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Ortodontia oclusão normal, Resumos de Ortodontia

Ortodontia primeira prova. Oclusão normal mista, broadbent

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 17/08/2019

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Resumo para a 1ª Prova Teórica de Ortodontia
Maria Carmen Pereira
AULAS TEÓRICAS BLOCO I
1. Introdução: Filosofia e Objetivos do Curso Prof. Matilde 04/04
2. Métodos de Estudo do Crescimento Ósseo Prof. Liliane 06/04
3. Crescimento da Maxila e Crescimento da Mandíbula Prof. Ana Maria 11/04
4. Oclusão Normal na Dentição Decídua Prof. Vinícius 13/04
5. Oclusão Normal na Dentição Mista Prof. Eduardo 20/04
6. Oclusão Normal na Dentição Permanente Prof. Lincoln 27/04
7. Evolução da Oclusão Dentária Normal Prof. Luciana 27/04
8. Classificação das Maloclusões Prof. Margareth 02/05
9. Etiologia das Maloclusões Fatores Gerais Prof. Liliane 04/05
10. Etiologia das Maloclusões Fatores Locais Prof. Matilde 09/05
11. Etiologia das Maloclusões Fatores Locais Prof. Mônica 11/05
12. Etiologia das Maloclusões Fatores Locais Prof. Antônio Carlos 16/05
13. Etiologia das Maloclusões Diastemas Interincisais Prof. Luciana 18/05
1. INTRODUÇÃO: FILOSOFIA E OBJETIVOS DO CURSO
Prof. Matilde
Conceito de Oclusão
Oclusão dentária normal Leva em consideração vários fatores além do
estático. Possui características de perfeição.
Oclusão dentária excelente → Possui pequenas giroversões, diastemas.
Níveis de Atuação em Ortodontia
Prevenção
A ortodontia preventiva é o conjunto de procedimentos realizados para preservar
a integridade do que parece ser a oclusão normal em um momento específico.
Nível primário de atuação.
→ Intervenção para que uma maloclusão não se instale.
A ortodontia não é capaz de alterar padrões de crescimento, por isso a
prevenção é limitada
Existem maloclusões que não são passíveis de serem prevenidas (etiologia:
hereditariedade).
→ Atuação junto aos pacientes infantis (crianças e adolescentes) que estão em fase
de desenvolvimento e crescimento.
Objetivo: Manter uma dentição decídua hígida, pois a dentição temporária hígida
com todos os dentes hígidos, mantidos até o seu tempo normal de esfoliação, é o
melhor mantenedor de espaço para que os dentes permanentes sucessores possam
erupcionar.
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Resumo para a 1ª Prova Teórica de Ortodontia

Maria Carmen Pereira

AULAS TEÓRICAS – BLOCO I

  1. Introdução: Filosofia e Objetivos do Curso – Prof. Matilde – 04/
  2. Métodos de Estudo do Crescimento Ósseo – Prof. Liliane – 06/
  3. Crescimento da Maxila e Crescimento da Mandíbula – Prof. Ana Maria – 11/
  4. Oclusão Normal na Dentição Decídua – Prof. Vinícius – 13/
  5. Oclusão Normal na Dentição Mista – Prof. Eduardo – 20/
  6. Oclusão Normal na Dentição Permanente – Prof. Lincoln – 27/
  7. Evolução da Oclusão Dentária Normal – Prof. Luciana – 27/
  8. Classificação das Maloclusões – Prof. Margareth – 02/
  9. Etiologia das Maloclusões – Fatores Gerais – Prof. Liliane – 04/
  10. Etiologia das Maloclusões – Fatores Locais – Prof. Matilde – 09/
  11. Etiologia das Maloclusões – Fatores Locais – Prof. Mônica – 11/
  12. Etiologia das Maloclusões – Fatores Locais – Prof. Antônio Carlos – 16/
  13. Etiologia das Maloclusões – Diastemas Interincisais – Prof. Luciana – 18/

1. INTRODUÇÃO: FILOSOFIA E OBJETIVOS DO CURSO

Prof. Matilde

Conceito de OclusãoOclusão dentária normal → Leva em consideração vários fatores além do estático. Possui características de perfeição.  Oclusão dentária excelente → Possui pequenas giroversões, diastemas.

