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Discussão acerca do conceito de literatura
Tipologia: Esquemas
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ESCOLA ESTADUAL DRA. EUNICE DE LEMOS CAMPOS PROFA. VANESSA SOARES LÍNGUA PORTUGUESA O QUE É LITERATURA? TEXTO 1 Quem vai chorar? Se eu entrar, me envolver, Se eu rodar, não saber caminhar Quem vai chorar? Se eu lutar, derramar, se eu morrer, Vai pesar, se eu matar Quem vai chorar, meu Deus? Se eu parar, não pagar, atrasar, Alguém vem pra cobrar Quem vai chorar? Só a nossa mãe, a favor, vai por mim, A vida que nós leva surpresa trás o fim Não vá se espelhar em mim, guri, vá estudar! Já tentei de toda forma dos corre me libertar Quando a mão de Deus pesar, Desse mundo eu vou embora Eu sei que Ele é justo, tô só esperando a hora Tive oportunidade, o mensageiro se perdeu A porra do dinheiro fácil, foi mais forte que eu Hoje na maior deprê, só queria ser feliz Quem vai cuidar do meu filho Quando eu pagar o que eu fiz? Inimigo infeliz não me compreendeu Na lei dessa vida aqui só quem perdoa é Deus Tem a mesma cor que eu No poder se gloriando Ainda não entendeu Que os sofredor tá se matando Motivo? Dinheiro sujo Que só vem trazer o mal Tanto tempo me arriscando, O quê que eu tenho, na moral? Uma cicatriz de faca no braço pra se ligar, que o bagulho quando é fácil, Alguém sempre vem cobrar Quando que eu vou me jogar? Esse estado não me ajudou Fazer rap em Alagoas só se for por amor [...] Quem vai chorar? Quem Vai Chorar?, de NSC TEXTO 2 [...] Não sei, só sei que foi assim. O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna
Meus amigos quando me dão a mão sempre deixam outra coisa presença olhar lembrança, calor meus amigos quando me dão deixam na minha a sua mão Amizade, de Paulo Leminski TEXTO 4 TEXTO 5 “Não sei… se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove. Saber Viver, de Cora Carolina TEXTO 6 Correndo sou sempre o ladrão Se estou com guarda-chuva Pensam que é arma na mão No comércio sou suspeito Para emprego não tenho perfil Na rua tenho alvo no peito Racismo forte no Brasil! Meu cabelo e minha aparência Incomodam o homem branco Discriminação vira experiência E o preconceito veste manto Falam muito em cor de pele Sentimento que se ensina Não há maldade que se revele Para o ódio não tem vacina Me chamam de favelado e traficante Sigo firme e olho adiante Ser negro e pobre nesse país É certeza de vida infeliz Um dia isso vai acabar Quando o homem aprender a amar Pois não basta garantir o direito Se o que falta é respeito. Racismo, de Igor dos Santos Caldeira TEXTO 7 Liberdade na vida é ter um amor para se prender. Liberdade na vida, de Fabrício Carpinejar TEXTO 8 Humor. Amor, de Oswald de Andrade TEXTO 9 Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… Quando se vê, já é 6ª-feira… Quando se vê, passaram 60 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado… E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre em frente… O Tempo, Mário Quintana TEXTO 10 — O meu nome é Severino, como não tenho outro de pia. Como há muitos Severinos, que é santo de romaria, deram então de me chamar Severino de Maria como há muitos Severinos com mães chamadas Maria, fiquei sendo o da Maria do finado Zacarias. (...) Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto