































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
notas de aula do curso de fisica 2 do instituto de fisica da usp
Tipologia: Notas de aula
1 / 39
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!
































Conte udo
9.1 Breve Interl udio........................... 108 9.2 Relatividade da Mec^anica de Newton: Transformac~oes de Galileu................................. 108 9.3 Princpio da Relatividade: Transformac~oes de Lorentz.... 113
como veremos, levaram a imp ortantes conseq u^encias fsicas: as leis da fsica s~ao sempre as mesmas em to dos os referenciais inerciais (princpio da relatividade); a velo cidade da luz e a mesma em to dos os referenciais inerciais. A mec^anica de Newton sempre foi uma teoria relativstica, no sentido de que as leis da mec^anica p ermanecem sempre as mesmas em qualquer referencial inercial, p ossuindo a relatividade das transformc~oes de Galileu. Einstein intro duziu a ideia revolucionaria, mas que tem se mostrado correta ate ho je, que to da a fsica e de fato relativstica, p ossuindo a relatividade das tranformac~oes de Lorentz. Veremos durante essa parte do curso como esses dois princpios da Relatividade Re- strita ou Esp ecial nos levam a mo di car a mec^anica, de forma que ela passe a ser valida em to dos os referenciais inerciais da mesma forma que o eletromagnetismo ja o era, p or construc~ao.
Pergunta: Como dois observadores em referenciais inerciais medem um comprimento e um intervalo de temp o dados? Na mec^anica newtoniana, as medidas de intervalos de temp o e espaco s~ao absolutas, de acordo com as transformac~oes de Galileu.
S (^) S´
Figura 9.2: Esquema dos relogios Ci (i = 0 ; 1 ; 2 ; 3) sincronizados no referencial S e dos relogios C (^) i^0 (i = 0 ; 1 ; 2) sincronizados no referencial S 0.
8
<
:
x^0 = x v t y 0 = y z 0 = z t^0 = t
onde a ultima relac~ao expressa a universalidade do temp o, ou seja, o temp o e absoluto, indep endente do referencial. Diferenciando (9.1) com relac~ao a t = t^0 leva imediatamente a transformac~ao classica de velo cidades, que relaciona as comp onentes da velo cidade de uma partcula no referencial S com suas comp onentes no referencial S 0 :
8 <
:
u^01 = u 1 v u^02 = u 2 u^03 = u 3
Vemos que uma partcula em rep ouso em S tem movimento retilneo e uniforme em S 0. Uma partcula que se move com velo cidade constante em S tambem se move com velo cidade constante em S 0. N~ao somente a 1 a^ como a 2 a^ e a 3 a^ leis de Newton s~ao validas em to dos os referenciais inerciais. Vemos que, derivando novamente a Eq.( 9.2) em relac~ao a t = t^0 , obtemos
8 < :
a^01 = a 1 a^02 = a 2 a^03 = a 3
Acelerac~ao e invariante p elas transformac~oes de Galileu. Desta forma, as leis de New- ton e as equac~oes de movimento da mec^anica p ermanecem exatamente as mesmas em
z
y
x
z´
y’
x´
Evento
v
S S´
Figura 9.3: Esquema de dois referenciais Cartesianos, o referencial S e o referencial S 0 movendo com velovidade v na direc~ao x em relac~ao a S e um evento visto p or estes dois referenciais.
qualquer referencial inercial. A invari^ancia das leis da mec^anica leva a covari^ancia de suas equac~oes, o que signi ca que as equac~oes da mec^anica ter~ao a mesma forma em qualquer referencial inercial. A relatividade da mec^anica newtoniana signi ca que nenhum exp erimento mec^anico, realizado inteiramente em um sistema de refer^encia inercial, p o de dizer ao observador qual o movimento do sistema em relac~ao a qualquer outro sistema inercial. Comparando medidas entre dois sistemas diferentes, p o demos falar da velo cidade relativa de um em relac~ao ao outro, mas n~ao de uma velo cidade absoluta do sistema.
? Demo: Interfer^ometro de Michelson e Morley
E o resto da fsica? Em esp ecial, seria o eletromagnetismo tambem invariante p or transformac~oes de Galileu? Na teoria eletromagnetica aparece uma constante c, com di- mens~ao de velo cidade, que foi de nida originalmente ap enas a partir de grandezas eletro- magneticas, e que p o de ser determinada p or exp eri^encia de lab oratorio. A teoria previa a propagac~ao de ondas eletromagneticas no vacuo com velo cidade c. Vejamos como as trans- formac~oes de Galileu n~ao preservam a forma da equac~ao de onda do eletromagnetismo. Se em S temos @ 2 F @ x^2
c^2
@ t^2
p elas transformac~oes de Galileu como x = f (x^0 ; t^0 ), p o demos escrever
@ F @ x
@ x^0
@ x^0 @ x
@ t^0
@ t^0 @ x
@ x^0
!
@ x^2
@ x^0
Mas p o demos escrever tambem que
@ F @ t
@ t^0
@ t^0 @ t
@ x^0
@ x^0 @ t
@ t^0