Níveis de Atuação em OrtodontiaPrevenção

→ A ortodontia preventiva é o conjunto de procedimentos realizados para preservar a integridade do que parece ser a oclusão normal em um momento específico.

→ Nível primário de atuação. → Intervenção para que uma maloclusão não se instale.

→ A ortodontia não é capaz de alterar padrões de crescimento, por isso a prevenção é limitada → Existem maloclusões que não são passíveis de serem prevenidas (etiologia: hereditariedade). → Atuação junto aos pacientes infantis (crianças e adolescentes) que estão em fase de desenvolvimento e crescimento. → Objetivo : Manter uma dentição decídua hígida, pois a dentição temporária hígida com todos os dentes hígidos, mantidos até o seu tempo normal de esfoliação, é o melhor mantenedor de espaço para que os dentes permanentes sucessores possam erupcionar.

Maria Carmen Pereira

Métodos de atuação

 Exame clínico criterioso ( contagem dos elementos dentários , reconhecimento de anomalias de número e forma, que são fatores causais de maloclusões);  Técnicas básicas de higienização (atenção e orientação);  Orientação com relação à dieta ;  Fluorterapia ;  Realizar restaurações adequadas em pacientes que apresentarem lesões cariosas, restabelendo os pontos de contato e a anatomia dentária , e, evitando que os dentes migrem para a região de perda de tecido dentário;  Confecção de mantenedores de espaço quando há perda precoce de elementos dentários decíduos (Ex.: Arco lingual → Tem como função manter o perímetro do arco dentário que se tenha espaço adequado para erupção dos dentes permanentes sucessores).

Interceptação

→ Nível de atuação que conjuga procedimentos que impedem a progressão de maloclusões, podendo melhorá-las ou transformá-las em oclusões normais. Impedir que algo progrida e se instale em definitivo.

→ Atuação junto aos pacientes infantis (crianças e adolescentes) que estão em fase de desenvolvimento e crescimento.

→ São procedimentos simples, passíveis de serem realizados pelo clínico e pelo odontopediatra, interceptando algo que está em desenvolvimento, evitando que progrida. (Ex: extração seriada).  Correção

→ Tipo de intervenção usada para corrigir uma maloclusão já instalada. Procedimentos que permitem modificar, alterar uma maloclusão, tornando-a o mais próximo possível de uma oclusão dentária normal. (Ex: aparelho fixo). → Pacientes em fase de dentição permanente, com a maloclusão estabelecida.

→ Não está ao alcance do clínico, deve ser tratada pelo especialista.

2. MÉTODOS DE ESTUDO DO CRESCIMENTO ÓSSEO

Prof. Liliane

IntroduçãoObjetivos do Estudo de Crescimento Ósseo  Determinar qual local da face está crescendo em cada fase de desenvolvimento;  Determinar qual o tipo de crescimento que ocorre em cada região;  Determinar a quantidade de crescimento que ocorre em cada fase de desenvolvimento;  Entender de desenvolvimento para diagnosticar uma maloclusão e saber quando intervir;  Reconhecer variações da normalidade.

c) Classificação e Ordenação

→ Usados para dados que são difíceis de serem medidos (Ex: Estágios de Nolla – 0 – ausência de cripta, 1 – presença de cripta...).

d) Medidas Quantitativas

→ Um conhecimento é transformado em número e um instrumento de medição é utilizado. É a forma mais científica. Os dados são colhidos de 3 formas:

d.1) Dados diretos → São medidas obtidas diretamente do paciente ou do cadáver que está sendo observado, através de réguas, compassos, fitas métricas, paquímetro, etc. d.2) Dados indiretos → São medidas obtidas a partir da reprodução da pessoa real do estudo (Ex:. radiografia, fotografia, modelo de gesso). Desvantagem: alteração das dimensões. d.3) Dados inferidos → São derivados de uma subtração entre duas medidas (diretas ou indiretas).

