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Guias e Dicas
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ODONTOLOGIA - DENTISTICA, Resumos de Odontologia

Introdução a dentistica; nomenclatura; Isolamento; Sistema de matriz;

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 29/03/2020

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lais_lalita97 🇧🇷

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AULA 1 CONCEITOS, FUNDAMENTOS E PRINCÍPIO:
Dentística é uma arte e uma ciência, que procura, através da sabedoria do profissional, a
verdade, o adestramento e a produção técnico-científica. Especialidade odontológica que
procura conservar os dentes naturais e seus tecidos de sustentação, visando também
devolver a saúde e a estética deles. Cuida da prevenção, tratamento dos defeitos dos
dentes naturais e da estética e cosmética dental.
Exemplo: cárie, traumatismo, má formações, abrasão, erosão, fraturas, hipoplasias de
esmalte.
PRINCÍPIOS:
1902 - Black, extensão preventiva
1923 e 1924 - Hayatt e Bodecker, odontomia profilática
1942 - Klein & Knutson, nitrato de prata amoniacal
1948 - Gottlieb, cloreto de zinco e ferrocianeto de potássio (cariostático)
1950 - Miller, cimento vermelho de cobre
1958 - Bowen, selantes
1970 - Wilson & Kent, cimentos de ionômero de vidro.
Prevenção Primária - controle da dieta, técnica de higienização correta, aplicação de flúor
caseira, substâncias que diminuem a placa bacteriana (clorexidine, lugol)
Prevenção Secundária - flúor aplicado em consultório, selantes de fóssulas e fissuras (não
invasivo), remineralização do esmalte
Prevenção Terceária - ameloplastia, extensão preventiva, selantes invasivos, adequação
do meio com cimentos ionoméricos
FASES: Exodôntica Restauradora Preventiva Promotora
de Saúde
PREVENÇÃO:
prevenir através de procedimentos operatórios clínicos a instalação de
processos patológicos.
INTERSEPTAÇÃO:
ato clínico onde através de procedimentos operatórios invasivos procura-se remover o
agente patogênico, que está causando alterações nos tecidos moles ou duros da
cavidade oral, evitando o agravamento de um mal maior.
Ex.: Remoção de cárie - remoção de contato prematura - remoção de restaurações
insatisfatórias.
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AULA 1 – CONCEITOS, FUNDAMENTOS E PRINCÍPIO:

Dentística é uma arte e uma ciência, que procura, através da sabedoria do profissional, a verdade, o adestramento e a produção técnico-científica. Especialidade odontológica que procura conservar os dentes naturais e seus tecidos de sustentação, visando também devolver a saúde e a estética deles. Cuida da prevenção, tratamento dos defeitos dos dentes naturais e da estética e cosmética dental. Exemplo: cárie, traumatismo, má formações, abrasão, erosão, fraturas, hipoplasias de esmalte.

PRINCÍPIOS:

 1902 - Black, extensão preventiva  1923 e 1924 - Hayatt e Bodecker, odontomia profilática  1942 - Klein & Knutson, nitrato de prata amoniacal  1948 - Gottlieb, cloreto de zinco e ferrocianeto de potássio (cariostático)  1950 - Miller, cimento vermelho de cobre  1958 - Bowen, selantes  1970 - Wilson & Kent, cimentos de ionômero de vidro.

Prevenção Primária - controle da dieta, técnica de higienização correta, aplicação de flúor caseira, substâncias que diminuem a placa bacteriana (clorexidine, lugol)

Prevenção Secundária - flúor aplicado em consultório, selantes de fóssulas e fissuras (não invasivo), remineralização do esmalte

Prevenção Terceária - ameloplastia, extensão preventiva, selantes invasivos, adequação do meio com cimentos ionoméricos

FASES: Exodôntica^ Restauradora^ Preventiva^

Promotora de Saúde

PREVENÇÃO:

prevenir através de procedimentos operatórios clínicos a instalação de

processos patológicos.

INTERSEPTAÇÃO:

ato clínico onde através de procedimentos operatórios invasivos procura-se remover o agente patogênico, que está causando alterações nos tecidos moles ou duros da cavidade oral, evitando o agravamento de um mal maior. Ex.: Remoção de cárie - remoção de contato prematura - remoção de restaurações insatisfatórias.

