Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


O Consílio dos Deuses, Resumos de Português (Gramática - Literatura)

Resumo, indicações e apontamentos sobre o episódio "O Consílio dos Deuses" da obra Camoniana, "Os Lusíadas".

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 20/11/2020

usuário desconhecido
usuário desconhecido 🇵🇹

5

(1)

2 documentos

1 / 4

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Estudo do Episódio
Inês de Castro- Os Lusíadas
*Introdução
Vasco da Gama anuncia que vai narrar um caso trágico, que aconteceu quando, D. Afonso IV
regressou, vitorioso, da Batalha de Salado (e. 118). Deste caso, o amor é responsável, segundo
a opinião de Camões (e. 119).
**Desenvolvimento (e. 120-132).
Inês é apresentada num ambiente de tranquilidade e de alegria. Esta recordava os tempos
felizes passados com o príncipe D. Pedro, que só a ela desejava. Porém, D. Afonso IV (rei de PT
e pai de D. Pedro), influenciado pela opinião do povo e dos seus conselheiros, ordena a morte
de Inês. No dia fatal, D. Inês é trazida à presença do rei, que por ela sente piedade mas, o povo
e os algozes (membros do conselho do rei) persistem na intenção de a matar. Esta, rodeada
pelos seus filhos, pede clemência ao rei (invocando comportamentos piedosos exemplares por
parte de animais ferozes), ou mesmo o desterro perpétuo em terras longínquas. Contudo, mais
uma vez, o povo exige a sua morte e os “brutos matadores” enterram as suas espadas no peito
de Inês.
***Conclusão (e. 133-135)
O narrador faz alguns comentários, realçando a reprovação emocional do triste caso, (morte
de Inês). Termina com a descrição da reação que esta morte desperta na Natureza (compaixão),
através da animização da natureza, que chora.
Páginas 169-171
CURIOSIDADES:
Este episódio, lírico, é o mais conhecido d’ Os Lusíadas;
Pode ser considerado como uma história tripartida
(introdução*, desenvolvimento** e conclusão***).
! Este episódio faz parte do plano narrativo da História
de Portugal e é contado por Vasco da Gama ao rei de
Melinde. É uma narrativa encaixada já que encaixa na
narrativa principal que é a viagem de VG à India.
Estrutura interna: Narração- Plano narrativo “História de PT”
Estrutura externa: Canto III
pf3
pf4

Pré-visualização parcial do texto

Baixe O Consílio dos Deuses e outras Resumos em PDF para Português (Gramática - Literatura), somente na Docsity!

Estudo do Episódio

Inês de Castro - “Os Lusíadas”

*Introdução

 Vasco da Gama anuncia que vai narrar um caso trágico, que aconteceu quando, D. Afonso IV regressou, vitorioso, da Batalha de Salado (e. 118). Deste caso, só o amor é responsável, segundo a opinião de Camões (e. 119).

**Desenvolvimento (e. 120-132).

 Inês é apresentada num ambiente de tranquilidade e de alegria. Esta recordava os tempos felizes passados com o príncipe D. Pedro, que só a ela desejava. Porém, D. Afonso IV (rei de PT e pai de D. Pedro), influenciado pela opinião do povo e dos seus conselheiros, ordena a morte de Inês. No dia fatal, D. Inês é trazida à presença do rei, que por ela sente piedade mas, o povo e os algozes (membros do conselho do rei) persistem na intenção de a matar. Esta, rodeada pelos seus filhos, pede clemência ao rei (invocando comportamentos piedosos exemplares por parte de animais ferozes), ou mesmo o desterro perpétuo em terras longínquas. Contudo, mais uma vez, o povo exige a sua morte e os “brutos matadores” enterram as suas espadas no peito de Inês.

***Conclusão (e. 133-135)

 O narrador faz alguns comentários, realçando a reprovação emocional do triste caso, (morte de Inês). Termina com a descrição da reação que esta morte desperta na Natureza (compaixão), através da animização da natureza, que chora.

Páginas 169- 171

CURIOSIDADES:

 Este episódio, lírico, é o mais conhecido d’ Os Lusíadas;

 Pode ser considerado como uma história tripartida

(introdução, desenvolvimento* e conclusão***).

