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os Sufixos, Notas de estudo de Literatura

Apostilas de Português sobre os Sufixos, variante, semântica do afixo, exemplificação.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 21/10/2013

Marcela_Ba
Marcela_Ba 🇧🇷

4.6

(200)

218 documentos

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SUFIXOS
Tenho observado que o estudo de sufixos adjetivais dos adjetivos
relacionais os parafraseáveis por “relativo a Nb”, “em relação com Nb” -
comprova que os mesmos não apresentam exclusividade se enfocados em termos
de variantes. Um mesmo sufixo adjetival pode ter diversas variantes e, por
conseguinte semântica diferente, levando a entender que se trata de regras de
formação diferentes embora se trate do mesmo sufixo.
No quadro que se segue demonstraremos que um mesmo sufixo adjetival
mesmo sendo relacional apresenta variantes diferentes, o que vem a confirmar a
existência de regras diferentes mesmo se tratando do mesmo sufixo:
SUFIXO VARIANTE SEMÂNTICA DO AFIXO EXEMPLIFICAÇÃO
de procedência originário, procedente de Nb africano, peruano
-ano de tipicidade típico, próprio, característico de Nb bilaquiano, camoniano
de filiação adepto, simpatizante, partidário de Nb
torcedor do time Nb
luterano, republicano,
corintiano, atleticano
de procedência originário, procedente de Nb austríaco, siríaco
-aco de posse que tem, ou possui Nb maníaco, demoníaco
de semelhança,
similitude
tem semelhança com Nb, evoca Nb,
que tem propriedade de Nb
paradisíaco, afrodisíaco
de procedência originário, procedente de Nb potiguar, guascar
-ar de tipicidade típico, próprio, característico de Nb solar, lunar, consular
de pertença que pertence a Nb familiar, escolar
de tipicidade típico, próprio, característico de Nb policial, conjugal
-al de pertença ou
de inclusão
que pertence a Nb g o v e r n a m e n t a l ,
intestinal
de procedência originário, procedente de Nb judaico, hebraico
-aico de semelhança tem semelhança com Nb, evoca Nb, prosaico, arcaico,
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SUFIXOS

Tenho observado que o estudo de sufixos adjetivais dos adjetivos relacionais – os parafraseáveis por “relativo a Nb”, “em relação com Nb” - comprova que os mesmos não apresentam exclusividade se enfocados em termos de variantes. Um mesmo sufixo adjetival pode ter diversas variantes e, por conseguinte semântica diferente, levando a entender que se trata de regras de formação diferentes embora se trate do mesmo sufixo. No quadro que se segue demonstraremos que um mesmo sufixo adjetival mesmo sendo relacional apresenta variantes diferentes, o que vem a confirmar a existência de regras diferentes mesmo se tratando do mesmo sufixo:

SUFIXO VARIANTE SEMÂNTICA DO AFIXO EXEMPLIFICAÇÃO de procedência originário, procedente de Nb africano, peruano -ano (^) de tipicidade típico, próprio, característico de Nb bilaquiano, camoniano de filiação adepto, simpatizante, partidário de Nb torcedor do time Nb

luterano, republicano, corintiano, atleticano de procedência originário, procedente de Nb austríaco, siríaco -aco (^) de posse que tem, ou possui Nb maníaco, demoníaco de semelhança, similitude

tem semelhança com Nb, evoca Nb, que tem propriedade de Nb

paradisíaco, afrodisíaco

de procedência originário, procedente de Nb potiguar, guascar -ar (^) de tipicidade típico, próprio, característico de Nb solar, lunar, consular de pertença que pertence a Nb familiar, escolar de tipicidade típico, próprio, característico de Nb policial, conjugal -al (^) de pertença ou de inclusão

que pertence a Nb g o v e r n a m e n t a l , intestinal de procedência originário, procedente de Nb judaico, hebraico -aico (^) de semelhança tem semelhança com Nb, evoca Nb, prosaico, arcaico,

similitude que tem propriedade de Nb onomatopaico -eiro de procedência originário, procedente de Nb brasileiro, mineiro de tipicidade típico, próprio, característico de Nb caseiro, verdadeiro -eno de procedência originário, procedente de Nb chileno, madrileno de tipicidade típico, próprio, característico de Nb terreno

SUFIXO VARIANTE SEMÂNTICA DO AFIXO EXEMPLIFICAÇÃO de procedência originário, procedente de Nb cearense, piedense -ense (^) de filiação adepto, simpatizante, partidário de Nb torcedor do time Nb

botafoguense,banguense palmeirense, cruzeirense

-esco

de tipicidade típico, próprio, característico de Nb fradesco, abadesco de semelhança similitude

tem semelhança com Nb, evoca Nb, que tem propriedade de Nb

dantesco, burlesco, macunaimesco de procedência originário, procedente de Nb céltico, ibérico de posse que tem, ou possui Nb aromático, metódico -ico (^) de filiação adepto, simpatizante, partidário de Nb monárquico,autárquico de pertença ou inclusão

que pertence a Nb oceânico, bíblico, bélico de posse que tem ou possui febril, mulheril, senil -il (^) de semelhança similitude

tem semelhança com Nb, evoca Nb, que tem propriedade de Nb

senhoril, estudantil, infantil de procedência originário, procedente de Nb nordestino, argentino -ino (^) de semelhança similitude