 Preparos cavitários corretos e conversadores  Proteção adequada do complexo dentino pulpar  Restaurações adesivas.

 Amálgama dental  Resinas compostas  Cerâmicas para restauração direta  Cimentos de ionômero de vidro  Restauração metálica fundida  Cerômeros  Porcelanas.

Requisitos fundamentais - conhecimento de várias ciências como química, biologia, física, anatomia, periodontia, prótese, endodontia, radiologia, cirurgia, etc -> Clínica Integrada.

AULA 2 – NOMENCLATURA:

Definição - conjunto de termos, onde os indivíduos de uma mesma profissão podem se falar.

PREPARO CAVITÁRIO - caixa ou cavidade que é o resultado final da remoção do tecido cariado e da observação dos principios mecânicos e biológicos para a correta restauração do elemento dentário.

De acordo com o número de faces em que ocorre:  SIMPLES: 1 faces  COMPOSTA: 2 faces  COMPLEXA: 3 faces

De acordo com a fase dos dentes envolvidas –  MOD  OV  O.

PRESERVAÇÃO:

preservar o máximo possível todos os elementos da boca, bem como as estruturas sadias desse elementos. Remover somente o necessário para dar resistência ao dente e resistência e retenção ao material restaurador.

RESTAURAÇÃO:

recuperação do órgão dental, como um todo, em sua forma, função e estética,

quando necessário

Principal preocupação:

  • Cárie bucal, erosão, patologias bucais.

Estabelecer princípios dos preparos cavitários:

  • classificação das lesões de cárie e dos preparos cavitários

Cavidades de Classes:

AULA 3 - ISOLAMENTO DE CAMPO OPERATÓRIO

CAVIDADES DE

CLASSE I

  • preparadas nas

regiões de má

coalescência de

esmalte, em

particular nas

cicatrículas e

fissuras.

  • Classe I - oclusal de

M e PM; ⅔ de

oclusais da face V

dos molares, ⅔

incisais das faces V

e L de todos os

dentes, cíngulo e

tubérculo.

CAVIDADES DE

CLASSE II

  • preparadas nas

faces proximais de

M e PM (somente

nas proximais de

dentes posteriores).

CAVIDADES DE

CLASSE III

  • faces proximais dos

incisivos e caninos,

sem a remoção do

ângulo incisal

(proximais de

dentes anteriores

superiores e

inferiores

CAVIDADES DE CLASSE IV

  • faces proximais dos

incisivos e caninos,

com o envolvimento

do ângulo incisal

CAVIDADES DE CLASSE V

  • terço gengival

vestibular ou lingual

de todos os dentes.

CAVIDADES DE CLASSE VI

  • Simon 1956 e

Howard 1973

  • bordas incisais e

pontes de cúspides.

Definição

  • Conjunto de procedimentos realizados na cavidade bucal com a finalidade de eliminar a umidade, propiciar condições assépticas para o tratamento e restauração dos dentes, conforme as indicações dos materiais a serem empregados.

Porque devemos isolar o campo operatório?

Tipos de isolamentos:

MATERIAL NECESSÁRIO PARA ISOLAMENTO ABSOLUTO:

Amálgama

  • Amálgama de prata com zinco - pode sofrer estresse e expansão tardia de presa
  • Amálgama de prata convencional (sem zinco) - sofre oxidação e posterior corrosão
  • utilizadas em restaurações diretas.

Resinas compostas

  • além de dificultar a ação do ataque ácido sobre a estrutura do esmalte e dentina e do sistema adesivo, acaba dificultando também a sua polimerização

Cimento de ionômero de vidro

  • sofre uma alta solubilidade, dificuldade a adesão e interferindo na resistência final da restauração

Absoluto

  • disque de borracha, mais eficiente, retração e proteção dos tecidos moles para melhor acesso e visibilidade do campo operatório. Impede aspiração ou deglutição de elementos estranhos.
  • Condições que dificultam - dentes mal posicionados, coroa clínica curta, pacientes asmáticos, respiradores bucais, alterações psicológicas e alergia ao látex.

