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O resumo se trata de todos os ossos do crânio.
Tipologia: Resumos
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Não perca as partes importantes!














O crânio é uma estrutura óssea complexa, constituída de 22 ossos, que faz parte do esqueleto axial. Sua complexidade se justifica por estar relacionado com o encéfalo, com os órgãos dos sentidos especiais, como o bulbo do olho (visão), a orelha (audição), a língua (gustação) e a cavidade nasal (olfato), e com os sistemas respiratório e digestório, é dividido didaticamente em duas regiões, neurocrânio e viscerocrânio.
Corresponde ao terço superior do crânio e recebe esse nome porque aloja o encéfalo. É constituído de oito ossos que se unem rigidamente: frontal (1), parietais (2), occipital (1), temporais (2), esfenoide (1) e etmoide (1). O crânio possui um teto, denominado calvaria e uma base, composta pelo osso esfenoide, occipital e temporal.
Também conhecida como craniossinostose, esta é uma má formação óssea no crânio. A causa está relacionada à ausência ou fechamento prematuro das suturas cranianas e faciais. Não se sabe ao certo o porquê isso ocorre, porém estima-se que ela atinge em média uma a cada 2 mil crianças no mundo. O diagnóstico é feito a partir de exames radiológicos ou tomografias. O tratamento pode ser feito de acordo com a gravidade da estenose craniofacial. Caso o impacto esteja relacionado à estética é opcional a realização de cirurgia, porém se o fechamento das suturas cranianas coloca em risco a vida da criança a cirurgia passa a ser essencial.
Osso Frontal: É um osso ímpar, plano e pneumático, constitui o teto, a margem superior da cavidade orbital e consiste em três partes. Osso pneumático é um osso que, dotado de cavidades, possui pequenos orifícios que permitem a passagem do ar chamado forames, como por exemplo os ossos da face. .- Parte Escamosa: A maior área do osso frontal é a parte escamosa, que representa a área da fronte (testa). Ela contém os seios frontais, que estão situados superiormente à órbita no lado medial, e são separados por um septo. A borda superior da órbita (margem supraorbitária) contém a incisura supraorbitária, onde cursam os vasos e nervo supraorbitário. Os arcos acima das órbitas são conhecidos como arcos superciliares (do Latim “cilia” = cílios). A superfície lisa e levemente elevada acima da raiz do nariz é chamada de glabela. O processo zigomático surge caudal e lateralmente da parte escamosa e se articula com o osso zigomático.
Os ossos contêm irregularidades (saliências, depressões e aberturas) em porções onde há o contato com vasos, nervos, tendões, ligamentos etc. Essas irregularidades são chamadas de acidentes ósseos, e servem de referência anatômica
espinhais, ramos meníngeos do primeiro ao terceiro nervos cervicais, artérias vertebrais e artérias espinhais. O osso occipital está localizado na região póstero-inferior do crânio humano, formando a base do mesmo. Apresenta um formato simétrico e plano, sendo o único dos ossos da cabeça que se articula com a coluna vertebral. Possui um importante abertura em formato oval, conhecida como forame magno. O osso occipital apresenta um formato côncavo e simétrico. Possui um formato semelhante a um pentágono e, em sua anatomia, é dividido em quatro segmentos: uma basilar, uma escamosa e duas laterais.
Tais segmentos do osso distribuem-se de modo a circundar uma abertura em formato oval, o forame magno. Essa abertura é responsável por possibilitar a comunicação entre a cavidade craniana e o canal vertebral. Entre os elementos do corpo humano que transpassam esse orifício, podemos destacar o tronco encefálico, ramos e artérias espinhais e vertebrais. Também apresenta elementos ósseos em sua superfície que são responsáveis pelos movimentos de articulação entre a cabeça e a coluna cervical, os quais detalharemos mais adiante. A articulação atlantoccipital possui esse nome pois se trata da conexão entre a primeira vértebra (atlas) com forame magno do osso occipital. Em sua anatomia, caracteriza-se por uma espécie de anel ósseo, cujas faces abrigam proeminências articulares nas quais repousam os côndilos occipitais. Conforme descrito anteriormente, essa articulação permite com que o crânio humano realize os movimentos de flexão e extensão, contribuindo assim para a mobilidade da cabeça.
