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Mitologias de povos europeus (eslavos, lusitanos, etc.).
Tipologia: Trabalhos
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A Mitologia Eslava A mitologia eslava é o conjunto das lendas, tradições e crenças dos povos de línguas eslavas, incluindo: russos, ucranianos, bielo-russos, poloneses, tchecos, eslovacos, eslovenos, croatas, sérvios, macedônios e búlgaros. Fontes primárias São conhecidos poucos registros escritos que sobriveram aos séculos antes da cristianização. Alguns acreditam que o controverso Livro de Veles é um texto sagrado dessa religião. O Saxo Grammaticus é outra fonte de autenticidade disputada. O Chronicon Slavorum por Helmold é em geral aceito como uma fonte genuína, tratando de cultura e eventos do final do primeiro milênio depois de Cristo. Uma fonte de maneira não aceitável subestimada e bastante enigmática é o Veda Slovena – uma compilação de canções rituais arcaicas bulgáras, que preservou importantes fragmentos do folclore pagão eslavo. Mundo: Os três reinos De acordo com o Livro de Veles, a religião eslava reconhece três reinos, que possuem ênfase particularmente dos neopaganistas que se baseiam no Livro de Veles. O principal símbolo das idéias cosmogônicas dos eslavos era a Árvore do Mundo, ou Yggdrasil como era também conhecida pelos escandinavos. Os eslavos imaginavam que todos os três reinos eram situados verticalmente numa gigantesca árvore de carvalho, que segura todo o universo. Em sua copa estava o céu/paraíso eslavo, conhecido como Svarga, residência deSvarog ou Iriy. Nas raízes do carvalho estava o inferno, residência de Chernobog, Morena e Zmey. Os três reinos são: Yav Seria o mundo material. Está no tronco da Árvore do Mundo, é onde estão as criaturas vivas e etc. Nav Seria o mundo imaterial. Prav São as leis que governam os outros dois mundos.
A separação dos eslavos dos povos indo-europeus se processou em data muito distante: o segundo milênio antes da Era Cristã. Sua origem perde-se no tempo.Os eslavos pertencem à raça indo-européia ou ariana, fazendo parte do grupo germano-leto-eslavo. Não é de nosso conhecimento a data em que surgiram na Europa, mas se imagina que tenha sido alguns séculos antes de Cristo. Ocuparam as regiões entre o Dnieper e o Don, as margens orientais do Báltico e ainda avançaram para o norte, oeste e sudoeste. Dividem-se em três enormes grupos. Os eslavos ocidentais: poloneses ou lekhes; os checos ou tchecos; os vendes ou sorbes, repartidos pela Lusácia, Prússia e o reino da Saxônia. Os eslavos meridionais: os iugoslavos e os eslovenos. Os eslavos orientais: russos, os rutenos, os ucranianos, os bielo-russos e os russos brancos. Os bálticos medievais dividiam-se em três partes: a Prússia, a Lituânia e a Letônia. KUPALA: Na Mitologia Eslava, Kupala é a deusa polonesa das ervas, feitiçaria, sexo e do verão. Ela é também a Mãe d’Água, associada às árvores, ervas e flores.Sua celebração ocorre durante o solstício de verão. Era um dia sagrado que honrava os dois elementos mais importantes: Fogo e Água. Kupalo é a forma masculina de Kupala, e reconhecido em outras regiões eslavas. Kupalo éassociado a São João, sendo seu banquete no dia 24 de junho. DICIONÁRIO Aitvaras – Pequeno e bravo demônio que os eslavos veneravam; este pequeno ser trazia a felicidade ao chefe da cas; escondia-se atrás da frigideira ou lareira, e deixavam-no comer de tudo, bem como beber leite. Alkonost – é o pássaro do paraíso na Mitologia Eslava. Ela tem o corpo de um pássaro com rosto de mulher. O nome Alkonost vem de semi-deusa grega Alcyone transformada pelos deuses em um martim-pescador. A Alkonost se reproduz botando seus ovos na costa marítima e depois colocando eles na água. O mar então se acalma por seis ou sete dias ao ponto que os ovos chocam, formando uma tempestade. Para a Igreja Ortodoxa Russa Alkonost personifica a vontade de Deus. Ela vive no paraíso, mas vem para o nosso mundo para entregar mensagens. Sua voz é tão doce que qualquer pessoa que a ouve pode esquecer de todas as coisas. Diferente de Sirin, criatura similar, ela não é maldosa. Baba-Iaga - Era o nome que os russos davam ao aspecto sombrio do feminino, uma velha ogra, tida como uma bruxa que personifica as tempestades de inverno e que é um símbolo do aspecto destrutivo do arquétipo da mãe. Bannik (bania: banho)- é o espírito dos banhos na mitologia eslava. Ele elegia como domicílio a pequena casinhola adjacente à isba onde os habitantes vinham tomar seu banho. O cômodo que lhe servia de domicílio era destituído de imagens cristãs. Era de bom tom deixar um pouco d´água para o Bannik depois de seu banho. Depois de 3 séries de banhistas, reservava o cômodo para ele mesmo e atacava qualquer um que viesse lhe incomodar.
