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Palavras / 11 Palavras destina- se a divulgar palestras, ar , conferências, | seminários, e) Série Palavras A Mensagem Profética da Igreja — Júlio de Andrade Ferreira (1990/1995) Adultério e Apostasia: o Tema da Noiva e do Noivo — Francis A. Schaeffer (1991) Davi e Golias — Caio Fábio D'Araújo Filho (1991) A Interpretação da Bíblia — Andrew Kirk (1991) Meta-História — Rubem Martins Amorese (1992) O Sinal do Cristão — Francis A. Schaeffer (1992) O Sumo-Sacerdote Josué — Caio Fábio D'Araújo Filho (1993) A Batalha da Cruz — Rubem Martins Amorese (1993) Canaã 2000 — Rubem Martins Amorese (1994) 10. Comunhão pela Confissão — Ricardo Barbosa de Sousa (1995) 11. A História de Amor de Oséias — John W. Reed (1995) span naçãa A História de Amor de Oséias Direitos reservados à Comunicarte À História de Amor de Oseias Sermão proferido pelo Dr. John W. Reed, Professor Senior de Ministé- rio Pastoral, Emérito, do Seminário Teológico de Dallas, com tradução de Guilherme Kerr Neto e adaptação de Rubem Martins Amorese. Tenho sido conhecido como o profeta do coração quebrantado, mas preferiria muito mais ser lembrado como o profeta do amor e da esperança. Sou Oséias, profeta do Deus de Israel, minha terra natal. Venha comigo até meu lar, nas redondezas de Samaria. Lá embaixo do carvalho está Gômer, minha esposa. Eua amo como amo a minha própria vida. Você vai aprender a amá-la também. Sentado ao seu lado está nosso filho Jezreel. Tem dezoito anos, agora. É bonito e forte — um jovem com o coração voltado para o seu Deus. Aos pés de Gômer e olhando para ela está Ruhamah, nossa filha. Veja como seu cabelo é negro e brilhante. É a imagem de sua mãe. Fez dezesseis anos há seis meses. E depois, Ammi, seu irmão — quinze anos — um rapaz caloroso e vibrante como as águas do riacho, que se pode ouvir ao longe. Estamos felizes e em paz. Mas nem sempre foi assim. Comecei meu ministério como profeta há quase trinta anos, durante o reinado de Jeroboão II. Aqueles foram anos de muita prosperidade. As caravanas que passavam, da Síria para o Egito, pagavam impostos ao tesouro de Jeroboão e vendiam os seus bens em nosso meio. Mas também deixavam os seus filhos, suas filhas e seus deuses entre nós. Esses deuses e os deuses dos antigos cananitas e de Jezabel têm cortejado o coração do meu povo. Altares construídos para ofertas idólatras, têm-se convertido em lugares de pecado. Se você andasse pela minha terra, hoje, veria imagens e altares em todos os altos verdejantes. Meu povo possui muita ovelha, muito gado; e alguns pensam que Baal (chamado o deus da fertilidade) é o doador dessas ovelhas, gado e do fruto do campo. Cada cidade tem no seu lugar alto um altar onde Baal é adorado. Há um desses, não muito longe daqui — nunca se está longe de um desses altares, aqui em Israel. Algumas vezes, à noitinha, podemos ouvir o batucar da música dos seus sacerdotes, e também as risadas das prostitutas sagradas. Nesta última semana, um homem e uma mulher, que vivem tão-somente a três casas da nossa, sacrificaram seu filhinho a Baal. Talvez você esteja pensando: “como é que o povo de Deus veio a mergulhar em caminhos tão pecaminosos?!” E porque os sacerdotes de Deus têm se afastado dele. Comprazem-se com o pecado do povo. Acalentam esses pecados e lambem os beiços, querendo mais, cumprindo-se, então, o ditado: “tal povo, tal sacerdote”. Porque se os sacerdotes são pervertidos, o povo também o é. Certamente Deus haverá de fazer juízo sobre esta terra, tão linda, que está prestes a ser destruída sob o calcanhar de ferro da poderosa armada assíria. Sim, há