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Noções de Cartografia Parte2, Notas de estudo de Geodésia e Cartografia

Apostilas sobre a Cartografia, Representações da Superfície terrestre, Como ler e interpretar mapas, Orientação Geográfica, Coordenadas Geográficas, Fusos Horários, Sistemas de Representação Cartográfica, Escala.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 27/11/2013

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Adriana_10 🇧🇷

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circular (à semelhança de um disco), e não mais esférica. Nos quatro últimos séculos da Idade Média,
no entanto, são realizados importantes avanços, como o mapa-múndi de El Idrisi e as cartas precisas
de navegação denominadas portulanos.
No Renascimento, entre os séculos XVI e XVIII, a exploração de terras até então
desconhecidas leva a grandes transformações na cartografia. Esses conhecimentos são incorporados
aos trabalhos de diferentes escolas, como a italiana, espanhola, portuguesa, alemã, inglesa,
holandesa, entre outras. A modernidade, a partir do fim do século XVIII, é marcada por grandes
inovações nas técnicas de produção de mapas. O século XX vê surgir a aerofotogrametria,
largamente utilizada em nossos dias. Esse tipo de mapeamento é feito por fotos aéreas da superfície
terrestre tiradas de balões, pipas, aviões e satélites tripulados ou não.
Projeções
cartográficas
São representações da superfície curva da Terra sobre uma superfície plana por meio de
uma rede de meridianos e paralelos. Essa rede é transposta da superfície curva da Terra para a
superfície plana de qualquer volume que possa envolvê-la, como cilindros e cones. Existem mais de
200 projeções cartográficas e todas elas apresentam deformações, porque é impossível reproduzir
perfeitamente uma forma esférica em um plano. A projeção a ser adotada vai depender de sua
finalidade. Elas podem ser de três tipos: conformes, equivalentes e eqüidistantes.
As projeções conformes mantêm os ângulos da natureza, ou seja, a forma exata dos
continentes. Nesse tipo destaca-se a projeção cilíndrica de Mercator, feita pelo geógrafo holandês
Gerhard Kremer, mais conhecido por Mercator. É elaborada em 1569, época da expansão marítima
européia. A projeção cônica conforme de Lambert (1772), de autoria do matemático francês Johann
Heinrich Lambert, e a projeção estereográfica polar também são bastante utilizadas.
As projeções equivalentes, por sua vez, preservam a proporcionalidade de áreas e distâncias.
Uma das mais recentes é a projeção cilíndrica do historiador alemão Arno Peters, criada em 1952. As
projeções eqüidistantes são aquelas nas quais as distâncias estão em escala verdadeira.
Sensoriamento Remoto
Quase a totalidade da coleta de dados físicos para cartógrafos, geólogos e oceanógrafos é
feita através de sensoreamento remoto por meio de satélites especializados que tiram fotos da Terra
em intervalos fixos. Estas imagens podem ser feitas através da escolha do espectro de luz que se
quer enxergar e alguns podem enviar sinais para captá-los em seu reflexo com a Terra, gerando
milhares de possibilidades de informação sobre minerais, concentrações de vegetação, tipos de
vegetação, entre outros. Alguns satélites, especialmente os de uso militar, conseguem enxergar um
objeto de até vinte centímetros na superfície da Terra, quando o normal são resoluções de vinte
metros. Várias empresas internacionais existem com o fim de vender imagens de satélite sob
encomenda. No Brasil, algumas agências estão presentes, sendo que o INPE (Instituto Nacional de
Pesquisa Espacial) possui instalações completas que vem fornecendo imagens para vários fins.
Outra forma de sensoreamento remoto é a aerofotometria, que se utiliza de vôos altos para tirar fotos
de dentro de aviões adaptados, artifício muito usado em agricultura e instalações de fábricas e
complexos industriais, porque produz uma resolução melhor do terreno em questão.
Coordenadas geográficas
Linhas imaginárias traçadas em intervalos regulares que permitem a localização de pontos da
superfície terrestre. Todos os pontos se cruzam em duas coordenadas: latitude e longitude. São
medidas em grau, minuto e segundo. As coordenadas geográficas foram determinadas por meio de
observações astronômicas e satélites geodésicos.
Latitude
Latitudes ou paralelos são as linhas paralelas ao Equador e marcam a distância entre os pólos.
Partem do Equador (0º) até 90º ao norte e ao sul. Por convenção internacional, servem para
determinar as zonas quentes, temperadas e glaciais da superfície do planeta. Os paralelos mais
importantes são o trópico de Câncer e o círculo polar ártico, ao norte, e o trópico de Capricórnio e o
círculo polar antártico, ao sul. No Brasil, o trópico de Capricórnio passa pelos estados do Paraná e de
São Paulo.
Longitude
Longitudes ou meridianos são as linhas que partem do meridiano de Greenwich (0º) – desde 1884
adotado por um acordo internacional como meridiano de origem – até 180º a oeste e a leste e
convergem para os pólos. A linha imaginária ganha esse nome porque passa pelo antigo observatório
da cidade de Greenwich, situada perto de Londres, no Reino Unido. Os meridianos são usados para
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circular (à semelhança de um disco), e não mais esférica. Nos quatro últimos séculos da Idade Média, no entanto, são realizados importantes avanços, como o mapa-múndi de El Idrisi e as cartas precisas de navegação denominadas portulanos. No Renascimento, entre os séculos XVI e XVIII, a exploração de terras até então desconhecidas leva a grandes transformações na cartografia. Esses conhecimentos são incorporados aos trabalhos de diferentes escolas, como a italiana, espanhola, portuguesa, alemã, inglesa, holandesa, entre outras. A modernidade, a partir do fim do século XVIII, é marcada por grandes inovações nas técnicas de produção de mapas. O século XX vê surgir a aerofotogrametria, largamente utilizada em nossos dias. Esse tipo de mapeamento é feito por fotos aéreas da superfície