Flins – é o deus da morte na mitologia vêneda. Há também uma grande pedra próximo a Szprotawa na Polônia, referida como Flins, embora sua conexão com qualquer culto de Flins seja amplamente conjectural. Todavia, o Flins, tanto a pedra quanto o deus, forma um dos temas de pesquisa do museu histórico local, Muzeum Ziemi Szprotawskiej. Fogo – Os povos bálticos tinham adoração pelo Fogo; havia, inclusive, um templo onde se conservava perpetuamente o fogo sagrado, sob a égide de sacerdotes. Jumala – O Céu, segundo a crença dos fineses, ou a divindade do Céu. Jurasmat – Divindade protetora dos letões eslavos; a “Mãe do Mar”. Karze ł ek – São os guardiães das gemas, cristais e metais preciosos. Protegerão mineradores do perigo e os conduzirão de volta quando estiverem perdidos. Também conduzem os mineradores aos veios de minério. Às pessoas que são más ou os insultam são mortíferos; os empurrando para abismos escuros ou os enviando por túneis, que desabam sobre elas. Kaukai – Deuses protetores da Rússia eslava. Koliada, ou Kolyada – é uma deusa eslava. Ela traz um novo Sol a cada dia, por essa razão é caçada por Mara, que quer a escuridão total. A festa pagã de Koliada é celebrada entre 6 e 19 de janeiro, embora também esteja relacionada ao Natal. Koschei, ou Kosheii – – é conhecido como “Koschei, o imortal”, além de ser descrito como sequestrador de esposas de herói. Não pode ser morto pelos meios convencionais. Sua alma é separada de seu corpo e fica escondida dentro de uma agulha, que esteja em um ovo, que esteja em um pato, que esteja em uma lebre, que esteja em uma caixa do ferro (às vezes a caixa é de cristal e/ou ouro), que seja enterrado sob uma árvore verde do carvalho, que esteja na ilha de Buyan, no oceano. Contanto que sua alma esteja segura, não pode morrer. Se a caixa for escavada e aberta, a lebre se afastará. Se for morta, o pato emergirá e tentará voar. Laume – Deusas protetoras dos lares, no Báltico. Em Natangie, a montanha Laumygarbis lhes era consagrada. Leshiy – são espíritos das florestas que, no folclore eslavo, protegem as árvores e os animais selvagens. Geralmente um leshi parece um camponês alto, exceto que seus olhos brilham e seus sapatos estão virados do avesso, mas pode tomar a forma de qualquer animal ou planta, de uma folha de grama a uma árvore das mais altas. Em alguns contos, aparece como um grande cogumelo falante. Os leshiy emitem gritos horríveis, mas também podem imitar vozes familiares para atrair os passantes para suas cavernas, onde lhes fazem cócegas até quase morrer. Também são conhecidos por esconder os machados dos lenhadores e sinais das estradas, fazer camponeses adoecer e raptar jovens mulheres. Mas também podem ensinar segredos mágicos aos humanos que fizerem amizade com eles. Camponeses, pastores e vaqueiros fazem pactos com os leshiy para proteger suas colheitas e seu gado, entregando-lhes a cruz de seu pescoço e dividindo com eles a comunhão depois das missas cristãs. Tais pactos lhes dão poderes especiais.
Mokosh – é uma deidade eslava atestada na Crônica Primária, conectada a atividades femininas tais como tosquia, fiação e tecelagem. O dia da semana devotado a Mokosh era sexta-feira. O culto à deusa (Mokosh) foi mais tarde substituído pelo culto à Virgem Maria e Santa Paraskevia, tão bem quanto a sagrada Mokriny. Nav – Eram demônios nascidos das almas dos que morriam jovens, em particular das meninas virgens. Dava-se tal nome, também, aos espíritos daqueles que morreram tragicamente. Nikita, o Peleteiro (em russo: 쳌䁠쳌眀 䇅 眀䁠 , às vezes chamado de Cirilo 쳌䁠쳌 ou Elias, o Alfaiate ) é um personagem no folclore do Rus de Kiev, um artífice do povoado que liberou a filha de um príncipe de Kiev do cativeiro do dragão. Nyia – O Hades polonês; divindade infernal. Ovinnik – é um espírito malévolo da casa de debulha no folclore eslavo. É propenso a queimar as casas de debulha ao pôr fogo nos grãos. Para aplacá-lo, camponeses ofereciam a ele galos e panqueca. Na véspera do Ano Novo, o toque de um Ovinnik determinaria suas fortunas para o Novo Ano. Um toque morno significava boa sorte e fortuna, enquanto um toque frio significava infelicidade. Perunú – era o deus do raio e da tempestade. Era representado por uma estátua de madeira com cabeça de prata e barba de ouro. Em sua honra, imolavam-se bois, veados, carneiros e seres humanos, e se mantinha um fogo sagrado alimentado por lenha de carvalho. Os servidores que deixassem apagar o fogo seriam punidos com a morte. Podaga – deus do tempo e daos fenômenos atmosféricos. Psoglav (em sérvio: Псоглави, literalmente cabeça de cachorro), é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia; a crença sobre ela existiu em partes da Bósnia e em Montenegro. Psoglav foi descrito como tendo um corpo humano com pernas de cavalo e uma cabeça de cachorro com dentes de ferro e úm único olho na testa. Psoglavs foram descritos viver em cavernas, ou em uma terra escura, que possuía abundantes pedras