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NT15-Planilhas Simplificadas, Notas de estudo de Engenharia de Produção

Planilhas Simplificadas

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 25/09/2012

renaldo-adriano-7
renaldo-adriano-7 🇧🇷

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Planilhas Simplificadas para Cálculo de Distorções
Harmônicas em Redes que Alimentam Inversores de
Freqüência
Joable Andrade Alves
WEG Equipamentos Elétricos – Automação
Departamento de Desenvolvimento de Produtos
Na maioria dos processos industriais,
é possível obter ganhos de produtividade,
eficiência e racionalização do uso de energia
por meio da variação da velocidade, controle
do torque ou da posição dos motores
elétricos envolvidos.
O motor de indução trifásico é, entre as
máquinas elétricas de mesma faixa de
potência, estruturalmente mais simples,
robusto, confiável e que requer mínima
manutenção. Em qualquer acionamento
onde se deseja controlar velocidade, torque
ou posição, um conversor de energia é
necessário como interface entre a fonte de
alimentação e o motor.
O acionamento de motores de indução
trifásicos por conversores indiretos de
freqüência, ou, inversores de freqüência,
como é mais conhecido este equipamento na
indústria, tem se mostrado como a melhor
opção em um grande número de aplicações
e, com técnicas sofisticadas de controle, é
possível que os motores de indução operem
com precisão no controle da velocidade, alto
torque de partida e resposta dinâmica rápida.
Os inversores de freqüência são
normalmente constituídos por um estágio
retificador a diodos na entrada. O retificador
trifásico de onda completa, também
conhecido como Ponte de Graetz ou
retificador de 6 pulsos, é uma das estruturas
mais empregadas como estágio de entrada
dos conversores. As correntes drenadas por
este retificador são pulsadas, contendo
harmônicas de baixa ordem e que podem
causar distorções harmônicas na tensão de
rede da planta a qual estão conectados os
inversores. A distorção de tensão depende
das amplitudes das harmônicas de corrente
dos equipamentos e também das
impedâncias da rede, isto é, da capacidade
da planta e da relação entre a capacidade
instalada de inversores em relação à da
planta.
A IEEE-519 é o documento mais utilizado,
atualmente, como referência ao tema de
qualidade de energia elétrica.
Em muitas aplicações, o inversor de
freqüência com retificador de 6 pulsos
adicionado a uma reatância na entrada ou
um indutor no barramento CC atende
perfeitamente as recomendações da
IEEE-519. Quando isto não é possível,
algumas das soluções disponíveis para
redução das correntes harmônicas são o
aumento do número de pulsos do retificador
utilizando 12, 18 ou até 24 pulsos ou ainda a
utilização de retificadores de entrada ativos
ou, regenerativos.
Em contrapartida ao benefício da redução
das correntes harmônicas de baixa
freqüência existem as desvantagens em
aumentar o número de pulsos do retificador,
tais como a necessidade de utilização de
transformadores defasadores e o aumento
do custo da estrutura. Deve-se atentar para
o aumento da complexidade dos
equipamentos, da redução da eficiência e da
confiabilidade do sistema pois são
necessários um número maior de
componentes.
Na indústria, o termo multi-pulsos
relacionado a inversores de freqüência tem
conotação com a associação, em série ou
paralelo, de retificadores trifásicos de 6
pulsos e a obrigatória utilização de
transformadores defasadores para alimentá-
los. A idéia básica das estruturas multi-pulsos
pode ser entendida como a conexão de
retificadores de 6 pulsos de tal forma que as
harmônicas características geradas por estes
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Planilhas Simplificadas para Cálculo de Distorções

Harmônicas em Redes que Alimentam Inversores de

Freqüência

Joable Andrade Alves WEG Equipamentos Elétricos – Automação Departamento de Desenvolvimento de Produtos

N a maioria dos processos industriais,

é possível obter ganhos de produtividade, eficiência e racionalização do uso de energia por meio da variação da velocidade, controle do torque ou da posição dos motores elétricos envolvidos.

O motor de indução trifásico é, entre as máquinas elétricas de mesma faixa de potência, estruturalmente mais simples, robusto, confiável e que requer mínima manutenção. Em qualquer acionamento onde se deseja controlar velocidade, torque ou posição, um conversor de energia é necessário como interface entre a fonte de alimentação e o motor.

