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nota de aula preventiva, Notas de aula de Medicina Preventiva

Nota de aula e resumo de livro sobre preventiva

Tipologia: Notas de aula

2020

Compartilhado em 03/08/2020

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PREVENTIVA
MEDIDAS DE SAÚDE COLETIVA
1) Coeficientes = taxas = riscos
Numerador ≠ denominador (ex: óbitos > 50 anos ÷ população > 50 anos)
Tipos = morbidade (risco de adoecer), mortalidade (risco de morrer), letalidade (risco de a doença matar)
Morbidade = prevalência (é pontual no tempo, estudo transversal, avalia melhor doenças crônicas)
vs. Incidência ou coeficiente de ataque (casos novos, avalia um período de tempo, estudo coorte, e melhor
para doenças agudas)
o Coeficiente de prevalência é diferente de prevalência (o primeiro é a prevalência dividida pela
população exposta e a prevalência sozinha é o número de casos novos e antigos apenas)
o Aumentam prevalência = incidência + imigração
o Diminuem prevalência = defecção (morte + emigração + cura)
o P = I × D (prevalência = incidência x duração/tempo)
O que pode aumentar a prevalência
O que pode diminuir a prevalência
Incidência
Imigração (de casos)
Drogas que sobrevida sem curar
Morte
Cura
Emigração
Mortalidade = geral (não serve para muita coisa, é o número de óbitos pela população exposta)
ou específica:
o Mortalidade materna = óbitos por causas maternas ÷ número de nascidos vivos
Causas maternas = notificação compulsória = gravidez, parto ou puerpério (acidentes são
causas externas) = principais causas são hipertensão, hemorragia e infecção
o Mortalidade infantil = notificação compulsória = óbitos de nativivos até 1 ano ÷ número de nascidos
vivos = no BR desde 1968 caiu ± 70% (de 62:1.000 para 14:1.000)
Neonatal = 0-28 dias = avalia o pediatra
Neonatal precoce = 0-7 dias = avalia assistência pré-natal e parto
Neonatal tardia = 7-28 dias
Pós-neonatal = infantil tardia = 28d-1a = avalia o meio ambiente = é onde mais se pode
aplicar melhorias (desde 1980 o Brasil investiu em saneamento, aleitamento e vacinação)
Perinatal = natimortos (> 22 sem) + óbitos neonatais precoces ÷ nascidos vivos + mortos =
avalia o obstetra
Letalidade = óbitos pela doença ÷ número de pessoas com a doença = mede a gravidade da doença
2) Índices = proporção = "mortalidade proporcional" = óbitos por idade, causa, etc ÷ total de óbitos
Numerador é igual o denominador (óbitos ÷ óbitos)
Índice de Swaroop-Uemura (óbitos ≥ 50 anos ÷ óbitos) = ótimo índice de qualidade de vida
Curvas de Nelson Moraes (óbitos por faixa etária ÷ óbitos) = "não lembro um jeito"
Principais causas de morte no Brasil = "CirCaCex"
ACV, neoplasias, causas externas na população masculina, causas externas é 2º lugar, e na
população de 1-40 anos em geral, é o 1º lugar
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PREVENTIVA