preciosas, mas sem sol.Praticavam o canibalismo, ao comer pessoas, ou até mesmo desenterrar cadáveres das sepulturas para comê-los. Psoglav é um demônio ctônico, de alguma forma semelhante ao cíclope grego. Rod ou Rode – é o deus eslavo criador do universo. Nas tradições Neo-pagãs é frequentemente considerado criador de toda a vida e existência, embora para muitos pesquisadores ele seja apenas mais um espírito com poderes sobrenaturais, não muito elevado. Rugievit – Deus de tamanho gigantesco cuja cabeça tinha sete faces. Possuía um gládio na destra, e sete outros na cintura. Foi por isso comparado a Marte, e considerado deus da guerra. O seu santuário era fechado com cortinas de púrpura. Russalka – é o nome dado às ninfas, consideradas espíritos desencarnados de donzelas. Durante os meses de inverno, as rusalkas vivem no fundo da água, sob o gelo. No verão, principalmente na chamada Semana das Rusalkas (Rusal’naia, no início de junho), podem deixar a água e subir às árvores das florestas vizinhas, tornando-se um perigo para os homens que se aventuram nas suas proximidades. Trepam aos galhos de salgueiro ou vidoeiro que pendem sobre a água e à noite, quando o luar ilumina a floresta, descem das árvores e dançam nas clareiras. Às vezes, vão às fazendas para dançar. Os russos do sul dizem que os lugares onde elas dançam podem ser encontrados procurando-se por pontos onde a grama cresce mais espessa e o trigo mais abundante. Esses círculos são chamdos хороводы, korovodyi em russo, ou korowody, em polonês. Até os anos 1930, o enterro ou banimento ritual das rusalkas no final da Rusal’naia permaneceu como um entretenimento comum.
Stuha ć – é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia, registrada na Herzegovina. Embora seu nome seja semelhante a zduhać, não há semelhança real. Stuhać vive em montanhas altas e em áreas estéreis; como ele aparenta não está descrito, entretanto é sabido que vestia mixórdias feitas de ligamentos humanos em suas pernas, para não escorregar nos precipícios da montanha .Se sua mixórdia rompesse, ele puxaria ligamentos das pernas de alguém para fazer uma nova Svarog – Deus do Sol e do Fogo. (figura acima) Telavel – Nome de um ser lituano, o ferreiro que forjou o Sol e o colocou no espaço. Tiernoglav era o deus russo-eslavo relacionado às expedições guerreiras e à vitória. É representado como tendo a cabeça negra e o bigode de prata. Tiernoglav – era o deus russo-eslavo relacionado às expedições guerreiras e à vitória. É representado como tendo a cabeça negra e o bigode de prata. Topielec, Vodník ou Utopiec – é um nome aplicado à espíritos eslavos da água. O topielce são espíritos de almas humanas que morreram se afogando, residindo no elemento de seu próprio falecimento. São responsáveis por sugar pessoas para dentro de pântanos e lagos tão bem quanto matar os animais de pé próximos a águas paradas. Turupid – é um deus guerreiro, cujo nome significa “fazer barulho”. Uldra – Pequeno povo que vivia embaixo da terra. Os uldra eram afáveis e bondosos, se os deixassem em tranqüilidade; quando um lapão armava sua tenda sobre uma moradia Uldra, estes o avisavam para que se mudasse imediatamente; protegiam os magos e feiticeiros. Urso – Filho do deus do Céu; veio à Tera com o dever de fazer reinar nela a honestidade e justiça. Era um animal bastante venerado pelos lapões. O urso protegido pelos Uldra só poderia ser morto por uma bala de prata, fundida de noite, perto de um cemitério. Vilas – são espíritos que vivem nas florestas e nas nuvens. Às vezes tomam as formas de cisnes, cobras, cavalos, falcões ou lobos, mas geralmente aparecem como belas jovens, nuas ou vestidas de branco com longos cabelos flutuantes. Na Sérvia, são jovens amaldiçoadas por Deus; na Bulgária são conhecidas como samovilas ou samodivas, meninas que morreram sem ser batizadas; e na Polônia são belas jovens que flutuam no ar para expiar sua frivolidade quando eram vivas. As vozes das vilas são tão belas quanto sua aparência e quem as ouvir esquece-se de comer, beber ou dormir, às vezes por dias. Têm poderes de profecia e de cura e às vezes ajudam seres humanos. Outras vezes, atraem jovens para dançar com elas, o que, de acordo com o humor delas, pode ser muito bom ou muito ruim para o rapaz. Quando dançam, deixam “círculos de fadas” de grama espessa e pisá-los dá azar. Oferendas às Vilas consistem em bolos redondos, fitas, frutas frescas e flores ou vegetais deixados nas árvores e cavernas sagradas. Dizem que se um só dos seus cabelos for arrancado, a vila morre, ou é forçada a voltar à sua forma verdadeira. Um humano pode ganhar controle sobre uma vila roubando penas de suas asas. Uma vez que ela as recupere, porém, ela pode desaparecer. A despeito de seus encantos femininos, porém, as vilas são guerreiras ferozes. A terra treme quando elas batalham. Montam em cavalos ou cervos quando caçam com seus arcos e flechas e matam qualquer homem que as desafie ou quebre sua palavra.