O acionamento de motores de indução trifásicos por conversores indiretos de freqüência, ou, inversores de freqüência, como é mais conhecido este equipamento na indústria, tem se mostrado como a melhor opção em um grande número de aplicações e, com técnicas sofisticadas de controle, é possível que os motores de indução operem com precisão no controle da velocidade, alto torque de partida e resposta dinâmica rápida.

Os inversores de freqüência são normalmente constituídos por um estágio retificador a diodos na entrada. O retificador trifásico de onda completa, também conhecido como Ponte de Graetz ou retificador de 6 pulsos, é uma das estruturas mais empregadas como estágio de entrada dos conversores. As correntes drenadas por este retificador são pulsadas, contendo harmônicas de baixa ordem e que podem causar distorções harmônicas na tensão de rede da planta a qual estão conectados os inversores. A distorção de tensão depende das amplitudes das harmônicas de corrente dos equipamentos e também das impedâncias da rede, isto é, da capacidade da planta e da relação entre a capacidade

instalada de inversores em relação à da planta.

A IEEE-519 é o documento mais utilizado, atualmente, como referência ao tema de qualidade de energia elétrica.

Em muitas aplicações, o inversor de freqüência com retificador de 6 pulsos adicionado a uma reatância na entrada ou um indutor no barramento CC atende perfeitamente as recomendações da IEEE-519. Quando isto não é possível, algumas das soluções disponíveis para redução das correntes harmônicas são o aumento do número de pulsos do retificador utilizando 12, 18 ou até 24 pulsos ou ainda a utilização de retificadores de entrada ativos ou, regenerativos.

Em contrapartida ao benefício da redução das correntes harmônicas de baixa freqüência existem as desvantagens em aumentar o número de pulsos do retificador, tais como a necessidade de utilização de transformadores defasadores e o aumento do custo da estrutura. Deve-se atentar para o aumento da complexidade dos equipamentos, da redução da eficiência e da confiabilidade do sistema pois são necessários um número maior de componentes.

Na indústria, o termo multi-pulsos relacionado a inversores de freqüência tem conotação com a associação, em série ou paralelo, de retificadores trifásicos de 6 pulsos e a obrigatória utilização de transformadores defasadores para alimentá- los. A idéia básica das estruturas multi-pulsos pode ser entendida como a conexão de retificadores de 6 pulsos de tal forma que as harmônicas características geradas por estes

retificadores sejam canceladas pelas harmônicas geradas por outros conjuntos de retificadores. Este cancelamento é possível pelo adequado projeto do transformador defasador com múltiplos secundários. As harmônicas dos retificadores de 6 pulsos estão presentes nos secundários, são canceladas no transformador e não aparecem no primário que está conectado a rede.

Recomendação IEEE para práticas e requisitos para controle de harmônicas no sistema elétrico de potência: IEEE-

Esta recomendação produzida pelo IEEE descreve os principais fenômenos causadores de distorção harmônica, indica métodos de medição e limites de distorção.

Seu enfoque é a análise da distorção harmônica no Ponto de Conexão Comum (PCC) das cargas (lineares ou não-lineares) e não em cada equipamento individual. A filosofia é que não interessa ao sistema o que ocorre dentro de uma instalação, mas sim o que ela reflete para o exterior, ou seja, para os outros consumidores conectados à mesma alimentação.

Os limites diferem de acordo com o nível de tensão e com o nível de curto-circuito do PCC. Quanto maior for a corrente de curto- circuito (Isc) em relação à corrente de carga, maiores são as distorções de corrente admissíveis, uma vez que elas distorcerão em menor intensidade a tensão no PCC. À medida que se eleva o nível de tensão, menores são os limites aceitáveis.

A grandeza TDD - Total Demand Distortion - é definida como a distorção harmônica da corrente, em % da máxima demanda da corrente de carga (demanda de 15 ou 30 minutos). Isto significa que a medição da TDD deve ser feita no pico de consumo.

As tabelas 10.2 e 10.3, extraídas da IEEE-519, apresentam os limites recomendados de THDv (Total Harmonic Distortion) da tensão e TDD (Total Demand Distortion).

