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Apostilas de Filosofia sobre o Passado da Humanidade, Que problemas e desafios foram enfrentados pelas primeiras sociedades, Periodização da Pré-história.
Tipologia: Notas de estudo
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São muitos os pesquisadores que se dedicam ao estudo do passado distante da humanidade, em busca de respostas a seus questionamentos sobre a origem dos seres humanos, as primeiras formas de organização para a sobrevivência, os tipos de alimentos consumidos por nossos ancestrais. Com base nos estudos realizados até o momento, é possível responder a muitas dessas indagações. Mas as respostas não são definitivas. Novas pesquisas podem alterar o conhecimento já produzido e indicar novas resposta a questão: Que problemas e desafios foram enfrentados pelas primeiras sociedades? Periodização da Pré-história São muitas as periodizações propostas por diferentes especialistas para o estudo da pré-história. Uma das mais conhecidas baseia-se nas pesquisa do inglês John Lubbock (1834-1913) e distingue pelo menos dois grandes períodos pré- históricos: o Paleolítico, e o Neolítico. É denominado Paleolítico o período em que predominaram as sociedades de coletores e caçadores. Os seres humanos viviam da caça, da pesca e da coleta de grãos, frutos e raízes. Durante o período conhecido como Neolítico, desenvolveram-se a agricultura e a criação de animais_ as sociedades passaram a produzr seus alimentos. Paleolítico O paleolítico abrange cerca de 99 porcento do tempo da existência das sociedades humanas. Seu inicio é marcado pelos surgimentos dos primeiros hominídeos e estende-se até aproximadamente 8000 a.C. Durante esse período, os seres humanos de diferentes regiões do mundo (África, Europa, Oriente Médio, Ásia, América) confeccionaram suas primeiras ferramentas_ instrumentos feitos de madeira, ossos, chifres, e pedras lascadas. O processo que levou á construção desses instrumentos teve, provavelmente, três grandes fases. Supõe- se que, no inicio, os humanos utilizavam os materiais que tinham ao seu redor_ osso, madeira ou pedra, por exemplo. Depois, casualmente, começaram a confeccionar os objetos de que necessitavam: facas, machados, arpões. Por fim, passaram a construir instrumentos de acordo com certos padrões isto é, obedecendo a determinados modelos de produção. Esses padrões são identificados pelos arqueólogos como diferentes tradições de produção encontradas entre as culturas pré – históricas. Nessa época, os seres humanos ainda não produziam seus alimentos, isto é, não cultivavam animais. Consumiam o que encontravam na natureza, como frutos grãos e raízes, e o que caçavam e pescavam. Quando se esgotava, os alimentos da região que habitavam, mudavam- se para outra. Por isso, foram denominados caçadores- coletivos e nômades. O fogo e os primeiros instrumentos O controle do fogo foi talvez uma das maiores conquistas desse período, permitindo aos seres humanos suportar o frio, afastar animais perigosos e cozinhar alimentos. Supõe que, a principio, procuraram manter aceso o fogo provocado ocasionalmente pelas forças da natureza(raio..). Posteriormente, aprenderam a produzi-los pelo atrito de pedaços de madeira, lascas de pedras. A partir disso, muitos outros métodos foram desenvolvidos. No decorrer do paleolítico diversos grupos humanos em diferentes regiões do planeta foram aperfeiçoando técnicas para proteger-se dos rigores do clima devido as acentuadas mudanças que vinham ocorrendo na terra. Construíram abrigos e produziram roupas com peles animais. Além disso, aprimoraram e diversificaram a produção de instrumentos e utensílios como lanças, arcos e flechas, arpoes, lâminas e anzóis.
Os instrumentos de pedra eram utilizados, por exemplo, para arrancar plantas comestíveis, cortar e separar a casca do miolo dos frutos, confeccionar outros instrumentos (de pedra, madeira, osso). Foi considerando a importância dos instrumentos de pedra que os estudiosos criaram a denominação Paleolítica para esse período. O uso cada vez mais generalizado dos instrumentos é um dos principais fatores que distinguiram os seres humanos dos demais animais. Pela primeira vez, os artefatos tornaram-se obras de arte: por exemplo, lanças feitas com chifres eram enfeitadas com gravações representando animais vivos. E pinturas nas paredes de cavernas revelam um mundo mental que reconheceríamos como nosso.