! Este episódio faz parte do plano narrativo da História

de Portugal e é contado por Vasco da Gama ao rei de Melinde. É uma narrativa encaixada já que encaixa na narrativa principal que é a viagem de VG à India.

Estrutura interna: Narração- Plano narrativo “História de PT” Estrutura externa: Canto III

DIVISÃO DO EPISÓDIO EM PARTES…

1ª Parte (e. 118 e 119)

  • O episódio é situado cronologicamente: Após a batalha de Salado. (ver que batalha foi)
  • Reflexão do poeta sobre o causador da morte de Inês, O AMOR…

Nosso grande inimigo, porque nos obriga a amar ( …corações humanos tanto obrigas… ) Leva-nos ao sofrimento ( …áspero e tirano, tuas aras banhar em sangue humano… )

2ª Parte (e. 120 e 121)

  • Descrição do ambiente que envolve Inês ( …estavas, linda Inês, posta em sossego… ), tendo como confidente a Natureza ( …aos montes ensinando e às ervinhas/ o nome que no peito escrito tinhas… );
  • O poeta descreve também, as saudades que Inês tinha de D. Pedro (seu amado), quando este se encontrava ausente, assim como as saudades que ele sentia dela, ( …Do teu Príncipe ali te respondiam/ as lembranças que na alma lhe moravam… ).

3ª Parte (e. 122 e 123)

  • A posição do rei, (D. Afonso IV, pai de D. Pedro), relativamente à paixão de seu filho por Inês é apresentada;
  • Ele, influenciado pelo “murmurar do povo” e, devido à teimosia do filho que “casar-se não queria” com outras “belas senhoras e princesas” , manda matar Inês ( …tirar Inês ao mundo determina… )
  • Reflexão do poeta sobre o acontecimento (em forma de questão e pergunta.

“Que furor consentiu que a espada fina Que pôde sustentar o grande peso Do furor Mauro, fosse alevantada Contra ua dama delicada”.

(que loucura consentiu que a espada que derrotou a fúria moura se levante, agora, contra uma fraca e delicada dama)

4ª Parte (e. 124 e 125)

  • Preparação do ambiente para a execução de Inês;
  • O rei sente alguma pena dela ( …já movido a piedade… ) mas, o povo não o deixa vacilar ( …mas o povo, com falsas e ferozes /razões, à morte crua o persuade… ).
  • Descrição do estado de Inês ( …com tristes e piedosas vozes/saídas só da mágoa e saudade... )

Ela encontrava-se num estado de angústia, por deixar o seu príncipe e os seus filhos órfãos. Por isso dirige-se a D. Afonso IV ( …Pera o avô cruel assi dizia… ).

! Acreditando que, só assim o fogo daquele amor se apagaria

( …crendo co sangue só da morte indina/matar do firme amor o fogo aceso… )

RECURSOS EXPRESSIVOS, utilizados ao longo deste episódio

Dupla adjetivação:

Estância 118, v.5 e v.7; Estância 125, v.

Estância 119, v.1 e v.3 Estância 128, v.

Estância 120, v.3 Estância 131, v.

Estância 122, v.6 Estância 132, v.

Estância 123, v.8 Estância 134, v.

Estância 124, v.3 a v.

Hipérbole:

Estância 118, v.6 - Simpatia por Inês

Apóstrofe:

Estância 119, v.1 a v.

Estância 120, v.

Estância 122, v.

Estância 127, v.

Estância 130, v.

Estância 133, v.1 e v.

Comparação:

Estância 131 e 132 - situação de Inês perante a morte; Estância 134 - Inês depois de morta.

Antítese:

Estância 121, v.5 e v.

Estância 128, v.2 e v.3,

Estância 130, v.7 e v.

A dupla adjetivação nestes versos acentua a grandeza trágica, criando emoções fortes e atrai a simpatia do leitor por Inês.

Contraste entre a felicidade amorosa e a precipitação trágica dos acontecimentos.

A apóstrofe acentua o carácter dramático do acontecimento.