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O Pavimento Mosaico, Manuais, Projetos, Pesquisas de História

O pavimento mosaico descrita pelo O Prumo

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 08/11/2020

EDUP
EDUP 🇧🇷

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o
Pavimento Mosaico
U
Mdos símbolos mais con-
trovertidos na Maçonaria,
no concernente
à
sua for-
ma externa, é o
pavimento mo-
saico;
outrossim, é um dos símbolos
mais antigos, e mesmo no mundo
profano, nos dias atuais, é bastante
adotado.
O quadriculado altemadamente
branco e preto foi encontrado nos al-
tares cretenses (Cnossos, por
exemplo), no soalho Gábata onde
Jesus e seus acusadores foram rece-
bidos por Pilatos, no Grande Siné-·
drio, no pavimento dos grandes tem-
plos medievais erectos pelas corpora-
ções
de maçons operativos; hoje,
como sinal de chamamento ou de
partida, encontramos esse quadricu-
lado nas bandeirolas empunhadas
pelos controladores de aeroportos,
juízes de autódromos, ou destacando
as torres das plataformas de lança-
mento espacial. Isso porque uma
identidade entre o significado filosó-
fico e a vantagem prática, nesta alter-·
nação branco preta.
Os ladrilhos alvos e negros slgnifi-.
cam a constante oposição existente
na Natureza: - o
Sim
e o
Não,
a
Tese e a Antítese, o Calor e o
Frio,
a Luz e a
Escuridão,
a
Ação
e a
Reação,
a
Matéria
e a
Anti-
matéria,
etc.
i:
impossível eliminar essa dialética;
pode alguém afirmar que existe al-·
gurna comunidade onde tudo é re-·
mançoso, obediente; mas é óbvia a
possibilidade duma díscordãncía, a
potencialidade duma oposição não
foi e nunca poderá ser eliminada.
Pode um tirano estabelecer urna s0-
ciedade onde todos dizem
Sim;
mas é certo que alguns não manifes-·
tam discordância por disciplina, te-
mor, indiferença etc., de forma que
não é por isso que o
Não
deixa de
existir.
A área pavimentada de preto-
branco representa assim a perene díe-
lética, o binário dos opostos, a força
primária que impulsiona tudo na Na-
tureza e desencadeia todos os valo-
res.
Reportemo-nos a Pitágoras, cuja
doutrina tanta afinidad~ tem com a
Maçonaria: - este sábio afirmava
que ónúmero um é ímpar, mas tem
em si mesmo, o par; o um inicialrele-·
rido pelo sábio de Samos, não é
aquele símbolo gráfico que repre-
senta a unidade, mas a unidade; essa
unidade, que bem podia ser um
ponto microscópico, é o
par-ímpar
que encerra em si os contrários, mas
não em contradição, e sim em har-
monia; o primeiro e mais leve dos
movimentos, o mais imperceptível
deslocamento desse ponto inicial,
produz o número dois, o primeiro de-
senvOlvimento geométrico na forma
duma linha. O um imóvel, pairando
no meio do nada,
é
estéril; basta
porém o menor dos movimentos para
que surja o
dois,
e do equilíbrio des-
sas duas unidades, resulte o
três,
de-·
sencadeando a Década
Loja, procurando sintetizar o Cos-
mos, não poderia omitir esse símbolo
de vitalidade, permanente e irrev0g6-·
vel; nele temos a base da formação
das coisas, a essência da Uberdade,
da Igualdade e da Fraternidade; esses
princípios- não constituem liberali-
dade dalgum governante, concessão
dalguma filosofia, ou exigêncla dal-
guma fé: - sempre Integraram a Na-·
tureza, jat'Mis puderam ser subjuga-·
das, ocultas, substituíd~ rev~se
em todas as coisas animadas e inani-·
madas que nos cercam; qualquer um,
com um pouco de observação, po-
derá deduzí-las; a dialética, o equili-·
brio dos antagonismos e a harmonia
no tudo, existiram antes de surgir o
homem.
AssIm como o branco é a fusão
ótica de todas as cores, o pavimento
da Loja representa a união de todos
os homens, seja qual a crença, raça
ou nacionalidade.
E
pela união,de to-·
dos, e não pela discrlrninação, que se
adquire a pureza, representada no
branco.
O preto, além de ser o contraste
cromático mais acentuado para o
branco, representa também a parte
material na constituição das coisas;
tudo foiformado peloVerbo de Deus,
o que se procura representar nos la-
drilhos brancos, mas é constituído
pela matéria, a bagagem adequada
para todo o homem, é um equilíbrio
entre o ideal e a matéria; mas ambos
têm de ser puros e autênticos.
A unidade e simetria dos ladrilhos,
representa o aproveitamento de
todas funções, para maior glória do
Gr.'. Arq.'. do Univ.'.
A Maçonaria nâo possui dogmas,
não impõe regras; se o pavimento ti-.
vesse atenuados os contrastantes
preto-e-brancos com matizes, estaria
tirando a liberdade de escolha do Ini-
ciado; a Maçonaria não faz sua aquela
cor ou aquela linha moral, ou aquela
diretriz política; cabe aos Maçons. 1i-
vremente escolherem a sua maneira
de se adaptarem
à
Natureza, a sua
forma de se comunicarem com Deus;
se a Maçonaria adotasse uma cor, um
código de moral, etc. estaria se rebai-
xando
à
con<:li;ãode religião ou de
partido poIftico, necessitando do pro-
selitisrno para poder sobreviver, exi-
gindo observância de regras de con-
duta.
A Natureza é rigida e implacável; a
Maçonaria, que tem a exatidão do
esquadro, encontra no pavimento
alvi-negro, na vibração extrema des-
tas duas cores antagônicas, na geo-·
metria exata das divisões, o símbolo
da implacabilklade das leis naturais.
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o Pavimento Mosaico

U

Mdos símbolos mais con- trovertidos na Maçonaria, no concernente à sua for- ma externa, é o pavimento mo- saico; outrossim, é um dos símbolos mais antigos, e mesmo no mundo profano, nos dias atuais, é bastante adotado. O quadriculado altemadamente branco e preto foi encontrado nos al- tares cretenses (Cnossos, por exemplo), no soalho Gábata onde Jesus e seus acusadores foram rece- bidos por Pilatos, no Grande Siné-· drio, no pavimento dos grandes tem- plos medievais erectos pelas corpora- ções de maçons operativos; hoje, como sinal de chamamento ou de partida, encontramos esse quadricu- lado nas bandeirolas empunhadas pelos controladores de aeroportos, juízes de autódromos, ou destacando as torres das plataformas de lança- mento espacial. Isso porque há uma identidade entre o significado filosó- fico e a vantagem prática, nesta alter-· nação branco preta. Os ladrilhos alvos e negros slgnifi-. cam a constante oposição existente na Natureza: - o Sim e o Não, a Tese e a Antítese, o Calor e o Frio, a Luz e a Escuridão, a Ação e a Reação, a Matéria e a Anti- matéria, etc.

i:impossível eliminar essa dialética;

pode alguém afirmar que existe al-· gurna comunidade onde tudo é re-· mançoso, obediente; mas é óbvia a possibilidade duma díscordãncía, a potencialidade duma oposição não foi e nunca poderá ser eliminada. Pode um tirano estabelecer urna s0- ciedade onde todos só dizem Sim; mas é certo que alguns não manifes-· tam discordância por disciplina, te- mor, indiferença etc., de forma que não é por isso que o Não deixa de existir.

