



Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Apostilas de Geografia sobre o Egito, Território, População e Governo, Economia, História, Nilo, Arte e arquitetura, Natureza do pais, Epoca tardia.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 5
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!




Egito , república situada no Oriente Médio. Faz fronteira ao norte com o mar Mediterrâneo, a leste com Israel e o mar Vermelho, ao sul com o Sudão e a oeste com a Líbia. Possui uma superfície de 997.738 km2. Sua capital é o Cairo. O Egito é fruto do rio Nilo, berço de uma das civilizações mais grandiosas da antigüidade, cujas referências históricas remontam a 3200 a.C. TERRITÓRIO Este território compreende o vale e o delta do rio Nilo. Mais de 90% são áreas desérticas, entre as quais se encontram: a oeste, o deserto da Líbia, parte do Saara, que compreende o Grande Mar de Areia, onde se localizam várias depressões com altitudes abaixo do nível do mar, como Qattara; a leste, o deserto Arábico, que contorna o mar Vermelho e o golfo de Suez; e no extremo sul, o deserto da Núbia. Na península do Sinai, um deserto arenoso no norte e de montanhas escarpadas no sul, encontra-se o monte Sinai, que vem a ser o ponto mais alto da região.
O Nilo entra no Egito pelo Sudão e corta o país em direção ao norte, onde desemboca no mar Mediterrâneo. O lago Nasser, formado pela represa de Assuã, se estende para o sul através da fronteira com o Sudão. O limo depositado pelos braços Rosetta e Damietta, os principais da vasta desembocadura no Mediterrâneo, fazem do delta a região mais fértil do país.
O istmo de Suez, que liga o continente africano à Ásia, é cortado do mar Mediterrâneo até o golfo de Suez, no mar Vermelho, pelo canal de Suez. O clima se caracteriza por uma estação quente, de maio a setembro, e outra fria, entre novembro e março. As precipitações são escassas. No deserto há uma grande amplitude térmica, com frio intenso à noite e altas temperaturas diurnas. POPULAÇÃO E GOVERNO A maioria dos egípcios descende da população autóctone pré-muçulmana (os antigos egípcios) e dos árabes, que conquistaram a região no século VII. Os núbios, um povo autóctone, são um importante grupo minoritário. Alguns pastores nômades e seminômades, em sua maior parte beduínos, vivem nas regiões desérticas. A população (1993) é de 56.488.000 habitantes. Quase 99% da população vive no vale do Nilo, com uma densidade demográfica média nesta zona de 1. habitantes por quilômetro quadrado. A capital, Cairo, possui uma população (1992) de 6.800.000 habitantes. Outras cidades importantes são Alexandria (3.380.000 habitantes), Gizé (2.144.000 habitantes), Port Said (460. habitantes) e Suez (388.000 habitantes). O islamismo é a religião oficial e quase 90% dos egípcios são muçulmanos sunitas. A Igreja Copta, cristã, constitui a principal minoria religiosa. O árabe é a língua oficial; o berbere é falado pelos povos dos oásis ocidentais. O francês e o inglês constituem a segunda língua entre a população culta.
A Constituição de 1971 estabelece um Estado socialista árabe, com o islamismo como religião oficial. O chefe de Estado é o presidente da República, eleito pelo voto direto da população. A autoridade legislativa é exercida pela Assembléia Popular unicameral. ECONOMIA O produto interno bruto (1993-1994) é de 51,6 bilhões de dólares. É um país predominantemente agrícola. O aproveitamento da terra está entre os mais altos do mundo: é o maior produtor de algodão de fibra longa e um dos maiores produtores de milho do mundo. Na pecuária, destaca-se a criação de animais de carga. O país possui uma importante indústria pesqueira. O petróleo e o gás natural são os produtos minerais mais importantes. Há uma forte indústria de fiação de algodão, juta e lã, tecidos, açúcar refinado, ácido sulfúrico, fertilizantes nitrogenados, papel e cimento. A unidade monetária é a libra egípcia. HISTÓRIA As origens da antiga civilização egípcia não podem ser definidas com precisão. A descrição do desenvolvimento da civilização egípcia se baseia nas descobertas arqueológicas de ruínas, tumbas e monumentos. Os hieróglifos proporcionaram importantes dados.
A história egípcia, até a conquista de Alexandre III, o Magno, se divide nos impérios antigo, médio e novo, com períodos intermediários, seguidos pelos períodos tardio e dos Ptolomeus. As fontes arqueológicas mostram o nascimento, por volta do final do período pré-dinástico (3200 a.C.), de uma força política dominante que, reunindo os antigos reinos do sul (vale) e do norte (delta), se tornou o primeiro reino unificado do antigo Egito. Durante a I e II Dinastias (3100-2755 a.C.), algumas das grandes mastabas (estruturas funerárias que antecederam às pirâmides) foram construídas em Sakkarah e Abidos. O Império Antigo (2755-2255 a.C.) compreende da III à VI Dinastias. A capital era no norte, em Menfis, e os monarcas mantiveram um poder absoluto sobre um governo solidamente centralizado. A religião desempenhou um papel importante, como fica evidenciado pela riqueza e número dos templos; de fato, o governo tinha evoluido para um sistema teocrático, no qual o faraó era considerado um deus na terra, razão pela qual gozava de poder absoluto. A IV Dinastia começou com o faraó Snefru que, entre outras obras significativas, construiu as primeiras pirâmides em Dahshur. Snefru realizou campanhas na Núbia, Líbia e o Sinai. Foi sucedido por Queóps, que erigiu a Grande Pirâmide em Gizé. Redjedef, filho de Queóps (reinou em 2613-2603 a.C.), introduziu uma divindade associada ao elemento solar (Rá) no título real e no panteão religioso. Quéfren e Miquerinos, outros membros da dinastia, construíram seus complexos funerários em Gizé. Com a IV Dinastia, a civilização egípcia conheceu o auge do seu desenvolvimento, que se manteve durante as V e VI Dinastias. O esplendor manifestado nas pirâmides se estendeu para numerosos âmbitos do conhecimento, como arquitetura, escultura, pintura, navegação, artes menores, astronomia (os astrônomos de Mênfis estabeleceram um calendário de 365 dias) e medicina.