terrestre tiradas de balões, pipas, aviões e satélites tripulados ou não. Projeções

cartográficas

São representações da superfície curva da Terra sobre uma superfície plana por meio de uma rede de meridianos e paralelos. Essa rede é transposta da superfície curva da Terra para a superfície plana de qualquer volume que possa envolvê-la, como cilindros e cones. Existem mais de 200 projeções cartográficas e todas elas apresentam deformações, porque é impossível reproduzir perfeitamente uma forma esférica em um plano. A projeção a ser adotada vai depender de sua finalidade. Elas podem ser de três tipos: conformes, equivalentes e eqüidistantes. As projeções conformes mantêm os ângulos da natureza, ou seja, a forma exata dos continentes. Nesse tipo destaca-se a projeção cilíndrica de Mercator, feita pelo geógrafo holandês Gerhard Kremer, mais conhecido por Mercator. É elaborada em 1569, época da expansão marítima européia. A projeção cônica conforme de Lambert (1772), de autoria do matemático francês Johann Heinrich Lambert, e a projeção estereográfica polar também são bastante utilizadas. As projeções equivalentes, por sua vez, preservam a proporcionalidade de áreas e distâncias. Uma das mais recentes é a projeção cilíndrica do historiador alemão Arno Peters, criada em 1952. As projeções eqüidistantes são aquelas nas quais as distâncias estão em escala verdadeira.

Sensoriamento Remoto

Quase a totalidade da coleta de dados físicos para cartógrafos, geólogos e oceanógrafos é feita através de sensoreamento remoto por meio de satélites especializados que tiram fotos da Terra em intervalos fixos. Estas imagens podem ser feitas através da escolha do espectro de luz que se quer enxergar e alguns podem enviar sinais para captá-los em seu reflexo com a Terra, gerando milhares de possibilidades de informação sobre minerais, concentrações de vegetação, tipos de vegetação, entre outros. Alguns satélites, especialmente os de uso militar, conseguem enxergar um objeto de até vinte centímetros na superfície da Terra, quando o normal são resoluções de vinte metros. Várias empresas internacionais existem com o fim de vender imagens de satélite sob encomenda. No Brasil, algumas agências estão presentes, sendo que o INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial) possui instalações completas que vem fornecendo imagens para vários fins. Outra forma de sensoreamento remoto é a aerofotometria, que se utiliza de vôos altos para tirar fotos de dentro de aviões adaptados, artifício muito usado em agricultura e instalações de fábricas e complexos industriais, porque produz uma resolução melhor do terreno em questão.

Coordenadas geográficas

Linhas imaginárias traçadas em intervalos regulares que permitem a localização de pontos da superfície terrestre. Todos os pontos se cruzam em duas coordenadas: latitude e longitude. São medidas em grau, minuto e segundo. As coordenadas geográficas foram determinadas por meio de

observações astronômicas e satélites geodésicos. Latitude

Latitudes ou paralelos são as linhas paralelas ao Equador e marcam a distância entre os pólos. Partem do Equador (0º) até 90º ao norte e ao sul. Por convenção internacional, servem para determinar as zonas quentes, temperadas e glaciais da superfície do planeta. Os paralelos mais importantes são o trópico de Câncer e o círculo polar ártico, ao norte, e o trópico de Capricórnio e o círculo polar antártico, ao sul. No Brasil, o trópico de Capricórnio passa pelos estados do Paraná e de