Relativo

  • Por meio do uso de absorvente em algodão.

Lençol de borracha: pré cotado de 12 a 15 cm, cores claras e escuras

Perfurador de dique de borracha: fura para permitir a passagem pelos dentes, parte ativa com uma parte giratória com 5 ou 6 orificios

Porta dique de borracha arco - distendido preso ou em posição, metal ou plastico

Relativo - absorventes em algodão

Material - rolos de algodão, pinça, explorador, espelho, sugador de saliva, afastador bucal, mantenedor de rolos de algodão metálicos ou plásticos

AULA 4 - INSTRUMENTAL EM DENTÍSTICA: (slides)

AULA 5 - SISTEMA DE MATRIZES, MATRICIAMENTO E CUNHAS:

Matriz:

  • A matriz foi introduzida no ano de 1880 por Dwinelle e surgiu a partir da padronização dos preparos cavitários por Black.
  • A matriz é extremamente necessária nos casos em que as cavidades preparadas envolvam as superfícies proximais na presença do dente adjacente, pois impedem o escoamento e a invasão do material restaurador no espaço interproximal e nas ameias vestibular ou lingual. Quando a matriz é colocada na região interproximal ela precisa ser estabilizada e adaptada. Isto se consegue pela utilização de uma pequena peça denominada cunha, que pode ser de madeira ou plástico com secção piramidal, que é inserida no espaço interproximal.

Objetivo da Matriz:

  • Permitir a inserção e condensação do material restaurador dentro da cavidade
  • Confinar o material ainda plástico dentro da cavidade até que se adquira certa dureza
  • Permitir a reconstrução anatomofisiológica dos dentes
  • Possibilitar a restituição do contato interproximal
  • Permitir a escultura do material restaurador; Impedir o extravasamento de material para a região cervical
  • Auxiliar no isolamento do dente preparado ajudando a manter o dique de borracha em posição e a gengiva afastada

Utilização da Matriz:

Superfícies proximas dos dentes:

classe II classe III >classe IV

Superfície lisa dos dentes:

classe I composta (sulcos vestibulares MI e sulcos paltais MS)

Classe V ocasionalmente

MATRIZ

  • É uma fôrma metálica ou plástica que substitui a(s) parede(s) cavitária(s) perdida(s), proporcionando um correto contorno anatômico à futura restauração

MATRICIAMENTO

  • É o procedimento pelo qual é criada uma parede temporária oposta à parede axial.

REQUISITOS

  • Ser delgada para nao ocupar espaço.
  • Facil adaptação.
  • Resistente a pressão de condensação.
  • Fácil remoção sem causar dano à restauração.
  • Possibilitar o reforço ou estabilização por outros materiais.

PORTA MATRIZ (Tofflemire, Ivory, Siqveland) - São dispositivos mecânicos que tem por finalidade segurar a matriz em posição e ajustá-la ao redor do dente que será restaurado, permitindo que um contorno correto seja obtido.introduzem no espaço interproximal, entre a matriz e a face proximal do dente adjacente, sobre a papila gengival, para garantir a restauração correta da superfície proximal.

MATRIZES INDIVIDUAIS - São matrizes confeccionadas pelo profissional no momento da restauração que permitem uma melhor conformação na região de contato, porém, despendem maior tempo de confecção por parte do profissional.

SOLDADA - seleção da tira-matriz (5 mm ou 7 mm) - recortar 5 a 7 cm de comprimento - ajusta-se essa matriz ao colo do dente com o auxílio de um alicate no 121 ou uma pinça mosquito reta, marcando o futuro ponto de solda - leva-se a matriz ao soldador, fixando-a entre os dois eletrodos do aparelho de solda, bem próximo à marcação realizada - executam-se dois ou mais pontos de solda - coloca-se em posição no dente

CLASSIFICAÇÃO DAS MATRIZES

Tipo:

  • Individual
  • Universal

Material:

  • Amalgama
  • Materiais estéticos

Composição:

  • Metálica (Podem ser circunferenciais [Dentes posteriores] ou seccionais. Utilizada tanto em amalgama quanto em resina)
  • Plástica (Permitem a passagem de luz. São feitas de poliéster

Cavidade:

  • C.Proximais
  • C. Livres
  • Classe V
  • Classe I Composta

Cunhas:

São peças confeccionadas com madeira, plástico ou material elástico, que se Impede o extravasamento do material restaurador na região cervical

Ajuda a retrair o dique de borracha e a papila interdental - Promove uma separação entre os dentes adjacentes para compensar a espessura da matriz

Deve apresentar a forma exata do espaço interproximal (piramidal) com a base voltada para o tecido gengival - Devem ser inseridas pelas maiores ameias linguais de todos os dentes, exceto entre o primeiro e segundo molar superior, onde a ameia vestibular é maior.