tem semelhança com Nb, evoca Nb, que tem propriedade de Nb

cristalino, purpurino, platino de filiação adepto, simpatizante, partidário de Nb vascaíno -ista de procedência Originário, procedente de Nb terrorista de filiação adepto, simpatizante, partidário de Nb budista, petista, santista -tico de procedência Originário, procedente de Nb asiático, israelítico de causa(posse) que provoca ou causa Nb problemático,aromático

está recorrendo a uma regra de formação de palavras, optando ora por um ora por outro sufixo adjetival. O que faria com que o falante optasse por esse ou aquele sufixo isso é que nos interessa. No momento podemos dizer apenas que são várias as possibilidades, ou melhor dizendo regras de formação de que o falante dispõe para formação de adjetivos étnicos derivados dos substantivos, todas elas variantes da Regra : S  A-suf - entendendo que S é o substantivo (Nome base = Nb) e que A é o adjetivo (produto) que acrescido do[ –suf] (sufixo que indica a origem, procedência de Nb). Cada sufixo de variante diferente é uma nova regra de formação e está implícita na inteligência do falante à sua disposição quando quiser fazer menção a procedência, origem de algum habitante. Analisamos facilmente as formas em que acrescentamos os sufixos adjetivais que fornecem o entendimento de variante de procedência (origem) à base substantival, resultando as construções X + sufixo (sendo X= substantivo) que significam “morador ou habitante de X (=substantivo)”. Quando nos deparamos com um substantivo topônimo e dele queremos derivar um adjetivo étnico, recorremos a alguma das regras S  A-suf já mencionadas e na incerteza de qual sufixo representaria melhor o habitante preferimos usar a paráfrase “morador de X” ou “habitante de X”. Hipotetizemos a possibilidade de um dia virmos a conquistar o espaço e ao chegarmos a Júpiter lá encontrássemos vida; como denominaríamos seus habitantes? Faríamos várias tentativas: (?) jupiterianos, (?) jupitanos, (?) jupiteriense, (?) jupitense, (?) jupitaco, (?) jupitaico, (?) jupitês, só para mencionarmos algumas possibilidades, alguns sufixos adjetivais e algumas regras de variante “de procedência”. O certo é que na dúvida optaríamos pela paráfrase “habitante ou morador de Júpiter” evitando assim qualquer mal entendido ou incerteza. Mas com o passar do tempo haveríamos de optar por uma das suposições acima ou outra qualquer entre aquelas regras já mencionadas no quadro. O que levaria a um consenso em que todos reconhecessem como a melhor forma de se referir aos “habitantes de Júpiter” esta seria sem dúvida a regra para a formação do adjetivo étnico ideal para este caso específico.

Só para não ficarmos no âmbito das conjecturas: Como o falante de nossa língua portuguesa se refere ao habitante do Alasca (um dos estados dos E.U.A.) região que julgamos remota? Acreditamos que tanto alasquense (X + ense) S  A-ense quanto alasquiano (X + ano) S  A-ano retratariam lingüisticamente com certeza muito bem o “habitante do Alasca”. Inclusive uma forma não bloquearia a possibilidade da outra nem teríamos restrições a nenhuma das duas formas. Quer dizer que as duas formas podem ser aceitas para o falante da língua portuguesa, como de fato estão no nosso léxico, enquanto que com outros sufixos também de variante “de procedência” não acontecesse o mesmo por exemplo alasqueiro (X

  • eiro) uma regra muito conhecida para formação de adjetivos étnicos S  A-eiro , ou ainda alasquenho (X + enho) outra regra também conhecida para formação de adjetivos étnicos S  A-enho , e assim por diante. Por ora podemos afirmar que o acréscimo dos sufixos adjetivais indicadores da variante “de procedência” para formação de adjetivos étnicos a partir de substantivos possui uma grande aplicabilidade na língua portuguesa. O mecanismo de acréscimo dos sufixos adjetivais variantes “de procedência”, reconhecidos por nós, falantes, ao analisarmos a estrutura interna da palavra já existente no léxico, pode, conforme vimos acima, ser também utilizado para produzir novas palavras. Daí a possibilidade de formação de novos adjetivos étnicos como os já mencionados acima. É interessante observar que no ato da formação do adjetivo derivado a partir da base substantival o acento principal recai sobre o sufixo e o substantivo base ganha acento secundário como querendo enfatizar uma noção fornecida pelo sufixo das formas derivadas em geral. Tal recurso consiste em deslocar o acento principal para o sufixo ficando um acento secundário na base. Segundo o quadro acima, entre os sufixos adjetivais de variante “de procedência” os únicos casos em que isso não ocorreu foram os sufixos -aco (austríaco, siríaco), -ico (céltico, ibérico) e –tico (asiático, israelítico), mas mesmo assim em “austríaco”, “siríaco”, “asiático” e “israelítico” houve um deslocamento da tonicidade para a sílaba posterior; apenas em “céltico” e “ibérico” o acento permaneceu na mesma posição de origem. Isto constitui um fato que não se pode deixar passar desapercebido.

semanticamente mais pleno de significação do que os sufixos, e os sufixos só podem expressar algum significado se agregados a bases.