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ND38 Versão 2 - Elektro, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

ND38 Versão 2 - Elektro

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 02/10/2010

Pernambuco
Pernambuco 🇧🇷

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Cruzetas de Madeira para Redes
Aéreas de Distribuição de
Energia Elétrica
Especificação
Versão 02 - Agosto/2005
NORMA ND.38
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Cruzetas de Madeira para Redes

Aéreas de Distribuição de

Energia Elétrica

Especificação

Versão 02 - Agosto/

NORMA ND.

ND.

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

ELEKTRO Eletricidade e Serviços S.A.

Diretoria de Operações

Gerência de Engenharia

Rua Ary Antenor de Souza, 321 – Jd. Nova América

Campinas – SP

Tel.: (19) 3726.

Fax: (19) 3726.

E-mail: [email protected]

Site: www.elektro.com.br

ND.

Cruzetas de Madeira para Redes Aéreas

de Distribuição de Energia Elétrica

Especificação

Campinas – SP, 2005

36 páginas

ND.

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

Aprovações

Eng o^ Carlos Henrique Camargo Lopes

Gerente de Engenharia

Eng o^ Paulo de Tarso Gasparino de Souza

Gerente de Projetos e Obras

ND.

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

Elaboração

Eng o^ Wilson Hirakawa

Eng a^ Clarice Itokazu

Colaboração

Engenharia

Suprimentos – Qualidade

ND.

ND.

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

ND.

10 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

À ELEKTRO é reservado o direito de modificar total ou parcialmente o conteúdo desta norma, a qualquer tempo e sem prévio aviso considerando a constante evolução da técnica, dos materiais e equipamentos bem como das legislações em vigor.

ND.

11 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

1. OBJETIVO

Esta Especificação estabelece os requisitos mínimos exigíveis para o fornecimento de cruzetas de madeira, de seção retangular, preservadas e não preservadas (puro cerne), destinadas às redes aéreas de distribuição de energia elétrica da ELEKTRO.

2. NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

A presente Especificação está de acordo com o estabelecido no Decreto nº 58.016 de 18.03.66, que regulamenta a Lei nº 4797, de 22.10.65, sendo ainda necessário consultar as seguintes Especificações:

  • NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos – Procedimentos.
  • NBR 5427 - Guia de utilização da NBR 5426.
  • NBR 5429 - Plano de amostragem e procedimentos na inspeção por variáveis – Procedimentos.
  • NBR 6232 - Poste de madeira - Penetração e retenção de preservativo em Postes de Madeira – Método de ensaio.
  • NBR 8458 - Cruzetas de Madeira para Rede de Distribuição de Energia Elétrica – Especificação.
  • ASTM D 2017/81 - Accelerated laboratory test of natural decay resistence of woods.
  • AWPA-C-25 - Sawn crossarms-preservatives treatment by pressure processes.
  • Relatório RTD CODI – 3.1.18.01.0 - Parte 2 de 30.11.90.
  • Relatório RTD CODI – 3.1.18.01.0 - Parte 3 de 30.11.90.
  • Decreto Federal nº 58.016 de 18.03.66.

3. DEFINIÇÕES

Para os efeitos desta Especificação são adotadas as seguintes definições:

3.1. Agentes Biológicos

São organismos (fungos e insetos) xilófagos que atacam a madeira, comprometendo a sua durabilidade.

3.2. Alburno

Parte externa do tronco de uma árvore que geralmente se distingue da parte interna, pela sua cor mais clara. Normalmente, o alburno contém substâncias de reserva (como, por exemplo, o amido) e é permeável a passagem de líquidos.

3.3. Apodrecimento

É a decomposição da matéria que forma a madeira, causada pela ação destruidora de alguns fungos, reconhecida pela deterioração da madeira que se apresenta fraca, esponjosa, filamentosa, gretada e descorada.

3.4. Chanfro ou Bisel

Arredondamento das quatro arestas, no sentido longitudinal da cruzeta.

3.5. Casca

Todos os tecidos que ficam por fora do cilindro do lenho das árvores.

ND.

