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Este documento lista as espécies das subtribos eugeniinae, myrciinae e myrtinae da família myrtaceae para o estado do maranhão, brasil. A pesquisa registrou 22 espécies de eugeniinae, 13 espécies de myrtinae e 22 espécies de myrcia em myrciinae. No geral, o estado do maranhão apresenta uma diversidade relativamente baixa de espécies e gêneros das subtribos eugeniinae, myrciinae e myrtinae, em comparação aos 23 gêneros citados para o brasil.
Tipologia: Notas de estudo
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Jeremias Gaído Aragão ([email protected])^1 Gonçalo Mendes da Conceição ([email protected])1, Núcleo de Pesquisa dos Cerrados Maranhenses (RBCEM/UEMA)^1 Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia (UNESP/JABOTICABAL)^2 Resumo
Leptospermoideae, esta distribui-se, principalmente, nas Américas do Sul e Central, e^ A^ família^ Myrtaceae^ compreende^ duas^ grandes^ subfamílias,^ Myrtoideae^ e apresenta apenas a tribo Myrteae, que se subdivide em três subtribos: Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae. A presente pesquisa objetivou listar as espécies das subtribos Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae para o Estado do Maranhão. O referido estado está localizado nos paralelos 01º 11/ 09º 06, totalmente no Hemisfério Sul e entre osmeridianos 41º 54/ 48º 25, no Hemisfério Ocidental. Para a compilação da lista florística, fez-se primeiramente um levantamento das espécies das subtribos Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae para o Estado do Maranhão, através de trabalhos publicados ou não, tais como: tese, artigos científicos, monografia e duplicatas. Para a subtribo Eugeniinae foram registradas 22 espécies (Myrtinae apresentou 13 espécies ( CampomanesiaEugenia 04, (^) 20, Psidium Myrciaria 09) e 22 espécies em 02); a subtribo Myrciinae, todas no gênero Myrcia. O Estado do Maranhão apresenta, até o momento, uma diversidade relativamente baixa de espécies e gêneros de Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae, sendo que, dos 23 gêneros citados destas subtribos para o Brasil, 05 deles contam com representantes neste Estado.
PALAVRAS-CHAVE: Maranhão; Myrtaceae; Myrciinae
1 INTRODUÇÃO A família Myrtaceae compreende duas grandes subfamílias: Myrtoideae e Leptospermoideae (Mc VAUGH, 1968). A segunda possui maior concentração na Austrália; a primeira, distribuindo-se principalmente nas Américas do Sul e Central, apresenta apenas a tribo Myrteae e três subtribos, Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae (BRIGGS e JOHNSON, 1979), as três subtribos retrocitadas contam com cerca de 70 gêneros e 2400 espécies (LANDRUM, 1986).
A taxonomia da família, entretanto, é bastante complexa e suas espécies são de difícil classificação e delimitação, o que torna freqüente a citação de elevado número de taxa indeterminados nos levantamentos florísticos e fitossociológicos (Mc VAUGH, 1968; BARROSO, 1994; KAWASAKI, 1989). De acordo com Judd et al. (1999), a família Myrtaceae corresponde a 1,32% do total de Angiospermas conhecidas, o que é bastante representativo, considerando-se um total de 400 famílias. Constitui-se uma das famílias de melhor representatividade nas diferentes formações vegetacionais do Brasil (SOARES-SILVA, 2000). Os representantes brasileiros da família são lenhosos, de hábito arbustivo a arbóreo, cujo caule pode ou não se esfoliar, apresentando numerosos canais oleíferos nas folhas, flores, frutos e sementes; as folhas são simples e, freqüentemente, opostas, com nervura marginal. Suas flores, em geral, são brancas ou, às vezes, vermelhas, efêmeras, hermafroditas, de simetria radial, em geral pentâmeras, muitas vezes com o receptáculo bem desenvolvido, polistêmones, com anteras de deiscência rimosa, raro poricida e ovário sempre ínfero, com variado número de lóculos e óvulos. Os frutos são do tipo baga (BARROSO, 1991). No Maranhão, entre os estudos florísticos realizados que contribuíram para o conhecimento das espécies de Myrtaceae destaca-se: os de Muniz et al. (1994) que realizou um inventário sobre os aspectos florísticos quantitativos e comparativos da vegetação arbórea da Reserva Florestal do Sacavém em São Luís, o mesmo autor ainda em 1994, publicou um trabalho sobre amostragem fitossociológica da vegetação arbórea da Reserva Florestal do Sacavém em São Luís; Cabral Freire & Monteiro (1993) estudou a florística das praias da Ilha de São Luís, Estado do Maranhão (Brasil): diversidade de espécies e suas ocorrências no Litoral Brasileiro; Conceição (2000) que discorreu sobre a florística e fitossociologia de uma área de cerrado marginal do Parque
Herbário Prof. Aluízio Bittencourt (HERBIT), do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) que contemplavam as espécies totalmente identificadas. Foram feitas, simultaneamente, coletas de material botânico no município de Caxias (04º 51’ 32” S e 43º 21’ 22” W). O material coletado foi enviado a especialista do Herbário UB Departamento de Botânica, da Universidade de Brasília (UnB) para determinação dos mesmos e depois de identificado foi montado em exsicatas e incorporado ao herbário do CESC/UEMA.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO De acordo com os dados obtidos na presente pesquisa, registrou-se para o Estado do Maranhão 22 espécies da subtribo Eugeniinae ( Eugenia 20 espécies, Myrciaria 02 espécies); 13 espécies de Myrtinae ( Campomanesia 04 espécies, Psidium 09 espécies) e Myrciinae com 22 espécies englobadas pelo gênero Myrcia (Tab. 01).