São Paulo. Longitude

Longitudes ou meridianos são as linhas que partem do meridiano de Greenwich (0º) – desde 1884 adotado por um acordo internacional como meridiano de origem – até 180º a oeste e a leste e convergem para os pólos. A linha imaginária ganha esse nome porque passa pelo antigo observatório da cidade de Greenwich, situada perto de Londres, no Reino Unido. Os meridianos são usados para

determinar os fusos horários ao longo do globo terrestre. O primeiro fuso encontra-se entre 7º30’ a leste e a oeste de Greenwich. A cada 15º leste desse intervalo se acrescenta uma hora e a oeste se

diminui uma hora. Fusos horários

Cada uma das 24 faixas situadas entre os meridianos da Terra, dentro das quais a hora, por convenção, é a mesma. Estão distribuídas em intervalos de aproximadamente 15º, que corresponde ao ângulo que a Terra gira em uma hora. Conforme se passa de um fuso a outro, deve-se aumentar (a leste) ou diminuir (a oeste) uma hora no relógio. Os minutos e os segundos continuam os mesmos. Antes da divisão da Terra em fusos, a Europa possuía 27 horas diferentes (hoje são três) e a América, 74 (hoje, cinco). Isso acontecia porque, como o principal referencial para a contagem do tempo é a posição do Sol, qualquer ponto do planeta poderia considerar como meio-dia o instante em que o sol está a pino. Muitas regiões próximas tinham horas diferentes, o que dificultava as comunicações entre os países. Para resolver o problema, na Conferência de Roma (Itália), em 1883, optou-se por dividir a circunferência da Terra (de 360°) em 24 fusos horár ios de 15°. Toda a região situada dentro de um fuso passou a ter uma única hora. No ano seguinte, na Conferência de Washington (EUA), 27 nações adotaram o meridiano de Greenwich como ponto zero, já que a maior parte das cartas geográficas da época, que eram inglesas, usava esse meridiano. No decorrer do tempo, outros países começaram a

seguir essa divisão. Atualmente, em todo o mundo, é a partir dele que as horas são contadas. Hora

legal

Com base na sua localização e nas suas peculiaridades, cada nação institui uma (ou mais) hora legal, que nem sempre corresponde exatamente ao fuso em que está situado. Se o país for muito vasto, estabelece mais de uma hora legal. A Federação Russa, por exemplo, possui doze horas

diferentes. O Canadá tem oito, os EUA, seis, e o Brasil, quatro. Linha Internacional da

Data

Linha que acompanha o antimeridiano de Greenwich (180º), atravessando o oceano Pacífico. Por convenção internacional, esse meridiano determina a mudança de data civil em todo o planeta. Ao ultrapassar essa linha, exatamente no ponto em que ela se localiza, tem-se de alterar a data para o dia anterior (a leste) ou seguinte (a oeste) à partida. A hora, no entanto, é a mesma nas duas zonas. É o que acontece no Kiribati, uma pequena nação formada por diversas ilhas no oceano Pacífico, cujo território é dividido pela Linha Internacional da Data. Enquanto no leste do país seus habitantes

aproveitam o domingo, na capital, Bairiki, já é segunda-feira. Fusos horários do Brasil

O território brasileiro está localizado a oeste do meridiano de Greenwich (longitude 0º) e, em virtude de sua grande extensão longitudinal, compreende quatro fusos horários, variando de duas a cinco horas a menos que a hora do meridiano de Greenwich (GMT). O primeiro fuso (30º O) tem duas horas a menos que a GMT. O segundo fuso (45º O), o horário oficial de Brasília, é três horas atrasado em relação à GMT. O terceiro fuso (60º O) tem quatro horas a menos que a GMT. O quarto e último

possui cinco horas a menos em relação à GMT. Horário de verão

Prática adotada em vários países do mundo para economizar energia elétrica. Consiste em adiantar os relógios em uma hora durante o verão nos lugares onde, nessa época do ano, a duração do dia é significativamente maior que a da noite. Com isso, o momento de pico de consumo de energia elétrica é retardado em uma hora. Usado várias vezes no Brasil no decorrer do século XX (1931, 1932, 1949 a 1952, 1963 e 1965 a 1967), o horário de verão é retomado a partir de 1985. Em 1998 tem início em 11 de outubro, com duração prevista até 21 de fevereiro de 1999. Atinge 12 estados e o Distrito Federal: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Bahia. Nos demais estados, tanto no inverno quanto no verão, não há diferença significativa na duração do dia e da noite. A economia resultante da adoção do horário de verão equivale, em média, a 1% do consumo nacional de energia. Em 1997, a redução média do consumo de energia elétrica durante os três primeiros meses (outubro a dezembro) de vigência do horário de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste é de 270 megawatts, ou 0,9%. Esse valor corresponde à energia consumida, no mesmo período, por um estado do tamanho de Mato Grosso do Sul. No horário de pico, entre 17h e 22h, a redução registrada é de 1.480 MW, ou cerca de duas vezes a capacidade de geração da usina nuclear Angra I. CARTOGRAFIA:

