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o Estudo da Vida, Notas de estudo de Biologia

Apostilas de Biologia sobre o Estudo da Vida, Ramos da Biologia, classificação atual dos seres vivos, geração espontânea, biogênese, teoria dos coacervados, Evolução das Espécies, Seleção Natural.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 14/10/2013

usuário desconhecido
usuário desconhecido 🇧🇷

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ESTUDO DA VIDA
Ramos da Biologia
As principais áreas de estudo da biologia são:
Anatomia: estrutura dos organismos.
Biofísica: fenômenos físicos em termos biológicos.
Biologia geral: ciclo vital dos organismos.
Bioquímica: química dos seres vivos.
Botânica ou fitologia: plantas.
Ecologia: relações entre os seres vivos com o ambiente em que vivem.
Farmacologia: efeitos das substâncias químicas que afetam os seres vivos.
Fisiologia: funcionamento dos seres vivos.
Genética: mecanismos da hereditariedade.
Imunologia: processos internos de defesa do organismo.
Microbiologia: micróbios ou microrganismos.
Morfologia: estruturas biológicas dos seres vivos.
Parasitologia: parasitas e parasitoses.
Zoologia: animais.
CLASSIFICAÇÃO ATUAL DOS SERES VIVOS
Até a metade do século XX, os seres vivos são classificados em apenas duas
categorias: reino animal e reino vegetal. Com o progresso da biologia, a
classificação se amplia para incluir organismos primitivos que não têm
características específicas só de animais ou de vegetais. A partir da década de 60,
o critério internacionalmente aceito divide os organismos em cinco reinos:
Moneras - Seres unicelulares (formados por uma única célula) procariontes
(células sem núcleo organizado). O material hereditário é constituído por ácido
nucléico no citoplasma. São as bactérias e as cianófitas (algas azuis), antes
consideradas vegetais primitivos.
Protistas - Seres unicelulares eucariontes (que possuemnúcleo individualizado).
Seu material genético está organizado nos cromossomos, dentro do núcleo.
Representados por protozoários, como a ameba, o tripanossomo (causador do
mal de Chagas) o plasmódio (agente da malária), que até a metade do século XX
eram considerados animais primitivos.
Fungos - Seres eucariontes uni e pluricelulares como as leveduras, o mofo e os
cogumelos. foram classificados como vegetais, mas sua membrana possui
quitina, molécula típica dos insetos e que não se encontra entre as plantas. São
heterótrofos (não produzem seu próprio alimento), por não possuírem clorofila.
Plantas - São os vegetais, desde as algas verdes até as plantas superiores.
Caracterizam-se por ter as células revestidas por uma membrana de celulose e
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ESTUDO DA VIDA

Ramos da Biologia

As principais áreas de estudo da biologia são: Anatomia: estrutura dos organismos. Biofísica: fenômenos físicos em termos biológicos. Biologia geral: ciclo vital dos organismos. Bioquímica: química dos seres vivos. Botânica ou fitologia: plantas. Ecologia: relações entre os seres vivos com o ambiente em que vivem. Farmacologia: efeitos das substâncias químicas que afetam os seres vivos. Fisiologia: funcionamento dos seres vivos. Genética: mecanismos da hereditariedade. Imunologia: processos internos de defesa do organismo. Microbiologia: micróbios ou microrganismos. Morfologia: estruturas biológicas dos seres vivos. Parasitologia: parasitas e parasitoses. Zoologia: animais.

CLASSIFICAÇÃO ATUAL DOS SERES VIVOS Até a metade do século XX, os seres vivos são classificados em apenas duas categorias: reino animal e reino vegetal. Com o progresso da biologia, a classificação se amplia para incluir organismos primitivos que não têm características específicas só de animais ou de vegetais. A partir da década de 60, o critério internacionalmente aceito divide os organismos em cinco reinos:

Moneras - Seres unicelulares (formados por uma única célula) procariontes (células sem núcleo organizado). O material hereditário é constituído por ácido nucléico no citoplasma. São as bactérias e as cianófitas (algas azuis), antes consideradas vegetais primitivos.

Protistas - Seres unicelulares eucariontes (que possuemnúcleo individualizado). Seu material genético está organizado nos cromossomos, dentro do núcleo. Representados por protozoários, como a ameba, o tripanossomo (causador do mal de Chagas) o plasmódio (agente da malária), que até a metade do século XX eram considerados animais primitivos.

Fungos - Seres eucariontes uni e pluricelulares como as leveduras, o mofo e os cogumelos. Já foram classificados como vegetais, mas sua membrana possui quitina, molécula típica dos insetos e que não se encontra entre as plantas. São heterótrofos (não produzem seu próprio alimento), por não possuírem clorofila.