trinta anos, Deus me levantou como profeta em Israel. Meu pai, Beeri, e minha mãe, tão honrada, me ensinaram desde cedo a temer a Jeová, o único Deus de Israel. Ensinaram-me também a odiar a deidade da vaca de Jeroboão 1. Nós orávamos diariamente. Diariamente ansiávamos pelo retorno ao Templo de Jerusalém. Diariamente cantávamos as canções de Davi e sentíamos fome pela vinda do Messias. Tem sempre sido difícil, meuministério! Os primeiro dez anos foram os dias audaciosos dos meus vinte anos. Meus sermões eram como sermões de fogo. Meu coração sangrava pelo meu povo, mas eu era pouco ouvido e geralmente escarnecido. Aostrinta e dois anos, Deus me levantou novamente e passei vários dias orando e meditando. Porém, eu me sentia sozinho e necessitava de uma companheira. mim tão refrescante quanto o primeiro figo do outono. Parecia-me contente com o amor de Deus e também com o meu. Eu olhava com otimismo e esperança para o futuro. Pouco tempo depois de nosso primeiro aniversário de casamento, Gômer presenteou-me com um filho. Procurei a face de Deus e soube que seu nome deveria ser Jezreel — nome esse que haveria de lembrar a Israel, constantemente, que o julgamento de Deus, com certeza, viria. Era para mim uma constatação dos tempos terríveis nos quais vivíamos. Com o nascimento de Jezreel, Gômer começou a mudar. Tornou- se distante, e um quê sensual começou a aparecer em seu olhar. Pensei que aquilo fosse reação à responsabilidade de cuidar de nosso filho. Eram dias muito ocupados. A mensagem de Deus me inflamava e através da nação eu proclamava que o julgamento certamente viria. Gômer engravidou novamente. Desta vez, uma filha nos nasceu e eu soube do Senhor que ela deveria ser chamada Lo-Ruhamah. Era um nome estranho e que me perturbou profundamente, porque significava “desfavorecida”. Assim havia dito o Senhor: “Não mais tornarei a favorecer a nação de Israel, para a perdoar”. Depois disto, Gômer começou a se afastar de mim. Muitas vezes, logo após ter colocado as crianças na cama, ela saía e só voltava ao amanhecer. Foi se tornando gasta, azeda e rebelde. Procurei, por todos os modos possíveis, restaurá-la a mim, mas foi tudo em vão. Uns dezoito meses depois, o terceiro filho nasceu; um menino! Deus me disse para o chamar Lo- Ammi — que significa: “não meu povo”. Disse Deus a Israel: “Vocês não são meu povo e nem eu sou seu Deus”. Meu coração estava ferido, como por um espinho. Sabia que ele não era meu filho e que sua irmã também não era fruto de meu amor. Foram dias de grande desespero para mim.. Não mais conseguia cantar as canções de Davi. Meu coração, dentro de mim, estava aos pedaços. Quando Lo-Ammi foi desmamado, Gômer se afastou para mais longe do que eu a pudesse alcançar. E não mais voltou. Tornei-me tanto pai como mãe das três crianças. Havia como que uma nuvem negra sobre a minha alma. Meu ministério pareceu-me paralizado com o desvio de minha esposa. As orações 8 já não fluíam como antigamente. Então, Jeová me sustentou! Disse-me que iria usar minha própria experiência como ilustração de seu amor por meu povo. Meu amor por Gômer novamente se aqueceu e eu entendi que não poderia desistir dela. Procurei-a por toda Samaria e porfim encontreia num casebre em ruínas, que pertencia a um israelita dissoluto, pecador, e que não tinha com que sustentá-la. Imploreilhe que retornasse para mim, mas ela desprezou todas as minhas súplicas. Com o coração pesado, voltei para as crianças e chorei e orei. Em minha mente, aquecia-se um plano. Fui ao mercado, comprei comida e roupas para Gômer. Também comprei as jóias e cosméticos que ela gostava tanto. Depois, à