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Importância da Awareness: Doenças Mentais e Transtorno Dismórfico Corporal, Notas de estudo de Música

Neste artigo, a autora compartilha sua experiência pessoal com o transtorno dismórfico corporal e o impacto que teve na sua vida. Ela aborda a importância de aumentar a consciência sobre este distúrbio mental, que afeta muitas pessoas, mas é frequentemente desconhecido ou mal diagnosticado. Além disso, ela discute a relação entre o transtorno dismórfico corporal e outros transtornos mentais, como o transtorno obsessivo-compulsivo, e os desafios de lidar com essas condições. O artigo também enfatiza a importância de educar a população sobre doenças mentais e a importância de evitar juízos negativos.

Tipologia: Notas de estudo

2022

Compartilhado em 07/11/2022

Mauricio_90
Mauricio_90 🇧🇷

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O CANTO
DO MAR
O CANTO
DO MAR
Jornal Criativo em Língua Portuguesa
University of Wisconsin – Milwaukee
Department of Spanish and Portuguese
Editores:
Susana L. M. Antunes
Luís Filho
SPRING 2019
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DO MAR

O CANTO

DO MAR

Jornal Criativo em Língua Portuguesa University of Wisconsin – Milwaukee Department of Spanish and Portuguese Editores: Susana L. M. Antunes Luís Filho SPRING 2019

DO MAR

DO MAR

CHEGAMOS AO NÚMERO TRÊS! Susana Antunes Com a chegada da primavera cá estamos de novo, juntos, para mais um número do jornal criativo em língua portuguesa que, na primavera de 2017, apareceu pela primeira vez. Sim! Já cantamos escrevendo há três anos! E ao longo deste tem- po, continua a ser gratificante estarmos juntos e assistir ao movimento que esta projeto também indicia: uns saindo porque a vida assim o destina, outros entran- do porque o entusiasmo que os contagia os leva também a abraçar esta causa e outros ainda, de muito longe, que continuam a participar e a estar juntos dos que pelo campus da UWM circulam. Estamos unidos e cada vez seremos mais os que abraçam a mesma causa, os que vibram pela mesma causa que ultrapassa oceanos: a língua portuguesa. A língua onde vibra a sensibilidade da morna, do fado, do samba, do chorinho, da bossa nova… do folclore, das tradições, das artes, do sabor e dos cheiros das “nossas coisas” e das “coisas que são nossas” … da vibração da terra e do cheiro do mar que nos une. Por todas estas razões e mais algumas, continuamos a expressar os nossos sentires na nossa que é nossa e de todo o m undo também. Nesta unicidade partilhada, revemo-nos cada dia e é com um brilho nos olhos que dizemos: Olá! Oi! Tudo bem? E o sorriso que se recebe é o sorriso dos que entendem a emoção de um cumprimento na língua que é nossa ou daqueles que querem que também seja a sua língua. Diz-se que o número três é o número da perfeição, do equilíbrio, da harmonia. No entanto, este texto também quebra (ou não) esse equilíbrio porque se quer escri- to a quatro mãos. O movimento que une também é o movimento que, por vezes, separa – o itinerário da vida ou o itinerário das vidas! Como sempre, a última palavra para a escolha da cor d´O Canto do Mar 3, foi a palavra dos alunos de português. Desta vez, a cor escolhida foi a cor verde porque estamos na primavera e também porque fica a esperança e o desejo para que O Canto continue por muitas primaveras… De novo e sempre, um agradecimento muito especial ao Luís pelo trabalho em equipa, pelos momentos de gargalhadas e também por alguns momentos de lágri- mas. Puros ecos de vida em permanente movimento! Boa sorte, Luís! A tod@s, por continuarem a acreditar que O Canto do Mar é possível, muito obri- gada! Afinal, sem vocês nada disto teria acontecido! INTRODUÇÃO