Plantas - São os vegetais, desde as algas verdes até as plantas superiores. Caracterizam-se por ter as células revestidas por uma membrana de celulose e

por serem autótrofas (sintetizam seu próprio alimento pela fotossíntese). Existem cerca de 400 mil espécies de vegetais classificados.

Animais - São organismos multicelulares e heterótrofos (não produzem seu próprio alimento). Englobam desde as esponjas marinhas até o homem, cujo nome científico é Homo sapiens.

Origem da Vida A primeira teoria criteriosa sobre a origem da vida surge na Grécia Antiga, com Aristóteles, que formula a hipótese de geração espontânea. Até então, predominavam as explicações religiosas e místicas. A doutrina de Aristóteles domina os meios científicos por quase 2 mil anos. Só em 1864 que Pasteur prova que a vida surge sempre a partir de outra forma de vida semelhante e não de matéria inorgânica.

GERAÇÃO ESPONTÂNEA Segundo o princípio da geração espontânea ou abiogênese formulado por Aristóteles, alguns seres vivos se desenvolvem a partir da matéria inorgânica em contato com um princípio vital, ou "princípio ativo". A vida surgiria sempre que as condições do meio fossem favoráveis. Mosquitos e sapos, por exemplo, brotariam nos pântanos. De matérias em putrefação, apareceriam larvas.

BIOGÊNESE Em 1864 o químico e biologista francês Louis Pasteur (1822-1895) realiza uma série de experiências com os frascos com "pescoço de cisne" e demonstra que não existe no ar ou nos alimentos qualquer "princípio ativo" capaz de gerar vida espontaneamente. Abre caminho para a biogênese, segundo a qual a vida se origina de outro ser vivo preexistente

Origem da vida na Terra Até hoje não existe uma resposta científica definitiva sobre a origem da vida no planeta. A primeira idéia foi a de que a vida teria vindo do espaço, fruto de uma "semente" de outro planeta. Hoje a hipótese mais difundida é a da origem terrestre. A vida surge há cerca de 3,5 bilhões de anos quando o planeta tem uma composição e atmosfera bem diferentes das atuais. As primeiras formas surgem em uma espécie de caldo de cultura resultante de complexas reações químicas e de radiação cósmica.

QUIMIOSSÍNTESE É a hipótese de que as primeiras formas de vida na Terra estão condicionadas à existência prévia de compostos orgânicos (proteínas, carboidratos, lipídios e ácidos nucléicos). A energia necessária para a síntese destes complexos seria fornecida pelas radiações ultravioleta e cósmica. Em 1936 Alexander Oparin propõe que a partir de gases da atmosfera primitiva formam-se os primeiros compostos orgânicos que evoluem naturalmente até originarem os primeiros seres vivos.

espécies de Darwin mantém-se válido em suas linhas gerais, porém o caráter diferenciador decisivo cabe às mutações das células reprodutivas e não das somáticas (que constituem o corpo).

Charles Robert Darwin (1809-1882) nasce em Shrewsbury, Inglaterra. Aos 16 anos entra na faculdade de medicina e interessa-se, particularmente, por história natural. Logo abandona os estudos e é mandado pelo pai para Cambridge, onde estuda teologia. Sua amizade com cientistas conceituados o leva a ser convidado a participar, como naturalista, de uma volta ao mundo no navio Beagle, promovida em 1831 pela marinha inglesa. A expedição tinha o objetivo de aperfeiçoar e completar dados cartográficos. Esta peregrinação de cerca de cinco anos contribui para fundamentar sua teoria da evolução. Em 1859 publica A origem das espécies. Em 1871 publica A descendência do homem. Os livros abrem polêmica principalmente com a Igreja, pois a evolução orgânica nega a história da criação descrita no livro do Gênesis. Darwin também enfrenta o protesto de conservadores que recusavam admitir que a espécie humana tivesse ascendentes animais.

Neodarwinismo - No século XX, a teoria darwinista foi sendo adaptada a partir de descobertas da Genética. Essa nova teoria, chamada de sintética ou neodarwinista, é a base da moderna Biologia. A explicação sobre a hereditariedade das características dos indivíduos deve-se a Gregor Mendel (1822-1884), em 1865, mas sua divulgação só ocorre no século XX. Darwin desconhecia as pesquisas de Mendel. A síntese das duas teorias foi feita nos anos 30 e 40. Entre os responsáveis pela fusão estão os matemáticos John Burdon Haldane (1892-1964) e Ronald Fisher (1890-1962), os biólogos Theodosius Dobzhansky (1900-1975), Julian Huxley (1887-1975) e Ernst Mayr (1904-). A teoria neodarwinista diz que mutações e recombinações genéticas causam as variações entre indivíduos sobre as quais age a seleção natural.