Os côndilos occipitais são duas protuberâncias ósseas de formato semelhante a feijões, localizadas uma de cada lado do forame magno, na face externa do osso. Sua principal função é formar a articulação entre o osso occipital e a primeira vértebra da coluna cervical. Os côndilos occipitais apresentam superfícies articulares de formato convexo, o que lhes permitem executar movimentos de flexão e extensão da cabeça, graças a articulação atlantoccipital.
Na parte inferior da região, encontra-se a apófise mastoide , divisão do osso que se conecta ao ouvido médio, localizada na região lateral da base do crânio. É nessa apófise que se enraízam os músculos esterno-cleidomastoideo, esplênio e digástricos da cabeça. Outra apófise encontrada na região petrosa é a estiloide, localizada ao lado da mastoide. Possui o formato cilíndrico, com a ponta arredondada, sendo classificada como uma espinha óssea. Nessa apófise enraízam-se os músculos estilo-hioideo, faríngeo e glosso. Osso Esfenóide O osso esfenoide é o que apresenta o formato mais complexo e irregular. Com formato semelhante a uma mariposa (borboleta), localiza-se na base do crânio. O osso esfenoide localiza-se anteriormente ao osso occipital, contribuindo para a formação do assoalho da fossa craniana. Apresenta uma estrutura composta por tecido ósseo esponjoso em seu epicentro. Contém o seio esfenoidal e é dividido em 4 partes.
permitir a passagem do nervo óptico e da artéria oftálmica, através de um espaço denominado canal óptico.
O viscerocrânio (ou esplancnocrânio) é uma das duas áreas que constituem o crânio. Ela está situada anteriormente ao neurocrânio, que a envolve parcialmente em sua porção posterior, tanto acima quanto abaixo. É constituído por vários ossos que formam o esqueleto da face, bem como por partes da mandíbula. Osso Lacrimal O osso lacrimal é o menor e mais delicado dos ossos que compõem o viscerocrânio (esqueleto da face). Está presente em par, localizado na face interna da órbita ocular (próximo aos ossos nasais). Em sua anatomia, consiste em uma estrutura pequena, de formato laminar. É composto basicamente por tecido ósseo compacto, apresentando um formato de quadrilátero. Podemos segmentar sua face externa em:
Concha Nasal Inferior É descrita como um osso curvo que forma parte da parede lateral da cavidade nasal. Articula-se com a maxila e com a lâmina perpendicular dos ossos palatinos, com o osso etmoide e com o osso lacrimal. Osso Palatino O osso palatino é um osso em forma de L que se encontra entre a maxila e o osso esfenoide. As suas características principais são as suas placas horizontal e perpendicular. A placa horizontal, juntamente com o osso palatino contralateral, forma a porção posterior do palato duro, na cavidade oral, e o assoalho (pavimento)
Osso Maxilar Inferior ou Mandíbula Único osso móvel da cabeça. Em outras palavras, consiste no osso que se movimenta durante as atividades como mastigação e comunicação, feitas de forma automática pelos seres humanos. Trata-se de um osso ímpar (único) que abriga a arcada dentária inferior. A mandíbula possui formato de U, semelhante ao de uma ferradura. Conforme mencionado, nesse importante osso estão implantados os dentes inferiores. A mandíbula é formada a partir da junção de 5 ossos fundidos, que ao se ossificarem, formam o conjunto único. São os seguintes:
Conforme dito no início, a mandíbula é o único osso móvel da cabeça, articulando-se com os dois ossos temporais, presentes um em cada lado do crânio. A essa conexão dá se o nome de articulação temporomandibular (também conhecido como ATM). Sendo considerada uma das mais complexas e completas articulações do corpo humano, a ATM é responsável pelos movimentos da mandíbula, tornando a mesma capaz de se mover para frente, para trás e para os lados. A articulação temporomandibular é do tipo sinovial, ou seja, apresenta um pequeno espaço entre os ossos que participam. Esse espaço é preenchido pelo líquido sinovial, um fluido de consistência viscosa que atua na lubrificação da articulação, permitindo assim que a mandíbula realize movimentos suaves e sem atritos, preservando assim a integridade dos tendões.