MEDIDAS DE SAÚDE COLETIVA

  1. Coeficientes = taxas = riscos
  • Numerador ≠ denominador (ex: óbitos > 50 anos ÷ população > 50 anos)
  • Tipos = morbidade (risco de adoecer), mortalidade (risco de morrer), letalidade (risco de a doença matar)
  • Morbidade = prevalência (é pontual no tempo, estudo transversal, avalia melhor doenças crônicas) vs. Incidência ou coeficiente de ataque (casos novos, avalia um período de tempo, estudo coorte, e melhor para doenças agudas) o Coeficiente de prevalência é diferente de prevalência (o primeiro é a prevalência dividida pela população exposta e a prevalência sozinha é o número de casos novos e antigos apenas) o Aumentam prevalência = incidência + imigração o Diminuem prevalência = defecção (morte + emigração + cura) o P = I × D (prevalência = incidência x duração/tempo) O que pode aumentar a prevalência O que pode diminuir a prevalência Incidência Imigração (de casos) Drogas que  sobrevida sem curar Morte Cura Emigração
  • Mortalidade = geral (não serve para muita coisa, é o número de óbitos pela população exposta) ou específica: o Mortalidade materna = óbitos por causas maternas ÷ número de nascidos vivos ▪ Causas maternas = notificação compulsória = gravidez, parto ou puerpério (acidentes são causas externas ) = principais causas são hipertensão, hemorragia e infecção o Mortalidade infantil = notificação compulsória = óbitos de nativivos até 1 ano ÷ número de nascidos vivos = no BR desde 1968 caiu ± 70% (de 62:1.000 para 14:1.000) ▪ Neonatal = 0-28 dias = avalia o pediatra ▪ Neonatal precoce = 0-7 dias = avalia assistência pré-natal e parto ▪ Neonatal tardia = 7-28 dias ▪ Pós-neonatal = infantil tardia = 28d-1a = avalia o meio ambiente = é onde mais se pode aplicar melhorias (desde 1980 o Brasil investiu em saneamento, aleitamento e vacinação) ▪ Perinatal = natimortos (> 22 sem) + óbitos neonatais precoces ÷ nascidos vivos + mortos = avalia o obstetra
  • Letalidade = óbitos pela doença ÷ número de pessoas com a doença = mede a gravidade da doença
  1. Índices = proporção = "mortalidade proporcional" = óbitos por idade, causa, etc ÷ total de óbitos
  • Numerador é igual o denominador (óbitos ÷ óbitos)
  • Índice de Swaroop-Uemura (óbitos ≥ 50 anos ÷ óbitos) = ótimo índice de qualidade de vida
  • Curvas de Nelson Moraes (óbitos por faixa etária ÷ óbitos) = " n ão l embro u m j eito"
  • Principais causas de morte no Brasil = "CirCaCex" ➊ ACV, ➋ neoplasias, ➌ causas externas ➡ na população masculina, causas externas é 2º lugar, e na população de 1-40 anos em geral, é o 1º lugar

Dentro das causas externas a agressão é a mais importante. Porém, de 1-4 anos a causa mais comum é afogamento, 5-9 anos são os acidentes de transporte, > 10 anos são as agressões. Se pegar o conjunto de 1 aos 14-15 anos a maior causa é acidente de transporte Homens morrem mais cedo que as mulheres principalmente devido às causas externas que roubam anos de vida dos homens. A média de diferença são 7 anos. 2018 – Suicídio está muito evidente. CVV são ligações de apoio gratuitas em território nacional. Os idosos são os que mais preocupam quando se olha por faixa etária, pois as taxas de mortes sobem. Envenenamento, intoxicações e enforcamentos são os meios mais comuns. As mulheres tentam mais se matar, mas o sucesso do suicídio é mais frequente nos homens e 60% são solteiros

  • Transição demográfica no Brasil = queda das taxas de fecundidade e mortalidade geral, aumento das taxas de expectativa de vida e índice de envelhecimento
  • Transição epidemiológica no Brasil = queda das taxas de DIP e aumento das não-transmissíveis (crônico- degenerativas e causas externas) o Doenças com tendência declinante = difteria, tétano, coqueluche (DTP), poliomielite, sarampo, rubéola, raiva, chagas, hanseníase, febre tifoide, filariose e peste o Doenças persistentes = malária, TB, meningites, LV e LTA, febre amarela, hepatites virais, esquistossomose, leptospirose, acidentes por animais peçonhentos o Doenças emergentes e reemergentes = AIDS, cólera, dengue, hantaviroses ➔ TRIPLA CARGA DE DOENÇAS

ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS

  1. Classificação = em vermelho os que mais caem em prova
  • Investigados = população (agregado) ou indivíduos (individuado)
  • Investigador = observação ou intervenção (ensaio)
  • Tempo = transversal (seccional ou prevalência) ou longitudinal

o Esquema = grupo exposto à droga com efeito presente ou ausente versus grupo não exposto à droga (placebo) com efeito presente ou ausente o Difere do coorte porque consegue controlar os fatores o Complexo, caro, longo, suscetível a perdas (= coorte) o Requisito mínimo = grupo controle ▪ Randomizado (evitar erro de seleção e de confundimento = homogeiniza as amostras) ▪ Mascarado = cegamento (evitar erro de aferição) = aberto, simples-cego ou duplo-cego o Interpretação ▪ Final (sem os participantes exclusos por desistência ou perdas durante a pesquisa) = situação ideal = mede a eficácia da droga (potência máxima) = validade interna apenas ▪ Intenção de tratar (conta todos os participantes selecionados, mesmo os excluídos ou as perdas) = situação real = efetiv idade = real idade = validade interna e externa o Análise ▪ Frequência = incidência ▪ Associação  RR  Redução (ou aumento) do RR (RRR ou ARR) = 1 - RR (mede a eficácia ou efetividade, conforme as medidas)  Redução (ou aumento) do risco absoluto (RRA ou RAR) = |IE - INE|  Número necessário ao tratamento (ou ao dano, NNT ou NND) = (1 ÷ RAR) = "é preciso tratar pacientes para se prevenir a doença em 1"  Eficiência da droga = relação do NNT com o custo = "é preciso gastar × para previnir a doença em 1"

  • Revisão sistemática o Unidade de análise = ensaio, coorte o METANÁLISE = método estatístico para integrar o resultado dos estudos o Nível de evidência 1 o Problemas: ▪ Viés de publicação: tendência para publicar, estudos com resultados positivos. ▪ Divergência entre os vários estudos. o Vantagens: ▪ Capacidade de síntese de informação ▪ Baratos/Rápidos e “fáceis” de executar.
  1. Análise = frequência (com que frequência a doença aparece?), associação (existe associação do fator de risco com a doença?) e estatística (posso confiar na associação?)
  • Frequência = prevalência (transversal) ou incidência (coorte/ensaio clínico)
  • Associação o Risco relativo (RR) o Risco atribuível ao fator (RAf) = parcela de culpa do FR nos expostos o Risco atribuível populacional (RAp) = parcela de culpa do FR na população geral o Fração atribuível populacional o Odds ratio = RR para estudo caso-controle = não é tão fidedigno quanto RR (avalia a "chance" e não o "risco")
  • Estatística o Erro aleatório (acaso) = p = índice de erro caso o estudo fosse repetido 100x = confiável se p < 0, - quando não tem esse erro o estudo é preciso/confiável o Intervalo de confiança = variação do RR (maior e menor) = IC 95% ▪ Estudo com menor diferença entre IC é mais confiável e trabalha com mais gente (em uma grande população, pequenas diferenças não interferem tanto na média) ▪ Estudos têm diferença estatística somente se não houver interseção entre os IC (exemplo: estudos que medem risco do cigarro com CA de pulmão, sendo estudo A tendo IC 3,4-9,9, estudo B 2,2-4,5 e estudo C 2,2-3,0 = TODOS conferem que há risco aumentado (RR > 1), porém há diferença estatística apenas entre A e C em que os ICs não têm interseção de valores) o Erro sistemático (viés) – Quando não tem esse viés o estudo é acurado/valido
  • BESTEIRAS = b ichos loucos, e ndêmicas, s ds. febris, t errorismo, e xógenas (intoxicações), i nternacionais, r isco à SP, A c (vacinas), " s i" Bichos loucos Vaca louca (príon/doença de Creutzfeldt-Jacob) Peste ("pulga louca") Animais peçonhentos Raiva (ou acidente c/ animal potencialmente portador) Endêmicas Chagas (somente agudos) Hanseníase Leishmaniose (LTA ou LV) Esquistosomose Acidentes de trabalho (biológicos/graves/doenças) Óbito materno e infantil Sds. febris Dengue Zika Febre amarela Malária Leptospirose Hantavirose Febre tifoide Febre maculosa/riquetisioses Febre de Chikungunya Febre do Nilo/arboviroses Febre purúprica brasileira Lassa Arenavirus Ebola Marburg Terrorismo Antrax (apenas pneumônico) Tularemia Botulismo Violência Exógenas (intoxicações) Agrotóxicos Metais pesados Gases tóxicos Internacionais "VIPS": Varíola Influenza H5N Poliomielite (PFA/paralisia flácida aguda) SARS Risco à saúde pública Quaisquer casos novos desconhecidos Ac (vacinas) Tuberculose Hepatites virais DTP HiB Rotavirus (diarreia/SHU) Pneumonia pneumocócica* Doença meningocócica Febre amarela SCR ("x" na caxumba, porque não entra) Varicela (apenas graves ou óbitos) Sd. gripal* Eventos adversos graves Si Sífilis SIDA/HIV "Sinistra" cólera *Apenas nas unidades de saúde sentinela (definidas pelo MS)
  1. Doenças notificáveis imediatamente
  • IMEDIATAS = i nternacionais, m ata todos, e ventos à saúde pública, d oença de Chagas, i nternacionais antigas, a cidentes, t errorismo, A c (vacinas), s ds. febris Internacionais "VIPS": Varíola Influenza H5N Poliomielite (PFA/paralisia flácida aguda) SARS Mata todos Raiva ou acidente com animal potencial Eventos de risco à saúde pública Quaisquer casos novos desconhecidos Doença de Chagas (aguda) Internacionais antigas "CPF": Cólera Peste Febre amarela Acidentes Trabalho (apenas graves) Animais peçonhentos Terrorismo Antrax (apenas pneumônico) Tularemia Botulismo Violência (☢ somente se sexual ou suicídio) Ac (vacinas) Tuberculose Hepatites virais DTP HiB Rotavirus (diarreia/SHU)* Pneumonia pneumocócica* Doença meningocócica Febre amarela SCR ("x" na caxumba, porque não entra) Varicela (apenas graves ou óbitos) Sd. gripal* Eventos adversos graves ou óbitos após vacinas Sds. febris (^) Dengue (☢ somente se óbito) Zika (☢ somente em em gestantes) Febre amarela Malária (☢ somente se fora da AM) Leptospirose Hantavirose Febre tifoide Febre maculosa/riquetisioses Febre de Chikungunya Febre do Nilo/arboviroses Febre purúprica brasileira Lassa Arenavirus Ebola Marburg
  • Em 2018, agravos e eventos em saúde relacionados às neoplasias e as malformações congênitas devem ser notificados compulsoriamente em todo o território nacional