Forma de retenção:  Retenções adicionais são feitas nos ângulos diedros gengivo e ocluso axial e se estendem por todo o comprimento desses ângulos as expensas das paredes gengival e oclusal e não da parede axial.

 Podem ser feitas com instrumentos manuais ou com brocas:  1. Broca cone invertido no 33 1/2 ou 34: Forma um ângulo agudo,  2. Broca tipo roda no 11 1/2 ou 12: Forma um sulco mais pronunciado em ângulo reto  3. Broca esférica pequena no 1/2 ou 1/4: forma sulcos retentivos arredondados.

Verificamos a efetividade dessas retenções com a sonda exploradora tracionando-a no sentido áxio-vestibular.

Características da cavidade:  Parede axial convexa em todos os sentidos;  Paredes circundantes ligeiramente expulsivas formando um ângulo reto com a superfície externa do dente;  Ângulos internos do 1o grupo arredonda dos e do 2o grupo definidos;  Ângulo cavo superficial nítido e sem bisel;  Retenções adicionais nas paredes gengival e oclusal.

AULA 7 - PRINCÍPIOS MECÂNICOS E BIOLÓGICOS NOS PREPAROS CAVITÁRIOS:

Esmalte:

Composição:

  • Origem epitelial
  • 96% substâncias inorgânicas
  • 1,7% substâncias orgânicas
  • 2,3% água.

Características:

  • Extremamente dura
  • Friável e quebradiço

Espessura:

  • 2,0 a 2,5 mm- cúspide dos dentes posteriores e bordas incisais dos dentes anteriores.
  • 1,0 mm - fóssulas e sulcos.
    • 0.5 mm - nível do colo dental

Dentina - “Túbulos dentinários”:  Atravessam inteiramente a massa dentinária  Presença de prolongamentos dos odontoblastos no seu interior  Túbulos principais terminando em bi ou trifurcação

Dentina - “Disposição e quantidade dos túbulos dentinários”  Dispostos grosseiramente paralelos, com trajeto sinuoso principalmente no colo do dente.  65.000 mm2 - junto à polpa.  35.000 mm2 - parte central da dentina.  15.000 mm2 - na periferia

A camada de dentina tem espessura variável nos diversos pontos da coroa dental.

Dentina - “Inter-relação dentina e polpa”:  Ocorre devido à presença de prolongamentos dos odontoblastos da polpa no interior dos túbulos dentinários.  Transmissão de estímulos gerados na dentina à polpa

Dentina - “Cuidados operatórios ”: Evitar remoção desnecessária  Pois a dentina é responsável pela forma da coroa e configuração das raízes.  É a estrutura que dá apoio ao esmalte e proteção à polpa.  Quanto mais profunda a cavidade, maiores serão os estímulos à polpa.

Dentina - “Cuidados operatórios ”: Refrigeração  Quando se trabalha com instrumentos cortantes rotatórios, utilizar instrumentos em boas condições e de maneira intermitente.  Refrigeração com “spray” de água e ar.  Cortar o mínimo e molhar o máximo.

Dentina - “Cuidados operatórios ”: Evitar gerar calor desnecessário  Aumento da temperatura em 5o = 15% de mortificação pulpar.  Aumento da temperatura em 11o = 60% de mortificação pulpar.

Dentina - “Cuidados operatórios ”: Evitar pressão exagerada  Pois promove o deslocamento de núcleos odontoblásticos para o interior dos túbulos dentinários, causando dor e inflamação pulpar.  Portanto, utilizar instrumentos bem afiados.

