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Um guia prático para a análise de simulações orçamentárias em um contexto de mercado. O objetivo é auxiliar na tomada de decisão em orçamento empresarial, utilizando procedimentos de pesquisa bibliográfica, coleta e tratamento de dados. O guia aborda etapas como a montagem do orçamento de vendas, a realização de simulações com diferentes cenários e a elaboração de um relatório analítico que confronta os resultados das simulações.
Tipologia: Esquemas
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Análise de Simulações Orçamentárias usando um contexto de mercado: Geração de um relatório de ações.
Conhecimentos: Experienciar uma atividade de geração de simulações e de um relatório utilizando um instrumental estudado; Habilidades: coletar, analisar e relacionar dados com os conceitos estudados no conteúdo da disciplina; Atitudes: Desenvolver a capacidade de reflexão crítica sobre estratégia orçamentária a empreender referentes às áreas de atuação e perfil do profissional que atua em orçamento empresarial.
Apresentação : A atividade consiste em escolher uma área de negócios, pesquisar dados relacionados a esta área que envolvam preços praticados, volume de vendas e custos de insumos (matérias-primas), mão de obra, serviços terceirizados, etc.), montar um orçamento de previsão de vendas e a partir desta primeira previsão fazer simulações , variando algumas destas previsões. Ao final o aluno deve consolidar o que pesquisou, coletou e simulou em um relatório descritivo que explicite nas conclusões o que o aluno observou ao fazer o confronto das simulações que fez. ETAPA 1 Montagem do Orçamento de vendas (20 horas) Escolher uma área de negócios, pesquisar dados relacionados a esta área que envolvam preços praticados, volume de vendas e custos de insumos (matérias-primas), mão de obra, serviços terceirizados etc.), montar um orçamento de previsão de vendas.
ETAPA 2 O aluno deve pelo menos efetuar as seguintes simulações (12 horas): a) Variar quantidade prevista em vendas: Simular aumento de 20% e 50% nas vendas e redução de 30% nas vendas. b) Variar preços; Simular aumento de 5%, 10% e 25% no preço que foi estimado no orçamento de vendas e depois simular uma redução de 20 % no preço estimado. ETAPA 3 O aluno deve consolidar as simulações, comparando o impacto que elas geram na previsão do orçamento de vendas, na forma de um relatório descritivo ( Horas).
Nesta etapa, o aluno deverá transformar todas as informações adquiridas, com a estrutura de um texto, referenciando as fontes de dados. Sugere-se que a estrutura do Relatório analítico envolvendo as etapas seja composta de: INTRODUÇÃO Detalhar a área de negócio escolhida, Descrever os dados coletados e que serão usados na montagem do orçamento de vendas. Apresentar o Orçamento de vendas que foi estimado. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DAS INFORMAÇÕES COLETADAS Apresentar os resultados das simulações realizadas, podem ser em forma de tabelas, gráficos, quadros, texto ou outra forma que os alunos julgarem pertinente; CONCLUSÃO Confrontar as simulações realizadas, relatando o impacto observado no orçamento de vendas para as simulações realizadas. REFERÊNCIAS Listar as referências completas das fontes que foram citadas. (livros, artigos, sites, revistas técnicas e outros;
Alguns preços podem ser indexados ao câmbio (dólar, euro), pois correspondem a produtos importados ou cotados em bolsa de mercadorias internacionais (como soja). Outros preços são decorrentes de contratos com fornecedores, onde fixa-se periodicamente o reajuste de acordo com a inflação ou outro indicador. Então, para se ter uma previsibilidade mínima do valor de compra dos estoques, temos que estimar a “inflação dos produtos” da empresa. VARIAÇÃO DE VOLUME O próximo passo é ajustar o volume (físico) de compras ao volume (físico) de vendas projetadas. Deve-se levar em conta, neste cálculo, o lançamento de novos produtos. A engenharia de produção pode estimar, com base na planilha técnica dos produtos a serem lançados, quais as unidades de compras adicionais necessárias. CUSTO DOS PRODUTOS E MERCADORIAS VENDIDAS Uma vez determinado o volume de compras, por dedução, se apurará o custo dos produtos e mercadorias vendidas. A fórmula de apuração do CPV ou CMV é: CPV ou CMV = Ei + C – Ef Onde: CPV = Custo dos Produtos Vendidos CMV = Custo das Mercadorias Vendidas Ei = Estoques Iniciais C = Custo das Compras Ef = Estoques Finais Nota: nesta terminologia, CPV relaciona-se aos produtos fabricados (atividade industrial), e CMV ás mercadorias adquiridas para revenda (atividade comercial). CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS Na orçamentação de custos e despesas operacionais, a contabilidade terá relevância, pois apresentará os valores históricos, relacionando o nível de operações com os correspondentes desembolsos, tais como: tributos sobre vendas, folha de pagamento, despesas gerais de produção, despesas administrativas e de vendas, despesas financeiras, etc. A contabilidade, como fornecedora de informações regulares e acumuladas sobre desembolsos relativos a custos e despesas operacionais, será uma grande fonte histórica de dados para a projeção orçamentária de tais despesas.
Com base no valor acumulado anual de tais desembolsos, pode-se prever a dinâmica futura de tais gastos, incluindo: 1. Os efeitos da variação de preços sobre produtos e serviços consumidos na atividade operacional. 2. As eventuais variações físicas/quantitativas do consumo, relacionadas á expansão ou redução de negócios.
3. Subsídios para despesas novas que serão exigidas em função de novos produtos ou serviços a serem lançados. VARIAÇÃO DE PREÇOS A tendência é que os preços, em mercado livre, tenham convergência para os principais índices de inflação. Assim, um orçamento com base histórica na contabilidade precisará estimar tais índices e aplicá-los sobre os valores nominais incorridos no exercício anterior. VARIAÇÕES FÍSICAS/QUANTITATIVAS A abertura de uma filial, a expansão (ou redução) de negócios e linhas de produtos, a introdução de serviços ou modernização de atividades irão exigir que as projeções orçamentárias incluam tais aspectos em sua base. Novamente, a contabilidade tem muito a contribuir com o gestor. Como exemplo, a abertura de uma filial de vendas. Se a contabilidade é departamentalizada (registrando os centros de custos), poderá fornecer bases para se estimar os custos de uma nova filial, com base numa filial já instalada e operacional. DESPESAS NOVAS Não somente a expansão dos negócios exigirá despesas novas. Boa parte dos novos custos e despesas empresariais relacionam-se com obrigatoriedade de atendimento de legislação, reestruturação operacional, modernização ou outros itens que não implicam, necessariamente, em novos negócios (receitas). Como exemplo, uma empresa que estará sujeita á regulamentação especial relativa á Vigilância Sanitária. Se, no ano anterior, deixou de implementar os gastos necessários á adequação da legislação, precisa prever tais desembolsos no orçamento corrente. As bases contábeis, neste caso, poderão ser insuficientes para uma correta projeção. Entretanto, o gestor poderá utilizar-se da contabilidade para determinar quais despesas similares já estão presentes, e como se correlacionarão com as despesas novas. RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS A grande dificuldade dos gestores de empresas é prever, com antecedência, quais os custos financeiros que serão incorridos nas atividades. Novamente, a contabilidade tem uma contribuição específica para tais projeções.