Métodos Usados para Reunir os Dados de Crescimento

a) Método Longitudinal → Estudo obtendo os dados do mesmo indivíduo ou grupo de indivíduos em diversas fases da sua vida, em intervalo de tempos regulares. → Vantagens:

 Método mais preciso de coleta de dados;  Permite o estudo de um padrão individual de desenvolvimento por tratar-se das mesmas pessoas;  Um erro de medida é facilmente detectado e corrigido. → Desvantagens:

 Tempo;  Desgaste da amostra;  Custo elevado de equipamento e equipe.

b) Método Transversal → Estudo obtendo dados de indivíduos ou grupo de indivíduos em fases diferentes de crescimento. → Vantagens:

 Tempo;  Custo;  Tamanho da amostra (mais fácil obter uma grande amostra);  Uso em cadáveres, esqueletos;  Permite repetição mais rápida. → Desvantagens:

 Dificuldade de padronização;  Presumir que os grupos são homogêneos ou heterogêneos;  As características individuais ficam mascaradas.

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c) Método Semi-Longitudinal ou Misto

→ É a associação dos dois métodos anteriores. Estuda diferentes grupos de indivíduos por um intervalo de tempo não muito longo. Aproveita as vantagens de cada método.

Principais Métodos de Estudo de Crescimento Ósseo

Abordagens de Medição a) Osteometria

→ Medições realizadas em osso. → Vantagem: medição feita diretamente sobre o osso.

→ Desvantagem: não são conhecidos idade, sexo, raça, origem, causa da morte. b) Antropometria

→ Medição de dimensões esqueléticas em indivíduos vivos, usando as mesmas referências da osteometria. (Ex: perímetro cefálico, largura bizigomática, índice cefálico).

→ Vantagens:  Acompanhar diretamente o crescimento do indivíduo por medições repetidas;  Pode ser feito um estudo longitudinal do paciente.

→ Desvantagem:

 Dificuldade de medição porque o ponto de referência óssea está sob tecido mole (variação em função da espessura do tecido mole).

c) Cefalometria Radiográfica → Estudo realizado por medidas feitas em um desenho (traçado cefalométrico) obtido a partir de uma radiografia cefalométrica.

→ Trata-se de uma radiografia lateral da cabeça onde se realiza medições ósseas no raio X e em um papel de acetato obtemos o traçado cefalométrico.

→ No raio X existe o cefalostato, dispositivo que permitirá a posição padronizada da cabeça.

→ Foi um dos primeiros estudos que mostraram que a mandíbula tem um crescimento para frente e para baixo, em direção ântero-posterior.

→ Vantagem: medição direta no osso, identificação da quantidade e da direção do crescimento.

d) Métodos Tridimensionais → Tomografia computadorizada.

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→ Desvantagens:

 Radioatividade;  Inviável para estudo de crescimento ósseo em humanos;  Dificuldade de utilização;  Custo. d) Marcadores Naturais

→ Uso de características de desenvolvimento do próprio osso. → Faz-se várias radiografias em série utilizando estruturas anatômicas que não mudam de lugar. (Ex: canal mandibular). e) Associação de Métodos

→ Tentar associar mais de um método, buscando reunir as vantagens de cada um.

Conclusão

→ O método mais completo são os corantes vitais, porém não são utilizados em humanos.

→ O método mais usado em humano e mais completo seria a associação da cefalometria com os implantes metálicos.

→ O método mais usado em humanos é a cefalometria e a tomografia computadorizada.

3. CRESCIMENTO DA MAXILA E CRESCIMENTO DA MANDÍBULA

Prof. Ana Maria

Importância do Estudo do Crescimento Facial

→ O crescimento facial é importante na Ortodontia, uma vez que as alterações no padrão de normalidade da morfologia craniofacial são fontes de maloclusões severas e as alterações clínicas do crescimento e a morfologia óssea são uma base fundamental para o tratamento ortodôntico.

Mecanismos de Formação Óssea

→ Há dois tipos de crescimento ósseo: endocondral e intramembranoso.

