Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


palestina - geografia, Manuais, Projetos, Pesquisas de Geografia

Pesquisa sobre o assunto de Palestina

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2025

Compartilhado em 25/06/2026

estela-estela-xd
estela-estela-xd 🇧🇷

1 documento

1 / 13

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL POLIVALENTECDE AMERICANA
ENSINO MÉDIO COM HABILITAÇÃO T. EM QUÍMICA
A QUESTÃO TERRITORIAL NA PALESTINA
AMERICANA/SP
2025
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd

Pré-visualização parcial do texto

Baixe palestina - geografia e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Geografia, somente na Docsity!

ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL POLIVALENTECDE AMERICANA

ENSINO MÉDIO COM HABILITAÇÃO T. EM QUÍMICA

A QUESTÃO TERRITORIAL NA PALESTINA

AMERICANA/SP

Sumário

  • INTRODUÇÃO..................................................................................................
    1. HISTÓRIA INICIAL DA PALESTINA
    • Diáspora, expulsão dos Judeus.............................................................................
    • Movimento Sionista..........................................................................................
    • A Palestina sob Domínio Britânico (1917-1947).......................................................
    • Partilha da ONU...............................................................................................
      1. CONFLITOS ÁRABE-ISRAELENSES
    • Guerra de 1948-1949.........................................................................................
    • O conflito de 1956; a Guerra do Suez.....................................................................
    • Guerra dos Seis Dias (1967)................................................................................
    • “Setembro Negro” (1970)...................................................................................
    • Guerra de Yom Kippur......................................................................................
    • A Infitada.......................................................................................................
    • Invasão do Líbano............................................................................................
    • Segunda Infitada..............................................................................................
    1. NEGOCIAÇÕES DE ACORDO DE PAZ
    • 1967: Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU............................................
    • 1978: Acordos de Camp David.............................................................................
    • 1993: Acordos de Oslo.......................................................................................
    1. PROPOSTAS COMTEMPORÂNEAS
    1. DESAFIOS NAS NEGOCIAÇÕES
    • Acordos de Oslo.............................................................................................
    • Segunda conferência de Camp David...................................................................
    • Mapa da Paz.................................................................................................
    • Conferência de Annapolis.................................................................................

algo que muita gente tomava em conta, alguns Judeus começaram a migrar até a Palestina por conta própria, incluindo grupos terroristas. A Palestina sob Domínio Britânico (1917-1947) Com o fim da Primeira Guerra Mundial, a Palestina passou a ser administrada pelo Reino Unido, que ficou conhecido como Mandato Britânico da Palestina. Em 1917, os britânicos publicaram a Declaração Balfour, demonstrando apoio à criação de um lar nacional para os judeus na região, o que incentivou a imigração judaica para a Palestina. Isso gerou preocupação entre os árabes palestinos, que eram maioria e passaram a temer perder suas terras e identidade cultural. Com o aumento das tensões, ocorreram diversos conflitos entre judeus e árabes, como revoltas, protestos e episódios de violência nas décadas de 1920 e 1930. Os britânicos, pressionados por ambos os lados, tentaram limitar a imigração e manter a ordem, mas sem sucesso. Após a Segunda Guerra Mundial e diante da tragédia do Holocausto, a pressão internacional por um Estado judeu aumentou ainda mais. Incapaz de controlar a situação, o Reino Unido entregou a questão para ser resolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu um enorme afluxo de refugiados judeus vindo da Europa, fugindo da perseguição nazista, os conflitos se acentuaram, e o Reino Unido cedeu o território, o que deu oportunidade para a ONU estabelecer na região, mediante uma resolução, o Estado de Israel. Partilha da ONU Em 1947, a assembleia Geral da ONU decidiu dividir a Palestina em dois Estados independentes: um judeu e outro palestino, que foi aceito pelos líderes judeus, mas rejeitado pelos líderes árabes, pois os palestinos eram maiores em população e ficariam com uma área menor.

2. CONFLITOS ÁRABE-ISRAELENSES

Guerra de 1948- A criação do Estado de Israel em 1948 levou a um conflito armado com os países árabes vizinhos. Isso resultou na fuga de centenas de milhares de árabes palestinos de suas terras. O conflito de 1956; a Guerra do Suez A Guerra de Suez durou uma semana militarmente, em 1956, foi um conflito entre Egito, Israel, Reino Unido e França, iniciado após o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, nacionalizar o Canal de Suez, uma rota estratégica que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho, antes controlado por britânicos e franceses. Israel invadiu a Península do Sinai com apoio britânico e francês, que queriam retomar o controle do canal, mas a ofensiva enfrentou forte pressão internacional, especialmente dos EUA e da URSS, levando à retirada das tropas invasoras. O Egito manteve o canal, Nasser saiu fortalecido no mundo árabe, e o Reino Unido e a França perderam influência global, marcando o fim do seu papel como grandes potências coloniais. Guerra dos Seis Dias (1967) O conflito de 1967, a Guerra dos Seis Dias, é o mais importante da região, em que Israel tomou terras de três países árabes, alegando defender-se de um ataque iminente. Os

