafusamos as placas de acrílico transparente em ambos os lados, deixando uma abertura por cima. 3. Enchemos o terrário com várias camadas de terra de cores diferentes: turfa, areia, terra de jardim, etc. Fazemos a última camada com folhagem. 4. Regamos a terra de forma moderada. 5. Inserimos as minhocas. Podem ser colhidas nos campos ou nos jardins, particularmente após um dia de chuva, uma vez que terão de sair para o exterior. 6. É aconselhável cobrir o terrário com uma manta e esperar alguns dias, sem deslocar o conjunto.
Para observar e refletir
das zonas mais profundas a terra rica em minerais, ao mesmo tempo que arejam a terra.
Material necessário:
A ÁRVORE
Como funciona uma árvore
O funcionamento de uma árvore
As árvores são os principais componentes da floresta, não apenas relativamente ao número e à biomassa do conjunto, mas também porque representam o principal componente visual da própria paisagem da floresta.
As árvores são plantas lenhosas com um tronco bem diferenciado, ao contrário dos arbustos (vegetais lenhosos mas sem tronco, como o urze, o buxo ou a aroeira) e das ervas (plantas não lenhosas, como o amor-perfeito ou a papoila). Por outro lado, do ponto de vista funcional, as árvores são organismos autotróficos capazes de sintetizar moléculas orgânicas a partir da luz solar, da água e do dióxido de carbono.
Expostas as considerações acima, numa árvore podem distinguir-se dois tipos de elementos:
As folhas desempenham as funções principais da árvore: a fotossíntese e o intercâmbio de gases e água com a atmosfera. A fotossíntese é um dos processos mais importantes da planta e também de toda a biosfera. Consiste na síntese de hidratos de carbono a partir da luz solar e de compostos inorgânicos, como o dióxido de carbono (que é absorvido pelas folhas) e a água (que é absorvida pelas raízes), com a libertação de oxigénio. Posteriormente, os hidratos de carbono são transformados em celulose e outros complexos.
As folhas também libertam vapor de água através dos estomas, pequenos poros nas folhas que abrem e fecham, dependendo das condições ambientais. O processo é denominado evapotranspiração e é o mecanismo que permite a distribuição de água e nutrientes desde as raízes até à copa, através de uma rede complexa de vasos condutores. É também graças a este fenómeno que a floresta transfere vapor de água para a atmosfera e ajuda a manter a humidade do ambiente.
Sabia que...
Um carvalho adulto de tamanho médio...
A madeira
Nas secções anteriores, salientámos que a árvore apresenta alguns elementos de suporte estrutural, constituídos pela madeira do tronco e dos ramos. A madeira é composta por duas substâncias orgânicas, a celulose e a lignina, ambas com uma grande resistência e rigidez.
Se imaginarmos o tronco da árvore na direção longitudinal e se, para além disso, tivéssemos a capacidade de observá-lo com o detalhe de um microscópio, seria possível observar que, todos os anos, à volta do tronco, como se fosse um papel de embrulho, cresce uma camada fina de células embrionárias -câmbio vascular- capaz de criar vasos condutores até ao interior da árvore -xilema- e, também, até ao exterior -floema. Quando o xilema envelhece e deixa de ser funcional, transforma-se naquilo a que chamamos de madeira. Por fim, devemos abordar o córtex, que cresce na parte mais externa da árvore.
Resumindo, os principais tecidos responsáveis pela formação das partes estruturais da árvore são os seguintes:
outras partes da planta.
A parte mais interna do tronco, ou seja, o xilema velho e não funcional, endurece e forma o cerne ou o coração, a essência da madeira e o suporte da árvore. Enquanto isso, as camadas mais externas continuam funcionais. Assim, a vida da árvore encontra-se no contorno do tronco, parte denominada alburno.
Câmbio vascular
Cerne
Córtex
Floema
Xilema
Biografia:Antonio Stradivarius e a madeira do mínimo de Maunder
A qualidade de um determinado tipo de madeira pode revelar-se em aspetos tão diversos como a rigidez, a cor, o tato ou, até mesmo, o desenho das veias. No entanto, aprofundando um pouco mais, podemos focar-nos na qualidade final dos objetos elaborados com esta madeira, como os móveis ou determinadas ferramentas de trabalho. O fabrico de instrumentos musicais é, provavelmente, o campo em que a qualidade da madeira é mais importante. O maestro Antonio Giacomo Stradivarius (Cremona, Itália, 1644-1737) foi um dos melhores construtores de violinos da história, e os seus instrumentos ainda atingem preços extraordinários no mercado: em maio de 2006, um dos seus violinos —o “Hammer” de 1707—, foi vendido por 2,7 milhões de euros. Uma das teorias formuladas para explicar a perfeição musical dos Stradivarius, para além da capacidade do luthier , foi a hipótese climática: a madeira utilizada cresceu durante o mínimo de Maunder, um período de frio que afetou a Europa entre 1645 e 1715. As baixas temperaturas fizeram com que a madeira tivesse anéis de crescimento mais compactos e, portanto, tornou-se mais densa. Existem outras hipóteses, como a singularidade do verniz ou a utilização de determinados pesticidas da época. Como diria o próprio maestro, se non è vero, è ben trovato.