A área pavimentada de preto- branco representa assim a perene díe- lética, o binário dos opostos, a força primária que impulsiona tudo na Na- tureza e desencadeia todos os valo- res. Reportemo-nos a Pitágoras, cuja doutrina tanta afinidad~ tem com a Maçonaria: - este sábio afirmava que ó número um é ímpar, mas tem em si mesmo, o par; o um inicialrele-· rido pelo sábio de Samos, não é aquele símbolo gráfico que repre- senta a unidade, mas a unidade; essa unidade, que bem podia ser um ponto microscópico, é o par-ímpar que encerra em si os contrários, mas não em contradição, e sim em har- monia; o primeiro e mais leve dos movimentos, o mais imperceptível deslocamento desse ponto inicial, produz o número dois, o primeiro de- senvOlvimento geométrico na forma duma linha. O um imóvel, pairando no meio do nada, é estéril; basta porém o menor dos movimentos para que surja o dois, e do equilíbrio des- sas duas unidades, resulte o três, de-· sencadeando a Década Loja, procurando sintetizar o Cos- mos, não poderia omitir esse símbolo de vitalidade, permanente e irrev0g6-· vel; nele temos a base da formação das coisas, a essência da Uberdade, da Igualdade e da Fraternidade; esses princípios- não constituem liberali- dade dalgum governante, concessão dalguma filosofia, ou exigêncla dal- guma fé: - sempre Integraram a Na-· tureza, jat'Mis puderam ser subjuga-· das, ocultas, substituíd~ rev~se em todas as coisas animadas e inani-· madas que nos cercam; qualquer um, com um pouco de observação, po- derá deduzí-las; a dialética, o equili-· brio dos antagonismos e a harmonia no tudo, existiram antes de surgir o homem.

AssIm como o branco é a fusão ótica de todas as cores, o pavimento da Loja representa a união de todos os homens, seja qual a crença, raça

ou nacionalidade. E pela união,de to-·

dos, e não pela discrlrninação, que se adquire a pureza, representada no branco. O preto, além de ser o contraste cromático mais acentuado para o branco, representa também a parte material na constituição das coisas; tudo foiformado pelo Verbo de Deus, o que se procura representar nos la- drilhos brancos, mas é constituído pela matéria, a bagagem adequada para todo o homem, é um equilíbrio entre o ideal e a matéria; mas ambos têm de ser puros e autênticos. A unidade e simetria dos ladrilhos, representa o aproveitamento de todas funções, para maior glória do Gr.'. Arq.'. do Univ.'. A Maçonaria nâo possui dogmas, não impõe regras; se o pavimento ti-. vesse atenuados os contrastantes preto-e-brancos com matizes, estaria tirando a liberdade de escolha do Ini- ciado; a Maçonaria não faz sua aquela cor ou aquela linha moral, ou aquela diretriz política; cabe aos Maçons. 1i- vremente escolherem a sua maneira de se adaptarem à Natureza, a sua forma de se comunicarem com Deus; se a Maçonaria adotasse uma cor, um código de moral, etc. estaria se rebai- xando à con<:li;ão de religião ou de partido poIftico, necessitando do pro- selitisrno para poder sobreviver, exi- gindo observância de regras de con- duta. A Natureza é rigida e implacável; a Maçonaria, que tem a exatidão do esquadro, encontra no pavimento alvi-negro, na vibração extrema des- tas duas cores antagônicas, na geo-· metria exata das divisões, o símbolo da implacabilklade das leis naturais.