→ A formação óssea é derivada dos osteoblastos e a absorção óssea é derivada do osteoclastos, tal interação faz com que tenhamos um tipo de crescimento ósseo estimulado por padrões morfogenéticos e por condições vizinhas ao osso.

→ O crescimento ósseo pode acontecer a partir de um núcleo central ou pode ser do tipo lamelar.

a) Endocondral

→ Extremidade dos ossos longos, vértebras, costelas, procesos condilares da mandíbula e sincondroses da base do crânio.

→ Necessita de matriz cartilaginosa. Nas áreas de intensa proliferação, tem um número de células pré determinadas a não crescerem mais, depois de usados.

Maria Carmen Pereira

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→ O crescimento pode ser bipolar, isto é, crescer em dois sentidos.

→ A matriz é hormônio-dependente, isto é, tem um crescimento maior ou desenvolvimento quando na presença de determinado tipo hormonal.

DISCO CARTILAGINOSO → CÉLULAS INDIFERENCIADAS → MODIFICAÇÃO DAS CÉLULAS INDIFERENCIADAS → HIPERTROFIA → CALCIFICAÇÃO → OSSIFICAÇÃO

b) Intramembranoso

→ Ossos do crânio, maxila, corpo da mandíbula e diáfase dos ossos longos.

→ Estimulado basicamente pelo periósteo. Necessita que um acúmulo de células mesenquimais indiferenciadas sejam estimuladas para que ocorra a formação óssea.

→ A ação muscular faz com que ele possa se modificar por absorção ou deposição óssea.

c) Sutural

→ A soldura da sutura só ocorre na presença de síndrome. Normalmente, entre as suturas há tecido fibroso.

→ Caso as suturas estejam imbricadas, o crescimento ósseo será alterado no seu formato e na sua dimensão

Resumindo:

Formação óssea a partir dos osteoblastos → Formação óssea intramembranosa

Formação ósse a partir de um precursos cartilaginoso → Formação óssea endocondral.

Remodelação Óssea

→ Independe da origem do osso (endocondral ou intramembranoso).

→ Fenômeno mediador de todo o crescimento ósseo.

→ Ocorre em todos os lugares do corpo e durante toda a vida (a cada 2 anos apresentamos um novo osso).

→ Funções do remodelamento ósseo: manter a forma e aumentar o tamanho.

  • APOSIÇÃO – Atividade osteoblástica seguida de incremento ósseo.
  • REABSORÇÃO – Atividade osteoclástica seguida de diminuição de volume ósseo.

Áreas de Crescimento da Face a) Crescimento da Base do CrânioFrontalOcciptalParietaisTemporais

Maria Carmen Pereira

Áreas de Crescimento da MaxilaÓrbitas  Formadas pelos ossos: maxila, etmoide, lacrimais, frontal, zigomático, asa maior e asa menor do esfenoide.  Ao nascimento, o globo ocular é praticamente um órgão adulto.  Aposição na parte medial e assoalho, reabsorção nas laterais.  O crescimento da órbita é caracterizado pelo transladar de uma posição mais mediana para uma posição mais lateral.  Cavidade Nasal  Desenvolve-se com a respiração.  Reabsorção na lateral e assoalho da cavidade nasal, aposição no palato duro e vômer (para comportar o crescimento nasal). Aposição no sentido vertical para aumentar a dimensão da face em altura.  Seio Maxilar  Reabsorção nas corticais de revestimento dos seios maxilares, exceto na medial lateral (parede nasal medial), onde ocorre aposição (se move com a expansão nasal lateral).  Quando o bebê passa a erguer a cabeça, significa que ele apresenta boa formação do seio maxilar. A pneumatização do seio maxilar facilita o levantamento da cabeça.  Osso Malar  Aposição posterior e reabsorção anterior.  Arco Zigomático  Horizontal: aposição posterior, reabsorção anterior.  Vertical: aposição na face lateral, reabsorção na face medial.  “Alicerce para as bochechas”.  Tuberosidade Maxilar  O aumento da tuberosidade ocorre por volta dos 5-6 anos para criar espaço para a erupção dentária.  Processo Alveolar  Depende dos dentes.  Crescimento vertical na maxila, crescimento em largura e ântero-posterior.  A erupção dentária traz consigo um acréscimo de altura alveolar, dando a dimensão vertical do paciente.

