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Introdução a dentistica; nomenclatura; Isolamento; Sistema de matriz;
Tipologia: Resumos
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Dentística é uma arte e uma ciência, que procura, através da sabedoria do profissional, a verdade, o adestramento e a produção técnico-científica. Especialidade odontológica que procura conservar os dentes naturais e seus tecidos de sustentação, visando também devolver a saúde e a estética deles. Cuida da prevenção, tratamento dos defeitos dos dentes naturais e da estética e cosmética dental. Exemplo: cárie, traumatismo, má formações, abrasão, erosão, fraturas, hipoplasias de esmalte.
PRINCÍPIOS:
1902 - Black, extensão preventiva 1923 e 1924 - Hayatt e Bodecker, odontomia profilática 1942 - Klein & Knutson, nitrato de prata amoniacal 1948 - Gottlieb, cloreto de zinco e ferrocianeto de potássio (cariostático) 1950 - Miller, cimento vermelho de cobre 1958 - Bowen, selantes 1970 - Wilson & Kent, cimentos de ionômero de vidro.
Prevenção Primária - controle da dieta, técnica de higienização correta, aplicação de flúor caseira, substâncias que diminuem a placa bacteriana (clorexidine, lugol)
Prevenção Secundária - flúor aplicado em consultório, selantes de fóssulas e fissuras (não invasivo), remineralização do esmalte
Prevenção Terceária - ameloplastia, extensão preventiva, selantes invasivos, adequação do meio com cimentos ionoméricos
Promotora de Saúde
processos patológicos.
INTERSEPTAÇÃO:
ato clínico onde através de procedimentos operatórios invasivos procura-se remover o agente patogênico, que está causando alterações nos tecidos moles ou duros da cavidade oral, evitando o agravamento de um mal maior. Ex.: Remoção de cárie - remoção de contato prematura - remoção de restaurações insatisfatórias.
Preparos cavitários corretos e conversadores Proteção adequada do complexo dentino pulpar Restaurações adesivas.
Amálgama dental Resinas compostas Cerâmicas para restauração direta Cimentos de ionômero de vidro Restauração metálica fundida Cerômeros Porcelanas.
Requisitos fundamentais - conhecimento de várias ciências como química, biologia, física, anatomia, periodontia, prótese, endodontia, radiologia, cirurgia, etc -> Clínica Integrada.
Definição - conjunto de termos, onde os indivíduos de uma mesma profissão podem se falar.
PREPARO CAVITÁRIO - caixa ou cavidade que é o resultado final da remoção do tecido cariado e da observação dos principios mecânicos e biológicos para a correta restauração do elemento dentário.
De acordo com o número de faces em que ocorre: SIMPLES: 1 faces COMPOSTA: 2 faces COMPLEXA: 3 faces
De acordo com a fase dos dentes envolvidas – MOD OV O.
preservar o máximo possível todos os elementos da boca, bem como as estruturas sadias desse elementos. Remover somente o necessário para dar resistência ao dente e resistência e retenção ao material restaurador.
Cavidades de Classes:
CAVIDADES DE CLASSE IV
CAVIDADES DE CLASSE V
CAVIDADES DE CLASSE VI
Porque devemos isolar o campo operatório?
Tipos de isolamentos:
Resinas compostas
Cimento de ionômero de vidro
Relativo
Lençol de borracha: pré cotado de 12 a 15 cm, cores claras e escuras
Perfurador de dique de borracha: fura para permitir a passagem pelos dentes, parte ativa com uma parte giratória com 5 ou 6 orificios
Porta dique de borracha arco - distendido preso ou em posição, metal ou plastico
Relativo - absorventes em algodão
Material - rolos de algodão, pinça, explorador, espelho, sugador de saliva, afastador bucal, mantenedor de rolos de algodão metálicos ou plásticos
AULA 4 - INSTRUMENTAL EM DENTÍSTICA: (slides)
Matriz:
Objetivo da Matriz:
Utilização da Matriz:
Superfícies proximas dos dentes:
classe II classe III >classe IV
Superfície lisa dos dentes:
classe I composta (sulcos vestibulares MI e sulcos paltais MS)
Classe V ocasionalmente
MATRIZ
MATRICIAMENTO
REQUISITOS
PORTA MATRIZ (Tofflemire, Ivory, Siqveland) - São dispositivos mecânicos que tem por finalidade segurar a matriz em posição e ajustá-la ao redor do dente que será restaurado, permitindo que um contorno correto seja obtido.introduzem no espaço interproximal, entre a matriz e a face proximal do dente adjacente, sobre a papila gengival, para garantir a restauração correta da superfície proximal.