Uma das ceusas das contínuas insa- tisfações da espécie humàna, é a im- possibilidade de poder conciliar esses opostos; no conflito dialético, no con- fronto da tese e da antítese, por exemplo, a síntese não é uma cono- liaçao; esse confronto desgasta a tese e sua oposição: - existem lutas, exis- tem concessões que abrem prescen- dentes para outros deMrtuamentos, e a síntese é na maioria das vezes um punhado de escombros das duas for- ças que se entredevoravam; as vezes o resultado da tese e antítese é uma porção de doutrinas, de dissidências, bem distintas do original, e que tam- bém se degladiam. .. PIamo, conhecendo essa facilidade e prazer do homem para o mal, na sua República chega a proconizar o impedimento de inovações no belo individual (artes) e social (política) a fim de serem preservados aqueles padrões considerados perfeitos, ime- recedores de evolução. Isso ocorre porque o homem, afas- tado do círculo edêmico, não.sabever a primasia do bem, só é capaz de produzir desbastando. A Iniciação devolve o homem à face do Gr.'. Arq.'. do Univ.'., reintegra-o ao ele- mento adâmico antes da queda; o Ini- ciado não precisa destruir um só átomo das pressões antagônicas para se impor; os princípios colocados frente-a-frente não precisam se auto- destruírem para gerarem uma conclu- são; a palavra luta não tem o sentido sanguinário, não é sinônimo de dor, trabalheira, aviltamento, degenera- ção, etc. no império dos Iniciados. A prova disso encontramos dentro da Maçonaria: - na gênese de novos ritos, no desdobramento duma Loja em outras, nos pleitos para o preen- chimento de cargos, mesmo nas ci- sões que fundam novas potências ou obediências, jamais se procurou um caminho mais facilitado para o cum- primento dos Landmarks, uma inter- pretação mais cômoda dos termos ri- tualísticos, a sonegação às leis natu- rais ou desconhecimento das tradi- ções etc. Pelo contrário, cada novo Rito, cada nova ala, cada nova obe- diência, procurou sempre ser mais perfeita do que o órgão do qual se destacou, observar mais estritamente as regras imutáveis do bem viver, es- tudar mais devotamente as leis que regem o universo; jamais os rituais se baratearam, jamais se pensou em abolir símbolos; e a qualidade das ins- truções e pesquisas, hoje, é superior às de ontem; ademais, ao invés da existência duma rivalidade entre o órgão matriz e o recém-gerado,

mesmo quando este surgiu por dis- cordãncía litúrgica, o que vemos sempre é um intercâmbio cultural va- lioso entre estas partes do jogo dialé- fico. Por outro lado, a 'oposição tramada pelos adversários gratuitos, da Meço- naría, tem-se manifestado benéfica para a causa geral: - jamais as inqui- sições os "progroms", as persegui- ções, as discriminações etc. lograram abater as colunas maçônicas; antes, fortaleceram-nas, purificaram-nas, desatraíram os interesseiros, os pusi- lânimes; constituiu a melhor prova de lealdade, solidariedade eAirmeza a que foram e ainda são sujeitos os Ini- ciados. Silenciar coercitivamente a oposição corresponde a enfraquecer uma instituição e, ao final, expô-Ia às conseqüências que advirão da reve- lação da Verdade. Outra interpretação desse orna- mento da Loja, e que parte da sírnbo- lízaçâo da mistura de seres animados e inanimados das mais diferentes ca- racterísticas e procedências, no Cos- mos, é o do enlace do espírito e da matéria, ou vida e forma, por toda a

parte. 1: afirmação antiga que não há

vida sem matéria e nem matéria sem vida Sir Jagadish Chandra Bose a a Dr3.Annie Besant se notabilizaram na divulgação dos frutos de investiga- ções científicas e filosóficas afirma- dores que uma forma de vida existe em toda a partícula, orgânica ou inor- gânica; não cabe nesse instante descrever-se as demonstrações reali- zadas, relatar a bibliografia a respeito e nem o nome das principais notabili- dades científicas e espirituais que ad- mitem essa tese; queremos somente dizer que as quadrículas (ou losangos) alternados, recordam a onipresença da vida. Nos dias atuais, o xadrezado preto e branco foi preferido, pela sua elo- qüente visibilidade e talvez por recor- dação ancestral, para chamamento de avióes; se; nas Lojas, o piso mo- saico assinala o sítio de chegada das verdades do Gr.'. Arq.'. do Univ.'. e de onde irradiam os sentimentos construtivos dos Maçons, no mundo tecnológico atrai e ordena a saída de máquinas: - a função simbólica permanece, embora seja diferente o plano da comunicação. Antes de passarmos a outro as- pecto desse pavimento, procuremos antes saber o porquê sua denomina-