DO MAR

Os Ciclos Luis Filho O relógio quase marca meia-noite. Acabei de revisar este Canto , em pontos como diagramação, ortografia e outros assuntos que só preocupam os editores. Assim que terminei fechei o índice, que se encontra seguir a esta introdução, me lembrei de escrever este texto. Confesso um certo nervosismo em juntar as pala- vras neste momento. Por isso prefiro contar uma história. Um dia, após uma aula, comentei com Susana Antunes, minha eterna mestra e co-editora, da minha vontade de publicar algu- mas coisas que havia escrito. Pensava eu que isso seria complicado demais, trabalhoso, difícil. Susana me res- pondeu: “vamos fazer isso acontecer”, ou algo do gênero. Assim nasceu esta revis- ta. O meu desejo se tornou muito maior do que jamais poderia pedir. Tanta gente boa escrevendo, se esforçando, demonstrando o amor por deitar tinta no papel. Três edições depois, não poderia me despedir de forma mais bonita. Entrego a edição d’O Canto para aqueles que, no futuro, continuarão a cultivar o amor pela escrita em nossa língua portuguesa. Continuarei observando de longe, e esperando que a cada primavera também floresça mais um edição desta publicação. Até logo, leitor.

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O Jardim............................................................................................................................................................................................ Molly Heyes - Port. 699 O NAVEGANTE DO TEMPO................................................................................................................................................... Ayrton Pereira da Silva, Niterói, Brasil O Príncipe e a Sereia.................................................................................................................................................................. Mariana Figueiredo Nunes, Niterói, Brasil Ode a Polaris................................................................................................................................................................................... Kennia Leonely, Ph.D. Student, UW Madison Os Criptojudeus de Portugal................................................................................................................................................. 38 Susan H. Brody Para você que já tentou de tudo.......................................................................................................................................... 40 Thomas Ribeiro Palavras e Expressões Portuguesas Preferidas........................................................................................................... 41 Vários Autores ............................................................................................................................................................................................................... Manuel Zelada Quatorze............................................................................................................................................................................................ Faith LeMay - Port. 104 Tradução de “Afogar-se”............................................................................................................................................................ Marissa Paulson Tudo Começa de Novo............................................................................................................................................................... Mark Hanson Um amante novo........................................................................................................................................................................... Fiona Weeks Uma Paixão...................................................................................................................................................................................... Ryan Ammerman Uma vez na vida............................................................................................................................................................................ Josh Petrovich Vento, Chuva e Mar...................................................................................................................................................................... María Fernanda Valerio Capellá

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A Filha do Lago Molly Hayes - Port. 699 Eu não sou filha do mar Mas sou sobrinha dele. Nasci nas areias dum lago Grande e forte como as rajadas de vento Que sopram de lado a lado na água. Eu não conheço a imensidão do oceano Mas eu me perco na enormidade, No horizonte infinito, Do lago que me viu crescer E que me amou toda a vida. É verdade que eu sou estrangeira Ao sabor salgado da água do mar. Mas eu bebo e respiro e absorvo A água doce, a água fresca Dos glaciares derretidas. Mais velho que o tempo. Quando eu morrer Quero ser enterrada Lá, nas areias Onde eu nasci.

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A Importância da Saúde Mental Amira Rupnick A doença mental é um tópico que merece ser falado. É um tópico tão importante e relevante para discutir, especialmente na sociedade de hoje. Em todo o mundo, uma em cada quatro pessoas será afetada por doenças mentais ou desordens neurológicas em algum momento de suas vidas. A consciência da doença mental é muito importante para mim porque não só me me afetou pessoalmente, mas também muitas pessoas na minha vida. O problema com a doença mental é o estigma ligado a ele. Esse estigma causa julgamento e muita ignorância. Cinquen- ta por cento das pessoas que sofrem de doença mental não recebem tratamento. Quando a sociedade está fazendo parecer que sua doença não é real, afeta você de maneira muito negativa e faz com que você a questione também. Causa cons- trangimento e isso é porque aquelas que sofrem nunca contam a ninguém sobre sua doença e não procuram tratamento. Tem muitas doenças mentais importan- tes a serem enfocadas, porque muitas pessoas sofrem com elas, mas a que eu quero focar neste artigo é uma desordem chamada Transtorno Dismórfico Corpo- ral. Eu sofria de Transtorno Dismórfico Corporal desde que eu tinha 13 anos, mas eu não sabia. Eu deixei o estigma da doença mental me afetar e me impedir de ad- mitir que eu precisava ajuda, mas quando eu comecei a faculdade, eu decidi que eu precisava admitir que eu estava lutando e que não era nada para me envergo- nhar. Foi quando eu descobri que o problema com o qual eu estava lutando era o