MATRIZES INDIVIDUAIS - São matrizes confeccionadas pelo profissional no momento da restauração que permitem uma melhor conformação na região de contato, porém, despendem maior tempo de confecção por parte do profissional.
SOLDADA - seleção da tira-matriz (5 mm ou 7 mm) - recortar 5 a 7 cm de comprimento - ajusta-se essa matriz ao colo do dente com o auxílio de um alicate no 121 ou uma pinça mosquito reta, marcando o futuro ponto de solda - leva-se a matriz ao soldador, fixando-a entre os dois eletrodos do aparelho de solda, bem próximo à marcação realizada - executam-se dois ou mais pontos de solda - coloca-se em posição no dente
CLASSIFICAÇÃO DAS MATRIZES
Tipo:
Material:
Composição:
Cavidade:
Cunhas:
São peças confeccionadas com madeira, plástico ou material elástico, que se Impede o extravasamento do material restaurador na região cervical
Ajuda a retrair o dique de borracha e a papila interdental - Promove uma separação entre os dentes adjacentes para compensar a espessura da matriz
Deve apresentar a forma exata do espaço interproximal (piramidal) com a base voltada para o tecido gengival - Devem ser inseridas pelas maiores ameias linguais de todos os dentes, exceto entre o primeiro e segundo molar superior, onde a ameia vestibular é maior.
Forma de retenção: Retenções adicionais são feitas nos ângulos diedros gengivo e ocluso axial e se estendem por todo o comprimento desses ângulos as expensas das paredes gengival e oclusal e não da parede axial.
Podem ser feitas com instrumentos manuais ou com brocas: 1. Broca cone invertido no 33 1/2 ou 34: Forma um ângulo agudo, 2. Broca tipo roda no 11 1/2 ou 12: Forma um sulco mais pronunciado em ângulo reto 3. Broca esférica pequena no 1/2 ou 1/4: forma sulcos retentivos arredondados.
Verificamos a efetividade dessas retenções com a sonda exploradora tracionando-a no sentido áxio-vestibular.
Características da cavidade: Parede axial convexa em todos os sentidos; Paredes circundantes ligeiramente expulsivas formando um ângulo reto com a superfície externa do dente; Ângulos internos do 1o grupo arredonda dos e do 2o grupo definidos; Ângulo cavo superficial nítido e sem bisel; Retenções adicionais nas paredes gengival e oclusal.
Esmalte:
Composição:
Características:
Espessura:
Dentina - “Túbulos dentinários”: Atravessam inteiramente a massa dentinária Presença de prolongamentos dos odontoblastos no seu interior Túbulos principais terminando em bi ou trifurcação
Dentina - “Disposição e quantidade dos túbulos dentinários” Dispostos grosseiramente paralelos, com trajeto sinuoso principalmente no colo do dente. 65.000 mm2 - junto à polpa. 35.000 mm2 - parte central da dentina. 15.000 mm2 - na periferia
A camada de dentina tem espessura variável nos diversos pontos da coroa dental.
Dentina - “Inter-relação dentina e polpa”: Ocorre devido à presença de prolongamentos dos odontoblastos da polpa no interior dos túbulos dentinários. Transmissão de estímulos gerados na dentina à polpa
Dentina - “Cuidados operatórios ”: Evitar remoção desnecessária Pois a dentina é responsável pela forma da coroa e configuração das raízes. É a estrutura que dá apoio ao esmalte e proteção à polpa. Quanto mais profunda a cavidade, maiores serão os estímulos à polpa.