Atualmente já existem sensores (satélites) de grande resolução até 5 metros o que em breve permitirá aplicações cadastrais e mapeamento em grandes escalas. GLOSSÁRIO Carta Uma carta foi definida pela International Cartographic Association (ICA, 1973) como um mapa construído principalmente para fins de navegação. Deformação Angular Máxima Segundo MALING (1989), pode ser demonstrado que a deformação angular máxima (w) que ocorre no ponto tem como ser obtida da Equação: sen w/2 = (a - b)/(a + b) Para o caso especial onde a = b = h = k encontramos w = 0 graus e a elipse de distorção é um círculo. Isso ocorre nos P.D.Z. e ao longo das L.P.Z., onde a = b = 1. bem como em todos os pontos em um projeção conforme onde a = b em qualquer lugar, tal que os ângulos são corretamente representados. Distorção Linear Na criação do mapa contínuo da Terra, a transformação resultante para a superfície plana, que nós podemos assemelhar ao esticamento da superfície curva, dá origem a mudanças em escala que MALING (1989) descreve como sendo a Distorção Linear. Esta, por sua vez, afeta a representação de áreas e ângulos no mapa. Escala Escala foi definida pela International Cartographic Association (ICA, 1973) como sendo a razão entre a distância no mapa e a distância real que ela representa sobre o terreno. Escala de Área A escala de área (p) em um ponto é aquela relacionada a área unitária naquele ponto à área unitária na superfície curva da Terra. Pode-se mostrar que a escala de área pode ser expressa pela Equação: p = a.b No caso especial onde as direções principais coincidem com os paralelos meridianos no mapa, podemos escrever a Equação: p = h.k Isso ocorre no aspecto normal da maioria da projeções, incluindo todas aquelas das classes azimutal, cônica e cilíndrica, mas não nos seus aspectos transverso e oblíquo. Não é possível isso ocorrer nas outras classes de projeção cartográfica nas quais as interseções do reticulado não são perpendiculares no mapa. No caso geral, MALING (1989) observa que as direções principais não coincidem com o reticulado e o ângulo formado entre o paralelo e o meridiano no ponto é algum outro valor, q. Então a escala de área pode ser determinada pela Equação: p = h.k.senq A distorção de área ou exagero de área no ponto é claramente (p - 1). Isso pode ser expresso como porcentagem, assim como ocorre com o erro em escala linear. Escala Particular Com exceção dos pontos e linhas e distorção zero, a escala do mapa varia continuamente e, como sugere MALING (1989) , assume valores denominados escalas particulares, denotadas por μ. Pode haver uma infinidade de escalas particulares em diferentes direções a partir de um ponto de um mapa. Entretanto, as escalas particulares também mudam de um lugar para o outro. É possível calcular tais valores, juntamente com as outras características de distorção, a partir da teoria geral das projeções cartográficas, desde que haja conhecimento adequado sobre a projeção sendo empregada. Isso se deve ao fato que é sempre possível determinar duas escalas particulares em qualquer ponto; aquela ao longo do meridiano, h, e a outra ao longo do paralelo de latitude através do ponto, k. Elas são determinadas por comparação dos elementos de arcos infinitesimais sobre o mapa derivados das equações da projeção que são expressas ou em coordenadas cartesianas ou polares planas para valores de latitude e longitude sobre a Terra. Escala Principal Escala Principal é definida por MALING (1993) como a escala de um globo gerador representando a esfera ou esferóide definido pela relação fracional de seus respectivos raios. Linhas de Distorção Zero (LDZ's) Segundo MALING (1993), Linhas de Distorção Zero são linhas na projeção cartográfica ao longo das quais a escala principal é conservada e as quais correspondem a certos arcos de círculo máximo ou de círculo mínimo na esfera.