Os nomes de vilas no folclore sérvio incluem Andresila, Andjelija, Angelina, Djurdja, Janja, Janjojka, Jelka, Jerina, Jerisavlja, Jovanka, Katarina, Kosa, Mandalina, Nadanojla Ravijojla. Jerisavlja é considerada a líder, mas a mais famosa é Ravijojla, protetora do Príncipe Marko, governante da Sérvia de 1371 a 1395 que tornou-se protagonista de canções e epopéias. Segundo a lenda, quando Marko nasceu, três fadas apareceram e disseram que ele ia tornar-se um herói e substituir seu pai, o rei. Este mandou abandoná-lo em uma cesta jogada ao rio, mas uma vila o recolheu. Ao ser amamentado pela vila, Marko ganhou poderes sobrenaturais, além da ajuda de uma irmã vila, chamada Gyura. Na Bulgária as samodivas vestem camisa e saia, um cinto verde e um casaco sem mangas, decorado com penas com as quais podem voar como pássaros. São senhoras das águas e têm o poder de trazer a seca, mas nem sempre sãao hostis ou perigosas. Zaria ou Zoria – é a deusa da beleza na mitologia eslava.Uma deusa outrora popular, também associada com a manhã, Zaria foi conhecida por seus devotos como “a noiva celeste”. Era saudada na aurora como “a mais brilhante solteira, pura, sublime, honrosa”. Era também conhecida como uma sacerdotisa da água que protegia guerreiros. Zarya (заря) é a palavra russa para o “nascer do sol”, ou “estrela da manhã”. Zirnitra, ou Zir – é um dragão eslavo preto e o deus da feitiçaria. A imagem de Zirnitra foi empregada em uma bandeira Wendish quando os Wends lutaram ao invadir os Saxões. Zirnitra literalmente significa magicamente fortalecido. Rosvodiz é um apelido de Zirnitra. Z ł ota Baba – é uma deusa chamada “Mulher Dourada”. Ela recebeu muitos sacrifícios e deu oráculos, representados em ouro. Outros nomes para ela são Zhywa (Zywa) ou Zhywie (Zywie) na Polônia, Zaleta, Jezy-Baba, e Baba-Jedza (que corresponde ao Baba Yaga russo). Há lugares na Polônia e Eslováquia que seus nomes de Złota Baba incluem Babia Gora, Babi Jar ou Babiec.
Cariocecus Cariocecus ou Mars Cariocecus era o deus da guerra na mitologia lusitana. Era o equivalente lusitano para os deuses romanos Marte e para o grego Ares. Os lusitanos praticavam sacrifícios humanos e quando um sacerdote feria um prisioneiro no estômago fazia previsões apenas pela maneira como a vítima caia e pela aparência dos intestinos. Os sacrifícios não estavam limitados a prisioneiros mas também incluiam animais, em especial cavalos e bodes. É o que diz Estrabão, “ofereciam um bode, os prisioneiros e cavalos”. Os lusitanos cortavam a mão direita dos prisioneiros e as consagravam a Cariocecus. Duberdicus Duberdicus era o deus das fontes e da água na mitologia lusitana. Endovélico Endovélico é uma divindade da Idade do Ferro venerada na Lusitânia pré-romana. Deus da medicina e da segurança, de carácter simultaneamente solar e ctónico, depois da invasão romana, seu culto espalhou-se pela maioria do Império Romano, subsistindo por meio da sua identificação com Esculápio ou Asclépio, mas manteve-se sempre mais popular na Península Ibérica, mais propriamente nas províncias romanas da Lusitânia e Bética. Endovélico tem um templo em São Miguel da Mota, no Alentejo, em Portugal, e existem numerosas inscrições e ex-votos dedicados a ele no Museu Etnológico de Lisboa. O culto de Endovélico sobreviveu até ao século V, até que o cristianismo se espalhou na região Nábia Nabia era a deusa dos rios e da água na mitologia galaica e lusitana. O rio Navia, na Galiza, e o rio Neiva, perto de Braga (antiga captal da Galécia), foram baptizados em sua homenagem. Nabia era especialmente adorada entre os Brácaros, tal como é comprovado pelas inscrições epigráficas em língua céltica da Fonte do Ídolo em Braga (Bracara Augusta) e latina de Marecos (Penafiel). Interpretações recentes permitem redefinir a perspectiva tradicional de uma mera divindade fluvial. Nantosvelta Nantosvelta era uma deusa celta da natureza e da caça, assimilada pelos romanos como sendo Diana. Pelo menos um baixo-relevo dela foi encontrado na Alemanha. Nantosvelta era também a deusa da Natureza entre os lusitanos. Pena Molexa A Pena Molexa é um dos monumentos naturais mais singulares do Concelho de Narom e fica na freguesia de Santa Maria a Maior do Val, perto do assentamento castrejo de Vilasuso. A Lenda da Moura: Conta a lenda que um poderoso feitiço converteu uma fada muito bela numa rocha. Na noite do solstício de Verão desfaz-se o encantamento e por uns segundos a rocha transforma-se de novo numa mulher, que sai e mostra um tesouro. A donzela tem de procurar um pretendente que a liberte de passar outro ano inteiro fechada na rocha. Mas como deve pôr à prova o jovem, para se assegurar do seu amor, a fada dá a escolher entre ela e o tesouro. O destino manda e o pretendente, ano após ano, escolhe o cofre. Nesse momento, o ouro esvai-se e ambos fundem-se na rocha. Ela terá de ficar mais um ano à espera de repetir a história.