parte, procurei seu amante, que já estava suspeitando que eu tivesse vindo para fazer-lhe mal. Quando lhe contei meu plano, um sorriso velhaco surgiu-lhe no rosto: “— Se eu não puder levar Gômer para minha casa, o meu amor não a deixará passar necessidade, mas providenciarei tudo o que ela precisar, mesmo que ela pense ter vindo tudo dei, seuamante. Apertamo-nos as mãos pela barganha e ele voltou para o casebre levando toda aquela provisão. Segui-o pelas sombras... Gômer o recebeu com alegria e o festejou com amor. Disse-lhe que a esperasse fora da casa, enquanto ela trocava sua roupa velha e suja pela nova. Depois de algum tempo, que me pareceram horas, ela voltou vestida em esplendor radiante. Como a Gômer que eu vira no primeiro dia, em casa de seu pai. O velhaco aproximou-se para abraçá-la, mas ela o segurou longe de si. E eu a ouvi dizer: “Não, certamente as roupas e a comida e os cosméticos não vêm das tuas mãos, mas das mãos de Baal, que dá todas as coisas boas. Estou resolvida a expressar minha gratidão a Baal, servindo-o como sacerdotisa num lugar alto” Foi comose, derepente, eu estivesse preso a uma rocha. Petrificado! Não podia me mover. Eu a vi ir-se embora. Parecia-se com a novilha rebelde que via nos tempos de moço, na fazenda de meu pai. Não havia nada que pudesse ajudá-la — ela tinha que se desviar! Quanto mais fazia para restaurá- la, tanto mais ela se afastava de mim. Debilitado pelo sofrimento, aos tropeções, voltei para casa, para noites de insônia e dias de confusão e dor. Gômer deu-se a si mesma num completo abandono aos requisitos de seu papel como sacerdotisa de Baal. Voluntariamente prostituiu o seu corpo, segundo os desejos sensuais dos adoradores daquela sórdida divindade. Meu ministério se transformou em uma peregrinação de dor. Tornei- 9 de prata. Houve uma pausa. Alguém no fundo da multidão gritou: “Quinze moedas e um homer de farinha!” — Quinze moedas de prata e um homer e meio de farinha! — gritei eu. E o leilão estava terminado. Quando subi ao bloco dos escravos para buscá-la, um murmáúrio de grande expectativa se apossou de todo o povo, que me conhecia, e também a Gômer. Aproximaram-se para ver o que iria acontecer. Certamente, pensavam eles, eua mataria alimesmo, pela sua traição. Mas, pelo contrário, meu coração transbordava de amor por ela! De pé, em frente a Gômper, gritei para o povo: “Assim diz o Senhor: «A não ser que Israel remova de si os seus adultérios, eu a deixarei tão nua como no dia em que nasceu e a tornarei como um deserto e como um lugar onde não se semeia — uma terra árida, onde se morre de sede.” Então gritei para um mercador da banca mais próxima: “Traga-me aquele vestido branco ali, no fundo de sua barraca!” Paguei-lhe o preço que me pediu. Depois, suavemente, comternura, envolvi o corpo emaciado de Gômer no vestido e lhe disse: “Gômer, você é minha, agora, porque a comprei por um preço. Nunca mais você se desviará de mim e nem mais se prostituirá. Você deverá ficar separada por um tempo edepois eua restaurarei plenamente às alegrias da maturidade e des direitos conjugais”. Ela suspirou e, desmaiando, caiu em meus braços. Amparei-a e me dirigi de novo ao meu povo: “Israel ficará muitos dias sem rei, sem príncipe e sem sacrifício. Depois, Israel voltará a buscar ao Senhor seu Deus e a Davi, seu rei. E nos últimos dias, Israel virá tremendo para o Senhor e para seus benefícios. E onde se dizia de Israel: «Lo-Ruhamah» — vocês não são amados —, será dito «Ruhamah» — muito amados. Porque o amor de Deus jamais desistirá de vocês, mas os perseguirá sempre, durante todos os seus dias. E onde Israel