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o Egito Parte1, Notas de estudo de Geologia

Apostilas de Geografia sobre o Egito, Território, População e Governo, Economia, História, Nilo, Arte e arquitetura, Natureza do pais, Epoca tardia.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 15/10/2013

Wanderlei
Wanderlei 🇧🇷

4.5

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EGITO
Egito, república situada no Oriente Médio. Faz fronteira ao norte com o mar
Mediterrâneo, a leste com Israel e o mar Vermelho, ao sul com o Sudão e a oeste
com a Líbia. Possui uma superfície de 997.738 km2. Sua capital é o Cairo.
O Egito é fruto do rio Nilo, berço de uma das civilizações mais grandiosas da
antigüidade, cujas referências históricas remontam a 3200 a.C.
TERRITÓRIO
Este território compreende o vale e o delta do rio Nilo. Mais de 90% são áreas
desérticas, entre as quais se encontram: a oeste, o deserto da Líbia, parte do
Saara, que compreende o Grande Mar de Areia, onde se localizam várias
depressões com altitudes abaixo do nível do mar, como Qattara; a leste, o deserto
Arábico, que contorna o mar Vermelho e o golfo de Suez; e no extremo sul, o
deserto da Núbia. Na península do Sinai, um deserto arenoso no norte e de
montanhas escarpadas no sul, encontra-se o monte Sinai, que vem a ser o ponto
mais alto da região.
O Nilo entra no Egito pelo Sudão e corta o país em direção ao norte, onde
desemboca no mar Mediterrâneo. O lago Nasser, formado pela represa de Assuã,
se estende para o sul através da fronteira com o Sudão. O limo depositado pelos
braços Rosetta e Damietta, os principais da vasta desembocadura no
Mediterrâneo, fazem do delta a região mais fértil do país.
O istmo de Suez, que liga o continente africano à Ásia, é cortado do mar
Mediterrâneo até o golfo de Suez, no mar Vermelho, pelo canal de Suez.
O clima se caracteriza por uma estação quente, de maio a setembro, e outra fria,
entre novembro e março. As precipitações são escassas. No deserto uma
grande amplitude térmica, com frio intenso à noite e altas temperaturas diurnas.
POPULAÇÃO E GOVERNO
A maioria dos egípcios descende da população autóctone pré-muçulmana (os
antigos egípcios) e dos árabes, que conquistaram a região no século VII. Os
núbios, um povo autóctone, são um importante grupo minoritário. Alguns pastores
nômades e seminômades, em sua maior parte beduínos, vivem nas regiões
desérticas.
A população (1993) é de 56.488.000 habitantes. Quase 99% da população vive no
vale do Nilo, com uma densidade demográfica média nesta zona de 1.683
habitantes por quilômetro quadrado. A capital, Cairo, possui uma população
(1992) de 6.800.000 habitantes. Outras cidades importantes são Alexandria
(3.380.000 habitantes), Gizé (2.144.000 habitantes), Port Said (460.000
habitantes) e Suez (388.000 habitantes).
O islamismo é a religião oficial e quase 90% dos egípcios são muçulmanos
sunitas. A Igreja Copta, cristã, constitui a principal minoria religiosa.
O árabe é a língua oficial; o berbere é falado pelos povos dos oásis ocidentais. O
francês e o inglês constituem a segunda língua entre a população culta.
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EGITO

Egito , república situada no Oriente Médio. Faz fronteira ao norte com o mar Mediterrâneo, a leste com Israel e o mar Vermelho, ao sul com o Sudão e a oeste com a Líbia. Possui uma superfície de 997.738 km2. Sua capital é o Cairo. O Egito é fruto do rio Nilo, berço de uma das civilizações mais grandiosas da antigüidade, cujas referências históricas remontam a 3200 a.C. TERRITÓRIO Este território compreende o vale e o delta do rio Nilo. Mais de 90% são áreas desérticas, entre as quais se encontram: a oeste, o deserto da Líbia, parte do Saara, que compreende o Grande Mar de Areia, onde se localizam várias depressões com altitudes abaixo do nível do mar, como Qattara; a leste, o deserto Arábico, que contorna o mar Vermelho e o golfo de Suez; e no extremo sul, o deserto da Núbia. Na península do Sinai, um deserto arenoso no norte e de montanhas escarpadas no sul, encontra-se o monte Sinai, que vem a ser o ponto mais alto da região.