Dentina

Composição:

  • Origem mesenquimal.
    • 70% substância inorgânica: cristais de hidroxiapatita.
  • 18% substância orgânica 12% água.

Propriedades Físicas : Cor: branco-amarelada; Translucides: menor que o esmalte; Dureza: menor que o esmalte, maior que o osso; Elasticidade: maior que o esmalte; Permeabilidade: maior que o esmalte; Radiopacidade: menor que o esmalte, maior que o osso.

Classificação:

  • Dentinas fisiológicas
  • Dentina primária.
  • Dentina secundária.
  • Dentinas patológicas
  • Dentina esclerosada ou transparente.
  • Dentina osteóide.
  • Dentina reparativa.

Regras do Preparo Cavitário:

 Remover totalmente o tecido cariado infectado;  Deixar as paredes da cavidade suportadas por dentina sadia ou por materiais com igual função;  Conservar maior quantidade de tecido dental sadio;  Paredes cavitárias planas e lisas;  Preparo cavitário limpo e relativamente seco.

I. Forma de abertura da cavidade;

É o Tempo Operatório que visa a remoção do esmaltesem apoio dentinário, com a finalidade de expor a lesão de cárie, facilitando sua visualização e, desta forma, permitir a instrumentação das fases subseqüentes do preparo cavitário. LESÃO DE CÁRIE AMPLA.

II. Forma de contorno;

É o Tempo Operatório que visa delimitar a área da superfície do dente que deverá ser incluída no preparo cavitário.

FATORES QUE DEFINEM O CONTORNO CAVITÁRIO:  Extensão da cárie  Idade do paciente  Risco de cárie  Material restaurador

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA FORMA DE CONTORNO:  Todo esmalte sem apoio dentinário deve ser removido;  As margens do preparo (ângulo cavo-  superficial) devem estar localizadas em áreas de esmalte que possibilitem um correto acabamento das margens da restauração;  Devem ser observadas as diferenças de procedimentos  entre cavidades de cicatrículas e fissuras e cavidades de superfície lisa;  O risco de cárie dos pacientes deve ser levado em consideração.

TEMPOS OPERATÓRIOS PREPAROS CAVITÁRIOS PARA AMÁLGAMA

I .Forma de abertura da cavidade; II. Forma de contorno; III. Remoção da dentina cariada; IV. Forma de resistência; V. Forma de retenção; VI. Forma de conveniência; VII. Acabamento das paredes de esmalte; VIII. Limpeza da cavidade.

Cicatrículas e Fissuras

Quando duas cavidades distintas estiverem separadas por estrutura sadia com menos de 1mm, elas deverão ser unidas. Caso contrário, esta estrutura deverá ser mantida, preparando-se assim, duas cavidades distintas.

III. Remoção da dentina cariada:

É o Tempo Operatório que consiste na remoção de toda dentina que encontra-se desmineralizada e infectada, pela lesão de cárie, de modo irreversível.

CORANTES: Fucsina básica 0.5 ml em 100 ml de propileno glicol

IV. Forma de resistência:

Consiste em se dar forma à cavidade para que a estrutura dental e material restaurador possam resistir aos:

 Esforços mastigatórios;  Variação volumétrica dos materiais restauradores;  Diferenças no coeficiente de expansão térmica do dente e do material restaurador.

RESISTÊNCIA DO MATERIAL:  O Amálgama de prata deve apresentar pelo menos 1.5 mm de espessura para não apresentar risco de fratura. Parede pulpar paralela em dentina.

RESISTÊNCIA DO DENTE:  Ângulos internos arredondados,afim de dissipar as tensões sobre o conjunto dente-restauração.  Remoção do esmalte sem suporte de dentina  Paredes mesial e distal paralelas ou ligeiramente divergentes para oclusal  Paredes vestibulares e linguais paralelas ou ligeiramente convergentes para oclusal

PRINCÍPIOS MECÂNICOS DE BLACK:  Todo esmalte deverá estar suportado por dentina sadia;  Paredes circundantes planas e paralelas entre si e perpendiculares a parede pulpar;  Parede gengival plana e paralela à parede pulpar e ambas perpendiculares ao longo eixo do dente;  Ângulo Áxio-pulpar arredondado;  Reconstrução do ângulo Áxio-Pulpar

AULA 9 - PREPAROS CAVITÁRIOS DE CLASSE I - PARA AMÁLGAMA DENTAL
INTRODUÇÃO:

 Localização dos preparos.  Delimitação do preparo.