Palato  Ponto A – Estabilidade relativa. Onde existe acomodação entre a parte superior da maxila e a região dentoalveolar. Ponto usado na cefalometria.  Pré-Maxila  Cresce em largura na sua base e tem configuração divergente para aumentar a largura do arco dentário. Cresce para baixo e em largura nos processos alveolares.  Reabsorção na face interna (parte inferior) e aposição na parte interna. Na região superior, sofre reabsorção, pois a cavidade nasal está sendo criada.  Formação da espinha nasal anterior.  Ponto A → Ponto onde há grande acomodação entre a parte superior e a parte dentoalveolar que será dinâmica na época da erupção dos dentes. Esse ponto tem estabilidade relativa.

Maria Carmen Pereira

Suturas  Ajustes de crescimento.  Aposição óssea nas bordas suturais, direção do crescimento resultante para baixo e para frente.  As suturas são paralelas entre si.  São elas: zigomático temporal, fronto nasal, zigomático maxilar, pterigopalatina.  A sutura palatina mediana colabora com a largura da maxila, não é centro de crescimento, é compensadora de crescimento.

♥ RESUMO

Crescimento Transverso Sutura palatina mediana Processo alveolar Remodelamento das superfícies externa e interna (processo palatino) Crescimento Vertical Processo alveolar Suturas Soalho da cavidade Soalho nasal Crescimento Ântero-posterior Tuberosidade maxilar Sutura palatina transversa Deslocamento secundário consequente da base do crânio

Maria Carmen Pereira

Mento  Aposição óssea individual que é comandada por geneticamente, não tem padrão de crescimento.

♥ RESUMO

Crescimento Transverso

Côndilos

Ramos

Processos Coronoides

Crescimento Vertical

Côndilos

Processo Alveolar

Processos Coronoides

Crescimento Ântero-Posterior

Côndilos

Ramos

Indicadores de Crescimento e Maturação Esqueletal  Desenvolvimento físico: estatura, aparecimento de pelos...  Idade cronológica  Idade dentária  Idade esquelética

♥ O surto de crescimento é mais expressivo no sexo masculino (altura, côndilos, suturas) ♥ Surto puberal de crescimento:

3 anos = ♀♂

♀ 6-7 anos, ♂ 7-9 anos ♀ 9-12 anos, ♂ 10-13 anos

Variação  Não existem dois indivíduos iguais.  Cada indivíduos cresce de uma maneira.  O crescimento de um indivíduo pode estar na média ou em extremos.  Curva de distribuição normal.

Radiografia de Punho e MãoObservar: Dedo médio → A distância entre a diáfise e a epífise corresponde a um espaço radiolúcido, espaço que corresponde ao disco de crescimento que tem crescimento bipolar. Conforme o crescimento ocorre, a faixa radiolúcida

diminui. Quando esse disco biconvexo (epífise) começa a crescer no sentido lateral e fica da mesma largura da diáfise, o paciente está no surto máximo de crescimento. “Quando a epífise começa a capear a díáfise”.

4. OCLUSÃO NORMAL NA DENTIÇÃO DECÍDUA

Prof. Vinícius

Dentição DecíduaPeríodo Pré-Natal: odontogênese e calcificação.  Período Pós-Natal: período pré-dental, dentição decídua, dentição mista e dentição permanente.