13 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

3.17. Ingrediente Ativo

Padrão em cujos termos se define usualmente a composição ponderal, em porcentagem das formulações preservativas. Esses padrões podem ser elementos como flúor e boro, óxidos como o CuO, CrO 3 e As 2 O 5. Não serão expressos em ingredientes ativo os compostos cuja finalidade é a de omitir a corrosão ou acertar o ph da solução preservativa.

3.18. Madeira Sã

Madeira cuja estrutura não foi afetada por agentes biológicos.

3.19. Madeira Preservada

A que contém preservativo em quantidade suficiente, de maneira a aumentar significativamente a sua resistência aos agentes biológicos.

3.20. Nó

Parte inicial de um galho, remanescente da cruzeta, de cor mais escura, mais duro e quebradiço do que a madeira circundante, apresentando em relação a esta, uma aderência relativamente fraca.

3.21. Orifício

Defeito que se manifesta como abertura da seção aproximadamente circular, originada especialmente pelo desprendimento de um nó.

3.22. Preservativo de Madeira

Substância ou formulação química de composição e características definidas, que deve apresentar as seguintes propriedades:

  • Alta toxidez para os agentes biológicos;
  • Alta penetrabilidade através dos tecidos lenhosos permeáveis;
  • Alto grau de fixidez nos tecidos lenhosos;
  • Incorrosividade para os metais;
  • Inocuidade para as características físicas e mecânicas da madeira;
  • Segurança para manipulação;
  • Ser inofensivo à saúde do ser humano;
  • Alta estabilidade química.

3.23. Processo de Preservação

Conjunto de operações destinadas a aplicar o preservativo na madeira, resultando numa impregnação adequada dos tecidos lenhosos, sem ocasionar lesões prejudiciais à estrutura das peças ou alterações sensíveis em suas características físico-mecânicas.

3.24. Racha

Separação dos tecidos lenhosos, ao longo das fibras entre dois anéis de crescimento.

3.25. Retenção

Quantidade de preservativo, contida de maneira uniforme num volume de madeira, expressa em kg de ingrediente ativo de preservativo por m^3 de madeira tratável.

ND.

14 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

3.26. Ruptura de cruzeta

Rompimento da peça em uma seção transversal. É definida quando se atinge a carga máxima do ensaio, denominada “carga de ruptura”.

3.27. Secagem ao ar

Processo natural de eliminação da umidade da madeira, unicamente pela livre circulação do ar em torno das peças.

3.28. Tratamento Preservativo

Tratamento a que se submete a cruzeta com substâncias letais aos agentes biológicos, visando a proteção da peça.

3.29. Veio

Disposição em direção longitudinal, dos elementos constitutivos da madeira. Pode ser expresso como veio direto, inclinado, entrelaçado, etc.

3.30. Veio inclinado

Veio que se desvia da direção longitudinal da cruzeta.

3.31. Resistência à Flexão

3.31.1. Resistência Nominal (RN)

Valor da resistência indicada e garantida pelo fornecedor, que a peça deve suportar continuamente, na direção e sentido indicados, no plano de aplicação e passando pelo eixo da peça, de grandeza tal que não produza, em nenhum plano transversal, momento fletor que prejudique a qualidade dos materiais, trincas, exceto as capilares.

3.31.2. Limite de Carregamento Excepcional (1,4 x R (^) N )

Corresponde a uma sobrecarga de 40% sobre a resistência nominal.

3.32. Flecha

Distância retilínea entre duas posições do mesmo ponto de referencia, situado no plano de aplicação dos esforços, devido à deformação provocada por esses esforços.

3.33. Flecha Residual

Flecha que permanece após a remoção dos esforços, determinada por condições especificadas.

3.34. Miolo ou Medula

É o núcleo do lenho, formado por tecido primário de natureza paraquimantosa e circundado pelas camadas de crescimento.

ND.

16 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

4.5.4. Outras espécies podem ser aceitas desde que previamente aprovadas pela ELEKTRO e atendidas as características mecânicas, densidade igual ou superior a 0,81 g/cm 3 e alta resistência aos agentes apodrecedores quando submetidas aos ensaios previstos na Especificação ASTM D 2017/81.

4.5.5. Na retirada das cruzetas das toras, não devem ser aproveitados os miolos ou medulas.

4.5.6. As cruzetas preservadas devem ser confeccionadas de madeira com tratamento preservativo, conforme item 4.7.10. desta Especificação.

