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Neuroanatomia (Atlas), Notas de estudo de Psicologia

atlas de neuroanatomia

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 01/11/2011

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leticia-d-b-6 🇧🇷

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Luiz Gustavo Correia
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NEUROANATOMIA
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NEUROANATOMIA
ANATOMIA MACROSCÓPICA E ESTRUTURAL
Luiz Gustavo César de Barros Correia
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Luiz Gustavo Correia

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NEUROANATOMIANEUROANATOMIANEUROANATOMIANEUROANATOMIA

ANATOMIA MACROSCÓPICA E ESTRUTURAL

Luiz Gustavo César de Barros Correia

Capítulo 1. Diencéfalo

O diencéfalo juntamente com o telencéfalo forma o cérebro. Anatomicamente, a descrição desta estrutura é dada a partir do instante em que se tem um prévio conhecimento sobre o III ventrículo. A cavidade ímpar e mediana, interposta entre os ventrículos laterais e IV ventrículo é denominada de III ventrículo. Com limites precisos e bem-definidos, esta cavidade possui uma importância clínica, pelo fato de estar localizada entre duas cavidades ventriculares e, por conta de processos obstrutivos nesta região, pode ocorrer a hidrocefalia obstrutiva. O limite anterior é formado pela lâmina terminal e comissura anterior, ambos formados embrionariamente pela dilatação da porção central da vesícula telencefalica. A parede lateral é formada, em sua maior parte, pelo tálamo e, em menor proporção, pelo hipotálamo. A parede posterior, formada, predominantemente, pelo epitálamo e o assoalho por hipotálamo.

  1. Tubérculo anterior do tálamo
  2. Aderência intertalâmica
  3. Tela corioidea
  4. Estria medular do 3º ventriculo
  5. Trígono das habênulas
  6. Comissura posterior
  7. Coliculo inferior
  8. Coliculo superior
  9. Sulco hipotalâmico
  10. Corpo mamilar
  11. Tuber cinereo
  12. Lâmina rostral
  13. Quiasma óptico
  14. N. Óptico
  15. Comissura anterior
  16. Cápsula interna
  17. Estria medular
  18. Pulvinar do tálamo
  19. Comissura das habênulas
  20. Corpo pineal
  21. Frênulo do véu medular superior
  22. Pedunculo cerebelar médio
  23. Véu medular superior
  24. Língula do cerebelo
  25. Pedunculo cerebelar inferior
  26. Sulco mediano
  27. Obex
  28. Estria medular do 4º ventriculo
  29. Eminencia medial
  30. Pedunculo cerebelar superior
  31. Coliculo inferior
  32. Braço do coliculo inferior
  33. Trigono das habenulas
  34. Corpo geniculado medial
  35. Braço do coliculo superior

Fig.1 – Corte sagital de hemisfério cerebral. T significa tálamo, M significa mesencefalo e P (ponte). CA significa comissura anterior.

Fig.2 – Vista posterior do Tronco encefálico, mostrando estruturas prosencefalicas.

Fig.4 – Vista aproximada da parte posterior diencefalica.

  1. Trígono das habênulas
  2. Comissura posterior
  3. Comissura das habênulas
  4. Corpo pineal
  5. Tubérculo anterior do tálamo
  6. Área medial do tálamo
  7. Área lateral do tálamo
  8. Perna posterior da cápsula interna
  9. Idem
  10. Aderëncia intertalämica
  11. Coluna do fornix
  12. Lämina rostral
  13. Comissura anterior
  14. Nervo Óptico
  15. Tuber cinereo
  16. Corpo mamilar
  17. Sulco hipotalâmico
  18. Aqueduto de Sylvius
  19. Coliculo inferior
  20. Coliculo superior
  21. Comissura posterior
  22. Trígono das habenulas
  23. Estria medular do 3º ventriculo

Capítulo 2. Telencéfalo

O cérebro é formado, anatomicamente, pela união entre o telencéfalo e diencéfalo. O telencéfalo é formado por dois hemisférios cerebrais ou telencéfalicos, que possuem união anatômica (através de fibras comissurais, dentre elas, o corpo caloso) e funcional. Partindo-se do principio que os hemisférios cerebrais são assimétricos em função, ou seja, o direito apresenta funções distintas das do esquerdo, se faz necessário esta intercomunicação. O estudo da neuroanatomia telencéfalica é dividido em estudo da anatomia de superfície (situação anatômica dos sulcos e giros corticais) e anatomia profunda (núcleos da base, ventrículos laterais). Neste primeiro momento, abordaremos a anatomia de superfície, localizando os principais sulcos e giros visíveis na superfície telencefálica. Para estudo anatômico, o telencéfalo é dividido em faces para estudo : súpero-lateral, medial e inferior. A face súpero-lateral é vista como uma face convexa, que apresentam 5 lobos, relacionando-se com os ossos da calvária craniana que os mesmos estão subjacentes, excetuando-se o lobo da ínsula. Diferentemente, a face medial, é uma face mais plana e regular, não apresentando a mesma correlação dos lobos que foi visto na face súpero-lateral. Já a face inferior é totalmente irregular, apresentando sulcos e giros inconstantes, sendo recobertos, em parte pelo cerebelo e tronco encefálico. Por isso, o seu estudo deve ser feito em uma peça anatômica in situ sem a presença do cerebelo (no mínimo, hemisférios cerebelares).

