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Norma de inspeção predial, Provas de Gestão Imobiliária

A observação permanente das edificações, o espaço físico de maior relevância na vida do homem urbano, tanto pelo aspecto patrimonial quanto pelas questões relacionadas à segurança e ao conforto, conduz o observador ao conceito de preservação e, conseqüentemente, ao tema manutenção.

Tipologia: Provas

2013

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NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL
IBAPE/SP - 2011
COORDENAÇÃO: Eng. Vanderlei Jacob Júnior
RELATOR: Arq. Vanessa Paccola Francisco
COLABORADORES DESTA REVISÃO DA NORMA: Engº Alexandre Marcelo Fontes Lara; Engª
Flávia Zoéga Andreatta Pujadas; Engº José Carlos Paulino da Silva; Engª.Marli Lanza Kalil; Engº
Mário Luiz de Miranda; Engº.Milton Gomes; Engº Misael Cardoso Pinto Neto; Engª Rejane S.
Berezovsky; Engº Sidney de Barros; Engº Vanderlei Jacob Júnior; Arqª Vanessa Paccola
Francisco
COLABORADORES DAS VERSÕES ANTERIORES DESTA NORMA: Engª Flávia Zoéga
Andreatta Pujadas; Engº Fulvio Lauria; Engº Jerônimo Cabral P. F. Neto; Engº José Carlos
Paulino da Silva; Engº José Ricardo Pinto; Arqº Laerte Sakai; Engº Luiz Cláudio Gongora;Engª
Marli Lanza Kalil; Engº Milton Gomes; Engº Misael Cardoso Pinto Neto; Engª Rejane S.
Berezovsky; Engº Roberto Paulo Marchetti; Engº Sidney de Barros; Engº Títo Lívio Ferreira
Gomide; Engº Vanderlei Jacob Júnior.
Aprovado em Assembléia Geral Ordinária de 15/03/2011
NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL
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NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL

IBAPE/SP - 2011

COORDENAÇÃO: Eng. Vanderlei Jacob Júnior RELATOR: Arq. Vanessa Paccola Francisco COLABORADORES DESTA REVISÃO DA NORMA: Engº Alexandre Marcelo Fontes Lara; Engª Flávia Zoéga Andreatta Pujadas; Engº José Carlos Paulino da Silva; Engª.Marli Lanza Kalil; EngºMário Luiz de Miranda; Engº.Milton Gomes; Engº Misael Cardoso Pinto Neto; Engª Rejane S. Berezovsky;Francisco Engº Sidney de Barros; Engº Vanderlei Jacob Júnior; Arqª Vanessa Paccola

COLABORADORES DAS VERSÕES ANTERIORES DESTA NORMA: Engª Flávia Zoéga Andreatta Pujadas; Engº Fulvio Lauria; Engº Jerônimo Cabral P. F. Neto; Engº José Carlos Paulino da Silva; Engº José Ricardo Pinto; Arqº Laerte Sakai; Engº Luiz Cláudio Gongora;EngªMarli Lanza Kalil; Engº Milton Gomes; Engº Misael Cardoso Pinto Neto; Engª Rejane S. Berezovsky; Engº Roberto Paulo Marchetti; Engº Sidney de Barros; Engº Títo Lívio Ferreira Gomide; Engº Vanderlei Jacob Júnior.

Aprovado em Assembléia Geral Ordinária de 15/03/

NORMA DE INSPEÇÃO PREDIAL

ÍNDICE

1. PREFÁCIO

Fundado em 1957, o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia tem na sua Entidade Filiada noEstado de São Paulo um dos órgãos de classe mais atuantes de todo o território nacional.

Congregando profissionais das diversas modalidades da Engenharia e Arquitetura, o IBAPE/SP desenvolveu, ao longo de sua história, um importante trabalho com objetivo de aprimoramento e criação de cultura técnicavoltada àqueles que se dedicam a atuar nas áreas de Engenharia de Avaliações e Perícias.