4.6. Características dos Preservativos

4.6.1. O preservativo para tratamento deve apresentar:

a) Alta toxidez ao organismo xilófago; b) Alta penetrabilidade através do tecido lenhoso; c) Alto grau de fixidez no tecido lenhoso; d) Não corrosividade ao metal; e) Imprejudicabilidade as características físicas e mecânicas da madeira.

4.6.2. Para tratamento das cruzetas deve ser utilizado um dos seguintes preservativos:

a) Hidrossolúvel a base de cobre, cromo e arsênio (CCA, tipos A, B e C); b) Hidrossolúvel a base de cobre, cromo e boro (CCB); c) Hidrossolúvel a base de cobre, cromo, arsênio em solução amoniacal (ACA);

4.6.3. O preservativo para pré-tratamento deve conter fungicida e inseticida de ação temporária e não pode, de forma alguma, afetar ou interferir no processo de preservação.

4.7. Fabricação

4.7.1. Preparação para o Tratamento Preservativo

4.7.1.1. Toda cruzeta colocada na usina de preservação de madeiras, que provenha de órgão de recebimento do comprador ou diretamente do fornecedor, deve ser inspecionada no pátio de recebimento de acordo com esta Especificação e com a Norma NBR 8458, no que não estiver em conflito com esta, sendo separadas nos seguintes grupos: a) Em perfeitas condições; b) Com defeitos passíveis de correções na usina de preservação de madeiras; c) Rejeitadas para o uso em redes de distribuição.

4.7.1.2. O grupo considerado em perfeitas condições deve ser logo separado, sempre que possível, em grupos de mesma espécie de madeira, forma, dimensão, umidade e receptividade ao tratamento e em seguida passado à secagem.

4.7.1.3. O grupo considerado com defeitos passíveis de correções na usina de preservação de madeiras, após procedidas as correções, deve ser agrupado conforme item 4.7.5. e passado à secagem.

4.7.2. Corte

As cruzetas devem ser obtidas através do corte de árvores vivas, retas e sãs.

ND.

17 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

4.7.3. Sazonamento

As cruzetas devem, antes da aplicação do preservativo, ser submetidas ao processo de sazonamento de acordo com a NBR-8456 ou outro processo que comprove a sua eficácia.

4.7.4. Pré-tratamento

4.7.4.1. Quando a agressividade biológica exigir, a cruzeta de madeira deve receber preservação profilática (pré-tratamento), em todas as faces, que contenham alburno, imediatamente após sua obtenção e periodicamente, em função do regime de chuvas, tipo de pilhas e período de estocagem, até, que atinjam o teor de umidade previsto no item 5.1 desta Especificação em torno do ponto de saturação das fibras.

4.7.4.2. O pré-tratamento é particularmente recomendável quando as condições do pátio de secagem forem favoráveis ao ataque de insetos e fungos.

4.7.5. Separação

As cruzetas devem ser separadas, sempre que possível, em grupos de mesma espécie, ou de espécies com permeabilidades semelhantes ao tratamento preservativo, mesma forma, dimensões, teor de umidade e estar adequadamente reunidas de modo a propiciar uniformidade dos índices de retenção.

4.7.6. Furos e Entalhes

Os furos e entalhes devem ser feitos antes do tratamento preservativo. Os furos para parafusos devem ser perpendicularmente às faces dos entalhes.

4.7.7. Forma e Acabamento

As cruzetas devem ter a forma e dimensão conforme definidas nas respectivas padronizações, serem isentas de defeitos conforme item 4.7.8 e devidamente aparelhadas.

4.7.8. Defeitos

4.7.8.1. Cruzeta de Madeira Preservada ou não Preservada

As cruzetas devem ser isentas dos seguintes defeitos: a) Sinais de ataque de agentes biológicos; b) Avarias provenientes do corte ou transporte; c) Fraturas transversais; d) Orifícios, pregos, cavilhas ou quaisquer peças metálicas não especificamente autorizadas; e) Sinuosidade em qualquer trecho; f) Rachas; g) Fibras reversas. h) Curvaturas; i) Depressões acentuadas; j) Fendas; k) Veios inclinados ou espiralados; l) Bolsa de Resina; m)Nós ou orifícios de nós em qualquer trecho;

Para os itens de h) à m), serão permitidas as tolerâncias do Anexo 5 desta Especificação.