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Transtorno Dismórfico Corporal. O Transtorno Dismórfico Corporal está relaciona- do com os Transtornos Alimentares e geralmente leva a eles. Com a mídia social sendo tão proeminente em nossa sociedade de hoje, os casos de Transtorno Alimentar e Transtorno Dismórfico Corporal aumentaram drasticamente. Uma em cada cinquenta pessoas tem Transtorno Dismórfico Corporal, mas essa estatísti- ca pode ser mais baixa do que realmente é porque as pessoas não estão sendo diagnosticadas corretamente, o que significa que provavelmente tem um número maior de pessoas que sofrem do que o relatado. Falar sobre essa doença é muito importante para mim por causa de quão pouco é falada em nossa sociedade. Não só isso, mas também não há muita informação sobre isso, porque muitas pessoas não vêm para a frente ou falam sobre isso, porque elas não estão mesmo cons- cientes de que sofrem de uma desordem real. Para desempenhar o meu papel na disseminação da conscientização para esse importante distúrbio, vou falar sobre o que é esse distúrbio, o que isso acarreta, os sintomas e a gravidade dele. Como sociedade, somos bombardeados com padrões de beleza, homens e mu- lheres, das mídias sociais, revistas, televisão, celebridades e muitas outras saídas. Somos constantemente informados sobre como devemos parecer, como não devemos parecer, o que precisamos parecer para sermos “belos” e muitas outras mensagens. Isso obviamente causa baixa auto-estima para muitas pessoas, mas o Transtorno Dismórfico Corporal é muito mais do que apenas inseguranças ou baixa auto-estima. O Transtorno Dismórfico Corporal é uma condição de saúde mental que afeta a imagem corporal de uma pessoa e como eles se vêem. As pes- soas com esse distúrbio não são apenas inseguras, mas se concentram nas falhas percebidas por muitas horas por dia, às vezes até pelo dia inteiro. Não se trata apenas de não gostar de uma parte do seu corpo, mas tem uma obsessão com a falha e essa obsessão provoca extrema aflição emocional. Muitos profissionais dizem que o Transtorno Dismórfico Corporal compartilha muitas características similares que estão associadas ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo. A obsessão da falha percebida pode ser qualquer coisa da pele de uma pessoa, nariz, boca, estômago ou outras partes do corpo. Alguns sintomas do Transtorno Dismórfico Corporal são tentativas constantes de camuflar sua falha percebida; dependendo da falha, isso pode significar usar muita maquiagem, muitas camadas de roupas ou roupas que não servem propositadamente. Outras vezes estão sempre com- parando suas partes do corpo às aparências dos outros, ou sempre verificando espelhos ou evitando, mexendo na sua pele ou trocando de roupa excessivamen- te. Como eu disse antes, Transtorno Dismórfico Corporal e Transtorno Obsessivo- -Compulsivo compartilham sintomas muito semelhantes, que às vezes fazem com que o Transtorno Dismórfico Corporal seja diagnosticado erroneamente como Transtorno Obsessivo-Compulsivo. O que torna esses dois distúrbios diferentes é que, para o Transtorno Dismórfico Corporal, a obsessão e o foco estão na aparên- cia da pessoa. Fica tão grave que as pessoas que sofrem desse distúrbio evitam