ABERTURA:  Brocas: 1⁄4; 1⁄2, 33 1⁄2.

FORMA DE CONTORNO:  Envolve áreas susceptíveis à cárie (sulcos, fissuras e as fossetas mesial e distal) e preserva as estruturas de reforço do dente (vertentes de cúspides e cristas marginais).  Broca 556 colocada perpendicularmente ao longo eixo do dente e com movimentos de M para D, aprofunda-se até a metade da ponta ativa da broca e com a largura igual ou um pouco maior que o diâmetro da broca.  Depois a broca é movimentada para os lados, nos sulcos V e L e também ao nível dos sulcos que originam nas fossetas M e D. A ponta da broca deve aplainar a parede pulpar e definir ângulos diedros do 2º grupo.  A nível das fossetas M e D a broca segue uma inclinação que determina as paredes M e D apoiados em dentina.

FORMA DE RESISTÊNCIA E RETENÇÃO:  Parede pulpar plana e perpendicular ao longo eixo do dente;  Paredes circundantes paralelas entre si ou convergentes para oclusal;  Paredes M e D divergentes para oclusal.

ACABAMENTO DA CAVIDADE:  Preparo com broca 556 -> acabamento com broca 56.  Paredes de fundo e circundantes -> enxada monoangulada.  Cavo superficial sem bisel.

CARACTERÍSTICAS DA CAVIDADE:

 Abertura vestibulolingual - 1/4 de distância entre os vértices das cúspides;  Parede pulpar plana e perpendicular ao eixo longitudinal do dente;  Paredes circundantes M, D, divergentes para oclusal;  Ângulos diedros do segundo grupo vivos;  Ângulo cavo superficial nítido e sem bisel.

INSTRUMENTAIS UTILIZADO:

AULA 10 - PREPAROS CAVITÁRIOS DE CLASSE II

São cavidades preparadas nas faces proximais de pré-molares e molares.

Simples, compostas ou complexas:

 Simples: envolvem uma face (M ou D)  Compostas: envolvem duas faces do dente (OM, OD);  Complexas: envolvem três ou mais faces do dente (MOD, MOV, MODP, MODPV, etc.)

Técnica de preparo:

Forma de contorno

Caixa ocusal: Preservar, sempre que possível, estruturas de reforço, como vertentes de cúspides e crista marginal.

Cavidade de Classe II composta DO (Distal-Oclusal):  Desgaste de parte da crista marginal distal, para facilitar o acesso proximal e proteger o dente vizinho.

Forma de contorno:

  • Caixa proximal: Confecção do canal de penetração à caixa proximal é feito com a broca 556 que é colocada na junção da parede pulpar e do remanescente da crista distal paralelamente ao longo eixo da coroa do dente. I. Fazemos pressão em direção a parede gengival e movimentos de V para L. A nível gengival fazemos uma perfuração da parede distal. II. Com uma cureta fazemos movimento de alavanca para distal, a fim de quebrarmos o restante desta parede. III. A profundidade da parede axial é de aproximadamente uma vez e meia o diâmetro da ponta ativa da broca.

Forma de resistência e retenção (Restaurações com Amálgama de prata):

- Caixa oclusal;  Parede pulpar plana e paralela ao plano oclusal  Parede V e L formando um ângulo de 70o com a superfície externa do dente; - Caixa proximal:

 Paredes V e L são convergentes para oclusal e formam um ângulo reto com a superfície externa do dente;  Parede gengival plana e perpendicular ao eixo longitudinal do dente;  Parede axial é plana no sentido V-L e ligeiramente expulsiva no sentido G-O;  Ângulo áxio-pulpar é arredondado;  Retenções adicionais feitas nas parede V e L onde são confeccionados dois sulcos verticais com a broca 699.

Forma de conveniência:  Nas cavidades de Cl II o acesso à face proximal é feito pela face oclusal, então a caixa oclusal é também uma forma de conveniência.