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O auge do Renascimento, Notas de estudo de História

Apostilas de História sobre o Renascimento, Renascimento na Itália, Enéida, Características do Renascimento Cultural, Iluminismo e o Despotismo Esclarecido, ideologia burguesa, Principais Filósofos Iluministas.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 22/10/2013

Andre_85
Andre_85 🇧🇷

4.5

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Renascimento
Período da história européia caracterizado por um renovado interesse pelo
passado grecoromano clássico, especialmente pela sua arte. O Renascimento
começou na Itália, no século XIV, e difundiuse por toda a Europa, durante os
séculos XV e XVI.
A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformouse em uma
sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas,
com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da
educação, das artes e da música.
O termo "Renascimento" foi empregado pela primeira vez em 1855, pelo
historiador francês Jules Michelet, para referirse ao "descobrimento do Mundo e
do homem" no século XVI. O historiador suíço Jakob Burckhardt ampliou este
conceito em sua obra A civilização do renascimento italiano (1860), definindo essa
época como o renascimento da humanidade e da consciência moderna, após um
longo período de decadência.
O Renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das
cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara,
Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e
demográfica dos séculos XII e XIII.
Uma das mais significativas rupturas renascentistas com as tradições medievais
verificase no campo da história. A visão renascentista da história possuía três
partes: a Antigüidade, a Idade Média e a Idade de Ouro ou Renascimento, que
estava começando.
A idéia renascentista do humanismo pressupunha uma outra ruptura cultural com
a tradição medieval. Redescobriramse os Diálogos de Platão, os textos históricos
de Heródoto e Tucídides e as obras dos dramaturgos e poetas gregos. O estudo
da literatura antiga, da história e da filosofia moral tinha por objetivo criar seres
humanos livres e civilizados, pessoas de requinte e julgamento, cidadãos, mais
que apenas sacerdotes e monges.
Os estudos humanísticos e as grandes conquistas artísticas da época foram
fomentadas e apoiadas economicamente por grandes famílias como os Medici, em
Florença; os Este, em Ferrara; os Sforza, em Milão; os Gonzaga, em Mântua; os
duques de Urbino; os Dogos, em Veneza; e o Papado, em Roma.
No campo das belasartes, a ruptura definitiva com a tradição medieval teve lugar
em Florença, por volta de 1420, quando a arte renascentista alcançou o conceito
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Renascimento

Período da história européia caracterizado por um renovado interesse pelo passado grecoromano clássico, especialmente pela sua arte. O Renascimento começou na Itália, no século XIV, e difundiuse por toda a Europa, durante os séculos XV e XVI.

A fragmentada sociedade feudal da Idade Média transformouse em uma sociedade dominada, progressivamente, por instituições políticas centralizadas, com uma economia urbana e mercantil, em que floresceu o mecenato da educação, das artes e da música.

O termo "Renascimento" foi empregado pela primeira vez em 1855, pelo historiador francês Jules Michelet, para referirse ao "descobrimento do Mundo e do homem" no século XVI. O historiador suíço Jakob Burckhardt ampliou este conceito em sua obra A civilização do renascimento italiano (1860), definindo essa época como o renascimento da humanidade e da consciência moderna, após um longo período de decadência.

O Renascimento italiano foi, sobretudo, um fenômeno urbano, produto das cidades que floresceram no centro e no norte da Itália, como Florença, Ferrara, Milão e Veneza, resultado de um período de grande expansão econômica e demográfica dos séculos XII e XIII.

Uma das mais significativas rupturas renascentistas com as tradições medievais verificase no campo da história. A visão renascentista da história possuía três partes: a Antigüidade, a Idade Média e a Idade de Ouro ou Renascimento, que estava começando.

A idéia renascentista do humanismo pressupunha uma outra ruptura cultural com a tradição medieval. Redescobriramse os Diálogos de Platão, os textos históricos de Heródoto e Tucídides e as obras dos dramaturgos e poetas gregos. O estudo da literatura antiga, da história e da filosofia moral tinha por objetivo criar seres humanos livres e civilizados, pessoas de requinte e julgamento, cidadãos, mais que apenas sacerdotes e monges.

Os estudos humanísticos e as grandes conquistas artísticas da época foram fomentadas e apoiadas economicamente por grandes famílias como os Medici, em Florença; os Este, em Ferrara; os Sforza, em Milão; os Gonzaga, em Mântua; os duques de Urbino; os Dogos, em Veneza; e o Papado, em Roma.