Os últimos caçadores
Numerosos povos de caçadores atingiram o século XIX e inicio do século XX, tempo suficiente para serem estudados por etnólogos e antropólogos físicos e sociais. Hoje, as atividades de caça e coleta são representadas pelos (...) bosquímanos, esquimós e aborígenes australianos. Eles abrangem apenas algumas centenas de milhares do total da população mundial, mas fornecem uma possibilidade valiosa e única de compreensão das atividades primitivas humanas. Estudos recentes revelam estreito relacionamento entre povos caçadores e seu ambiente natural, relativa simplicidade da cultura material (apenas 94 artefatos existem entre os bosquímanos Kung), ausência de acúmulo de riqueza individual e mobilidade. As unidades sociais, bandos ou hordas, são pequenas: grupos de familiares e poucos amigos que podem viver e trabalhar bem em conjunto. Estudos recentes contradizem a visão tradicional da vida de caça como grosseira, embrutecedora e curta, e como uma luta constante contra o ambiente hostil. Com o efeito, as exigências de subsistência dos bosquímanos são satisfeitas por um pequeno esforço, talvez até de dois ou três dias de trabalho por semana, para cada adulto; não precisam se empenhar por recursos de alimentação; suas atitudes em relação à propriedade são flexíveis e seus grupos admitem recém-chegados de outros grupos. Tais características separam aqueles que caçam e praticam a coleta das sociedades tecnologicamente mais desenvolvidas, cuja sobrevivência depende da capacidade de manter a propriedade em ordem e sob con trole. Há evidencias de que a expectativa de vida nas comunidades de caça e coleta não é necessariamente curta. Doenças infecciosas são raras, já que as pessoas se estendem por diversas terras, tornando mais difícil o contágio entre grupos.
Agricultura e criação de animais A denominação Neolítica refere-se ao período em que a pedra recebeu nova forma de tratamento: antes lascada, passou a ser polida sendo melhorado o fio de seu corte. Por esse motivo, o Neolítico também é conhecido como idade da pedra polida, enquanto o Paleolítico é chamado de idade da pedra lascada.Nesse período, tiveram início novos modos de relacionamento entre os seres humanos e a natureza. Eles passaram a interferir de forma ativa no ambiente, Cultivando plantas, domesticando e criando animais. Começaram assim, a produzir sua própria alimentação. As comunidades desse período continuaram praticando a coleta de frutos, a caça e a pesca, durante muito tempo, fez pouco uso da agricultura e da criação de animais como forma de produzir alimentos, Mesmo conhecendo a agricultura e a criação de animais, nem todas as comunidades abandonaram o nomadismo.
tem “boas maneiras”. Quando nos referimos aos povos, o sentido é bem diferente. O termo civilização começou a ser utilizado na frança, em meados do século XVIII, com um sentido evolucionista de progresso. Segundo esse conceito, a humanidade passaria por etapas sucessivas de evolução social. O surgimento da civilização costuma ser assinalado por alguns eventos, dos quais destacamos: APARECIMENTO DE GRUPOS SOCIAIS,FORMAÇÃO DO ESTADO,DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO,AUMENTO DA POPULAÇÃO ECONÔMICA E REGISTROS ESCRITOS.
Crescente fértil
A região do planeta onde surgiam as primeiras civilizações de que temos conhecimentos corresponde à área. Essa área ficou conhecida pela expressão CRESCENTE FÉRTIL. Isto porque o traçado dessa região faz lembrar a Lua na fase quarto crescente, e suas terras eram férteis devido às enchentes dos rios Tigre, Eufrates, Nilo e Jordão.
Primeiros povos da América
Para muitos pesquisadores, os primeiros humanos surgiram no continente africano, e de lá se deslocaram para outras rigiões da Terra, entre elas a América. Há várias hipóteses sobre o inicio da ocupação humana na América. Segundo uma delas, os primeiros grupos a chegarem ao continente vieram do norte da Ásia, provavelmente pelo estreito de Bering, que separa a Sibéria (Rússia) do Alasca (Estados Unidos). O nível das águas do mar havia baixado em razão a glaciação, formando-se uma ponte de terra e gelo entre a Ásia e a Ameérica. Posteriormente, com o aumento da temperatura do planeta, essa ponte se desfez e o nível das águas do mar tornou a subir. Outra hipótese é a de que os primeiros homens e mulheres chegaram a América atravessando o oceano Pacífico, vindos da Ásia e da Oceania. Com base no estudo de fragmentos arqueológicos encontrados no atual municipio de São Raiumundo Nonato (Piauí), as pesquisas de Niède Guidon sugerem que homens e mulheres pré-históricos habitavam regiões que hoje fazem parte do Brasil há, aproximadamente, 50 mil anos. Calcula-se que formaram grupos de caçadores e coletores, abrigavam-se em grutas, tinham o dominio do fogo e sabiam construir instrumentos de pedra lascada. No entando, são poucas as informações seguras a respeito desses primeiros povoadores do atual Piauí, e há controvérsias entre os estudiosos.
Lagoa Santa
Em meados do século XIX, o dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880) encontrou, na gruta de Sumidoro, em Lagoa Santa (MG), fósseis de cerca de 30 crianças e adultos pré-históricos. Calcula-se que a idade desses fósseis (de até 15 mil anos) no local, o mais antigo sítio arqueológico com material ósseo humano do interior brasileiro. A análise dos fósseis de Lagoa Santa revela que os individuos tinham estatura baixa e cabeça alongada e abrigavam-se nas grutas da região, onde chegaram a fazer pinturas rupestres representando figuras humanas e outros animais.
A expansão pelo território
Entre 11 mil e 6 mil anos atrás, diversos povos pertencentes a várias culturas espalharam-se pelas terras que correspondem ao atual território brasileiro. Os vestigios arqueológicos nos permitem supor alguns aspectos de seu modo de vida: viviam da caça, da pesca e da coleta; não praticavam a agricultura; confeccionavam instrumentos de pedra e de ossos de animais, como pontas de lança, agulhas, facas, anzóis, raspadores etc. Entre as armas de caça destacam-se o arco e a flecha, que lhes permitiam capturar animais rápidos, como aves e alguns mamíferos (veados, por exemplo). Além disso, no sul do atual território brasileiro, os caçadores utilizavam boleadeiras – armas de caça constituidas por duas ou três bolas de pedra amarradas por um cordão de couro -, que lançavam sobre as patas do animal para derrubá-lo. Até hoje, algumas boleadeiras são utilizadas pelos campeiros gaúchos.
Povos do litoral
Por volta de 6 mil anos atrás, parte do litoral (dos atuais estados do Espirito Santo ao Rio Grade do Sul) foi habitada por povos seminômades, que compartilhavam certas caracteristicas culturais ligadas ao ambiene litorâneo. Esses povos dixaram como vestígios de sua presença os sambaquis, que eram utilizadospara enterrar os mortos e seus objetos pessoais (enfeites, utensílios e armas), o que indica uma provavél preocupação religiosa com a morte. Os povos sambaquieiros também costmavam construir suas habitações sobre os mones de conchas.
O controle da produção alimentar
Por volta de 4 mil anos atrás, alguns povos indigenas que viviam nas terras hoje correspondentes ao territorio brasileiro começaram a praticar a agriculura e a cerâmica, embora nem todos fossem, ao mesmo tempo, agricultores e ceramistas. O desenvolvimento da agricultura como a principal atividade produtiva, além da caça e da coleta, e a diminuição da mobilidade espacial afetaram as populações indígenas de maneiras diversas e em épocas e lugares diferentes. Eram cultivados milho, feijão, mandioca, maracujá, abóbora, açaí, tabaco etc.
Ceramistas
A necessidade de cozinhar e armazenar alimentos levou algumas populações agicultoras a confeccionar os primeiros utensílios cerâmicos: potes, vasos, panelas, tigelas. Diversos povos agricultores e ceramistas, de diferentes culturas, espalharam-se pelo atual território brasiliro nos últimos 2 mil anos.
Cultura tupi
No começo do século XVI, os portugues que chegaram à terra posteriormente chamada Brasil desfrontaram-se com os povos tupis, que ocupavam longos trechos das áreas litorâneas e partes do interior, acompanhando o curso dos rios. Vivendo perto de rios ou do mar, esses povos desenvolveram embarcações, como a canoa e a jangada, e eram bons pescadores. Além disso, praticavam uma agricultura de subsistencia, com o objetivo de produzir alimentos para satisfazer as necessidades do grupo. Não havia a preocupação em acumular excedentes.