A busca pela promoção destas especialidades a níveis superiores de relevância profissional e a preocupaçãoem servir a sociedade dentro do mais elevado espírito público tem como resultado a permanente realização de Congressos, Simpósios, Seminários, Normas Técnicas, Estudos, Cursos e outras formas de difusão de conhecimento. As normas técnicas desenvolvidas pelo IBAPE/SP são produzidas através de um longo processo de discussãoaberta, onde todas as contribuições são sistematizadas e avaliadas, e o texto final é aprovado pelo plenário de assembléia geral. A atual versão atualizada da Norma de Inspeção Predial comprova a evolução da matéria e sua plena aceitação,considerados o reconhecimento técnico e sua necessidade. Consolidada como ferramenta da gestão predial para a avaliação da qualidade de manutenção empregada, devido aos seus aspectos preventivos, conceitosempregados e métodos de análise das deficiências. Trata-se, portanto, de instrumento eficaz para minimizar efeitos da deterioração precoce na edificação.

2. INTRODUÇÃO

A observação permanente das edificações, o espaço físico de maior relevância na vida do homem urbano, tanto pelo aspecto patrimonial quanto pelas questões relacionadas à segurança e ao conforto, conduz o observador ao conceito de preservação e, conseqüentemente, ao tema manutenção. Partícipes do processo que se verifica em andamento, através do quais mudanças de caráter cultural vêm sendoconsumadas; técnicos habituados a trabalhar a edificação sob os mais diversos enfoques constatam que se sedimenta uma nova postura voltada para a proteção do patrimônio e do indivíduo. A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas disponibilizou a sociedade texto normativo voltado paraManutenção de Edificações – Procedimentos (ABNT NBR 5674). Verifica-se, entretanto, lacuna que esta norma vem preencher, além de disciplinar a atividade técnica denominada Inspeção Predial. Ou seja, orientar oprofissional para proceder às avaliações necessárias ao diagnóstico do estado da qualidade de manutenção, bem como indicar as criticidades e providências que deverão ser encaminhadas no âmbito da manutenção e segurança patrimonial das edificações. Tendo em vista que decorridos dez anos da aprovação do primeiro texto desta norma, cuja aplicação foiamplamente difundida no meio técnico pericial, com excelentes resultados, e tendo em vista as inúmeras sugestões de aprimoramento da norma, realizou-se a terceira revisão desta Norma, que para fins de utilizaçãosubstitui o texto anterior aprovado de 2007. O resultado desta revisão vem apresentado a seguir.

3. OBJETIVO

Esta norma fixa as diretrizes, conceitos, terminologia, convenções, notações, critérios e procedimentos relativos àengenheiros e arquitetos, legalmente habilitados pelos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e inspeção predial, cuja realização é de responsabilidade e da exclusiva competência dos profissionais, Agronomia- CREAs -, de acordo com a Lei Federal 5194 de 21/12/1966 e resoluções do CONFEA. a) Classifica a sua natureza;b) Instituem a terminologia, as convenções e as notações a serem utilizadas; c) Define a metodologia básica aplicável;d) Estabelece os critérios a serem empregados nos trabalhos; e) Prescreve diretriz para apresentação de laudos e pareceres técnicos.

4. NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES 4.1. APLICAÇÃO DA NORMA Na aplicação desta norma é necessário consultar e atender à legislação pertinente, dando-se destaque aos seguintes preceitos legais: 4.2. PRECEITOS LEGAIS _ Lei Federal Nº. 5.194 de 21/12/1966 que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro Agrônomo e dá outras providências; _ Resoluções do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, e particularmente: _ Resolução Nº. 205, de 30/09/1971, que adota o Código de Ética Profissional; _ Resolução Nº. 218, de 27/06/1973, que fixa as atribuições do Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo nas diversas modalidades; _ Resolução Nº. 345, de 27/07/1990, que dispõe quanto ao exercício por profissionais de nível superior dasatividades de Engenharia de Avaliações e Perícias de Engenharia;

_ Resolução/CEUSO/54/89 - CEUSO de 22/11/89; _ Resolução 1010 do Confea _ Código de ética do IBAPE/SP. _ Legislação: _ Código de obras e Edificações (COE); _ Leis Complementares ao COE; _ Decreto 24714 de 7/10/87, 27.011 de 30/09/88; _ Decreto 24767 de 14/10/87 - Regulamenta o sistema de fiscalização, disposições gerais parautilização de gás combustível n os edifícios e construções em geral;