No campo das belasartes, a ruptura definitiva com a tradição medieval teve lugar em Florença, por volta de 1420, quando a arte renascentista alcançou o conceito

científico da perspectiva linear, que possibilitou a representação tridimensional do espaço, de forma convincente, numa superfície plana.

Os ideais renascentistas de harmonia e proporção conheceram o apogeu nas obras de Rafael, Leonardo da Vinci e Michelangelo, durante o século XVI.

Houve também progressos na medicina e anatomia, especialmente após a tradução, nos séculos XV e XVI, de inúmeros trabalhos de Hipócrates e Galeno. Entre os avanços realizados, destacamse a inovadora astronomia de Nicolau Copérnico, Tycho Brahe e Johannes Kepler. A geografia se transformou graças aos conhecimentos empíricos adquiridos através das explorações e dos descobrimentos de novos continentes e pelas primeiras traduções das obras de Ptolomeu e Estrabão.

No campo da tecnologia, a invenção da imprensa, no século XV, revolucionou a difusão dos conhecimentos e o uso da pólvora transformou as táticas militares, entre os anos de 1450 e 1550.

No campo do direito, procurouse substituir o abstrato método dialético dos juristas medievais por uma interpretação filológica e histórica das fontes do direito romano. Os renascentistas afirmaram que a missão central do governante era manter a segurança e a paz. Maquiavel sustentava que a virtú (a força criativa) do governante era a chave para a manutenção da sua posição e o bemestar dos súditos.

O clero renascentista ajustou seu comportamento à ética e aos costumes de uma sociedade laica. As atividades dos papas, cardeais e bispos somente se diferenciavam das usuais entre os mercadores e políticos da época. Ao mesmo tempo, a cristandade mantevese como um elemento vital e essencial da cultura renascentista. A aproximação humanista com a teologia e as Escrituras é observada tanto no poeta italiano Petrarca como no holandês Erasmo de Rotterdam, fato que gerou um poderoso impacto entre os católicos e protestantes.

Virgílio (7019 a.C.), poeta romano, autor da epopéia Eneida, obraprima da literatura clássica latina.

A ENEIDA Na epopéia mitológica em 12 livros, que relata as peripécias do herói Enéas, Virgílio introduziu a musicalidade e a precisão técnica de sua métrica de um modo tão sutil que seu verso tem sido considerado, desde então, um modelo de perfeição literária.

Dante fez uma homenagem a Virgílio na Divina comédia, convertendoo em guia do poeta. Mas foi a devoção de Petrarca ao estilo virgiliano que o converteu em uma referência constante no humanismo do Renascimento.

e hedonismo: valorização dos prazeres sensoriais. Esta visão se opunha à idéia medieval de associar o pecado aos bens e prazeres materiais.

f individualismo: a afirmação do artista como criador individual da obra de arte se deu no Renascimento. O artista renascentista assinava suas obras, tomandose famoso.

g inspiração na antiguidade clássica: os artistas renascentistas procuraram imitar a estética dos antigos gregos e romanos. O próprio termo Renascimento foi cunhado pelos contemporâneos do movimento, que pretendiam estar fazendo renascer aquela cultura, desaparecida durante a “Idade das Trevas” (Média).

Século das Luzes ou Iluminismo, termo usado para descrever as tendências do pensamento e da literatura na Europa e em toda a América durante o século XVIII, antecedendo a Revolução Francesa. Foi empregado pelos próprios escritores do período, convencidos de que emergiam de séculos de obscurantismo e ignorância para uma nova era, iluminada pela razão, a ciência e o respeito à humanidade. As novas descobertas da ciência, a teoria da gravitação universal de Isaac Newton e o espírito de relativismo cultural fomentado pela exploração do mundo ainda não conhecido foram também uma base importante. Entre os precursores do século XVII, destacamse os grandes racionalistas, como René Descartes e Baruch Spinoza, e os filósofos políticos Thomas Hobbes e John Locke. É igualmente marcante na época a permanente fé no poder da razão humana. Chegouse a declarar que, mediante o uso judicioso da razão, seria possível um progresso sem limites. Porém, mais que um conjunto de idéias estabelecidas, o Iluminismo representava uma atitude, uma maneira de pensar. De acordo com Immanuel Kant, o lema deveria ser "atreverse a conhecer". Surge o desejo de reexaminar e pôr em questão as idéias e os valores recebidos, com enfoques bem diferentes, daí as incoerências e contradições entre os escritos de seus pensadores. A doutrina da Igreja foi duramente atacada, embora a maioria dos pensadores não renunciassem totalmente a ela.