Dentina - “Cuidados operatórios ”: Refrigeração Quando se trabalha com instrumentos cortantes rotatórios, utilizar instrumentos em boas condições e de maneira intermitente. Refrigeração com “spray” de água e ar. Cortar o mínimo e molhar o máximo.
Dentina - “Cuidados operatórios ”: Evitar gerar calor desnecessário Aumento da temperatura em 5o = 15% de mortificação pulpar. Aumento da temperatura em 11o = 60% de mortificação pulpar.
Dentina - “Cuidados operatórios ”: Evitar pressão exagerada Pois promove o deslocamento de núcleos odontoblásticos para o interior dos túbulos dentinários, causando dor e inflamação pulpar. Portanto, utilizar instrumentos bem afiados.
Composição:
Propriedades Físicas : Cor: branco-amarelada; Translucides: menor que o esmalte; Dureza: menor que o esmalte, maior que o osso; Elasticidade: maior que o esmalte; Permeabilidade: maior que o esmalte; Radiopacidade: menor que o esmalte, maior que o osso.
Classificação:
Regras do Preparo Cavitário:
Remover totalmente o tecido cariado infectado; Deixar as paredes da cavidade suportadas por dentina sadia ou por materiais com igual função; Conservar maior quantidade de tecido dental sadio; Paredes cavitárias planas e lisas; Preparo cavitário limpo e relativamente seco.
I. Forma de abertura da cavidade;
É o Tempo Operatório que visa a remoção do esmaltesem apoio dentinário, com a finalidade de expor a lesão de cárie, facilitando sua visualização e, desta forma, permitir a instrumentação das fases subseqüentes do preparo cavitário. LESÃO DE CÁRIE AMPLA.
II. Forma de contorno;
É o Tempo Operatório que visa delimitar a área da superfície do dente que deverá ser incluída no preparo cavitário.
FATORES QUE DEFINEM O CONTORNO CAVITÁRIO: Extensão da cárie Idade do paciente Risco de cárie Material restaurador
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FORMA DE CONTORNO: Todo esmalte sem apoio dentinário deve ser removido; As margens do preparo (ângulo cavo- superficial) devem estar localizadas em áreas de esmalte que possibilitem um correto acabamento das margens da restauração; Devem ser observadas as diferenças de procedimentos entre cavidades de cicatrículas e fissuras e cavidades de superfície lisa; O risco de cárie dos pacientes deve ser levado em consideração.
TEMPOS OPERATÓRIOS PREPAROS CAVITÁRIOS PARA AMÁLGAMA
I .Forma de abertura da cavidade; II. Forma de contorno; III. Remoção da dentina cariada; IV. Forma de resistência; V. Forma de retenção; VI. Forma de conveniência; VII. Acabamento das paredes de esmalte; VIII. Limpeza da cavidade.
Cicatrículas e Fissuras
Quando duas cavidades distintas estiverem separadas por estrutura sadia com menos de 1mm, elas deverão ser unidas. Caso contrário, esta estrutura deverá ser mantida, preparando-se assim, duas cavidades distintas.
III. Remoção da dentina cariada:
É o Tempo Operatório que consiste na remoção de toda dentina que encontra-se desmineralizada e infectada, pela lesão de cárie, de modo irreversível.
CORANTES: Fucsina básica 0.5 ml em 100 ml de propileno glicol
IV. Forma de resistência:
Consiste em se dar forma à cavidade para que a estrutura dental e material restaurador possam resistir aos:
Esforços mastigatórios; Variação volumétrica dos materiais restauradores; Diferenças no coeficiente de expansão térmica do dente e do material restaurador.
RESISTÊNCIA DO MATERIAL: O Amálgama de prata deve apresentar pelo menos 1.5 mm de espessura para não apresentar risco de fratura. Parede pulpar paralela em dentina.