O Nilo entra no Egito pelo Sudão e corta o país em direção ao norte, onde desemboca no mar Mediterrâneo. O lago Nasser, formado pela represa de Assuã, se estende para o sul através da fronteira com o Sudão. O limo depositado pelos braços Rosetta e Damietta, os principais da vasta desembocadura no Mediterrâneo, fazem do delta a região mais fértil do país.

O istmo de Suez, que liga o continente africano à Ásia, é cortado do mar Mediterrâneo até o golfo de Suez, no mar Vermelho, pelo canal de Suez. O clima se caracteriza por uma estação quente, de maio a setembro, e outra fria, entre novembro e março. As precipitações são escassas. No deserto há uma grande amplitude térmica, com frio intenso à noite e altas temperaturas diurnas. POPULAÇÃO E GOVERNO A maioria dos egípcios descende da população autóctone pré-muçulmana (os antigos egípcios) e dos árabes, que conquistaram a região no século VII. Os núbios, um povo autóctone, são um importante grupo minoritário. Alguns pastores nômades e seminômades, em sua maior parte beduínos, vivem nas regiões desérticas. A população (1993) é de 56.488.000 habitantes. Quase 99% da população vive no vale do Nilo, com uma densidade demográfica média nesta zona de 1. habitantes por quilômetro quadrado. A capital, Cairo, possui uma população (1992) de 6.800.000 habitantes. Outras cidades importantes são Alexandria (3.380.000 habitantes), Gizé (2.144.000 habitantes), Port Said (460. habitantes) e Suez (388.000 habitantes). O islamismo é a religião oficial e quase 90% dos egípcios são muçulmanos sunitas. A Igreja Copta, cristã, constitui a principal minoria religiosa. O árabe é a língua oficial; o berbere é falado pelos povos dos oásis ocidentais. O francês e o inglês constituem a segunda língua entre a população culta.

A Constituição de 1971 estabelece um Estado socialista árabe, com o islamismo como religião oficial. O chefe de Estado é o presidente da República, eleito pelo voto direto da população. A autoridade legislativa é exercida pela Assembléia Popular unicameral. ECONOMIA O produto interno bruto (1993-1994) é de 51,6 bilhões de dólares. É um país predominantemente agrícola. O aproveitamento da terra está entre os mais altos do mundo: é o maior produtor de algodão de fibra longa e um dos maiores produtores de milho do mundo. Na pecuária, destaca-se a criação de animais de carga. O país possui uma importante indústria pesqueira. O petróleo e o gás natural são os produtos minerais mais importantes. Há uma forte indústria de fiação de algodão, juta e lã, tecidos, açúcar refinado, ácido sulfúrico, fertilizantes nitrogenados, papel e cimento. A unidade monetária é a libra egípcia. HISTÓRIA As origens da antiga civilização egípcia não podem ser definidas com precisão. A descrição do desenvolvimento da civilização egípcia se baseia nas descobertas arqueológicas de ruínas, tumbas e monumentos. Os hieróglifos proporcionaram importantes dados.