_ Portaria n° 2364/SAR/88 - publicada no DOM de 29/9/ _ Relatório de Danos ambientais

O grau de risco das anomalias e falhas constatadas na Inspeção Predial é classificado em: 5.4.1 CRÍTICO Pode provocar danos contra a saúde e segurança das pessoas e/ou meio ambiente, perda excessiva dedesempenho causando possíveis paralisações, aumento de custo, comprometimento sensível de vida útil e desvalorização acentuada. 5.4.2 REGULAR Pode provocar a perda de funcionalidade sem prejuízo à operação direta de sistemas, perda pontual dedesempenho (possibilidade de recuperação), deterioração precoce e pequena desvalorização.

5.4.3 MÍNIMO Pode causar pequenos prejuízos à estética ou atividade programável e planejada, sem incidência ou sem aprobabilidade de ocorrência dos riscos críticos e regulares, além de baixo ou nenhum comprometimento do valor imobiliário. 5.5. LISTA DE VERIFICAÇÃO Conjunto de tópicos a serem fundamentalmente vistoriados, sendo considerado o número mínimo de itens aserem abordados em uma inspeção.

6. ATRIBUIÇÕES PROFISSIONAIS As Inspeções Prediais deverão ser realizadas apenas por profissionais, engenheiros e arquitetos, devidamente registrados no CREA* e dentro das respectivas atribuições profissionais, conforme resoluções do CONFEA. As inspeções prediais possuem características multidisciplinares, consoante à complexidade dos subsistemas construtivos a serem inspecionados, tal que o profissional responsável pela realização do trabalho pode convocarcontratado. profissionais de outras especialidades para assessorá-lo, conforme o nível de inspeção predial

* Obs: Recomenda-se que o profissional tenha especialidade ou experiência comprovada

7. CLASSIFICAÇÕES DAS INSPEÇÕES PREDIAIS 7.1. QUANTO AO NÍVEL DA INSPEÇÃO A Inspeção Predial poderá estar classificada de acordo com o nível pretendido do inspetor e da finalidade damesma.

7.1.1 NÍVEL 1 Identificação das anomalias e falhas aparentes, elaborada por profissional habilitado. 7.1.2 NÍVEL 2 Vistoria para a identificação de anomalias e falhas aparentes eventualmente identificadas com o auxilio deequipamentos e/ou aparelhos, bem como análises de documentos técnicos específicos, consoante à complexidade dos sistemas construtivos existentes. A Inspeção Predial nesse nível é elaborada por profissionais habilitados em uma ou mais especialidades.

7.1.3 NÍVEL 3

Equivalente aos parâmetros definidos para a inspeção de NÍVEL 2, acrescida de auditoria técnica conjunta ou isolada de aspectos técnicos, de uso ou de manutenção predial empregada no empreendimento, além deorientações para a melhoria e ajuste dos procedimentos existentes no plano de manutenção.

8. CRITÉRIO e METODOLOGIA 8.1. CRITÉRIO O critério utilizado para elaboração de laudos de inspeção predial baseia-se na análise do risco oferecido aosusuários, ao meio ambiente e ao patrimônio, diante as condições técnicas, de uso, operação e manutenção da edificação, bem como da natureza da exposição ambiental. A análise do risco consiste na classificação das anomalias e falhas identificadas nos diversos componentes de uma edificação, quanto ao seu grau de urgência, relacionado com fatores de conservação, depreciação, saúde,segurança, funcionalidade, comprometimento de vida útil e perda de desempenho.