A tabela 10.3 é aplicável para retificadores com 6 pulsos. Para retificadores com 12 pulsos, deve-se multiplicar os limites

individuais por 1.414. No caso de retificadores com 18 pulsos estes limites devem ser multiplicados por 1..

Apesar de não ser uma norma, a IEEE-519, tem sido utilizada como base para a especificação dos limites de distorções harmônicas por concessionárias do setor elétrico e em projetos de plantas industriais.

responsáveis pela planta na tomada de decisão sobre quais equipamentos são adequados e que providências devem ser tomadas antes da instalação ou alteração do sistema.

Como na planilha anterior, a entrada de dados é simples. A opção de simulação com o estágio retificador em 18 pulsos também é disponibilizada. Além dos valores calculados das distorções, a planilha sinaliza o atendimento a IEEE-519. Os resultados obtidos podem ser visualizados também na forma de um relatório técnico, com opções em português ou inglês, automaticamente gerado pela planilha e disponível para impressão.

Fig. 1 – Tela principal da planilha “Harmonics_6_12_pulses”

Fig. 2 – Tela principal da planilha “VFD_SYSTEM_IEEE519” Simulação versus Caso Real

A seguir, apresentam-se algumas formas de onda obtidas pelas planilhas e as correspondentes medidas realizadas em ensaios com inversores de freqüência operando. Os dados de entrada para a simulação na planilha foram obtidos das instalações aonde foram realizadas as medidas apresentadas. Sendo estes: tensões, correntes, potências e impedâncias nominais.

Fig. 3 – Corrente de linha simulada da entrada de um inversor 6 pulsos com reatância. (10 Amp / Div)

Fig. 4 – Corrente de linha medida na entrada de um inversor 6 pulsos com reatância. (10 Amp / Div)

Fig. 5 – Tensão de linha simulada da entrada de um inversor 6 pulsos com reatância. (200V / Div)

Fig. 6 – Tensão de linha medida na entrada de um inversor 6 pulsos com reatância. (200V / Div)

Fig. 7 – Corrente de linha simulada do primário do transformador defasador que alimenta um inversor 12 pulsos. (20 Amp / Div)

Fig. 8 – Corrente de linha medida no primário do transformador defasador que alimenta um inversor 12 pulsos. (50 Amp / Div)

Conclusão

Os resultados obtidos mostram que, apesar de não serem simuladores de circuitos elétricos, as planilhas simplificadas reproduzem com um bom grau de precisão o comportamento das correntes dos inversores de freqüência, permitindo que com o conhecimento de dados simples da instalação seja possível estimar as distorções harmônicas, sendo assim, ferramentas úteis e de simples operação.

A WEG disponibiliza gratuitamente estas planilhas para download no site : www.weg.net.�

Referências

[1] PAICE, DEREK A., "POWER

ELETRONIC CONVERTER

HARMONICS - MULTIPULSE

METHODS FOR CLEAN POWER",

IEEE PRESS, USA, 1996

F 0 2 AAs planilhas podem sofrer alterações gerando novas revisões identificadas em seus nomes.

A WEG não se responsabiliza pelo uso das informações produzidas pelas planilhas.

[2] IEEE, "IEEE RECOMMENDED

PRACTICES AND REQUIREMENTES

FOR HARMONIC CONTROL IN

ELECTRICAL POWER SYSTEMS -

IEEE-519", IEEE PRESS, USA, 1993

[3] POMILIO, J. A., "PRÉ-REGULADORES

DE FATOR DE POTÊNCIA",

PUBLICAÇÃO FEE 03/95, BRASIL,

[4] ALVES, JOABLE A., & HORNBURG,

EDSON, "HIGH AND LOW ORDER

HARMONICS FOR FREQUENCY

INVERTERS", ANAIS DO VI

INDUSCON, JOINVILLE-BRASIL, 2004

[5] ROSSA, A. J. & TORRI, P. J., “EFEITOS

DA DISTORÇÃO HARMÔNICA DA

REDE ELÉTRICA SOBRE MOTORES

ELÉTRICOS”, REVISTA

ELETRICIDADE MODERNA, ANO

XXIX, Nº 324, BRASIL, 2001

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