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Nova Morfologia do Trabalho: A Reestruturação da Indústria 4.0 e os Infoproletários, Exercícios de Sociologia

Este documento discute a nova morfologia do trabalho na era da indústria 4.0, caracterizada por informalidade, cooperativismo, trabalhos terceirizados, empreendedorismo e trabalho voluntário e intermitente. Examinamos como as mudanças na estrutura produtiva afetam diferentes setores, incluindo bancos, fábricas e serviços públicos. Além disso, analisamos o papel de infoproletários, trabalhadores digitais que exercem suas atividades através de máquinas digitais e smartphones, e as implicações desse modelo de trabalho para a sociedade e a saúde mental dos trabalhadores.

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 28/10/2021

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thiago-monteiro-t2c 🇧🇷

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Turma: 01
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A nova morfologia do trabalho consiste na informalidade, no cooperativismo, nos
trabalhos terceirizados, no empreendedorismo e no trabalho voluntário e intermitente.
Mudanças profundas onde o capital vive uma reestruturação produtiva permanente. O
maquinário informacional é facilmente atualizado, dessa maneira, aquilo que usamos hoje,
fica obsoleto amanhã, essa expressão pode até soar clichê, todavia, é o que de fato acontece, o
ritmo acelerado de desenvolvimento faz com que isso ocorra, alterando diretamente o
processo produtivo, seja nos bancos, nas fábricas, serviço público etc.
Houve uma alteração na estrutura do processo produtivo, ao contrário de antes, onde
existia uma massiva concentração de pessoas, hoje encontra-se um modelo fabril muito mais
enxuto, flexível, com trabalho intermitente, e terceirizados à medida em que tem seus direitos
trabalhistas diminuídos.
O que no século passado era uma exceção, hoje se torna a regra vigente. A Indústria
4.0 onde o indivíduo trabalha 8 horas por dia (talvez trabalhe 9,10,11,12...), recebe o
mínimo do mínimo e a sua jornada de trabalho aumentar, bem como a intensidade do
mesmo. O patrão informa que ele terá que trabalhar mais duas horas todos os dias, e ainda terá
que fazer mais de uma função, o indivíduo sabe que isso é uma completa exploração, mas se
submete a isso, “pelo menos estou empregado”.
A cadeia produtiva se expande de maneira rarefeita, com dezenas de empresas
realizando processos diferentes, trabalhando para alimentar outras empresas, com mercadorias
de produção. Intermitência no trabalho, a fábrica precisa de um trabalhador hoje, amanhã não.
São os trabalhadores temporários, são contratados apenas quando há demanda. Quando não,
são dispensados e ficam à mercê do chamado do patrão (disponibilidade perpétua para o
labor). Ricardo Antunes sita o “zero hour contract”, modelo de trabalho adotado na Inglaterra,
que adota esses princípios, de maneira análoga acontece com o “Uber”, o motorista é um
mero instrumento para produção de mais-valia, com a desculpa de viabilizar a interação entre
motorista e passageiro, a empresa explora de maneira explicita seus “prestadores de serviços”,
o indivíduo arca com todas as suas despesas pessoais e também do seu instrumento de
trabalho(o veículo), que precisa estar dentro dos padrões da empresa, isso não se limita
somente ao carro, mas também ao motorista que necessita se manter com uma boa avaliação,
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Turma: 01