8.2. METODOLOGIA A metodologia a ser empregada consiste em: _ Determinação do nível e tipo de inspeção (ver item 7); _ Verificação da documentação (ver item 9); _ Obtenção de informações dos usuários, responsáveis, proprietários e gestores das edificações (ver item 10); _ Inspeção dos tópicos da listagem de verificação (ver item 11); _ Classificação das anomalias e falhas (ver item 12); _ Classificação e análise das anomalias e falhas quanto ao grau de risco (ver item 13); _ Ordem de prioridades (ver item 14); _ Indicação das orientações técnicas (ver item 15); _ Classificação do estado de conservação (ver item 16); _ Recomendações gerais e de sustentabilidade (ver item 17); _ Tópicos essenciais do laudo (ver item 18); _ Responsabilidades (ver item 19); Consoante o desenvolvimento dos itens abordados acima, a inspeção predial deverá ser planejada conforme otipo da edificação, consideradas suas características construtivas, qualidade da documentação entregue ao inspetor e nível de inspeção a ser realizado. O planejamento da vistoria deverá ter início com uma entrevista com o responsável da edificação (síndico,administrador ou gestor), com abordagem dos aspectos cotidianos do uso e da manutenção do imóvel.

_ Instalações de cabeamento e telefonia _ Instalações do Sistema de Proteção Contra Descargas _Instalações de ar condicionado; _ Projeto de Impermeabilização; _ Projeto de Revestimentos; _ Projeto de Pintura; _ Projeto de paisagismo 9.3. DOCUMENTAÇÃO SOBRE A MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO _ Manual de Uso, Operação e Manutenção da edificação, conforme ABNT NBR 14037 (Manual do Proprietário e do Síndico);

  • Plano de Manutenção, última versão, desenvolvido pelo condomínio ou por empresa especializada _ Plano de Manutenção e Operação e Controle (PMOC) e todos os seus controle e relatórios (qualidade do ar,substituição de filtros, etc.)

_ Selos dos Extintores _ Relatório de Inspeção Anual de Elevadores; _ Relatório de Inspeção anual do Sistema de Proteção a Descarga Atmosférica – SPDA, conforme ABNT NBR 5419

  • Relatório de medições Ôhmicas, emitido a cada 5 (cinco) anos, conforme ABNT NBR 5419
  • Atestado do Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas - SPDA _ Certificado de limpeza e desinfecção dos reservatórios; _ Relatório das análises físico-químicas de potabilidade de água dos reservatórios e rede; _ Certificado de ensaios de pressurização em mangueiras; _ Laudos de Inspeção Predial anteriores; _ Certificado de ensaios de pressurização em cilindro de extintores. _ Relatório do acompanhamento de rotina da Manutenção Geral; _ Relatórios dos Acompanhamentos das Manutenções dos Sistemas Específicos, tais como: ar condicionado, motores, antenas, bombas, CFTV, Equipamentos eletromecânicos e demais componentes. _ Relatórios de ensaios da água gelada e de condensação de sistemas de ar condicionado central _ Certificado de teste de estanqueidade do sistema de gás.

_ Relatórios de ensaios preditivos, tais como: termografia, vibrações mecânicas, etc. _ Relatórios dos Acompanhamentos das Manutenções dos Sistemas Específicos, tais como: ar condicionado, motores, antenas, bombas, CFTV, Equipamentos eletromecânicos e demais componentes. _ Cadastro de equipamentos e máquinas

OBS Inspetor: A lista de documentos mencionada refere-se ao Município de São Paulo - SP. Para outras localidades, o predial devera adequar e complementar a referida lista, consoantes as exigência de posturas Municipais e legais.

10. OBTENÇÃO DE INFORMAÇÕES Para instruir o laudo recomenda-se obter informações através de questionários e entrevistas junto aos usuáriose demais responsáveis pela edificação, principalmente no caso de reformas e modificações. 11. LISTAGEM DE VERIFICAÇÃO A lista dos componentes e equipamentos dos diversos sistemas construtivos a serem verificados pelos inspetores prediais será proporcional à importância, à complexidade e ao tipo da edificação. 12. CLASSIFICAÇÃO DAS ANOMALIAS E FALHAS 12.1. ANOMALIA As anomalias podem ser classificadas em: 12.1.1. Endógena Originaria da própria edificação (projeto, materiais e execução). 12.1.2. Exógena Originaria de fatores externos a edificação, provocados por terceiros. 12.1.3. Natural Originaria de fenômenos da natureza (previsíveis, imprevisíveis). 12.1.4. Funcional Originaria do uso. 12.2. FALHA As falhas podem ser classificadas em: 12.2.1 De Planejamento Decorrentes de falhas de procedimentos e especificações inadequados do plano de manutenção, sem aderência a questões técnicas, de uso, de operação, de exposição ambiental e, principalmente, de confiabilidade edisponibilidade das instalações, consoante a estratégia de Manutenção. Além dos aspectos de concepção do plano, há falhas relacionadas às periodicidades de execução.