A fotossíntese
A fotossíntese é o processo através do qual as plantas verdes sintetizam hidratos de carbono, através da luz solar, do dióxido de carbono e da água com libertação de oxigénio. Nesta experiência podemos observar este processo indiretamente, observando a libertação de oxigénio.
O procedimento é simples se seguirmos os passos seguintes e se observarmos o processo nas ilustrações:
1. Enchemos o recipiente e mergulhamos o frasco. 2. Colocamos a planta aquática no fundo do frasco. 3. Cobrimos a planta com o funil invertido. 4. De seguida, colocamos o tubo de ensaio sobre o dreno do funil, certificando-nos que não fica retido qualquer ar no tubo. 5. Cuidadosamente, retiramos o conjunto do recipiente e deixamo-lo perto de uma janela ensolarada. 6. Após algum tempo, iremos observar que, no interior do funil, começam a formar-se bolhas de ar. Ao longo do tempo, o tubo de ensaio irá preencher-se de gás. Este gás é o oxigénio libertado durante a fotossíntese. 7. Para o comprovar, são necessárias duas pessoas e a supervisão de um adulto. Por um lado, iremos acender o pau de madeira, deixar que arda um pouco e apagá- lo. 8. Em seguida, iremos retirar o tubo de ensaio sem o virar, ou seja, mantendo-o sempre virado para baixo. 9. Iremos introduzir, de imediato, o pau apagado mas ainda quente
Atividade
Vamos estudar a
fotossíntese
Para observar e refletir
Material necessário:
Luz
4H depois
Planta
Oxigénio
A distribuição das florestas está condicionada às características naturais do território, mas também às características sociogeográficas de cada região. Através de variáveis como o “número de árvores por distrito” ou a “área florestal por habitante”, os quadros seguintes apresentam uma parte da história florestal da nossa geografia.
Atividade
Representar graficamente os dados das tabelas seguintes, por exemplo, dimensionando os distritos de acordo com a quantidade de árvores que apresentam.
DISTRITO NÚMERO DE ÁRVORES
Castelo Branco 189.647.
Santarém 163.465.
Coimbra 133.533.
Beja 125.269.
Viseu 125.042.
Évora 114.629.
Leiria 110.249.
Portalegre 108.220.
Setúbal 104.332.
Aveiro 99.480.
Vila Real 82.117.
Bragança 72.355.
Braga 67.404.
Guarda 66.707.
Porto 57.871.
Viana do Castelo 49.494.
Faro 45.386.
Lisboa 31.455.
DISTRITO HA DE FLORESTA / HABITANTE
Portalegre 2.
Beja 2.
Évora 1.
Castelo Branco 1.
Bragança 0.
Santarém 0.
Guarda 0.
Vila Real 0.
Viseu 0.
Coimbra 0.
Leiria 0.
Setúbal 0.
Viana do Castelo 0.
Faro 0.
Faro 0.
Viana do Castelo 0.
Faro 0.
Lisboa 0.
As árvores únicas
Todas as sociedades têm as suas árvores únicas, árvores de importância histórica ou simbólica -muitos conselhos de pessoas notáveis reuniram-se à volta de uma árvore e tomaram as grandes decisões dos seus povos-, ou reconhecidas por alguma característica específica -a altura, a espessura, a idade.
Leitura recomendada
Ao velho ulmeiro, fendido pelo raio e na sua metade apodrecido, com as chuvas de abril e o sol de maio, algumas folhas verdes caíram. O olmo centenário na colina que lambe o Douro! Um musgo amarelado contamina a casca esbranquiçada do tronco carcomido e poeirento. Não será, como os álamos cantores que guardam o caminho e a ribeira, casa de rouxinóis madrugadores. Um exército de formigas em fileira por ele trepa, e nas suas entranhas as teias pardas urdem as aranhas. Olmo do Douro, antes de derrubado pelo lenhador com o seu machado, e transformado em trave de sineira pelo carpinteiro, jugo de carro ou varal de carroça; antes que rubro, em casa, de manhã, ardas de alguma miserável choça, à beira de um caminho; antes que te arranque um torvelinho e parta o sopro dos píncaros brancos; antes que o rio até ao mar te arraste por vales e barrancos, olmo, nos meus papéis notar quisera a graça de tua rama verdecida. Meu coração espera também, rumo à luz e rumo à vida, outro milagre da Primavera.