Lenda do rei e dos guerreiros Esta lenda conta que ao pé da Pena Molexa há outras rochas que são um rei e os seus guerreiros convertidos em penedos, também por um feitiço. Na noite do solstício de Verão, a noite do São João, transformam-se de novo em humanos, para lembrar as pessoas que sempre ficarão lá para guardar a terra. Essa noite o rei e os seus homens e mulheres percorrem e vigiam os montes, visitam e protegem as casas, além de cuidar os idosos, já que são eles que guardam as nossas antigas tradições. Ao finalizar a noite solsticial, convertem-se mais uma vez em pedra, de onde nos espreitam, ficando para todo o sempre connosco a proteger a Terra de Trasancos. A noite do São João: A noite do São João é uma data mágica. Há imensos mitos, lendas, romances e tradições relacionados com ela, perante a chegada do solstício de Verão. É considerada a grande noite do amor, os oráculos, a adivinhação e a fertilidade. Para as culturas pre-cristãs, a noite do São João era o momento de festejar que o dia, quer dizer, a vida, que vencia a noite, o eterno alter ego da morte. É verdade que naquela altura só se celebrava o solstício de Verão, o apogeu do Deus Sol. Hoje em dia, já não fica quase nada da presença espiritual, mas sim de magia e de superstições. Desde tempos pré-romanos que o lume, em forma de fogueiras, joga um papel muito importante nesta celebração. Com esta acção, tencionava-se “dar mais força ao sol” que, a partir desses dias, ia fazendo-se mais “fraco”. Os Mouros: No folclore galego, o mouro constitui o protótipo de ser sobrenatural, uma autêntica raça mítica que reflecte valores e caracteres duma sociedade sobretudo rural. Os mouros, no imaginário galego, moram en lugares onde os humanos não podem morar: abaixo da água ou da terra. Os castros, os dólmens, as covas e as profundezas das lagoas são espaços mágicos, mas principalmente são o lar dos seres sobrenaturais galegos que aparecem como os seus construtores e os seus moradores. A Deusa Mãe continua a viver hoje na etnografia galega como A Moura. É um fóssil vivente que, na manhã do São João, ao alvorecer, nos faz o presente da sua presença, quando vem à procura dum generoso esposo merecedor de compartilhar com Ela o seu amor e os seus tesouros no Além. Este é o caso da Pena Molexa no Val, um enorme megálito, de muitas toneladas de peso, acavalado de propósito e colocado em frente do lugar por onde sai a lua nova no ano chamado metónico. Tongoenabiagus Tongoenabiagus era o deus da Fonte do Juramento para o povo castrejo da Galécia, actual norte de Portugal e Galiza. A Fonte do Ídolo, em Braga, é uma fonte romana dedicada a Tongoenabiagus. Possivelmente um deus duplo, Tongoe e Nabia, é um deus das águas. Uma proposta de interpretação de Tongoenabiagus é “o deus do rio pelo qual se jura”.
Mitologia Irlandesa A mitologia da Irlanda pré-cristã não sobreviveu inteiramente à conversão ao cristianismo, mas boa parte dela foi preservada, removido o seu significado religioso, na literatura medieval irlandesa, a qual representa o mais abrangente e o mais bem preservado de todos os ramos da mitologia celta. Embora muitos dos manuscritos não tenham sobrevivido e ainda mais material provavelmente jamais tenha sido registrado pela escrita, há ainda o bastante para possibilitar a identificação de quatro ciclos distintos, embora sobrepostos: o Ciclo Mitológico Irlandês, o Ciclo do Ulster, o Ciclo Feniano e o Ciclo Histórico Irlandês. Há também certa quantidade de textos mitológicos sobreviventes que não se encaixam em quaisquer dos ciclos. Em acréscimo, há um grande número decontos de fadas registrados que, embora não sejam estritamente mitológicos, apresentam personagens de um ou mais destes quatro ciclos. As fontes As três principais fontes manuscritas da mitologia irlandesa são: o Lebor na hUidre (fins do século XI/início do século XII), que está na biblioteca da Real Academia Irlandesa, o Livro de Leinster (início do século XII), na biblioteca do Trinity College, em Dublin, e o manuscrito Rawlinson B 502 (“Rawl.”), abrigado na Biblioteca Bodleiana na Universidade Oxford. Apesar das datas destas fontes, a maior parte do material que eles contém antecede sua composição. A prosa datável mais antiga, com base em fundamentos lingüísticos, remonta ao século VIII, e alguns dos versos podem ser até do século VI.