ção de mosaico. 1: preciso prelimi-

narmente distinguir que não dizemos pavimento de mosaico, o que significaria uma superfície plana composta por pedrinhas embutidas,

geralmente de várias cores, formando desenhos; porém dizemos pavi- mento mosaico, o que alude a Moi- sés e sua sabedoria; mas sua origem não é hebraica: - os babilônios já significavam a oposição dos contrá- rios, geradora da multiplicidade; e isso Ihes foi ensinado pelos sãbios de Ur. A expressão inglesa "The rnosaíc pavement is the beautiful flooring of the Lodje", consagrada no "Tracing Board for the Fírst Degree" do Rítokíe York e "Scottsh Standard Ritual", do Rito Escocês, provavelmente é res- ponsável pela controvérsia existente sobre as dimensões do pavimento. Querem alguns autores que toda a Loja esteja soalhada pelos ladrilhos branco-pretos, e para afirmação disto, partem do pressuposto que pelos ladrilhos do pavimento os Ma- çons regulam seus passos. 'I'eo- baldo Varoli Filho, um dos mais claros intérpretes desse entendi- mento, tem uma expressão preciosa:

  • "Para o Templo Maçônico há o princípio pelo qual toda e qualquer parte de uma Loja deve ser simbólica. Um pedaço de chão vulgar, numa Loja, não teria sentido, tanto mais que em Loja coberta não se dão pas- sos perdidos". Contudo, na generalidade dos ca- sos, o Oriente não está ladrilhado de branco-e-preto; provavelmente por- que as dignidades que têm direito àquele plano mais alto, não mais ne- cessitam dum gabarito para regula- rem seus passos; ou então, porque a razão está com a outra corrente: - aquela que entende bastar uma área em forma de quadrilongo, no meio do Templo, com partiçóes alternada- mente claro-escuro. Para estes últimos, a Loja não tem piso: seus limites são o Oriente e o Ocidente, o Norte e o Sul; suas di- mensões verticais vão do fundo da terra até mais alto que as estrelas do céu; outrossim, os Maçons não circu- lam no Templo dispondo seus pés nos ângulos sugeridos pelos ladrilhos, ou as passadas somente sobre os es- paços, porém naturalmente, exceto quando o Ritual expressamente de- termina. Ademais, pouca relação existe entre as partições do piso e as passadas. O pavimento mosaico seria, para os que preferem o pavimento mo- saico na forma dum retângulo, uma referência ao Templo de Salomão dentro da Loja; daí a explicação por- que as colunas B e Jficam do lado de dentro do Templo Maçônico: - no Templo que Salomão edificou em Je-

vemente transitam sobre ele, para chegarem ao 'ponto no meio do cír- culo'. 1: preciso considerar que o pavi- mento mosaico não é o tapete sa- grado ou o "Santus Santorum" do Templo de Jerusalém; não é um ídolo; não se comete heresia pisando-o, ninguém tomba fulmi- nado por isso; como tudo na vida, havendo uma falta, somente transige-se uma regra de disciplina, da qual se prestará contas à própria consciência; se esta for dum indivíduo

relaxado, desconhecedor da sua des- tinação, é óbvio que não compreen- derá nada Em algumas Lojas catarinenses os obreiros são de tal forma escrupulo- sos quanto ao piso, que nem permi- tem ao leitor do "Livro da Lei" aproximar-se do altar, pisando o pa- vimento mosaico - deslocam o Livro, de maneira engenhosa, para fora do quadriculado, recolocando-o depois; contraditoriamente, outras Lojas, situadas a apenas alguns qui-

lômetros de distância, nem sequer possuem esse pavimento. Outras Lojas, para superarem questões de ordem arquitetônica, usam um tapete com as proporções e desenhos do pavimento, ou então um painel de madeira, e mesmo um es- trado. - Em resumo: - no seu significado simbólico, no número infinitode pen- samentos que desencadeia, no feliz formato dos ladrilhos, no equilíbrio das dimensões, o pavimento mosaico é o maravilhoso soalho da Loja.

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