O desenvolvimento da oclusão humana começa a partir da 6ªsemana de vida intra-uterina. ♥ O final da dentição decídua ocorre com a irrupção do 1º molar permanente, por volta dos 6 anos de idade.  Características da Dentição Decídua

  1. Anatomia → Anatomia mais simplificada.
  2. Cor → São dentes mais brancos por serem menos mineralizados.
  3. Tamanho → São menores.
  4. Número → Apenas 20 dentes. (Dentição permanente: 32).
  5. Grau de mineralização → São menos mineralizados, pois são programados para a obsolescência.
  6. Funções → Manutenção de espaço para a irrupção da dentição permamente; desenvolvimento e maturação dos processos alveolares; desenvolvimento da maxila e da mandíbula no sentido vertical e no sentido látero-posterior.
  7. Forma dos arcos → Arco superior em forma ovoide ou semi-circular, menos amplo se comparado à fase pré-dental. O arco inferior tem forma de ferradura.
  8. Relação de contato dos dentes → Geralmente, cada dente irá ter contato com outros 4 dentes (Exceções: ICI – ICI e ILI; 2ºMS – 2ºMI e 1ºMS)
  9. Inclinação axial dos dentes decíduos → Os dentes decíduos estão verticalizados, quase não existe angulação em relação ao osso alveolar. As curvas de Spee e de Wilson não existem na dentição decídua.
  10. Espaços interdentais → Presença de espaços de Baume (diastemas generalizados) que são desejáveis para substituição dos dentes decíduos pelos permanentes (Arco tipo I de Baume).
  11. Trespasse horizontal (overjet) → Próximo a zero.
  12. Trespasse vertical (overbite) → Antes da erupção dos 1ºs M decíduos, o overbite será acentuado ou exagerado (100%), e, depois da erupção, será uma sobremordida em tipo.
  13. Relação dos caninos → Caninos superiores posicionados mais para distal em relação aos caninos inferiores em razão do maior volume mésio-distal dos dentes superiores anteriores em relação aos dentes inferiores.
  14. Momento da esfoliação → A dentição decídua tem um plano de obsolescência.

Maria Carmen Pereira

Rizólise

 Processo fisiológico de reabsorção radicular, sofrido pelos dentes decíduos, quando se inicia o processo de erupção dos dentes permanentes.  Consequências da rizólise → Perda de inserção, esfoliação e erupção do dente permanente.

Período Pós-Natal – Período Pré-Dental ou Período dos Roletes Gengivais  Características do Período dos Roletes Gengivais  Pregas ou saliências na região vestibular (abaulamentos gengivais) → Abaixo de cada abaulamento há umm germe dentário.  Espessamento da mucosa gengival que está firmemente aderida ao processo alveolar →A gengiva é fibrosa, não se move.  Inserção baixa do freio labial → À medida que o dente inicia o processo de erupção, o processo alveolar cresce verticalmente, mas o frio labial se mantém na mesma altura, portanto, não é o freio labial que passa a ter uma posição mais alta, e sim o processo alveolar que aumentou sua dimensão vertical.  Mucosa gengival rosada.  Ausência de osso recobrindo a coroa dos dentes decíduos, principalmente por vestibular.  Maxila e mandíbula subdesenvolvidas → Tem o desenvolvimento adequado para a idade.  Perfil facial tende a ser convexo → Perfil esperado para a idade.  Mandíbula retrognata → Esperado para a idade.

 Arco superior amplo, em forma de ferradura arredondada, palato raso e arco inferior em forma de “U”.  Relação sagital ou ântero-posterior dos arcos → Rolete gengival inferior retruído/distal em relação ao arco superior.  Relação vertical dos arcos → Os roletes gengivais tocam-se apenas na região posterior, não há contato na região anterior para facilitar a amamentação.  Postura neonatal da língua → Em repouso, a lingua se interpõe entre os roletes gengivais.  Deglutição infantil ou visceral → Há contração ativa dos lávios e a ponta da língua em contato com o lábio inferior. A criança estimula o posicionamento correto da mandíbula.