15. INDICAÇÃO DAS ORIENTAÇÕES TÉCNICAS

As orientações técnicas deverão ser apresentadas de forma clara e simplificadas, possibilitando ao leigo a fácil compreensão, utilizando-se das normas pertinentes, dados de fabricantes de materiais e sistemas, dentre outroselementos técnicos que fundamentem a orientação descrita ou a torne mais clara.

Deve-se recomendar, quando necessária, a execução concomitante das diversas orientações preconizadas.

16. CLASSIFICAÇÃO DA QUALIDADE DE MANUTENÇÃO E USO A classificação da qualidade de manutenção e condições de uso deve sempre ser fundamentada, considerandoos seguintes aspectos:

16.1 – Para Qualidade da Manutenção: Para esta classificação, o inspetor deverá analisar o plano de manutenção para a edificação e as respectivascondições de execução, segundo os seguintes critérios:

16.1.1 - Qualidade do Plano de Trabalho: Coerência do Plano de Manutenção em relação ao especificado por fabricantes de equipamentos e sistemas inspecionados; Coerência do Plano de Manutenção em relação ao preconizado em Normas e / ou Instruções Técnicas de Engenharia específicas; A adequação de rotinas e freqüências à idade das instalações, ao uso, exposição ambiental, dentre outros aspectos técnicos que permitam ao inspetor classificar a qualidade da manutenção executada; 16.1.2 - Condições de execução das atividades propostas no Plano de Manutenção: Verificar se existem as condições mínimas necessárias de acesso aos equipamentos e sistemas, permitindo aplena realização das atividades propostas no Plano de Manutenção; Verificar as condições de segurança para o mantenedor e usuários da edificação, durante a execução damanutenção.

Em caso de inexistência de plano de manutenção na edificação, o inspetor, ainda, deverá verificar as atividades realizadas e devidamente registradas (evidências), comparando-as com o conjunto de recomendações mínimasde fabricantes e fornecedores de equipamentos e sistemas inspecionados.

São elementos observados no trabalho de inspeção predial, que devem ser considerados na classificação daqualidade de manutenção: falhas constatadas; não conformidades registradas nos documentos pertinentes à manutenção; classificações dos graus de risco; atendimento às necessidades da edificação, considerados os conceitos de desempenho, vida útil, durabilidade, etc. Deverão, ainda, ser observados os atendimentos aosdemais aspectos mencionados na ABNT NBR 5674: Manutenções de Edifícios.

Após análise global dos aspectos mencionados, o inspetor poderá classificar a qualidade da manutenção daedificação e de seus sistemas nos seguintes termos:

Qualidade da Manutenção ATENDEQualidade da Manutenção ATENDE PARCIALMENTE ou Qualidade da Manutenção NÃO ATENDE

16.2 – Classificação das Condições de Uso: A classificação das Condições de Uso é parametrizada pela análise das condições de uso da edificação e de seusdesempenho estimados. sistemas construtivos; consoante aspectos técnicos previstos em projeto e conforme níveis de

Em caso de inexistência de projetos (memoriais e pranchas) que estabeleçam os parâmetros operacionais de sistemas para a edificação inspecionada, o inspetor deverá classificar as Condições de Uso quando houverparâmetros estabelecidos e / ou recomendados em Normas Técnicas, Instruções Técnicas ou Leis específicas que contemplem tais sistemas. A eventual inexistência de qualquer parâmetro de referência que impossibilite a análise do inspetor deverá ser devidamente registrada no Laudo Final. A classificação é da condição de uso poderá ser REGULAR ou IRREGULAR. O uso regular é aquele onde a edificação é ocupada e utilizada dentro dos parâmetros previstos no projeto.Contribui para a sua longevidade da edificação, e observa aspectos técnicos de segurança e habitabilidade.