A um ulmeiro seco Antonio Machado
<< General Sherman, Califórnia
Nos versos de A UM ULMEIRO SECO, Antonio Machado descreve a vida de uma árvore com o sentimento de um cientista e com a precisão dos grandes poetas. Cada estrofe é uma lição de ecologia florestal disfarçada de poema.
Atividade
Vamos elaborar um inventário e um calendário das árvores do nosso meio envolvente. E, depois, vamos também fazer
WONDERWALKING!.
O inventário
1. A cartografia Um primeiro passo para a realização do inventário é a delimitação do território de estudo. Faça-o com mapas da sua zona. Estude o território e delimite a área de estudo. Assegure-se de que não é demasiado pequena (para que possa abranger uma variedade suficiente de espécies) nem demasiado extensa (para que não exceda a sua capacidade). 2. Os guias de campo O segundo passo consiste em obter guias de campo de árvores que sejam de qualidade e, ao mesmo tempo, simples e práticas para utilização escolar. As lojas especializadas dispõem de guias manuais com estas características. 3. As visitas O cerne da atividade baseia-se nas visitas de campo. Através da cartografia, devem estabelecer- se itinerários básicos. Depois, será o momento de reconhecer as árvores uma por uma. A dinâmica de cada visita irá determinar o ritmo do estudo. É possível que, nas primeiras visitas, se dedique muito tempo a reconhecer as espécies. Mais tarde, quando os alunos se sentirem familiarizados com a determinação, o ritmo da atividade poderá acelerar. 4. Não se deve menosprezar nenhum meio envolvente Se não tiver uma área arborizada por perto, o estudo pode ser realizado em meios urbanos, como jardins ou mesmo ruas e praças. O único problema que pode surgir é trabalhar com espécies exóticas que não aparecem nos guias de campo. 5. Outro conselho interessante é consultar os especialistas na sua região Normalmente, podemos contar com empresas ambientalistas ou naturalistas, dedicadas às caminhadas, etc., que podem ajudar-nos na nossa investigação. Muitas comunidades autónomas e municípios publicaram guias específicos de árvores ou possuem serviços que podem ajudar.
Como já vimos nas secções anteriores, nem todas as formações vegetais da Península são iguais. Cada espécie de árvore desenvolve-se melhor num determinado substrato e clima. Uma experiência interessante é elaborar um inventário das espécies arbóreas do nosso meio envolvente. Depois, podemos continuar com a elaboração do calendário dos processos fisiológicos principais, como a foliação, a floração, a frutificação e a queda da folha. Não é necessário viver perto de uma floresta: As árvores do meio urbano oferecem-nos muitas oportunidades para aprender e desfrutar.
Espécie / Meses Carvalho^ Ulmeiro^ Bordo^ Castanheiro^ Sobreiro^ etc
FOLHA PERENE FOLHA PERENE
Janeiro
Fevereiro FLOR FOLHA
Março FLOR / FOLHA^ FOLHA^ FOLHA
Abril FLOR FLOR / FOLHA FLOR
Maio FLOR FRUTO FLOR
Junho FLOR
Julho FLOR
Agosto
Setembro
Outubro FRUTO FRUTO FRUTO FRUTO
Novembro FRUTO FRUTO
Dezembro
O wonderwalking
Uma atividade menos académica, mas que pode ser muito gratificante a nível pessoal, é a elaboração de uma “agenda pessoal da natureza”. Em alguns países, foram preparadas atividades de educação ambiental baseadas neste conceito, denominadas wonderwalking, o que significa caminhada maravilhosa. Porque, haverá algo mais maravilhoso do que caminhar todos os dias no mesmo meio envolvente, observando as alterações que a natureza experiencia no dia-a-dia e em cada estação?: o rebentar da folha, a floração, a frutificação, as mudanças de cor da folha, a queda..., ou seja, as alterações fenológicas. Transcrever tudo para uma agenda ou diário pode ser tão gratificante como ouvir uma boa música ou fazer uma viagem.
O calendário
Para a elaboração do calendário, basta observar os processos fisiológicos principais de cada árvore: a foliação, floração, frutificação e queda da folha. É altamente recomendável reservar a tarefa de elaboração do calendário para uma segunda fase, uma vez dominada a identificação das espécies e o território.
Para a realização do calendário, propomos a elaboração de uma tabela como a seguinte. O calendário pode incorporar metodologias da área da expressão plástica para que, no final do curso ou ciclo, possamos obter um belo mural que funcione de forma permanente.