  1. Giro pré-central
  2. Giro frontal superior
  3. Giro frontal médio
  4. Giro frontal inferior
  5. Giro pós-central
  6. Lóbulo parietal superior, E
  7. Lóbulo parietal inferior, E
  8. Giro supra-marginal
  9. Sulco central
  10. Sulco pós-central
  11. Sulco intraparietal
  12. Sulco pré-central
  13. Sulco frontal superior
  14. Sulco frontal inferior
  15. Sulco lateral (ramo posterior)

Fig. 1 – Face súpero-lateral do telencéfalo. A seta em vermelho representa o pólo

  1. Giro frontal superior (face medial)
  2. Giro do cíngulo
  3. Giro occipitotemporal medial
  4. Cúneos
  5. Pré-cuneos
  6. Lobulo paracentral
  7. Area septal
  8. Esplênio do corpo caloso
  9. Tronco do corpo caloso
  10. Joelho do corpo caloso
  11. Rostro do corpo caloso
  12. Sulco do giro do cingulo
  13. Sulco do corpo caloso.
  14. Sulco calcarino
  15. Sulco parieto-occipital
  16. Giro fasciolar
  17. Sulco subparietal
  18. Ramo marginal do sulco do cingulo
  19. Sulco central
  20. Sulco paracentral
  21. Giro do cíngulo
  22. Giro frontal superior (face medial)
  23. Giro occipito-temporal medial
  24. Cúneos
  25. Pré-cuneos
  26. Lobulo para-central
  27. Esplênio do corpo caloso
  28. Tronco do corpo caloso
  29. Joelho do corpo caloso
  30. Rostro do corpo caloso
    1. Sulco parieto-occipital
    2. Sulco calcarino
    3. Sulco do corpo caloso
    4. Sulco do cíngulo
    5. Sulco para-central
  31. Giro occipitotemporal medial

Fig. 4 – Face medial do telencefalo. iS, significa o Istmo do giro do cíngulo, integrante do circuito de Papez.

Fig. 5 – Face medial do telencefálo. Observa-se que os giros e sulcos não são iguais em determinados encéfalos.

A anatomia da face inferior do telencéfalo é bastante irregular. De maneira convencional, devemos identificar, primeiramente, o sulco que limita esta da face súpero-lateral, que é o sulco occipito-temporal. Partindo deste sulco, poderemos observar, medialmente, o giro occipitotemporal lateral. Na face medial, estudamos a anatomia do sulco calcarino, que delimita inferiormente e posteriormente o cúneos. Este sulco é formado na face inferior e, deste, parte o sulco parieto-occipital. Outra, abaixo deste sulco, visualizamos o giro occipito-temporal medial. No instante em que este se fusiona com o istmo do giro do cíngulo, forma-se o giro parahipocampal. A parte mais anterior e medial deste giro é o uncus, com formato de gancho. O sulco entre os giros occipito-temporal lateral e parahipocampal é denominado de sulco colateral.

  1. Giro occipito-temporal medial
  2. Istmo do giro do cíngulos
  3. Giro parahipocampal
  4. Giro occipitotemporal lateral
  5. Uncus
  6. Sulco calcarino
  7. Sulco colateral
  8. Sulco parieto-occipital
  9. Sulco calcarino
  10. Giro reto
  11. Giros orbitários
  12. Sulco olfatório
  13. Sulcos orbitários

No interior, profundamente, ao telencéfalo, podemos evidenciar estruturas anatômicas que contém líquor, são os ventrículos laterais. São formados, anatomicamente, por 4 porções: corno frontal, parte central, corno occipital e corno temporal. Para delimitar cada uma das porções, recém-descritas, deve-se avaliar a anatomia do fórnice. Ou seja, o corno frontal é a porção ventricular localizada adiante ao forame interventricular, mais especificamente, no instante em que a coluna do fórnice forma seu limite anterior. Já a parte central, vai desde o forame interventricular, até o esplênio do corpo caloso. Do esplênio, os ventrículos laterais se ajustam na forma de um C, formando ainda um ramo posterior. O local da bifurcação dos ventrículos laterais, especificamente, de sua parte central, é denominado de trígono colateral. A porção anterior a este trígono é dita corno temporal, já a parte posterior, é o corno occipital.

Fig. 6 – Face inferior do telencéfalo.

Fig.9 - Corte coronal pré-caloso de Jakob, em nível do Joelho do Corpo caloso. Na imagem, se observa JCc. Joelho do corpo caloso; NC. Núcleo Caudado; Li. Límen da ínsula; CF. Corno Frontal; SL. Sulco Lateral; CR. Coroa Radiada.

Fig.10 - Corte ântero-capsular de Jakob. Identificam-se TCc. Tronco do corpo caloso; CNc. Cabeça do Núcleo caudado PAc. Perna anterior da cápsula interna; SP. Septo pelúcido; PUt. Putâmen; GP. Globo Pálido; QO. Quiasma Óptico.

Fig.11 - Corte genículo-capsular de Jakob. Descrevem-se, TCc. Tronco Corpo caloso; CNc. Cabeça do Núcleo caudado; PUt. Putâmen; III. Terceiro ventrículo; Cl. Claustrum; TO. Trato óptico; CA. Corpo amigdalóide

Fig.12 - Corte genículo-capsular de Jakob. Descrevem-se, TCc. Tronco Corpo caloso; CNc. Cabeça do Núcleo caudado; PUt. Putâmen; III. Terceiro ventrículo; Cl. Claustrum; TO. Trato óptico; CA. Corpo amigdalóide