avançando além das linhas iniciais. A guerra durou cerca de três semanas e terminou com a vitória de Israel e a derrota dos árabes. A Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973) foram marcados pelo expansionismo de Israel. Nesse ínterim, surgiram instituições voltadas para a defesa da criação de um território palestino e papéis políticos e militares no Oriente Médio, dos quais se destaca a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) e o grupo paramilitar Hamas, que é listado como grupo terrorista por membros da comunidade internacional. A Infitada a Intifada iniciada em 1987, a "guerra das pedras", como é chamada, traduz-se como a ação popular palestina, coordenada pela OLP (Organização para Libertação da Palestina), contra a presença israelense nos territórios de Gaza e Cisjordânia, reivindicados pelos palestinos para a formação de seu país. A Intifada levou as autoridades israelenses e palestinas a conversações. Em 1991 à Conferência de Madri, e em 1993 à assinatura de um acordo, ratificado em 1994, denominado acordo árabe-israelense, que criou o Estado Palestino, na Faixa de Gaza e na cidade de Jericó, na Cisjordânia, sob a liderança de Yasser Arafat. Invasão do Líbano A invasão do Libano em 1982, com ocupação israelense do sul do país, a pedido do então presidente libanês, o que transformou o pequeno vizinho de Israel num palco de guerra contra a Síria e com grupos palestinos que, de bases no sul do Líbano, atacaram o norte de Israel. A ocupação só terminou em 2000.

Segunda Infitada A Segunda Intifada, levante palestino contra a ocupação israelense que ocorreu entre 2000 e 2005. Começou após a visita do político israelense Ariel Sharon à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, vista como provocação pelos palestinos. O conflito foi marcado por grande violência, incluindo atentados suicidas, repressão militar intensa por parte de Israel e milhares de mortos de ambos os lados. As causas principais foram o fracasso do processo de paz de Oslo, a continuação da ocupação israelense e o aumento dos assentamentos nos territórios palestinos. Como consequência, houve agravamento do conflito, fortalecimento do grupo Hamas e maior divisão entre Gaza e Cisjordânia. O período deixou marcas profundas e afastou ainda mais a possibilidade de paz entre israelenses e palestinos.

3. NEGOCIAÇÕES DE ACORDO DE PAZ

Ao longo dos 76 anos, desde a existência do Estado de Israel, houve muitos conflitos e com eles também veio alguns acordos de paz no Oriente Médio, mas nem todos deram certo, com muitos obstáculos no meio. Um dos acordos bem-sucedido foi de Egito e Jordânia, mas no caso da Palestina, não aconteceu uma boa solução até agora. 1967: Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU Foi aprovada em 22 de novembro de 1967 e incorpora o princípio que orientou a maioria dos planos de paz que vieram depois: ceder terras em troca pela paz ("terra por paz").A resolução fazia um apelo para a "retirada das Forças Armadas israelenses dos territórios ocupados no conflito recente" e ao "respeito e reconhecimento da soberania, integridade territorial e independência política de todos os Estados da região". Ouve falta de precisão no trecho que pedia a retirada israelense que fala simplesmente em saída "dos territórios". Os israelenses disseram que o termo "dos territórios" não significava "todos os territórios", mas sim parte deles. A divisão exata seria negociada posteriormente, segundo esse entendimento. Para os árabes era a retirada deles em todos os territórios que eles ocuparam. Além disso, o texto foi escrito tendo como base o capítulo 6 da Carta das Nações Unidas, em que as resoluções do Conselho de Segurança são recomendações, e não ordens.

O Hamas e outros grupos palestinos não aceitaram o tratado e realizaram atentados suicidas contra Israel. Entre os israelenses, houve oposição por parte de grupos liderados por colonos. Rabin acabou assassinado por um israelense que se opunha ao acordo.

4. PROPOSTAS COMTEMPORÂNEAS

Atualmente, as propostas para a resolução do conflito entre Israel e Palestina continuam divergentes e refletem os interesses específicos de cada lado. A Autoridade Nacional Palestina defende a criação de um Estado Palestino independente com base nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em 1967, incluindo a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental como capital, além do fim dos assentamentos israelenses e o reconhecimento do direito de retorno dos refugiados palestinos. Já o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não reconhece a legitimidade do Estado de Israel e, embora tenha indicado em alguns momentos aceitar um cessar-fogo e um Estado nas fronteiras de 1967, mantém uma posição mais radical. Israel, especialmente sob governos mais conservadores, se recusa a voltar completamente às fronteiras de 1967 e insiste em manter Jerusalém como sua capital indivisível, além de exigir o reconhecimento de Israel como Estado judeu. Setores mais moderados da política israelense ainda defendem a solução de dois Estados, desde que haja garantias de segurança. Organizações internacionais como a ONU e países mediadores propõem soluções baseadas na convivência pacífica, geralmente por meio da criação de dois Estados. No entanto, o impasse permanece diante da falta de consenso sobre pontos sensíveis como fronteiras, segurança, refugiados e o status de Jerusalém.