A história egípcia, até a conquista de Alexandre III, o Magno, se divide nos impérios antigo, médio e novo, com períodos intermediários, seguidos pelos períodos tardio e dos Ptolomeus. As fontes arqueológicas mostram o nascimento, por volta do final do período pré-dinástico (3200 a.C.), de uma força política dominante que, reunindo os antigos reinos do sul (vale) e do norte (delta), se tornou o primeiro reino unificado do antigo Egito. Durante a I e II Dinastias (3100-2755 a.C.), algumas das grandes mastabas (estruturas funerárias que antecederam às pirâmides) foram construídas em Sakkarah e Abidos. O Império Antigo (2755-2255 a.C.) compreende da III à VI Dinastias. A capital era no norte, em Menfis, e os monarcas mantiveram um poder absoluto sobre um governo solidamente centralizado. A religião desempenhou um papel importante, como fica evidenciado pela riqueza e número dos templos; de fato, o governo tinha evoluido para um sistema teocrático, no qual o faraó era considerado um deus na terra, razão pela qual gozava de poder absoluto. A IV Dinastia começou com o faraó Snefru que, entre outras obras significativas, construiu as primeiras pirâmides em Dahshur. Snefru realizou campanhas na Núbia, Líbia e o Sinai. Foi sucedido por Queóps, que erigiu a Grande Pirâmide em Gizé. Redjedef, filho de Queóps (reinou em 2613-2603 a.C.), introduziu uma divindade associada ao elemento solar (Rá) no título real e no panteão religioso. Quéfren e Miquerinos, outros membros da dinastia, construíram seus complexos funerários em Gizé. Com a IV Dinastia, a civilização egípcia conheceu o auge do seu desenvolvimento, que se manteve durante as V e VI Dinastias. O esplendor manifestado nas pirâmides se estendeu para numerosos âmbitos do conhecimento, como arquitetura, escultura, pintura, navegação, artes menores, astronomia (os astrônomos de Mênfis estabeleceram um calendário de 365 dias) e medicina.

O Terceiro Período Intermediário compreende da XXI à XXIV Dinastias. Os faraós que governaram a partir de Tânis, no norte, entraram em choque com os sumos sacerdotes de Tebas. Os chefes líbios deram origem à XXI Dinastia. Quando os governadores líbios entraram em um período de decadência, vários rivais se armaram para conquistar o poder. De fato, as XXIII e XXIV Dinastias reinaram ao mesmo tempo que a XXII, bem como a XXV (cusita), que controlou de forma efetiva a maior parte do Egito quando ainda governavam as XXIII e XXIV Dinastias, no final do seu mandato. Os faraós incluídos da XXV à XXXI Dinastias governaram a Baixa Época. Os cusitas governaram de 767 a.C. até serem derrotados pelos assírios, em 671 a.C. Quando o último faraó egípcio foi derrotado por Cambises II, em 525 a.C., o país caiu sob domínio persa (durante a XXVII Dinastia). A ocupação do Egito pelas tropas de Alexandre Magno, em 332 a.C., pôs um fim ao domínio persa. Alexandre designou o general macedônio Ptolomeu, conhecido mais tarde como Ptolomeu I Sóter, para governar o país. A maior parte do período que seguiu à morte de Alexandre Magno, em 323 a.C., foi caracterizada pelos conflitos com outros generais, que tinham se apoderado das distintas partes do império. Em 305 a.C., assumiu o título real e fundou a dinastia ptolemaica. Cleópatra VII foi a última soberana dessa Dinastia. Tentando manter-se no poder, aliou-se a Caio Júlio César e, mais tarde, a Marco Antônio. Depois da morte de Cleópatra, em 30 a.C., o Egito foi controlado pelo Império Romano durante sete séculos. Nessa época, a língua copta começou a ser usada independentemente da egípcia. Com a finalidade de controlar a população e limitar o poder dos sacerdotes, os imperadores romanos protegeram a religião tradicional. Os cultos egípcios a Ísis e Serápis se estenderam por todo o mundo greco-romano. O Egito foi também um centro importante do cristianismo primitivo. A Igreja Copta, que aderiu ao monofisismo, se separou da corrente principal do cristianismo no século V. Durante o século VII, o poder do Império Bizantino foi desafiado pela dinastia dos Sassânidas da Pérsia, que invadiram o Egito em 616. Em 642, o país caiu sob o domínio dos árabes, que introduziram o islamismo. Nos séculos que se seguiram, teve início um lento processo de arabização que com o tempo produziu a mudança de um país cristão de fala copta para um outro, muçulmano de fala árabe. A língua copta se converteu em uma língua litúrgica. Durante o califado abássida, surgiram freqüentes insurreições por todo o país provocadas pelas diferenças entre os sunitas, maioria ortodoxa, e a minoria que aderiu aos xiitas. Em 868, Ahmad ibn Tulun transformou o Egito em um estado autônomo, vinculada aos abasidas apenas pelo pagamento de um pequeno tributo. A dinastia de Tulun (os tulúnidas) governou durante 37 anos um império que englobava o Egito, a Palestina e a Síria. Depois do último governo dos tulúnidas, o país entrou em um estado de anarquia. Suas frágeis condições o tornaram presa fácil para os fatímidas, que em 969 invadiram e conquistaram o Egito e fundaram o Cairo, convertendo-a na capital do seu império. Os fatímidas foram derrotados pelos ayyubis, cujo lider Saladino (Salah ad Din Yusuf ibn Ayubb) se proclamou sultão do Egito e estendeu seus territórios até Síria e Palestina, tomando dos cruzados a cidade de Jerusalém ( ver Cruzadas). A debilidade de seus sucessores levou a uma progressiva tomada do