O uso irregular da edificação; está sujeita aos riscos não previstos em projeto que poderão comprometer asegurança e habitabilidade.

Logo, em relação ao uso, o inspetor predial deverá classificar a edificação: USO REGULAR – Quando a edificação inspecionada encontra-se ocupada e utilizada de acordo com o uso previsto no projeto. USO IRREGULAR – Quando a edificação inspecionada encontra-se ocupada e utilizada de forma irregular, como uso divergente do previsto no projeto.

17. RECOMENDAÇÕES GERAIS E DE SUSTENTABILIDADE Considerando a definição de Sustentabilidade, a qual abrange aspectos como o uso racional de recursosnaturais, a preservação do conforto e segurança de usuários, assim como a preservação do meio ambiente (permeabilidade de solos, descartes irregulares para redes públicas, etc), recomenda-se indicar todos os dados administrativos, de gestão e outros que possam favorecer a melhor habitabilidade da edificação. Importante se consignar as medidas de correção e melhoria da edificação que possam favorecer a sustentabilidade. 18. TÓPICOS ESSENCIAIS DO LAUDO _ Identificação do solicitante; _ Classificação do objeto da inspeção _ Localização; _ Data da Diligência; _ Descrição Técnica do objeto:

20. ANEXO 1

20.1. RELAÇÃO DE NORMAS TÉCNICAS

Relação de Normas Técnicas consideradas pertinentesInspeções Prediais: aos casos alvo das diversas especificidades das

MB - 130 – Inspeção periódica de elevadores e monta-cargas (1955); NBR - 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão (03/2005); NBR - 5414 – Instalações elétricas de alta tensão (de 1,0 kV a 36,2 kV) (10/2003); NBR - 5419 – Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas (02/2001); NBR - 5580 – Tubos de aço-carbono para rosca Whitworth gás para usos comuns na condução de fluidos (12/1993); NBR - 5583 – Tubo de aço de baixo carbono, sem costura, trefilado a frio, para permutadores de calor (03/1982); NBR - 5626 – Instalação Predial de Água Fria (09/1998); NBR - 5674 – Manutenção de edificações - Procedimento (09/1999); NBR - 5675 – Recebimento de serviços de engenharia e arquitetura (1980) NBR - 5720 - NB 344 - Norma Técnica de Cobertura (02 / 1.982) NBR - 6118 – Projeto e execução de obras de concreto armado (11/1980); NBR - 6135 – Chuveiros Automáticos para Extinção de Incêndio (04/1992); NBR - 6414 – Rosca para tubos onde a vedação e feita pela rosca - Designação, dimensões e tolerâncias (02/2000); NBR - 6493 – Emprego de cores para identificação de tubulações (10/1994); NBR - 6943 – Conexões de ferro fundido maleável, com rosca NBR NM-ISO 7-1, para tubulações (06/2000); NBR - 6675 – Instalação de condicionadores de ar de uso doméstico (tipo monobloco ou modular) (07/1993); NBR - 6925 – Conexão de ferro fundido maleável classes 150 e 300, com rosca para tubulação (04/1995); NBR - 7198 – Projeto e execução de instalações prediais de água quente (09/1993); NBR - 7200 - Procedimento (08/19 98); Execução de revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas

NBR - 7202 – Desempenho de janelas de alumínio em edificação de uso residencial e comercial (08/2000) NBR - 7229 – Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos (09/1993); NBR - 7532 – Identificadores de extintores de incêndio - Dimensões e cores (04/2000);

NBR - 7541 – Tubo de cobre sem costura para refrigeração e ar condicionado (10/1982); NBR - 8160 – Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução (09/1999); NBR equipamentos urbanos (09/1994); - 9050 – Acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências a edificações, espaço, mobiliário e

