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Resumo, indicações e apontamentos sobre o episódio "O Consílio dos Deuses" da obra Camoniana, "Os Lusíadas".
Tipologia: Resumos
Compartilhado em 20/11/2020
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Vasco da Gama anuncia que vai narrar um caso trágico, que aconteceu quando, D. Afonso IV regressou, vitorioso, da Batalha de Salado (e. 118). Deste caso, só o amor é responsável, segundo a opinião de Camões (e. 119).
Inês é apresentada num ambiente de tranquilidade e de alegria. Esta recordava os tempos felizes passados com o príncipe D. Pedro, que só a ela desejava. Porém, D. Afonso IV (rei de PT e pai de D. Pedro), influenciado pela opinião do povo e dos seus conselheiros, ordena a morte de Inês. No dia fatal, D. Inês é trazida à presença do rei, que por ela sente piedade mas, o povo e os algozes (membros do conselho do rei) persistem na intenção de a matar. Esta, rodeada pelos seus filhos, pede clemência ao rei (invocando comportamentos piedosos exemplares por parte de animais ferozes), ou mesmo o desterro perpétuo em terras longínquas. Contudo, mais uma vez, o povo exige a sua morte e os “brutos matadores” enterram as suas espadas no peito de Inês.
O narrador faz alguns comentários, realçando a reprovação emocional do triste caso, (morte de Inês). Termina com a descrição da reação que esta morte desperta na Natureza (compaixão), através da animização da natureza, que chora.
de Portugal e é contado por Vasco da Gama ao rei de Melinde. É uma narrativa encaixada já que encaixa na narrativa principal que é a viagem de VG à India.
Estrutura interna: Narração- Plano narrativo “História de PT” Estrutura externa: Canto III
Nosso grande inimigo, porque nos obriga a amar ( …corações humanos tanto obrigas… ) Leva-nos ao sofrimento ( …áspero e tirano, tuas aras banhar em sangue humano… )
“Que furor consentiu que a espada fina Que pôde sustentar o grande peso Do furor Mauro, fosse alevantada Contra ua dama delicada”.
(que loucura consentiu que a espada que derrotou a fúria moura se levante, agora, contra uma fraca e delicada dama)
Ela encontrava-se num estado de angústia, por deixar o seu príncipe e os seus filhos órfãos. Por isso dirige-se a D. Afonso IV ( …Pera o avô cruel assi dizia… ).
! Acreditando que, só assim o fogo daquele amor se apagaria
( …crendo co sangue só da morte indina/matar do firme amor o fogo aceso… )
Dupla adjetivação:
Estância 118, v.5 e v.7; Estância 125, v.
Estância 119, v.1 e v.3 Estância 128, v.
Estância 120, v.3 Estância 131, v.
Estância 122, v.6 Estância 132, v.
Estância 123, v.8 Estância 134, v.
Estância 124, v.3 a v.
Hipérbole:
Estância 118, v.6 - Simpatia por Inês
Apóstrofe:
Estância 119, v.1 a v.
Estância 120, v.
Estância 122, v.
Estância 127, v.
Estância 130, v.
Estância 133, v.1 e v.
Comparação:
Estância 131 e 132 - situação de Inês perante a morte; Estância 134 - Inês depois de morta.
Antítese:
Estância 121, v.5 e v.
Estância 128, v.2 e v.3,
Estância 130, v.7 e v.
A dupla adjetivação nestes versos acentua a grandeza trágica, criando emoções fortes e atrai a simpatia do leitor por Inês.
Contraste entre a felicidade amorosa e a precipitação trágica dos acontecimentos.
A apóstrofe acentua o carácter dramático do acontecimento.