poder pelos mamelucos, soldados de diversas origens étnicas que os serviam e terminaram por proclamar-se sultões com Izza al Din Aybak, em 1250. No final do século XIII e começo do século XIV, o território dos mamelucos se estendia para o norte até os limites da Ásia Menor. A segunda dinastia de sultões mamelucos, os buris, era de origem circassiana; governaram de 1382 a 1517, quando o sultão Selim I invadiu o Egito e o integrou ao Império otomano. Embora o domínio real dos turcos otomanos sobre o Egito tenha durado apenas até o final do século XVII, o país pertenceu nominalmente ao Império otomano até

  1. Em vez de acabar com os mamelucos, os otomanos utilizaram-nos em sua administração. Na metade do século XVII, os emires mamelucos (ou beis) restabeleceram sua supremacia. Os otomanos aceitaram a situação, com a condição de que pagassem um tributo. A ocupação francesa do Egito em 1798, levada a cabo por Napoleão I Bonaparte, interrompeu por um curto intervalo de tempo a hegemonia mameluca. Em 1801, uma força britânico-otomana expulsou os franceses. Mehemet Ali assumiu o poder e, em 1805, o sultão otomano o reconheceu como governador do Egito. Mehemet Ali destruiu todos os seus oponentes até se tornar a única autoridade no país. Para poder controlar todas as rotas comerciais, realizou uma série de guerras expansionistas. Os britânicos ocuparam o Egito de 1882 a 1954. O interesse da Grã-Bretanha se centrava no canal de Suez, que facilitaria a rota britânica até a Índia. Na I Guerra Mundial, a Grã-Bretanha estabeleceu um protetorado. Em 1918, surgiu um movimento nacionalista para garantir a independência. Eclodiu uma revolta violenta no país, razão pela qual a Grã-Bretanha suprimiu o protetorado em 1922 e foi proclamada uma monarquia independente, governada pelo rei Fuad I. Em 1948, o Egito e outros Estados árabes entraram em guerra com o recém-criado Estado de Israel. Com a derrota, o Exército se voltou contra o rei Faruk I. Em 1952, um golpe de estado depôs o rei e proclamou a República do Egito. O primeiro presidente, o general Muhammad Naguib, foi uma figura nominal, pois o poder foi exercido por Gamal Abdel Nasser, presidente do Conselho do Comando da Revolução. Em 1956, foi eleito oficialmente presidente da República. No começo, Nasser seguiu uma política de solidariedade com outras nações africanas e asiáticas do Terceiro Mundo e se converteu no grande defensor da unidade árabe. A negativa dos países ocidentais de proporcionar-lhe armas (que provavelmente utilizaria contra Israel) provocou uma reviravolta na política externa de Nasser, que o aproximou dos bloco dos países do Leste. No que diz respeito à política interna, Nasser suprimiu a oposição política, estabeleceu um regime de partido único e socializou a economia. Essa nova ordem foi chamada de socialismo árabe. Em 1967, continuou a luta contra Israel, que desembocou na guerra dos Seis Dias, ao final da qual Israel assumiu o controle de toda a península do Sinai. O canal de Suez permaneceu fechado durante a guerra e posteriormente foi bloqueado. Nasser recorreu à União Soviética. Nasser morreu em 1971 e foi sucedido pelo seu vice-presidente, Anwar al-Sadat. Sadat promoveu uma abertura política e econômica, além de procurar uma saída para o problema israelense mediante a negociação; como não conseguiu,