O Terceiro Período Intermediário compreende da XXI à XXIV Dinastias. Os faraós que governaram a partir de Tânis, no norte, entraram em choque com os sumos sacerdotes de Tebas. Os chefes líbios deram origem à XXI Dinastia. Quando os governadores líbios entraram em um período de decadência, vários rivais se armaram para conquistar o poder. De fato, as XXIII e XXIV Dinastias reinaram ao mesmo tempo que a XXII, bem como a XXV (cusita), que controlou de forma efetiva a maior parte do Egito quando ainda governavam as XXIII e XXIV Dinastias, no final do seu mandato. Os faraós incluídos da XXV à XXXI Dinastias governaram a Baixa Época. Os cusitas governaram de 767 a.C. até serem derrotados pelos assírios, em 671 a.C. Quando o último faraó egípcio foi derrotado por Cambises II, em 525 a.C., o país caiu sob domínio persa (durante a XXVII Dinastia). A ocupação do Egito pelas tropas de Alexandre Magno, em 332 a.C., pôs um fim ao domínio persa. Alexandre designou o general macedônio Ptolomeu, conhecido mais tarde como Ptolomeu I Sóter, para governar o país. A maior parte do período que seguiu à morte de Alexandre Magno, em 323 a.C., foi caracterizada pelos conflitos com outros generais, que tinham se apoderado das distintas partes do império. Em 305 a.C., assumiu o título real e fundou a dinastia ptolemaica. Cleópatra VII foi a última soberana dessa Dinastia. Tentando manter-se no poder, aliou-se a Caio Júlio César e, mais tarde, a Marco Antônio. Depois da morte de Cleópatra, em 30 a.C., o Egito foi controlado pelo Império Romano durante sete séculos. Nessa época, a língua copta começou a ser usada independentemente da egípcia. Com a finalidade de controlar a população e limitar o poder dos sacerdotes, os imperadores romanos protegeram a religião tradicional. Os cultos egípcios a Ísis e Serápis se estenderam por todo o mundo greco-romano. O Egito foi também um centro importante do cristianismo primitivo. A Igreja Copta, que aderiu ao monofisismo, se separou da corrente principal do cristianismo no século V. Durante o século VII, o poder do Império Bizantino foi desafiado pela dinastia dos Sassânidas da Pérsia, que invadiram o Egito em 616. Em 642, o país caiu sob o domínio dos árabes, que introduziram o islamismo. Nos séculos que se seguiram, teve início um lento processo de arabização que com o tempo produziu a mudança de um país cristão de fala copta para um outro, muçulmano de fala árabe. A língua copta se converteu em uma língua litúrgica. Durante o califado abássida, surgiram freqüentes insurreições por todo o país provocadas pelas diferenças entre os sunitas, maioria ortodoxa, e a minoria que aderiu aos xiitas. Em 868, Ahmad ibn Tulun transformou o Egito em um estado autônomo, vinculada aos abasidas apenas pelo pagamento de um pequeno tributo. A dinastia de Tulun (os tulúnidas) governou durante 37 anos um império que englobava o Egito, a Palestina e a Síria. Depois do último governo dos tulúnidas, o país entrou em um estado de anarquia. Suas frágeis condições o tornaram presa fácil para os fatímidas, que em 969 invadiram e conquistaram o Egito e fundaram o Cairo, convertendo-a na capital do seu império. Os fatímidas foram derrotados pelos ayyubis, cujo lider Saladino (Salah ad Din Yusuf ibn Ayubb) se proclamou sultão do Egito e estendeu seus territórios até Síria e Palestina, tomando dos cruzados a cidade de Jerusalém ( ver Cruzadas). A debilidade de seus sucessores levou a uma progressiva tomada do
poder pelos mamelucos, soldados de diversas origens étnicas que os serviam e terminaram por proclamar-se sultões com Izza al Din Aybak, em 1250. No final do século XIII e começo do século XIV, o território dos mamelucos se estendia para o norte até os limites da Ásia Menor. A segunda dinastia de sultões mamelucos, os buris, era de origem circassiana; governaram de 1382 a 1517, quando o sultão Selim I invadiu o Egito e o integrou ao Império otomano. Embora o domínio real dos turcos otomanos sobre o Egito tenha durado apenas até o final do século XVII, o país pertenceu nominalmente ao Império otomano até