A nova morfologia do trabalho consiste na informalidade, no cooperativismo, nos trabalhos terceirizados, no empreendedorismo e no trabalho voluntário e intermitente. Mudanças profundas onde o capital vive uma reestruturação produtiva permanente. O maquinário informacional é facilmente atualizado, dessa maneira, aquilo que usamos hoje, fica obsoleto amanhã, essa expressão pode até soar clichê, todavia, é o que de fato acontece, o ritmo acelerado de desenvolvimento faz com que isso ocorra, alterando diretamente o processo produtivo, seja nos bancos, nas fábricas, serviço público etc. Houve uma alteração na estrutura do processo produtivo, ao contrário de antes, onde existia uma massiva concentração de pessoas, hoje encontra-se um modelo fabril muito mais enxuto, flexível, com trabalho intermitente, e terceirizados à medida em que tem seus direitos trabalhistas diminuídos. O que no século passado era uma exceção, hoje se torna a regra vigente. A Indústria 4.0 – onde o indivíduo trabalha 8 horas por dia (talvez trabalhe 9,10,11,12...), recebe o mínimo do mínimo e vê a sua jornada de trabalho aumentar, bem como a intensidade do mesmo. O patrão informa que ele terá que trabalhar mais duas horas todos os dias, e ainda terá que fazer mais de uma função, o indivíduo sabe que isso é uma completa exploração, mas se submete a isso, “pelo menos estou empregado”. A cadeia produtiva se expande de maneira rarefeita, com dezenas de empresas realizando processos diferentes, trabalhando para alimentar outras empresas, com mercadorias de produção. Intermitência no trabalho, a fábrica precisa de um trabalhador hoje, amanhã não. São os trabalhadores temporários, são contratados apenas quando há demanda. Quando não, são dispensados e ficam à mercê do chamado do patrão (disponibilidade perpétua para o labor). Ricardo Antunes sita o “zero hour contract”, modelo de trabalho adotado na Inglaterra, que adota esses princípios, de maneira análoga acontece com o “Uber”, o motorista é um mero instrumento para produção de mais-valia, com a desculpa de viabilizar a interação entre motorista e passageiro, a empresa explora de maneira explicita seus “prestadores de serviços”, o indivíduo arca com todas as suas despesas pessoais e também do seu instrumento de trabalho(o veículo), que precisa estar dentro dos padrões da empresa, isso não se limita somente ao carro, mas também ao motorista que necessita se manter com uma boa avaliação,

se não sofre com punições. Ao analisarmos essa situação, observamos claramente essa nova morfologia, não há vínculo empregatício algum, zero direitos, zero planos de saúde e zero auxílios, existe somente as taxas e as normas a serem seguidas. A informalidade, a “flexibilidade de horário”, a “autonomia”, são conceitos que atraem e de certa maneira “cegam” o trabalhador, que pensa de fato exercer algo inovador e totalmente autônomo, todavia, está sendo apenas mais um instrumento para o enriquecimento, não dele, mas das grandes corporações. A tecnologia é pensada para beneficiar grandes corporações mundiais.

Infoproletários são os operários do novo mundo do trabalho digital, é aquele que exerce a suas atividades através da máquina digital, do smartfone. Tem como características a intensidade, pouca criatividade, pouca capacidade de controle e nenhuma estabilidade. Os motoristas de aplicativos, telemarketing, técnicos da indústria de software, vendedores de comércio digital e bancários são alguns exemplos desses trabalhadores. É quase inevitável percebe-los no cotidiano, eles estão inseridos quase que simbioticamente na sociedade, desempenhando as mais diversas funções, facilitando e agilizando a vida do cidadão. Hoje eles são imprescindíveis, para a locomoção, para a distribuição de alimentos, dentre outros serviços. Tais benefícios não condizem com a realidade desses profissionais, que se submetem a árduas jornadas de trabalho, e as mais diversas intempéries, e isso ainda nem é a pior parte, esta, vem logo em seguida, sem qualquer vínculo empregatício, ou seja, sem um salário fixo, sem direito a aposentadoria, decimo terceiro, férias etc., todas essas condições corrobora para o aumento da exploração, pois para ter o mínimo de renda necessária pra se manter, o trabalhador precisa trabalhar muito, durante muito tempo. É evidente que tudo isso tem um reflexo na sociedade como um todo, cada vez mais indivíduos se tornam operários desse modelo, não por querer muitas das vezes, mas por ser a única opção para sobreviver. E é justamente esse o ponto, o trabalhador não vive, ele sobrevive. Todo esse esforço acarreta uma série de problemas, antigamente, os acidentes de trabalho e dores intensas devido ao esforço nas fabricas, eram os adoecimentos do trabalhador, hoje em dia, a depressão, ansiedade e síndrome do pânico são as enfermidades que assolam a população como um todo.