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grandes passos estamos dando para quebrar o estigma. Não podemos deixar os que sofrem de doenças mentais se sentirem sozinhos e serem julgados. Como so- ciedade, precisamos fazer tudo o que pudermos para tirar essa sensação de maus sentimentos, precisamos ser uma voz para eles e estarmos presentes para eles. Tem muitas maneiras de conscientizar as pessoas sobre doenças mentais e com- partilharei algumas! Fale sobre isso, faça perguntas sobre isso, pergunte às pessoas como elas estão, faça perguntas e, o mais importante, nunca julgue. Se você mesmo sofre de doença mental e está pronto para compartilhar sua história, compartilhe! Sua história pode incentivar outras pessoas a pedir ajuda e ajudar outras pessoas a se sentirem menos sozinhas. Sempre encoraje o não julgamento. Educar as pessoas ao seu redor sobre doen- ças mentais e o que não dizer quando se refere a pessoas com doenças mentais. Por exemplo, usar palavras como “louco” ou “insano” como insultos são muito ofensivos. Leia sobre isso! Se educar sobre doenças mentais ajuda você a aprender sobre os sintomas e até mesmo onde pode receber ajuda. Verificar regularmente as pessoas ao seu redor, especificamente as pessoas que você conhece que lutam com doenças mentais. Falando sobre doença mental com crianças! Sejam seus próprios filhos, irmãos, primos, até indo às escolas para falar sobre isso! Crianças não são muito jovens para entender doenças mentais e a depressão pode afetar crianças ainda jovens também. Estas são apenas algumas coisas que podemos fazer para conscientizar, estar lá para aqueles que precisam e encorajar as pessoas a ver a doença mental de ma- neira diferente. É muito importante ser amável com todos! Você nunca sabe o que as pessoas estão passando.

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Acrimônia Giovanna Gobbi, M.A. Fulbright Visiting Researcher University of North Carolina at Chapel Hill suspenso o cheiro ocre pesa no dorso do assoalho carcomido nos arranhões longitudinais os fólios do tempo eis que ergue o garfo e desiste a meio caminho o grito abafado estridente por dentro rasga a superfície da fórmica amarela daquela mesa de antes herança materna derrama os olhos por sobre os talheres do jantar que não foi o sorriso cúmplice negado o abraço partido sob o pó do tempo desfaz as dobras do guardanapo e ouve a penas atrás da porta o anátema daquele o brado golpeante o choro contido na pia da cozinha custa a engolir a agrura dos dias a palma abraça a faca desliza pelo limão bicolor em balanço cada parte carpe seus desaparecidos espreme o âmago agreste no copo de bar não mais em busca de um tempo ainda.

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São Miguel tem um campo de fumarolas, que são aberturas na crosta terrestre, de onde saem vapor de água e gases. Nesse campo, foi criada uma “zona de cozi- dos”, cheia de buracos. O Cozido das Furnas tem uma forma de preparo única. Ele é feito debaixo da terra, com panelas enormes, sendo enterradas na área aquecida pelo vulcão. Receita: Ingredientes para 6 pessoas ½ kg de carne de porco 1 couve lombarda 1 couve portuguesa 1 galinha 1 kg de chambão 1,5 chouriço de carne 125 g de toucinho fumado 2 nabos 4 cenouras 50 g de toucinho gordo 8 batatas Sal e pimenta da terra Confeção: Corte todas as carnes em pedaços grandes, assim como os enchidos e o toucinho em bocados mais pequenos. Descasque as batatas e corte algumas delas, deixan- do outras inteiras. Raspe e corte as cenouras no sentido do comprimento. Corte os nabos e as couves em quartos. Abra os bagos da pimenta da terra ao meio. Coloque todos os ingredientes em camadas alternadas numa panela de alumínio, sendo a última temperada com sal. Abafe com folhas de couve e tape a panela com a respetiva tampa, atada às abas da panela. Meta a panela numa saca, amar- rada com uma corda comprimida. Introduza a panela numa caldeira natural da Lagoa das Furnas, tape a caldeira com uma tampa de madeira e depois com terra, deixando a corda de fora. Cinco horas depois, o cozido estará pronto para retirar da caldeira. Deite fora as folhas de couve com que abafou o cozido. Sirva as horta- liças numa travessa e as carnes noutra.