Alveolar ou superior: A borda alveolar é a região da mandibula que recebe os 16 dentes da arcada dentária inferior. -Ramo da mandíbula O ramo da mandíbula possui um formato retangular, dividindo-se em duas faces e quatro bordas, além de dois processos, os quais descreveremos a seguir. *Faces do ramo
Suturas -Visão anterior do crânio Sutura frontonasal - entre o osso frontal e os ossos nasais Sutura frontozigomática - entre o osso frontal e o osso zigomático Sutura zigomático-axilar - entre o osso zigomático e a maxila Sutura intermaxilar - entre dois maxilares Sutura metópica - encontrada em crianças; na linha média do osso frontal -Visão posterior do crânio Sutura sagital - entre os dois ossos parietais Sutura lambdoide - entre o osso parietal e o osso occipital Lambda - convergência da sutura sagital e lambdoide (assemelha-se a uma letra grega 'lambda') -Visão superior do crânio Sutura coronal - entre o osso frontal e o osso parietal Bregma - convergência das suturas sagital e coronal -Visão lateral do crânio Sutura escamosa - entre o osso parietal e osso temporal Sutura esfeno-frontal - entre o osso frontal e o osso esfenóide Sutura esfeno-parietal - entre o osso esfenóide e o osso parietal Sutura occipitomastóide - entre o osso occipital e a apófise mastóide do osso temporal Sutura temporozigomática - entre o osso temporal e o osso zigomático -Visão inferior do crânio Sutura palatina mediana - entre as placas horizontal dos palatinos Sutura palatina transversal - entre a apófise palatina do osso maxilar e o osso palatino Sutura petro-occipital - entre o osso occipital e parte petrosa do osso temporal Sutura esfeno-occipital - entre o osso esfenoidal e o osso occipital Sutura petro-escamosa - entre as partes petrosa e escamosa do osso temporal
Sutura petro-timpânica - entre a articulação temporomandibular e a cavidade timpânica. Acidentes Anatômicos Alvéolo - Uma escavação profunda ou encaixe (alvéolos dentais). Cabeça- Uma extremidade articular proeminente e arredondada separada do corpo do osso por umcolo (cabeça do fêmur). Canal – Passagem tubular numa estrutura. Cavidade- Depressão numa estrutura anatômica (cavidade acetabular). Côndilo – Área articular saliente e arredondada (côndilo mandibular). Crista- Uma linha óssea proeminente, aguçada, elevação em crista de um osso (crista ilíaca). Epicôndilo – Eminência superior, uma pequena projeção localizada acima de um côndilo (epicôndilo medial do úmero). Espinha- Processo arredondado à semelhança de um acúleo (espinha da escápula). Faceta- Área plana e lisa onde umosso searticula com outro. Fissura- Uma abertura ou passagem estreita, como uma fenda (fissura orbital superior do esfenóide). Fóvea- Área côncava, deprimida ou plana lisa de uma articulação, pequena cova. Forame - Passagem através de um osso – abertura arredondada (forame vertebral) Fossa - Área côncava ou deprimida (fossa supra escapular) Linha - Elevação linear (linha intertrocantérica do fêmur) Meato - Estrutura tubular que se fecha numa das extremidades Maléolo - Processo arredondado à semelhança de martelo (maléolo medial) Incisura - Indentação (ou reentrância) na margem de um osso – à semelhança de um corte Protuberância - Projeção do osso (protuberância occipital externa) Processo - Porção saliente de um osso Processo espinhoso – Parte saliente do osso semelhante a uma espinha Sulco - Depressão, canaleta ou ranhura alongada que acomoda nervo ou vaso (sulco intertubercular do úmero). Trocânter - Processo grande, grande elevação obtusa (Trocânter maior do fêmur) Tubérculo - Pequena eminência, nódulo ou pequeno processo (tubérculo maior do úmero) Tuberosidade - Grande elevação arredondada, um processo amplo maior do que um tubérculo (túber isquiático)