NBR – 9077 – Saídas de Emergência em Edifícios (05/1993); NBR – 9441 – Execução de sistemas de detecção e alarme de incêndio (03/1998); NBR – 9574 – Execução de Impermeabilização (09/1986) NBR – 9575 – Projeto de Impermeabilização – 1998 NBR – 10821 – Caixilho para Edificação – Janela (08/2000); NBR – 10829 – Caixilho para edificação - janela - Medição da atenuação acústica (06/1989); NBR - 10831 – Projeto e utilização de caixilhos para edificações de uso residencial e comercial - Janelas NBR - 10844 – Instalações Prediais de Águas Pluviais (12/1989); NBR - 10897 – Proteção Contra Incêndio por Chuveiro Automático (01/1990); NBR - 10898 – Sistema de Iluminação de Emergência (09/1999); NBR - 11173 – Projeto e Execução de Argamassa Armada (06/1990); NBR - 11711 – Portas e vedadores corta-fogo com núcleo de madeira para isolamento de riscos em ambientes comerciais e industriais (04/1992); NBR – 11720 – Conexões para unir tubos de cobre por soldagem ou brasagem capilar (10/1994); NBR – 11742 – Porta corta-fogo para saída de emergência - Especificação (01/1997); NBR – 11785 – Barra antipânico – Requisitos (05/1997); (06/1989); NBR – 12179 – Tratamento acústico em recintos fechados (04/1992); NBR – 12190 – Seleção da Impermeabilização – 2001 NBR – 12727 – Medidor de gás tipo diafragma, para instalações residenciais - Dimensões (12/1993); NBR – 12912 – Rosca NPT para Tubos – Dimensões (06/1993); NBR – 12962 – Inspeção, manutenção e recarga em extintores de incêndio (02/1998); NBR – 13103 – Adequação de ambientes residenciais para instalação de aparelhos que utilizam gás combustível (12/2000); NBR – 13127 – Medidor de gás tipo diafragma, para instalações residenciais (04/1994); NBR – 13206 – Tubo de cobre leve, médio e pesado sem costura, para condução de água e outros fluidos (10/1994);

2- A PRESENTE RELAÇÃO DEVE SER COMPLEMENTADA COM AS NORMAS, REGULAMENTOS E

DISPOSIÇÕES LEGAIS APLICÁVEIS À REGIÃO EM QUE ESTA LOCALIZADO O IMÓVEL, PERTINENTESAO NÍVEL DE INSPEÇÃO CONTRATADO.

20.2. GLOSSÁRIO

GLOSSÁRIO DE TERMINOLOGIA BÁSICA APLICÁVEL À INSPEÇÃO PREDIAL

1 - OBJETIVO

Sem exclusão do Glossário de Terminologia Básica Aplicável à Engenharia de Avaliações e Perícias do IBAPE/SP – aprovado em 09/08/1.994, este glossário contém mais especificamente a terminologia e conceitosaplicáveis aos procedimentos da INSPEÇÃO PREDIAL recomendados pelo IBAPE/SP.

2 - CONCEITOS Para os efeitos deste Glossário são adotadas as seguintes definições: CONDICIONADOR DE TETO OU PAREDE: É um condicionador autônomo, dotado de uma ou mais unidades internas (evaporadoras) e uma unidade externa (condensadora), conforme descrito para o SELF-CONTAINED.A unidade condensadora poderá operar com resfriamento a ar ou água, dependendo do tipo de instalação.

DESEMPENHO (MANUTENÇÃO): Capacidade de atendimento das necessidades dos usuários da edificação. (NBR 5674/1.999) EDIFICAÇÃO: Produto constituído pelo conjunto de elementos definidos e integrados em conformidade com os princípios e técnicas da Engenharia e da Arquitetura, para, ao integrar a urbanização, desempenhar funçõesambientais em níveis adequados. (NBR 5674/1.999)

INSPEÇÃO: É a análise das condições técnicas e de risco de produtos da Engenharia. INSTALAÇÕES HIDRÁULICO-SANITÁRIAS: Conjunto de instalações prediais compreendidas pelas instalações de água fria (recalque e distribuição), instalações de esgotamento de efluentes, MANUAL DE OPERAÇÃO, USO E MANUTENÇÃO: Documento que reúne apropriadamente todas as informações necessárias para orientar as atividades de operação, uso e manutenção da edificação. (NBR5674/1.999)