5. DESAFIOS NAS NEGOCIAÇÕES

As negociações entre Israel e Palestina enfrentam uma série de desafios complexos e duradouros que dificultam a consolidação de um acordo de paz. Um dos maiores entraves é a questão de Jerusalém, muçulmanos e cristãos, e que ambos os lados reivindicam como capital: Israel a considera sua capital "indivisível", enquanto os palestinos exigem

Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado. Além disso, a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia é considerada ilegal pelo direito internacional e representa uma ameaça direta à continuidade territorial do futuro Estado palestino. Esse avanço é visto como provocação pelos palestinos e contribui para o clima de desconfiança. Outro desafio importante é a divisão interna entre os próprios palestinos: enquanto a Autoridade Nacional Palestina, na Cisjordânia, adota uma postura mais diplomática, o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, mantém uma posição mais radical e não reconhece o Estado de Israel, o que enfraquece a representação unificada nas negociações. Por parte de Israel, a alternância entre governos mais moderados e outros de extrema-direita influencia diretamente a disposição em negociar e fazer concessões. Além disso, a questão dos refugiados palestinos, que somam milhões de pessoas espalhadas por diversos países do Oriente Médio, permanece sem solução. Os palestinos defendem o direito de retorno, enquanto Israel teme que esse retorno altere sua composição demográfica. Por fim, a falta de confiança mútua, alimentada por décadas de violência, atentados, bloqueios e operações militares, somada à ausência de uma mediação internacional eficaz, contribui para o fracasso de sucessivas tentativas de paz, como os Acordos de Oslo, a Conferência de Annapolis e o Mapa da Paz. Acordos de Oslo O acordo previa que as questões mais sensíveis — como Jerusalém, refugiados palestinos, fronteiras e segurança — seriam resolvidas em uma segunda etapa. No entanto, esses temas nunca foram solucionados. A escalada da violência, os atentados, a continuação da construção de assentamentos por parte de Israel e o assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, em 1995, minaram a confiança entre as partes e impediram a conclusão do processo. Segunda conferência de Camp David Em 2000 foi realizada a segunda conferência de Camp David com mediação dos Estados Unidos. O encontro reuniu o então primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o

REFERÊNCIAS

CANAL FUTURA, PROFESSOR DE GEOGRAFIA. A Questão Palestina: Conflitos entre Árabes e Israelenses – Geografia – 9º ano – Ensino Fundamental. [S.I.] Youtube,

  1. Vídeo online. Disponível em: https://www.youtube.com/watch? v=svLQOkJX3Jk&t=575s. Acesso em: 09 de abr. 2025, PROFESSOR RICARDO MARCÍLIO, RICARDO MARCÍLIO. Questão Palestina (Aula completa) | Ricardo Marcílio. [S.I.] Youtube, 2020. Vídeo online. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3p_BJWlL7DQ. Acesso em: 09 de abr. 2025. SILVA, DANIEL NEVES. Questão Palestina. História do Mundo, [s. l.], [s. d.]. Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/questao- palestina.htm. Acesso em: 10 abr. 2025. CARMO, AMANDA. Questão Palestina. Mundo Educação, [s. l.], [s. d.]. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/questao-palestina.htm. Acesso em: 10 abr. 2025. CURSO OBJETIVO. A Questão Palestina. Curso Objetivo, [s. I.], [s. d.]. Disponível em: https://www.curso-objetivo.br/vestibular/roteiro-estudos/questao-palestina.aspx. Acesso em: 10 abr. 2025. BOULOS, GUILHERME. A Palestina apagada do mapa. Blog da Boitempo, São Paulo, 1 ago. 2014. Disponível em: https://blogdaboitempo.com.br/2014/08/01/a-palestina- apagada-do-mapa/. Acesso em: 10 abr. 2025. WIKIPÉDIA. Israel Líbano pt.jpg. Wikipédia, [s. l.], [s. d.]. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Israel_Libano_pt.jpg. Acesso em: 10 abr. 2025. BBC NEWS BRASIL. Israel e palestinos: os muitos fracassos e poucos sucessos dos tratados da paz. BBC News Brasil, 16 out. 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqv98qpelweo. Acesso em: 10 abr. 2025. MARTINS, THIAGO. Paisagem. [Apresentação em Power Point]. Material não publicado. Americana, 2025.