Maria Carmen Pereira

 ATM → Pouco desenvolvida, plana, o côndilo da mandíbula é achatado; eminência articular com pouca elevação; fossa glenóide quase plana.  AmamentaçãoImportância → Nutrição; resistência imunológica; sucção; estímulo ao desenvolvimento muscular e ósseo.  Fisiologia da Amamentação → A língua funciona como um êmbolo.  Erupção dos Dentes Decíduos  Movimento do dente de seu sítio de desenvolvimento, no interior da cripta óssea (osso alveolar), em direção ao plano oclusal, até sua posição funcional nas arcadas, depois de haver formação de pelo menos 1/3 da raiz.  Irrupção → Movimento através do qual o dente surge na boca. No momento em que o dente vence a mucosa e aparece na boca, ele irrompe. O movimento de erupção existe enquanto não há dente na boca.  Sintomatologia  Salivação excessiva;  Inflamação gengival local (tumefação);  Úlceras bucais;  Erupções cutâneas peribucais;  Apatia e irritabilidade;  Alterações do sono;  Falta de apetite;  Dificuldade para comer;  Alterações gastrointestinais;  Febre baixa.  Cronologia de Irrupção dos Dentes Decíduos IC – 8º mês IL – 10º mês C – 20º mês 1ºM – 16º mês 2ºM – 27º mês  Sequência de Erupção dos Dentes Decíduos ♥ As raízes devem estar totalmente formadas por volta dos 3 anos. ♥ Com 2 anos é esperada a erupção dos segundos molares decíduos.  Incisivos Decíduos  6-7 meses de vida.  Estabelecimento da guia incisal (a criança começa a ter algum senso de movimentos ântero-posteriores da mandíbula).  Movimento mandibular de abertua e fechamento será do tipo charneira.  Influência do lábio e da língua no posicionamento dos incisivos decíduos.  Postura de repouso da língua é modificada (atrás dos incisivos superiores, posição mais posterior).  Primeiros Molares Decíduos  Por volta de 1 ano de idade.  1ºMI: 12 meses; 2ºMS: 14 meses.  Definição e amadurecimento da ATM (começa a ter a forma abaulada).  Movimentos oclusais funcionais (o LP do molar começa a amadurecer a propriocepção da mandíbula).  1º levante da mordida (aumento da DVO) → Primeiro aumento vertical. Antes da erupção do 1ºM decíduo, havia overbite de 100%, agora passa a ser topo a topo.  Criança apta a mastigar → Modificação na alimentação.

Maria Carmen Pereira

Estágios de Nolla

Sequência de Erupção FavorávelMaxila → 1ºM permanente, IC e IL permanentes, 1º 2º PM permanentes, C e 2ºM permanentes. (6, 1, 2, 4, 5, 3 e 7)  Mandíbula → 1ºM e IC permanentes, IL permanente, C permanente, 1º 2º PM permanentes, 2ºM permanente.  Caso os dentes não erupcionem seguindo a sequência favorável, pode-se ter problemas como angulação do dente que irá erupcionar, e, além disso, problemas de espaço. (6 1, 2, 3, 4, 5, 7)  Vantagens: Proporciona relação normal de molar em maior nº dos casos; manutenção do comprimento do arco.

Maria Carmen Pereira

Sequência de Erupção DesfavorávelMaxila → 2º M antes do C permanente. Encurta o perímetro do arco. Canino posicionado irregular ou bloqueado.  Mandíbula → 2º M permanente antes do 2º PM permanente. Encurta o perímetro do arco. 2º PM posicionado irregular ou bloqueado.  Fatores que Afetam a Erupção dos Dentes Permanente  Distúrbios endócrinos;  Tendência familar ou genética;  Densidade óssea;  Espessura e quantidade de queratinização da mucosa oral;  Dentes supranumerários;  Presença de lesões (cistos - Retardam/ lesões periapicais e pulpotomias - Aceleram);  Extração do dente temporário antes do estágio 6 (recobrimento ósseo e retardamento da erupção do dente permanente);  Perda precoce do dente temporário depois do estágio 6 (erupção precoce do sucessor permanente).  Erupção dos 1ºs Molares Permanentes  2º levante de mordida (dimensão vertical);  Início da formação da curva de Spee e de Wilson;  Alterações na ATM (sofre abaulamento);  Alterações na cavidade glenoide.  Fase do Patinho Feio  Erupção dos incisivos superiores permanentes (7-9 anos).  Espaçamento entre os incisivos temporários (Tipo I de Baume)  Fechamento dos espaços primatas

 Aumento da distância intercaninos  Inclinação axial labial dos incisivos superiores permanentes.

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