PROCESSO EPIDÊMICO

  1. Endemia x epidemia = depende do padrão local nos últimos 10 anos
  • Tipo = típico (no local de trabalho) ou trajeto (casa-trabalho-casa)
  • Conduta deve ser adequar o trabalho ao trabalhador = EPC > EPI
  • Notificação compulsória = formal/informal
  • Comunicação do acidente de trabalho (CAT) = apenas formais o Obrigação de notificação é do empregador em até 1 dia útil pós-ocorrido (mas qualquer pessoa emite o CAT e qualquer médico pode preencher os dados médicos do CAT independente de ser ou não contratado da empresa)
  • Doenças degenerativas, endêmicas (exceto se adquirida em viagem a trabalho) e que não incapacitem NÃO são consideradas acidente de trabalho
  • Acidentes de trabalho grave, fatal e em crianças e adolescentes devem ser notificados de forma imediata ao SINAN (MMM = morte, mutilação, menor de idade)
  • Acidente com material biológico é de notificação semanal. As outras doenças relacionadas ao trabalho em geral são notificadas apenas em unidades sentinelas Auxílio-doença : benefício por incapacidade devido ao segurado do INSS que comprove, em perícia médica, estar temporariamente incapaz para o trabalho em decorrência de doença ou acidente. O fim do auxílio-doença ocorre quando o segurado recupera a capacidade ou retorna ao trabalho ou por ocasião do óbito. Auxílio-acidente: é benefício de natureza indenizatória pago ao segurado do INSS quando, em decorrência de acidente, apresenta sequela permanente que reduza sua capacidade para trabalho, essa situação é avaliada pela perícia médica do INSS. Não impede o cidadão de continuar trabalhando, mas ficou com sequela.
  1. Classificação de Schilling
  • I. Trabalho = causa (pneumoconiose, benzeno, Hg...)
  • II. Trabalho = FR (HAS, CA, doença coronariana, ap. locomotor...)
  • III. Trabalho = agrava doença existente (asma, dermatite de contato, transtornos mentais...)
  1. Doenças
  • Pneumoconioses = depósito de partículas no parênquima pulmonar ➡ fibrose progressiva (mesmo após interrompida exposição) o Silicose (pior se > 10μm e > 7,5% de [] no ar) = jateamento, pedreira, mineração... o Asbestose (asbesto ou amianto) = caixa d'água, telha/cimento de amianto, tecidos a prova de fogo... o Clínica = assintomática ➡ fibrose (nodular = silicose/difusa = asbestose) o Dx = história ocupacional + RX tórax o Tratamento = não existe (deve-se prevenir) ☢ Silicóticos são predispostos a TB (PPD⁺ = isoniazida) ☢ Asbestose relaciona-se com mesotelioma e CA de pulmão
  • PAIR (perda auditiva induzida por exposição continuada a níveis elevados de ruídos) = gradual e bilateral (DDx com explosão = aguda e unilateral) o Neurossensorial (lesão do órgão de Corti) = irreversível o Não progride, estabiliza após parar a exposição o Perda das frequências = 3, 4 e 6 kHz o Potencializada na presença de uso concomitante com produtos químicos o DM = aumenta a chance da doença o Fármacos ototóxicos = pioram o quadro o Pode desenvolver intolerância a sons intensos, zumbido e diminuição do entendimento da fala, com prejuízo da comunicação oral o Pode ocorrer em todos os ramos de atividades o Dx = audiometria (padrão em gota)