Outras fontes importantes incluem um grupo de quatro manuscritos originados no oeste da Irlanda em fins do século XIV ou início do século XV: O Livro Amarelo de Lecan, O Grande Livro de Lecan, O Livro de Many e O Livro de Ballymote. O primeiro deles contém parte da mais antiga versão conhecida do Táin BóCúailnge, abrigada no Trinity College. Os outros três estão na Academia Real. Outros manuscritos do século XV, tais como O Livro de Fermoy, também contém material interessante, bem como obras sincréticas posteriores tais como Foras Feasa ar Éirinn (“A História da Irlanda”, cerca de 1640) de Geoffrey Keating, particularmente porque estes compiladores e escritores tardios podem ter tido acesso a fontes manuscritas desde então desaparecidas. Ao utilizar estas fontes, é sempre importante questionar o impacto das circunstâncias nas quais foram produzidas. A maioria dos manuscritos foi criada por monges cristãos, que podem ter se sentido divididos entre o desejo de recordar sua cultura nativa e sua hostilidade religiosa às crenças pagãs,resultando na evemerização de alguns deuses. Muitas das fontes tardias podem também ter sido parte de um esforço de propaganda planejado para criar uma história para o povo da Irlanda que pudesse gerar uma equivalência da descendência mitológica dos fundadores de Roma, promulgada por Geoffrey de Monmouth e outros para os invasores britânicos. Havia também uma tendência para reescrever genealogias irlandesas, de modo a que se encaixassem no esquema conhecido da genealogia grega ou bíblica. Outrora, não se questionava que a literatura medieval irlandesa preservasse tradições verdadeiramente antigas sob uma forma de tradição oral virtualmente inalterada através dos séculos até os antigos celtas. Tornou-se famosa a descrição do Ciclo do Ulster por Kenneth H. Jackson como uma “janela para a Idade do Ferro”, e Garret Olmsted tentou traçar paralelos entre Táin Bó Cúailnge, o épico do Ciclo do Ulster e a iconografia do Caldeirão Gundestrup. Todavia, esta posição “nativista” tem sido desafiada por estudiosos “revisionistas” que acreditam que muito do material remanescente foi criado em épocas cristãs numa imitação deliberada da poesia épica da literatura clássica que veio com o aprendizado do latim. Os revisionistas apontam passagens aparentemente influenciadas pela Ilíada no “Táin Bó Cúailnge” e a existência do Togail Troi, uma antiga adaptação da Eneida encontrada no Livro de Leinster e observam que a cultura material das histórias é geralmente mais próxima da época da composição das histórias do que do passado distante. Um consenso tem surgido, o qual encoraja uma leitura crítica do material. Ciclo mitológico O Ciclo Mitológico Irlandês, contendo histórias dos antigos deuses e das origens dos irlandeses, é o menos preservado dos quatro ciclos. As fontes mais importantes são o Metrical Dindshenchas ou Lore of Places (“Folclore dos Lugares”) e o Lebor Gabála Érenn ou Book of Invasions (“Livro das Invasões”). Outros manuscritos preservam estes contos mitológicos, tais como O Sonho de Angus, A Corte de Étain e Cath Maige Tuireadh, A (segunda) Batalha de Magh Tuireadh. Uma das mais bem conhecidas de todas as histórias irlandesas, Oidheadh Clainne Lir ou “A Tragédia dos Filhos de Lir”, é também parte deste ciclo.
Outras importantes personagens Tuatha Dé Danann Boann Banba Brigid Creidhne Danu Dian Cecht Donn Ériu Étain Fódla Macha Nechtan Sídhe Banshee Ciclo do Ulster O Ciclo do Ulster se passa no início da era cristã e a maior parte da ação se desenrola nas províncias do Ulster e Connacht. Consiste num grupo de histórias heróicas que tratam das vidas de Conchobar mac Nessa, rei do Ulster, o grande herói Cúchulainn, filho de Lug, e de seus amigos, amantes e inimigos. Estes são representados pelos Ulaid, ou povo do canto nordeste da Irlanda, e a ação das histórias é centrada em torno da corte real em Emain Macha, próxima a moderna cidade de Armagh. Os Ulaid têm vínculos próximos com a colônia irlandesa na Escócia, e parte do treinamento de Cúchulainn se passa naquela colônia. O ciclo consiste de histórias de nascimentos, fases iniciais de vida e treinamento, namoros, batalhas, banquetes e morte de heróis, e refletem uma sociedade guerreira na qual a guerra consiste principalmente de combates individuais e a riqueza é medida principalmente em gado. Estas histórias são escritas principalmente em prosa. O ponto central do Ciclo do Ulster é o Táin Bó Cúailnge. Outros contos importantes deste ciclo incluem A Trágica Morte do Filho Único de Aife, O Banquete de Bricriu A Destruição da Hospedaria de Da Derga. O Exílio dos Filhos de Usnach, mais conhecido como a tragédia de Deirdre e fonte das peças de John Millington Synge, William Butler Yeats e Vincent Woods, também faz parte deste ciclo. O ciclo, em alguns aspectos, está próximo ao Ciclo Mitológico. Alguns dos personagens deste último reaparecem, e o mesmo tipo de magia de mudança de forma está muito em evidência. Lado a lado com um realismo cruel, quase insensível. Embora possamos suspeitar que uns poucos personagens, tais como Medb ou Cú Roí, tenham sido outrora divindades, e Cúchulainn em particular realize proezas super-humanas, os personagens são firmemente mortais e enraizados num tempo e lugar específicos. Se o Ciclo Mitológico representa a Idade de Ouro, o Ciclo do Ulster é a Idade Heróica da Irlanda.