MANUTENÇÃO: atender às necessidades dos usuários, com confiabilidade e disponibilidade, ao menor custo possível. Conjunto de atividades e recursos que garanta o melhor desempenho da edificação para

NECESSIDADES DOS USUÁRIOS: Exigências de segurança, saúde, conforto, adequação ao uso e economia cujo atendimento é condição para realização das atividades previstas no projeto. (NBR 5674/1.999) PLANEJAMENTO (DOS SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO): métodos de trabalho, ferramentas e equipamentos necessários, condições especiais de acesso, cronograma de Elaboração de uma previsão detalhada dos realização e duração dos serviços de manutenção. (NBR 5674/1.999) PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA: 5674/1.999) Estimativa do custo para a realização de um programa de manutenção. (NBR

PROGRAMAÇÃO (DOS SERVIÇOS DE MANUTENÇÃO): Elaboração de um cronograma para a realização dos serviços de manutenção. (NBR 5674/1.999 )

PROJETO : Descrição gráfica e escrita das características de um serviço ou obra de Engenharia ou de Arquitetura, definindo seus atributos técnicos, econômicos, financeiros e legais. (NBR 5674/1.999) PROPRIETÁRIO: Pessoa física ou jurídica que tem o direito de dispor da edificação. (NBR 5674/1.999) SERVIÇO DE MANUTENÇÃO : Intervenção realizada sobre a edificação e suas partes constituintes, com a finalidade de conservar ou recuperar a sua capacidade funcional. (NBR 5674/1.999) SISTEMA DE MANUTENÇÃO: Conjunto de procedimentos organizado para gerenciar os serviços de manutenção. (NBR 5674/1.999) TORRE DE RESFRIAMENTO: Equipamento destinado a resfriar a água de condensação, proveniente das unidades condensadoras de Centrais de Água Gelada e / ou Condicionadores de Teto ou Parede. USUÁRIO: Pessoa física ou jurídica, ocupante permanente ou não permanente da edificação. (NBR 5674/1.999) VIDA ÚTIL : Intervalo de tempo ao longo do qual a edificação e suas partes constituintes atendem aos requisitos funcionais para os quais foram projetados, obedecidos aos planos de operação, uso e manutenção prevista. (NBR 5674/1.999) 3 – DICIONÁRIO TÉCNICO ACESSÓRIO: Unidade auxiliar agregada a um equipamento ou a uma instalação. (Glossário Ibape/1.994) ÁGUA DE PERCOLAÇÃO: Água que atua sobre superfícies, não exercendo pressão hidrostática superior a 1 kPa. (ABNT – NBR 8083/JUL83) ÁGUA SOB PRESSÃO: NBR 8083/JUL83) Água confinada ou não, exercendo pressão hidrostática superior a 1 kPa. (ABNT –

ALCATRÃO: Produto semi-sólido ou líquido, resultante da destilação de materiais orgânicos (hulha, linhito, turfa e madeira). (ABNT – NBR 8083/JUL83) ALPENDRE: localizada na entrada da casa. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda. (Comissão I.P./2.001) Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas sobre portas e vãos. Geralmente, fica

ANOMALIA : Irregularidade, anormalidade, exceção à regra. (Glossário Ibape/1.994) ARGAMASSA IMPERMEÁVEL: Sistema de impermeabilização, aplicação em superfície de alvenaria ou concreto, constituído de areia, cimento, aditivo impermeabilizante e água, formando uma massa que endurecidaapresenta propriedades impermeabilizantes. (ABNT – NBR 8083/JUL83)

ARMAÇÃO: Conjunto de barras de aço que compõe as peças de concreto armado. ARMAZÉM: Compartimento ao rés-do-chão ou no pavimento térreo de um prédio, onde se depositam mercadorias. Ver GALPÃO. (Glossário Ibape/1.994 ) ASFALTO : Material sólido ou semi-sólido, de cor preta, que ocorre na natureza ou é obtido pela destilação de petróleo, que se funde gradualmente pelo calor, e no quais os constituintes predominantes são os betumes.(ABNT – NBR 8083/JUL83)

ASFALTO MODIFICADO: propriedades. (ABNT – NBR 8083/JUL83) Asfalto devidamente processado, de modo a se obter determinadas