era chamado: «Lo-Ammi» — vocês não são meu povo —, será dito: «Ammi — vocês são o povo do Deus vivo —, porque eu vou perdoá- los e restaurá-los”. li Voltei para casa com meu fardo tão frágil nos braços. Cuidei de Gômer até que sua saúde voltasse. Diriamente eu lia para ela os escritos de Deus. Ensinei-lhe a cantar o salmo penitencial de Davi, e mais tarde, juntos, entoávamos os alegres cânticos com os quais Davi louvava a Deus. Nesses períodos de louvor eu a restaurei a Deus, à nossa casa e aos nossos filhos. Veja como ela está bonita agora! Sempre a tenho amado, mesmo no mais profundo do seu descaminho, porque meu Deus também a tem amado. Gômer correspondeu totalmente ao amor de Deus e ao meu. Ela não mais me chama de “meu mestre”, mas de “meu marido”. E o nome de Baal nunca mais foi pronunciado pelos seus lábios. Agora, povo meu, escute esta minha mensagem com nova disposi- ção de coração; porque eu sou o profeta a quem foi dada esta experiência profunda e verdadeira. Cheguei à conhecer, na profundeza do meu próprio ser, quão desesperadamente Deus ama os pecadores. Quão deliberadamente ele busca os pecadores! E quão devotadamente ele os atrai para si mesmo. 2 À O Sumo-Sacerpore Josué Caio Fábio traz uma mensagem àqueles que se sentem acusados e oprimidos pelo diabo, em relação à sua condição de pecador contumaz e também em relação a atos e fatos do passado. R$ 3,00. Capa em duas cores, plastificada. 15 págs. Código: PAL7. Palavras - 7 A BaraLHa DA CRUZ Rubem Amorese complementa o texto "Meta-história”. Descreve, com imaginação teológica, a crucificação, a partir do ângulo das regiões celestiais e das entidades envolvidas. Estamos muito acostumados a uma crucificação “limpa”, sem gritos, sem demônios, muita roupa etc. Talvez não tenha sido uma morte tão simples como a querem nossas conveniências. R$ 3,00. Capa em duas cores, plastificada. 22 págs. Código: PALS. CanaÃ2000 Rubem Amorese apresenta alguns dos paradoxos com os quais a igreja moderna é confrontada. Paradoxos parecidos com aqueles sobre os quais Moisés advertiu o povo, diante de Jericó, em Dt.6. De um lado, fartura e confoto sem precedentes. De outro, o perigo de uma crise de identidade sem precedentes. O povo corria o risco de ser exterminado, sem guerra. R$ 3,00. Capa em duas cores, plastificada. 21 págs. Código: PAL9. ComunHão pELA Conrissão Ricardo Barbosa de Sousa revisita o tema da comunhão, a partir da confissão íntima e litúrgica. Afirma que sem confissão não mostramos quem somos, tornando a comunhão comprometida, senão impossível. Mais que isso, sem a prática da confissão sequer podemos nos conhecer a nós mesmos. R$ 4,50. Capa em policromia, plastificada. 24 págs. Código: PALIO. Palavras - 10 A História DE AMOR DE OsÉlas John Reed, em um memorável sermão, coloca na 1º pessoa do singular a história de Oséias, profeta menor que viveu nos dias de Jeroboão II. Anos de muita prosperidade, mas também de muita idolatria. Deus usa a vida de Oséias e de sua esposa para mostrar o adultério espiritual de Israel. Mas também usa o profeta, para mostrar seu grande amor. R$ 4,50. Capa em policromia, plastificada. 24 págs. Código: PAL11. Palavras - 11 Série Livros) A IGREJA EVANGÉLICA NA VIRADA DO Mi ÊNIO O livro-relatório do 1º Congresso Nacional da AEVB, contendo o texto integral de todas as palestras de plenário, além de inúmeras outras informações e fotos relativas ao evento. Um livro histórico, para ser lido, meditado e guardado para as futuras gerações, porque conta uma parte da história da igreja evangélica no Brasil. R$ 18,00. Capa em policromia, plastificada. 336 págs. Código: LIV. Livros «1