• LER/DORT

o Causa + comum de afastamento no BR o Movimentos repetitivos/monótonos o Ritmo intenso de trabalho/pressão por produção o Vibração e frio = intensificam o quadro

  • Metais pesados o Hg (hidrargismo) = úlceras orais/genitais + SNC o Pb (saturnismo) = SNC, hematológicas, abdome agudo (porfiria) o Cd = osteoporose com fraturas espontâneas o Cr (em galvanagem) = úlceras de pele (principal dermatose de trabalho) + sangramento mucoso o Benzeno = mielodisplasia
  1. Agrotóxicos
  • Inseticidas o Organoclorados = ação no SNC ▪ Acumulam no MA (quase não usados hoje em dia) o Organofosforados/carbamatos = inibem a AChE = sd. colinérgica ( rest and digest = miose, hipotensão, broncoconstricção, sialorreia...) = reverter com atropina o Piretroides = mais usados (dedetização) = irritação, alergia, neuropatia...
  • Herbicidas = paraquat = lesão pulmonar direta

PROCESSO SAÚDE-DOENÇA

  1. Modelo biomédico
  • Poder invasivo = poder de se alojar e difundir nos tecidos
  • Infectividade = poder de, após se alojar, multiplicar e causar a doença (sintomática ou não)
  • Patogenicidade = poder de iniciar os sintomas da doença (em maior ou menor grau)
  • Virulência = poder de causar doença mais grave
  1. Prevenção
  • Leavell & Clark = segue a história natural da doença para estabelecer os níveis de prevenção. A história natural da doença apresenta dois períodos: pré-patogênico, em que a doença ainda não está presente, mas apenas o seu fator de risco; patogênico, em que a doença está presente, mesmo que ainda não tenha sido diagnósticada