Ciclo Feniano Como o Ciclo do Ulster, o Ciclo Feniano ocupa-se dos feitos dos heróis irlandeses. As histórias do Ciclo Feniano parecem se situar em torno do século III e principalmente nas províncias de Leinster e Munster. Eles se diferenciam dos outros ciclos na força de suas ligações com a comunidade de língua irlandesa na Escócia e existem muitos textos fenianos oriundos daquele país. Também diferem do Ciclo do Ulster no sentido de que as histórias são contadas principalmente em verso e num tom que as colocam mais próximas da tradição do romance do que da tradição do épico. As histórias giram em torno dos feitos de Fionn mac Cumhaill e seu grupo de soldados, os Fianna. A fonte individual mais importante do Ciclo Feniano é o Acallam na Senórach (Colóquio do Velho), encontrado em dois manuscritos do século XV, o “Livro de Lismore” e o Laud610, bem como num manuscrito do século XVII de Killiney, Condado de Dublin. Por evidência lingüística, o texto, que tem cerca de 8000 linhas, foi datado como sendo do século XII, e relembra as conversas entre Caílte mac Rónáin e Oisín, o último dos sobreviventes dos Fianna, e São Patrício. As datas tardias dos manuscritos podem refletir uma longa tradição oral para as histórias dos fenianos. Os Fianna das histórias estão divididos pelo Clann Baiscne, liderados por Fionn, e o Clann Morna, liderado pelo inimigo, Goll mac Morna. Goll matou o pai de Fionn, Cumbal, em batalha e o garoto Fionn foi criado em segredo. Quando jovem, enquanto era treinado na arte da poesia, ele acidentalmente queimou seu polegar enquanto cozinhava o Salmão do Conhecimento, o que lhe permitia sugar ou morder seu polegar e receber rompantes de estupenda sabedoria. Ele tomou seu lugar como líder de seu grupo e numerosos contos são contados sobre suas aventuras. Dois dos maiores contos irlandeses, Tóraigheacht Dhiarmada agus Ghráinne (A Perseguição de Diarmuid e Gráinne) e Oisín em Tír na nÓg formam parte do ciclo. A história de Diarmuid e Grainne, que é um dos poucos contos fenianos em prosa, é a provável fonte de “Tristão e Isolda”. O mundo do Ciclo Feniano é aquele no qual guerreiros profissionais passam seu tempo caçando, pescando, lutando e vivendo aventuras no mundo espiritual. Os recém-admitidos ao grupo devem ter conhecimentos de poesia e se submeter a certo número de testes físicos e provações. Novamente, não há elemento religioso nestes contos, a menos que se considere a veneração dos heróis. Ciclo Histórico Era parte do dever dos bardos medievais irlandeses ou poetas da corte, registrar a história da família e a genealogia do rei o qual serviam. Eles o fizeram empoemas que fundiam o mitológico e o histórico em maior ou menor grau. As histórias resultantes formam o que se tornou conhecido como o Ciclo Histórico, ou mais corretamente, Ciclos, visto que existem vários grupos independentes. Os reis ali cobertos vão desde o quase inteiramente mitológico Labraid Loingsech, que tornou-se Grande Rei da Irlanda por volta de 431 a.C., ao inteiramente histórico Brian Boru. Todavia, a maior glória do Ciclo Histórico é o “Buile Shuibhne” (A Loucura de Suibhne), uma história do século XII contada em verso e prosa. Suibhne, rei de Dál nAraidi, foi amaldiçoado por São Ronan e tornou-se uma espécie de meio homem, meio pássaro, condenado a viver oculto nos bosques, fugindo da companhia humana. A história cativou a imaginação de poetas irlandeses contemporâneos e foi traduzida por Trevor Joyce e Seamus Heaney. Aventuras As aventuras, ou “echtrae”, são um grupo de histórias de visitas ao Outro Mundo irlandês. O mais famoso, Oisin in Tir na nOg, pertence ao Ciclo Feniano, mas várias histórias separadas sobreviveram, incluindo “A Aventura de Conle”, “A Viagem de Bran mac Ferbail” e a “A Aventura de Lóegaire”.