ND.

19 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

b) Os ingredientes ativos do CCA tipo B devem entrar na seguinte composição:

  • Cromo hexavalente, calculado como CrO 3 – 35,3 %;
  • Cobre, calculado como CuO – 19,6 %;
  • Arsênio, calculado como As 2 O 5 – 45,1 %.

c) Os ingredientes ativos do CCA tipo C devem entrar na seguinte composição:

  • Cromo hexavalente, calculado como CrO 3 – 47,5 %;
  • Cobre, calculado como CuO – 18,5 %;
  • Arsênio, calculado como As 2 O 5 – 34,0 %.

O sal seco (ou a solução preservativa), deve ser formulado com produtos de pureza acima de 95 %, base anidra, que possam fornecer os elementos Cr, Cu e As citados. O preservativo comercial deve trazer especificado o conteúdo total dos ingredientes ativos acima mencionados. As porcentagens indicadas nesse item podem sofrer uma variação de até 1/20 do valor, para mais ou para menos.

4.7.10.2.3. Preservativo Hidrossolúvel à Base de Arsênio e Cobre em Solução Amoniacal (ACA) Os ingredientes ativos de preservativos ACA devem entrar na seguinte composição:

  • Cobre, calculado como CuO – 49,8 %;
  • Arsênio, calculado como As 2 O 5 - 50,2 %. O aparecimento, acima especificado, deve ser dissolvido em uma solução amoniacal contendo NH 3 em peso de 1,5 a 2,0 vezes a quantidade de CuO. O sal seco (ou a solução preservativa), deve ser formulado com produtos de pureza acima de 95 %, base anidra, que possam fornecer os elementos Cu e As citados. O preservativo comercial deve especificar a quantidade total dos ingredientes ativos nele presentes. As porcentagens indicadas neste item , quando se referirem à composição do preservativo presente na solução de tratamento, podem sofrer uma variação até os limites mínimos de 47,7 % e 47,6 % respectivamente, para CuO e o As 2 O 5.

4.7.11. Maturação

Após a preservação, a cruzeta de madeira preservada deve ser armazenada para que ocorram as reações de fixação, por um período de 15 (quinze) dias.

4.7.12. Fechamento de Orifício

Qualquer orifício desnecessário presente na cruzeta de madeira preservada, especialmente aqueles remanescentes da retirada de amostra para o controle da qualidade, devem ser obstruídos com tarugo de madeira de comprovada resistência natural.

4.8. Certificado

A usina de preservação de madeiras deve fornecer certificado que indique: a) Espécie botânica da cruzeta de madeira preservada; b) Resultados obtidos nos ensaios previstos no item 8.3 desta Especificação.

ND.

20 Versão 02 – Agosto/

Distribuição de Energia Elétrica - Especificação

4.9. Identificação

4.9.1. As cruzetas devem apresentar em uma de suas extremidades laterais a seguinte identificação de forma legível e indelével, a ser gravada em placa de alumínio anodizado, conforme padronização ND.01: a) Identificação: ELEKTRO; b) Nome ou marca do fornecedor; c) Mês e ano de fabricação; d) Mês e ano de garantia; e) Espécie da madeira (abreviatura conforme Tabelas A e B do Anexo 1); f) Tipo de preservativo utilizado, quando aplicável; g) Código de barras conforme padrão EAN 128.

Nota: A fixação da placa de alumínio deverá ser feita com pregos galvanizados.

4.10. Armazenamento

As cruzetas devem ser empilhadas a pelo menos 400 mm acima do solo, sobre apoios de metal, concreto ou madeira preservada, de maneira que as mesmas não apresentem flechas devido ao seu peso próprio. A estocagem deve ser feita de maneira que permita ventilação entre as peças, à sombra e em local livre de vegetação e detritos, por um período de 30 dias para melhor retenção e acomodação do preservativo, após o que devem ser liberadas para serem submetidas aos ensaios de penetração e retenção.

4.11. Acondicionamento

As cruzetas deverão ser embaladas conforme padronização a ser definida pela ELEKTRO na contratação.