SUS

  1. Antes do SUS
  • Santas casas (freiras orientadas esporadicamente por médicos)
  • Atendimento médico somente privado
  • 1923 = CAPs (Caixas de Aposentadoria e Pensões) = comerciantes depositavam mensalmente e resgatavam caso precisassem de atendimento
  • 1930 (Vargas) = Hopkins (hospitalar) x Dawson (atenção básica) = opta pela corrente Hopkins o CAPs viram IAPs (institutos) = comerciantes, marítmos, empresários (cada categoria tinha seu IAP) = financiavam a construção dos hospitais (cada categoria também tinha o seu)
  • 1966 = militares unificam os IAPs em INPS (Instituto Nacional de Previdência Social) o Agora qualquer hospital recebe qualquer categoria o Serviu de fonte de [$] p/ desvio p/ obras de infra-estrutura = Itaipu, transamazônica... o Descontrole do $ (não tinha como supervisionar) o $ também serviu p/ expandir hospitais privados (que também deveriam receber pacientes do INPS)
  • 1973 = INPS faliu
  • 1977 = INPS vira INAMPS o Estabelece um teto de gasto p/ cada procedimento hospitalar (ex: $500/mês para RX) o Continuou corrupção = diretores inventavam procedimentos p/ receberem o $
  • 1980 = problemas o Acesso à saúde era restrito (desempregado não tinha direito) o Ênfase no modelo curativo (⇈$) o MS existia somente para a prevenção (na época = vacinação e saneamento) o Ministério da Previdência = controlova os hospitais o Surgem revoltas e reivindicações = reforma sanitária? ▪ Plano CONASP/AIS = deixar o município controlar e integrar as ações de saúde
  • 1986 = VIII Conferência Nacional de Saúde = saúde como direito de todos e dever do Estado
  • 1987 = SUDS (Sistema Único e Descentralizado de Saúde)
  • 1988 = Com a constituição nova nasce o SUS (somente no papel)
  1. Princípios do SUS
  • Éticos/doutrinários (começa com vogal) o Universalização = acesso a todos os cidadãos o Integralidade = prevenção + cura + reabilitação o Equidade = tratamento desigual conforme a realidade (+ $ p/ o + pobre)
  • Organizacionais/operativos (começa com consoante) o Regionalização = municipalização o Hierarquização = níveis de complexidade de assistência o Participação social = conselhos e conferências o Resolubilidade = resolver os problemas o Complementariedade = contratar o privado (preferência às filantrópicas e privados não lucrativos... ou pagar apenas o procedimento ao privado lucrativo)
  1. Evolução do SUS = em 1988 o SUS nasce somente no papel, mas não tinha estrutura para funcionar
  • set/1990 = Lei 8080 (Lei Orgânica da Saúde) = cabe à direção: o Nacional = DEFINIR políticas e normas + executar ações de vigilância em portos/aeroportos/fronteiras o Estadual = COORDENAR o Municipal = EXECUTAR (incluindo convênios e contratos) o Setor privado = atuação livre e complementar
  • dez/1990 = Lei 814 2 (adiciona 2 coisas) = define quanto aos gastos e participação popular o Transferência regular e automática de $ p/ os estados e municípios o Conselhos e conferências = 50% povo + 50% (25% profissionais de saúde + 12,5% prestadores de serviço + 12,5% representantes do governo) ▪ Conselhos = controlam os gastos e a execução da saúde ▪ Fiscalizam o $ ▪ Os cargos independem do governo ▪ Poder deliberativo, não consultivo (não precisa aprovar no legislativo = depende somente da sanção do executivo) ▪ Reunião mensal ▪ Conferências = avaliam e criam diretrizes de políticas de saúde p/ os próximos anos ▪ 4/4 anos ▪ Convocados pelo executivo ou conselhos
  1. NOBs
  • NOB91 (sem noção) = somente p/ folgar os municípios durante a transição (municípios receberão apenas conforme a produção e ainda não executam como proposto na Lei 8080)
  • NOB9 3 (tripartite) o Efetiva a municipalização (municípios como gestores) e transf. de $ automática e regular o Cria as comissões intergestores ▪ Bipartite (estadual) = estados + municípios (COSEMS) ▪ Tripartite (nacional) = MS 7 representantes + estados (CONASS) 7 representantes + municípios (CONASEMS) 7 representantes. É única no âmbito nacional. As decisões são tomadas por consenso entre os membros e não por voto. As reuniões ocorrem mensalmente.
  • NOB96 (9G) = poder pelo município A equidade não estava presente na lei 8080, foi acrescentada depois pelo documento SUS de A a Z
  • ESF = atuar em áreas estratégicas (TB, hanseníase, HAS, DM, saúde bucal, criança, mulher, idoso e desnutrição)
  • As 8 características da prova = PRIMÁREA o P lincípios principais o R eabilitação também faz parte da AB o I ntegral (40h semanais - o médico pode 20h) o M ultidisciplicar (1 médico + 1 enfermeiro + 1 técnico + 4-6 ACS ou 1 ACS p/ máx. 750 pessoas) ▪ Atendimento médio de 3.000 pessoas/PSF e máx. de 4. o A colhimento (paciente deve ser acolhido mesmo se não houver médico na unidade) e autonomia (participa ativamente até de decisões terapêuticas) o R eorienação do tratamento = centrado na pessoa o E levada complexidade (resolver 80-90%) e baixa densidade (narrativa) o A discrição de clientela (pacientes cadastrados) e territorialização (ideal 3.000 e máx. 4.000)
  • NASF (núcleos de apoio) o ☢ NÃO é porta de entrada o NASF-1 = atende 5-9 ESFs e tem no mínimo 5 profissionais a 200h semanais o NASF-2 = 3-4 ESFs/mín. 3 profissionais a 120h semanais o NASF3 = 1-2ESFs/mín. 2 profissionais a 80h semanais o Acupunturista, homeopata, psicóloga, veterinários em caso de zoonose, professor de educação física, profissional com formação em arte e educação...
  • UPA = nível intermediário de complexidade articulado com atenção básica, serviço de atendimento móvel de urgência, atenção domiciliar e atenção hospitalar. Resolve até 97% dos casos na própria unidade.
  1. Financiamento do SUS
  • Seguridade social = financia saúde e previdência o COFINS, CSLL, DPVAT (50%) e desconto compulsório na folha pelo INSS (mas é só para a previdência)
  • EC nº 29 (2000) = lei complementar 141 (2012) o União = $ do ano anterior + correção do PIB dos últimos 2 anos o Estado = 12% da receita o Municípios = 15% da receita