Iluminismo e o Despotismo Esclarecido Os escritores franceses do século XVIII provocaram uma revolução intelectual na história do pensamento moderno. Suas idéias caracterizavamse pela importância dada à razão: rejeitavam as tradições e procuravam uma explicação racional para tudo. Filósofos e economistas procuravam novos meios para dar felicidade aos homens. Atacavam a injustiça, a intolerância religiosa, os privilégios. Suas opiniões abriram caminho para a Revolução Francesa, pois denunciaram erros e vícios do Antigo Regime.

As novas idéias conquistaram numerosos adeptos, a quem pareciam trazer luz e conhecimento. Por isto, os filósofos que as divulgaram foram chamados iluministas; sua maneira de pensar, Iluminismo; e o movimento, Ilustração.

A ideologia burguesa O Iluminismo expressou a ascensão da burguesia e de sua ideologia. Foi a culminância de um processo que começou no Renascimento, quando se usou a razão para descobrir o mundo, e que ganhou aspecto essencialmente crítico no século XVIII, quando os homens passaram a usar a razão para entenderem a si mesmos no contexto da sociedade. Tal espírito generalizouse nos clubes, cafés e salões literários.

A filosofia considerava a razão indispensável ao estudo de fenômenos naturais e sociais. Até a crença devia ser racionalizada: Os iluministas eram deístas, isto é, acreditavam que Deus está presente na natureza, portanto no próprio homem, que pode descobrilo através da razão.

Para encontrar Deus, bastaria levar vida piedosa e virtuosa; a Igreja tornavase dispensável. Os iluministas criticavamna por sua intolerância, ambição política e inutilidade das ordens monásticas.

Os iluministas diziam que leis naturais regulam as relações entre os homens, tal como regulam os fenômenos da natureza. Consideravam os homens todos bons e iguais; e que as desigualdades seriam provocadas pelos próprios homens, isto é, pela sociedade. Para corrigilas, achavam necessário mudar a sociedade, dando a todos liberdade de expressão e culto, e proteção contra a escravidão, a injustiça, a opressão e as guerras.

O princípio organizador da sociedade deveria ser a busca da felicidade; ao governo caberia garantir direitos naturais: a liberdade individual e a livre posse de bens; tolerância para a expressão de idéias; igualdade perante a lei; justiça com base na punição dos delitos; conforme defendia o jurista milanês Beccaria. A forma política ideal variava: seria a monarquia inglesa, segundo Montesquieu e Voltaire; ou uma república fundada sobre a moralidade e a virtude cívica, segundo Rousseau.

Principais Filósofos Iluministas Podemos dividir os pensadores iluministas em dois grupos: os filósofos, que se preocupavam com problemas políticos; e os economistas, que procuravam uma maneira de aumentar a riqueza das nações. Os principais filósofos franceses foram Montesquieu, Voltaire, Rousseau e Diderot.

Montesquieu publicou em 1721 as Cartas Persas, em que ridicularizava costumes e instituições. Em 1748, publicou O Espírito das Leis, estudo sobre formas de governo em que destacava a monarquia inglesa e recomendava, como única maneira de garantir a liberdade, a independência dos três poderes: Executivo; Legislativo, Judiciário.

Voltaire foi o mais importante. Exilado na Inglaterra, publicou Cartas Inglesas, com ataques ao absolutismo e à intolerância e elogios à liberdade existente naquele país. Fixandose em Ferney, França, exerceu grande influência por mais de vinte

permaneceu um Estado feudal, com servos sujeitos à classe dominante, dos proprietários.

O Estado que mais fez propaganda e menos praticou as novas idéias foi a Rússia. Catarina II (17621796) atraiu filósofos, manteve correspondência com eles, muito prometeu e pouco fez. A czarina deu liberdade religiosa ao povo e educou as altas classes sociais, que se afrancesaram. A situação dos servos se agravou. Os proprietários chegaram a ter direito de condenálos à morte.

José II (17801790) foi o déspota esclarecido típico. Aboliu a servidão na Áustria, deu igualdade a todos perante a lei e os impostos, uniformizou a administração do Império, deu liberdade de culto e direito de emprego aos nãocatólicos.

O Marquês de Pombal, ministro de Dom José I de Portugal, fez importantes reformas. A indústria cresceu, o comércio passou ao controle de companhias que detinham o monopólio nas colônias, a agricultura foi estimulada; nobreza e clero foram perseguidos para fortalecer o poder real.

Aranda também fez reformas na Espanha: liberou o comércio, estimulou a indústria de luxo e de tecidos, dinamizou a administração com a criação dos intendentes, que fortaleceram o poder do Rei Carlos III.