RESISTÊNCIA DO DENTE: Ângulos internos arredondados,afim de dissipar as tensões sobre o conjunto dente-restauração. Remoção do esmalte sem suporte de dentina Paredes mesial e distal paralelas ou ligeiramente divergentes para oclusal Paredes vestibulares e linguais paralelas ou ligeiramente convergentes para oclusal
PRINCÍPIOS MECÂNICOS DE BLACK: Todo esmalte deverá estar suportado por dentina sadia; Paredes circundantes planas e paralelas entre si e perpendiculares a parede pulpar; Parede gengival plana e paralela à parede pulpar e ambas perpendiculares ao longo eixo do dente; Ângulo Áxio-pulpar arredondado; Reconstrução do ângulo Áxio-Pulpar
Localização dos preparos. Delimitação do preparo.
ABERTURA: Brocas: 1⁄4; 1⁄2, 33 1⁄2.
FORMA DE CONTORNO: Envolve áreas susceptíveis à cárie (sulcos, fissuras e as fossetas mesial e distal) e preserva as estruturas de reforço do dente (vertentes de cúspides e cristas marginais). Broca 556 colocada perpendicularmente ao longo eixo do dente e com movimentos de M para D, aprofunda-se até a metade da ponta ativa da broca e com a largura igual ou um pouco maior que o diâmetro da broca. Depois a broca é movimentada para os lados, nos sulcos V e L e também ao nível dos sulcos que originam nas fossetas M e D. A ponta da broca deve aplainar a parede pulpar e definir ângulos diedros do 2º grupo. A nível das fossetas M e D a broca segue uma inclinação que determina as paredes M e D apoiados em dentina.
FORMA DE RESISTÊNCIA E RETENÇÃO: Parede pulpar plana e perpendicular ao longo eixo do dente; Paredes circundantes paralelas entre si ou convergentes para oclusal; Paredes M e D divergentes para oclusal.
ACABAMENTO DA CAVIDADE: Preparo com broca 556 -> acabamento com broca 56. Paredes de fundo e circundantes -> enxada monoangulada. Cavo superficial sem bisel.
Abertura vestibulolingual - 1/4 de distância entre os vértices das cúspides; Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo longitudinal do dente; Paredes circundantes M, D, divergentes para oclusal; Ângulos diedros do segundo grupo vivos; Ângulo cavo superficial nítido e sem bisel.
INSTRUMENTAIS UTILIZADO:
São cavidades preparadas nas faces proximais de pré-molares e molares.
Simples, compostas ou complexas:
Simples: envolvem uma face (M ou D) Compostas: envolvem duas faces do dente (OM, OD); Complexas: envolvem três ou mais faces do dente (MOD, MOV, MODP, MODPV, etc.)
Técnica de preparo:
Forma de contorno
Caixa ocusal: Preservar, sempre que possível, estruturas de reforço, como vertentes de cúspides e crista marginal.
Cavidade de Classe II composta DO (Distal-Oclusal): Desgaste de parte da crista marginal distal, para facilitar o acesso proximal e proteger o dente vizinho.
Forma de contorno:
Forma de resistência e retenção (Restaurações com Amálgama de prata):
- Caixa oclusal; Parede pulpar plana e paralela ao plano oclusal Parede V e L formando um ângulo de 70o com a superfície externa do dente; - Caixa proximal:
Paredes V e L são convergentes para oclusal e formam um ângulo reto com a superfície externa do dente; Parede gengival plana e perpendicular ao eixo longitudinal do dente; Parede axial é plana no sentido V-L e ligeiramente expulsiva no sentido G-O; Ângulo áxio-pulpar é arredondado; Retenções adicionais feitas nas parede V e L onde são confeccionados dois sulcos verticais com a broca 699.
Forma de conveniência: Nas cavidades de Cl II o acesso à face proximal é feito pela face oclusal, então a caixa oclusal é também uma forma de conveniência.