“Aqui tem farmácia popular” → medicamentos gratuitos para asma, hipertensão e diabetes Mais Médicos : diminuir a carência de médicos nas regiões prioritárias do SUS para diminuir desigualdades regionais na área de Saúde. Fortalecer a prestação de serviços de atenção básica na saúde de todo país. Aprimorar a formação médica no país e proporcionar maior experiencia no campo de prática médica durante o processo de formação. Ampliar a inserção do médico em formação nas unidades de atendimento do SUS, desenvolvendo seu conhecimento sobre a realidade brasileira. Fortalecer a política de educação permanente com a integração ensino-serviço, por meio da atuação das instituições de educação superior na supervisão acadêmica das atividades desempenhadas pelos médicos. Promover troca de conhecimentos e experiências entre os profissionais de saúde brasileiros e médicos formados em instituições estrangeiras. Aperfeiçoar médicos para atuação nas políticas públicas de saúde do país, na organização e no funcionamento do SUS. Seguro social = trata-se de uma espécie de contrato no qual uma das partes (segurador) se obriga a indenizar (ou ajudar) a outra (segurado). Isso ocorreu no Brasil até a criação do SUS pela constituição de 1988. Modelo BISMARCKIANO = os benefícios cobrem principalmente (e às vezes exclusivamente) os trabalhadores, o acesso é condicionado a uma contribuição direta anterior e o montante das prestações é proporcional à contribuição efetuada Seguridade social : todo e qualquer cidadão tem direito à saúde, não importando a sua contribuição. É um sistema que têm como objetivos, o bem-estar, a justiça social e o amparo aos cidadãos e suas famílias em situações de desemprego, saúde ou aposentadoria. Esse modelo teve como base o modelo BEVERIDGIANO.

BIOÉTICA

Princípios:

  • Beneficência – fazer o bem
  • Não-maleficência – não fazer o mal, não infligir dano intencionalmente
  • Justiça – as pessoas têm direito a terem suas necessidades de saúde atendidas livres de preconceitos ou segregação sociais
  • Autonomia – respeitar direito que o indivíduo tem sobre si, a sua liberdade de escolha e poder de decisão 3 erros médicos:
  • Imperícia – falta de competência, de experiencia, de habilidade para certa intervenção (faz mal o que deveria ser feito bem feito)
  • Negligência – falta de cuidado, omissão (não faz o que deveria ser feito)
  • Imprudência – é a conduta precipitada, feita de forma intempestiva (faz o que não deveria ser feito)