Tabela 01. Lista das espécies das subtribos Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae (Myrtaceae) para o Estado do Maranhão.
Campomanesia aromatica (Aubl.) Griseb. Caxias, Mirador, Timon Campomanesia pubescens O_._ Berg. Mirador Campomanesia velutina (Cambess.) O. Berg. Caxias, Mirador, Timon Campomanesia xantocarpa O_._ Berg. Caxias, Mirador, Timon Eugenia angustana Kiaersk. Timon
Eugenia ayacuachae Styerm. Mirador Eugenia biflora (L.) D.C. São Luís Eugenia cachoerensis O_._ Berg. São Luís Eugenia campestris D.C. Timon Eugenia cerasiflora Miq. Timon Eugenia cuminii (L.) Druc. Morros Eugenia dysenterica D.C. Mirador Eugenia egrensis D.C. São Luís
Tabela 01. Lista das espécies das subtribos Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae (Myrtaceae) para o Estado do Maranhão.
Eugenia estiputata M.C. Vac. São Luís Eugenia flavescens D.C. Mirador Eugenia florida D.C. São Luís Eugenia lambertiana D.C. São Luís Eugenia patens Poir. Carolina Eugenia patrisii Vahl. São Luís Eugenia persicifolia O_._ Berg_._ Mirador Eugenia piauhiensis O.Berg. Caxias Eugenia punicifolia (H.B.K.) D.C. São Luís, Mirador, Balsas Eugenia stictopetala D.C. Mirador Eugenia tapacumensis O_._ Berg. São Luís
Myrcia rotundifolia ( O. Berg.) Legrand. Mirador Myrcia rufipes D.C. Mirador Myrcia sellowiana O. Berg. Mirador Myrcia tomentosa (Aublet.) D.C. Timon Myrciaria dubia H.B.K. São Luís Myrciaria tenella (D.C.) O. Berg. Mirador Psidium acutangulum D.C. Mirador
Tabela 01. Lista das espécies das subtribos Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae (Myrtaceae) para o Estado do Maranhão.
Psidium guajava L. São Luís Psidium guianense Sw. Timon Psidium megalianum Camb. Mirador Psidium mutans O_._ Berg. Mirador, Timon Psidium myrsinites D.C. Mirador Psidium myrsinoides O. Berg. Carolina, Balsas Psidium ovatifolium Berg. Morros Psidium pohlianum O. Berg. Mirador
Landrum e Kawasaki (1997) listam 23 gêneros das subtribos Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae para o Brasil, destes, apenas 05 ocorrem no Maranhão: Campomanesia, Eugenia, Myrcia, Myrciaria e Psidium.
Neste trabalho os gêneros de maior riqueza específica foram, Myrcia e Eugenia que apresentaram 22 e 20 espécies respectivamente, sendo, portanto, os gêneros com maior ocorrências de espécies, confirmando os resultados encontrados por Soares-Silva (2000) para as subtribos Eugeniinae e Myrciinae na Bacia Hidrográfica do Rio Tibagi no Estado do Paraná. Da comparação efetiva da lista de espécies de Eugeniinae, Myrciinae e Myrtinae do Maranhão (Tab. 01), com a do Cerrado Brasileiro por Sano & Almeida (1998), constatou-se, então, que existem 23 espécies encontradas no Maranhão, não referidas para o Cerrado Brasileiro: Eugenia ayacuachae Styerm., Eugenia cachoerensis O_._ Berg., Eugenia campestris D.C., Eugenia cuminii (L.) Druc., Eugenia estipitata M.C. Vac., Eugenia lambertiana D.C., Eugenia patens Poir., Eugenia persicifolia O_._ Berg., Eugenia tapacumensis O_._ Berg., Myrcia amazonica D.C., Myrcia atramentifera ( O. Berg.) Lods., Myrcia erythoxylon O. Berg., Myrcia cilvrifolia (Aubl.) Urban., Myrcia lancea O. Berg., Myrcia mansoniana O_._ Berg., Myrcia neesiana D.C., Myrcia plúmbea O_._ Berg., Myrcia rotundifolia ( O. Berg.) Legrand., Myrciaria dubia H.B.K., Psidium guajava L., Psidium megalianum Camb., Psidium mutans O_._ Berg., Psidium ovatifolium O. Berg. Pode-se então justificar a não citação destas espécies para o Cerrado Brasileiro por Sano & Almeida ( 1998) devido a ausência de coletas intensivas e sistemáticas, bem como, a concentração de coletas no Planalto Central em detrimento das áreas marginais ou então reforça-se e confirma a hipótese de Rizzini (1963); Eitem (1976); & Heinger (1976) que afirma ser o Cerrado do Maranhão floristicamente diferente do Cerrado do Planalto Central, mesmo sendo uma continuação da área “core”.
4 CONCLUSÃO
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