Mitologia Arabe Divindades árabes pré – islâmicas A Aglibol era um divindade lunar da região de Palmira, na antiga Síria, e seu nome significava “Cordeiro de Bel” (“Cordeiro de Deus Era retratado com um halo lunar em torno de sua cabeça e, algumas vezes, ao redor dos ombros, tendo a lua em forma de foice (crescente) como um de seus símbolos.Ligava-se ao deus solar Yarhibol em uma famosa tríade, sendo associado com as versões sírias de Astarte, “Vênus”, e Arsu, a “Estrela da Noite”. Seu culto continuou no período helênico e foi, mais tarde, levado a Roma. Al-Qaum (árabe: ‴㠱⸸〸) era o deus da guerra e da noite dos Nabateus e, ainda, guardião dos viajantes do deserto.Um enorme número de inscrições contendo seu nome foi encontrado e os arqueólogos acreditam que ele era o deus principal do panteão nabateno. Alilat era a deusa-mãe Na mitologia árabe pré-islâmica. All ā t ou Al-Lāt (Árabe: ⸸〸) foi uma deusa da Arábia pré-islâmica, que era uma das três deusas supremas de Meca. Ela é mencionada no Alcorão (Sura 53:19), a qual indica que na Arábia pré-islâmica era considerada uma das três filhas de Allah, junto com Manāt and al-‘Uzzá. Almaqah ou Ilmuqah (alfabeto arábico meridional: ; Ge’ez: ʾLMQH, árabe 㠱䁠⸸〸 ) era a divindade lunar do reino da arábia de Sabá e dos reinos de D’mt e Axum, situados na Eritreia e no norte da Etiópia. Os membros da dinastia reinante de Sabá consideravam-se seus filhos. Almaqah é representado em monumentos por um feixe de relâmpagos ao redor de uma arma curva, como uma foice. Os touros eram considerados animais sagrados para ele. Anbay era, no panteão da Arábia pré-islâmica, um deus-adivinho e juiz. Seu nome significa “porta-voz” e é considerado o “Senhor da Justiça”. Na maioria das vezes, é mencionado em conjunto com Haukim, uma outra divindade com as mesmas características suas. Amm era uma divindade lunar adorada no antigo Qataban e tinha como esposa a deusa Aserá. Os habitantes daquele reino do sul da Arábia intitulavam-se Banu Amm, os “Filhos de Amm”. Esse deus também era cultuado como um deus do tempo, pois seus atributos incluíam os relâmpagos. Arsu é o deus palmirano da estrela da noite, sendo retratado, normalmente, montando um camelo ao lado de seu irmão gêmeo Azizos. Na Arábia pré-islâmica, é conhecido como Ruda. Asira é um deus local, cultuado no norte da Arábia pré-islâmica, especialmente em Taima, um enorme oásis. Asira foi muito influenciado pela cultura egípcia, porém, seu nome foi apenas mencionado pelo rei babilônico Nabonido. Azizos ou Aziz, na antiga mitologia levantina, é o deus palmirano da Estrela d’alva, a estrela da manhã. Ele é retratado, normalmente, montando um camelo com seu irmão gêmeo Arsu e venerado, em separado, na Síria, como o deus da estrela da manhã, em companhia do deus Monimos.
Baal-Shamin, também conhecido como Beelshamên, era uma divindade suprema e a divindade solar da região de Palmira, na antiga Síria. Seus símbolos são a águia e os raios. “Beel” equivale, ainda, às palavras semitas Baal e Bel, as quais significam “Senhor”, e era um nome antigo para Enlil e Marduque. Formava uma tríade com a divindade lunar Aglibol e a divindade solar Malakbel (ou Yarhibol). Bajir, também conhecido como Bajar ou Bahar, era uma divindade menor, adorada pela tribo Azd da Arábia pré-islâmica. Além de ter sido cultuada por essa tribo, há indícios de que outras tribos vizinhas, tais como Tavy e Al-Qudaa, também poderiam tê-la reverenciado. Diz-se que Mazin bin Gadhuba al-Tayy, um nativo de Omã, foi o último guardião do ídolo e que, durante um sacrifício, ouviu uma voz que o ordenava a desistir de sua fé no ídolo para converter-se ao Islã. Neste momento, Mazin destruiu o ídolo e dedicou o resto de sua vida na disseminação da nova doutrina na região. Basamum era considerado o deus da cura no sul da Arábia pré-islâmica. Seu nome deve, provavelmente, derivar-se da forma basam, ou balsam (bálsamo), do proto-árabe, ou seja, uma planta usada na medicina antiga. D Datin era um deus-adivinho cultuado na Arábia pré-islâmica e associado, também, à justiça e ao juramento. Seu nome é bastante mencionado em inscrições daquela época. Dhat-Ba’dan era a deusa representante da natureza do antigo Yemen e Etiópia. Era considerada, também, a deusa dos oásis e cultuada, por toda a região, em pequenas lagoas circundadas por árvores. Dhu Shara ou Đū Shará (árabe: ), “Senhor da Montanha”, transliterado como Dusares, era uma divindade anacônica do antigo Oriente Médio, adorada pelos nabateus em Petra e Madain Saleh, da qual era patrono. Na antiga Grécia, era associado a Zeus, porque era o principal do panteon nabateno, assim como Dionísio. Seu santuário, em Petra, possuía um grande templo, no qual uma grande pedra, em formato de cubo (Ka’ba), era o item central. Foi mencionada pelo historiador do século IX Hisham Ibn Al-Kalbi, o qual disse, em The Book of Idols (Kitab al-Asnām), o seguinte: “O Banū al-Hārith ibn-Yashkur ibn-Mubashshir, da tribo Azd, possuía um ídolo chamado Đū Sharā”. Dhu’l-Halasa é um deus-adivinho cultuado na Arábia pré-islâmica. A forma em que é representado nos cultos é como uma pedra branca. H Haubas era um deus cultuado na Arábia pré-islâmica, especialmente no reino de Sabá. Os conselhos de Haubas eram sempre pedidos através da consulta a oráculos Haukim era uma divindade da Arábia pré-islâmica, considerado um administrador da justiça e da lei. Seu nome significa “sapiência” e provém do radical HKM.É frequentemente mencionado em conjunto com Anbay, outra divindade da justiça.