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Inside My Pocket Dylan Ryan Randel Inside my pocket there is a lot of stuff. There’s homework, there’s money, and candy... there’s more than enough! Pens and pencils, there’s some. There’s a clump of lint and some sticky chewing gum. There used to be a padlock and if you dig down deep there’s a smelly, old, gym sock. Inside my pocket... Where did everything go? Oh darn, It seems there is a small hole. Tradução de Madelynn Randel Dentro do meu bolso Dentro do meu bolso há muitas coisas. Há tarefa, há dinheiro, e doces... Há mais que o suficiente! Canetas e lápis, há algumas. Há um monte de farrapos e goma de mastigar pegajosa. Havia um cadeado e se você cavar fundo, Há uma meia, velha, malcheirosa. Dentro do meu bolso... Onde foi tudo? Maldito, Parece que há um pequeno buraco.

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Emoções Bianca Turner - Port. 204 Quando você está correndo atrás dos seus so- nhos você vai passar por cada emoção A primeira emoção é alegria Alegria que você está começando sua viagem para alcançar os seus sonhos A segunda emoção é a insegurança Insegurança porque você já está passando pe- las primeiras dificuldades e está questionando se ainda vale apena A terceira emoção é a confiança Confiança que você finalmente está começando a ver progresso nas pequenas coisas A quarta e final emoção é a realização Realização que você finalmente chegou no des- tino dos seus sonhos e a sua paixão Essas quatro emoções vão ocorrer muitas vezes É um ciclo São as emoções que fazem a sua viagem tão pessoal e especial Nunca desistem delas!

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Estamos JUNTOS - Moçambique RJ Hayes Meu nome é RJ, e eu morei em Moçambique por dois anos como voluntário do Corpo de Paz. Meu projeto principal era ser professor de inglês na escola secun- dária local, mas eu me envolvi em vários projetos para além de dar aulas. Eu me reunia semanalmente com um grupo de jovens ativistas, também tinha um grupo de meninas líderes, teatro inglês, clube de ciências, biblioteca comunitária, e por fim, construímos um campo de basquetebol. Quero compartilhar com vocês acer- ca dos grupos de jovens líderes e acerca da minha experiência com meu próprio grupo. Os grupos de jovens líderes chamam-se JUNTOS, ou Jovens Unidos no Tra- balho para Oportunidades e Sucesso. A ideia de JUNTOS era para ensinar jovens moçambicanos sobre o papel da liderança dos adolescentes. Nos sistemas do poder em Moçambique, os jovens têm uma voz quase inaudível. JUNTOS foi feito para ajudar a procurar essa voz. A organização de JUNTOS foi criada em 2006, em Moçambique, por poucos grupos e por voluntários do Corpo de Paz. Hoje, JUNTOS tem mais de 120 gru- pos difundidos por Moçambique e existem grupos liderados por voluntários, por moçambicanos, e os dois em conjunção. Cada ano, convidamos novos moçam- bicanos para os ToTs (Training of Trainers) que acontecem em todas as 11 provín- cias de Moçambique. A ideia é, como o contrato do voluntário do Corpo de Paz é só por dois anos, nós vamos juntos com uma contraparte da formação de ToT (normalmente durante um fim de semana em abril), e quando o voluntário voltar para Estados Unidos depois de dois anos, a sua contraparte pode continuar com o grupo. Isto ajuda com a sustentabilidade da organização. Existem lideranças nacionais e nas províncias que ajudam com a coordenação dos eventos, com ToTs,