Mapa Um mapa foi definido pela International Cartographic Association (ICA, 1973) como sendo uma representação, normalmente em escala e sobre um plano, de uma seleção de material ou feições abstratas sobre, ou em relação a, superfície da Terra ou de um corpo celeste. Pontos de Distorção Zero (PDZ's) Segundo MALING (1993), Pontos de Distorção Zero são pontos, ou melhor, são círculos de raio infinitesimal, na projeção cartográfica, onde a escala principal é conservada. Propriedades Especiais As propriedades especiais são definidas por MALING (1993) como as propriedades de uma projeção que surgem a partir da relação mútua entre as escalas particulares máxima e mínima em qualquer ponto e que são preservadas em todos os pontos, exceto nos pontos singulares de um mapa. Emprego das estratégias de leitura skimming e scanning e construção de mapas conceituais voltados à compreensão de textos técnico-científicos Skimming é uma estratégia que consiste em lançar os olhos rapidamente sobre o texto realizando uma breve leitura a fim de captar somente o assunto geral. Scanning, por sua vez, é uma estratégia de leitura não-linear empregada pelo leitor de forma seletiva, com a intenção de localizar exatamente as informações de que necessita. As estratégias de leitura (skimming e scanning) nos auxiliam a compreender melhor o texto, entretanto, dependendo do objetivo da leitura, o leitor deve fazer a distinção entre os três níveis de compreensão: · compreensão geral, · compreensão dos pontos principais e · compreensão detalhada. Para uma compreensão geral é necessário que o leitor faça uma leitura rápida para captar o que há de mais relevante para sua necessidade, isto é, obter as informações genéricas do texto. Para buscar as informações principais do texto se detendo com maior atenção nos pontos principais é necessário que o leitor observe cada parágrafo e identifique os dados específicos que mais lhe interessam. Para uma leitura detalhada e, portanto, mais profunda, é requerido mais tempo, pois é exigida a compreensão dos detalhes do texto. Existe um outro recurso que pode ser empregado com sucesso no ensino, na aprendizagem, na avaliação, na análise de conteúdo e na negociação de significados. Trata-se de mapas conceituais, isto é, grafos ou diagramas que indicam relações entre conceitos, podendo ter duas ou mais dimensões. Os mapas unidimensionais são listas de conceitos que tendem a apresentar uma organização linear vertical, sendo mais grosseiros e genéricos. Mapas conceituais bidimensionais beneficiam-se também da dimensão horizontal, favorecendo uma representação mais completa das relações entre os conceitos. Mapas conceituais tridimensionais constituem abstrações matemáticas de limitada utilidade para fins instrucionais. Desta maneira, procure elaborar um mapa conceitual bidimensional, ou seja, um diagrama bidimensional mostrando relações hierárquicas entre conceitos. É importante ressaltar que o mapa conceitual, de acordo com o princípio ausubeliano (David Ausubel), podem ser utilizados como instrumentos para promover a diferenciação conceitual progressiva bem como a reconciliação integrativa. Um mapa conceitual pode também ser pensado como uma ferramenta para negociar significados, o que é feito através de proposições (dois ou mais conceitos ligados por palavras em uma unidade semântica) que expressam significados atribuídos às relações entre conceitos.

CARTOGRAFIA BÁSICA

Representações da Superfície terrestre (Cartografia) A) Introdução A Cartografia é, simultaneamente, arte, ciência e técnica de elaborar mapas. Nos tempos antigos e medievais eram mais uma obra de arte do que uma técnica. Ainda no século XVIII, o geógrafo alemão Gottfried Gregorii, afirmava: "ninguém pode ser um bom cartógrafo, se não for um bom pintor." Com a Revolução Científica e Tecnológica, que ocorreu no pós-guerra, os mapas e cartas geográficos tornaram-se mais precisos, facilitando muito a pesquisa de recursos naturais e o controle do espaço geográfico, através do uso conjunto de satélites artificiais, radares, e de computadores, permitindo a confecção até de imagens tridimensionais da superfície terrestre. No dia 11 de fevereiro de 2000 foi lançado o ônibus espacial Endeavour da base de Cabo Canaveral (Flórida- EUA). Duas antenas de radar em um mastro (de 60 metros, montado no espaço) e mais duas no compartimento de cargas mandarão e receberão sinais, promovendo a maior descrição topográfica do planeta até hoje feita em latitude, longitude e altitude (portanto tridimensional). Até 2001 os dados coletados (num total de 13.500 CDs) serão analisados e servirão como instrumento de estudo de mudanças atmosféricas, de vulcões, de terremotos e desmatamentos. O interessante a observar é que os mapas melhores (com resolução de 30 metros) não serão colocados à disposição do público, visto que a missão espacial é financiada pela Nima (Agência Nacional de Imagens e Mapeamento), por trás da qual está a Nasa (Agência Espacial Americana) e órgãos de inteligência e de defesa militar dos Estados Unidos. Teremos acesso, apenas, aos dados que estejam no domínio