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Apostilas sobre o Formato de Roteiro, Formato: “master scenes”, Vantagens Práticas, Transição, Alguns Efeitos, Montagem, Capa.
Tipologia: Notas de estudo
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Existem muitos modelos de formato de roteiro. Nesta apostila fez-se a opção de adotar o formato: “master scenes”, uma vez que este tem sido o mais utilizado, atualmente, tanto em cinema quanto em televisão. Além disto, este formato possui uma série de vantagens práticas. Entre elas podemos destacar:
Como já foi colocado na parte anterior o roteiro é formado por cenas e cada cena tem um espaço específico para cada informação. A seguir uma breve explicação sobre estes espaços.
A) Cabeçalho
Nesta parte informa-se o número da cena, local onde se passa e a luz ambiente.
Ex: CENA 03 CASA DE ADERBAL INT./DIA
Caso seja necessário pode-se ser mais específico com relação ao local.
Ex: CENA 03 CASA DE ADERBAL – SALA INT./DIA
A informação sobre a iluminação também pode ser mais específica.
Ex: CENA 03 CASA DE ADERBAL – SALA INT./ FIM DE TARDE.
Geralmente se coloca o cabeçalho a 3,5 cm da margem esquerda e a 3,5 ou 4 cm da margem direita.
Cada vez que ocorrer uma passagem de tempo ou se mudar o lugar deve-se fazer um novo cabeçalho, pois, é uma cena nova. No caso da personagem sair para outro ambiente e voltar imediatamente ao ambiente anterior, pode-se apenas marcar esta passagem sem construir outro cabeçalho. Use sempre o mesmo nome para se referir a um mesmo lugar.
B) Descrição de cena.
Logo abaixo do cabeçalho se tem a descrição de cena. Geralmente se usa a mesma distância da margem apresentada no cabeçalho.
A descrição da cena se divide em descrição do ambiente e da ação. Para maior clareza em seu roteiro, pode-se colocar um parágrafo para descrever o ambiente e outro para descrever a ação e as personagens.
EX: CENA 03 CASA DE ADERBAL – SALA INT./DIA
A sala é pequena, possui um sofá velho e uma mesinha de centro. A parede tem partes descascadas e sobre a mesinha há uma revista.
Aderbal está sentado no sofá. Ele tem cerca de vinte anos. A porta se abre e Flávia entra, afobada. Ela tem a mesma idade de Aderbal.
Caso seja necessário as descrições de Aderbal e Flávia podem ser mais detalhadas, mas só o suficiente para compreensão da história.
Ao descrever o ambiente se atenha a informação necessária ao espectador. Muitas vezes algumas características do ambiente são muito boas para mostrar dados sobre a personagem (classe social ou característica psicológica), mas não exagere em descrever estes objetos. Não se deve esquecer de citar os objetos que serão utilizados na cena. Alguns autores escrevem estes objetos em letras maiúsculas, quando aparecem pela primeira vez na cena.
O cabeçalho já informa o local onde se passa a cena, por isso não é necessário que se repita isto quando entrar alguma personagem. Por exemplo: “Flávia entra”. Não é necessário dizer: “Flávia entra na sala”. Alguns autores gostam de marcar bem a saída e entrada de personagens em uma cena. Por exemplo: “Flávia ENTRA.”
Outro dado que pode aparecer em letras maiúsculas é o som. Por exemplo: “Ouve-se um TIRO”. Obviamente isto não se refere ao som ambiente normal (o qual não precisa ser citado no
Abaixo do nome e antes da fala pode aparecer outro parêntesis, este está destinado a rubrica ou indicação para o ator.
Ex: ADERBAL (triste) Eu já tinha percebido, mas não pude Fazer nada.
As indicações para o ator devem ser usadas somente quando estritamente necessário. De um modo geral quando a cena está bem escrita e possui clareza, o ator percebe qual entonação deve ser dada. Em alguns casos, principalmente, quando a reação da personagem é contraditória com a sua fala a rubrica é realmente necessária.
c)Transição
Esta é a última informação que contém na cena. Ela é referente a ligação entre uma cena e a cena seguinte. Deve sempre ser colocada no final da cena e à direita.
Ex: CORTA PARA:
As transições podem ser:
Alguns autores não fazem uso de transições, acreditando que a opção seja do diretor do filme. Outros consideram a transição “CORTA PARA:” supérflua , alegando que quando não se especifica o tipo de transição ela é adotada automaticamente, por ser a mais comum. Geralmente se usa o “FADE OUT” no final do roteiro e abaixo dele, no centro da página, se escreve FIM ou FINAL.
Todo filme começa com a indicação de transição “FADE IN” que deve ser colocada à esquerda, antes do primeiro cabeçalho de cena. “FADE IN” é quando a tela escura vai se clareando e a imagem surgindo. A partir da escuridão a imagem se forma e o filme começa.
Raras, mas algumas vezes é necessário que se ocupe um pouco da função do diretor para que a história cumpra seu objetivo. Não é preciso dizer que os diretores detestam quando o roteirista pede determinados ângulos de câmera ou planos e seqüências. Para passar estas informações ao diretor deve-se usar termos específicos. Temos, aqui, exemplos dos principais.
Ex: (...) Aderbal está lendo uma revista. Ouve-se gargalhadas vindo da rua. Ele se levanta e vai até a janela.
Ele vê Flávia conversando com Alfredo.
Aderbal volta ao sofá se senta e atira a revista no chão.
INSERT – RODA DA BICICLETA
A roda da frente da bicicleta entra em um buraco.
VOLTA À CENA
A roda de trás da bicicleta se levanta e Aderbal cai no chão.
O formato de capa mais comum no meio profissional se apresenta do seguinte modo:
Um roteiro
De
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