

































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Relatório de visita a mostra de Arquitetura Japonesa Contemporânea 1996 - 2006 com comentários sobre cada uma das 120 construções apresentadas e aspectos da exposição.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 41
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!


































1
2
Tais projetos são pensados em comunidade e a preocupação com detalhes atendendo inteligentemente os usuários compõem o quadro de uma escola arquitetônica de ótima qualidade espacial. O resultado não é a arquitetura arrebatadora, com volumetria impactante, mas a arquitetura de forte cuidado humano e inserida num vínculo social dinâmico. Impossível não lembrar de Herman Hertzberger. A dor, em certo sentido, parece ter ministrado ao Japão, suas lições de arquitetura.
4
As 4 salas reuniam, cada uma, um ciclo, que é a mesma organização no catálogo. Até a sequência das imagens nas paredes repetiu a ordem em que se apresentam nas páginas do catálogo, numa prova de organização cuidadosa e inteligente. A mim, anotador e observador de toda a mostra, isto contribui em muito para registrar detalhes e opiniões enquanto seguia com o catálogo em mãos. O conjunto de 112 construções foi dividido em 4 ciclos que são como seguem:
5
Talvez no futuro tenhamos condições de apor a cada painel um pequeno vídeo em que ser apresente uma filmagem do entorno e do interior da construção, o que já seria de grande ajuda na compreensão das soluções apresentadas em cada projeto. Técnicas holográficas provavelmente avançarão neste sentido, porém desejo ressaltar o ponto chave: nós como visitantes e apreciadores da exposição, emitiremos sempre um parecer pobre sobre as edificações por um motivo adicional, que é nossa submissão à apreciação visual, volumétrica.
Em outras palavras, estamos propensos, como observadores, a dar um parecer rápido sobre o impacto visual da construção.
Ora, este parecer tende a ser maniqueísta (bonito-feio; agradável- opressivo; audacioso-conservador etc.) parcial e, amiúde, inócuo, pois o que de muito maior valor é o julgamento do usuário, aquele que circulou na instalação. Tal pessoa pode avaliar a ventilação, iluminação, temperatura, acústica e algo amplamente subjetivo: a sensação que o prédio confere ao usuário. Se é opressivo, descontraído, repousante, aconchegante, tedioso, triste e assim por diante.
Raramente um visitante de exposições poderá concluir com segurança uma opinião deste nível sobre a arquitetura feita alhures. Conclusão: suas observações tendem a ser frívolas e é o que imagino, aconteceu com as minhas observações registradas na tabela a seguir, de modo que é justo
que me desculpe. Entretanto ao destacar esse aspecto da superficialidade do julgamento arquitetônico lembro que somos vítimas desta cilada diariamente em nosso curso, na faculdade de arquitetura. Professores mostram fotos de prédios e pedem-nos para analisar a obra, como se fosse possível fazê-lo. Cada vez que me vejo diante desta situação sinto que minha formação e minha experiência arquitetônica se empobrecem.
Esta explanação visa justificar a precariedade dos meus comentários, que tornam-se muito dependentes da mera visão da volumetria. Projetos que registro como de baixo impacto são aqueles que, nessa apresentação, com todas as limitações da minha análise, não consegui detectar relevância projetual. O que de nenhum modo visa desmerecer obras que, em muitos casos, certamente tem muito a ensinar caso conhecesse melhor.
Fukushima, Japão Pavilhão Japonês, Expo 2000, Hannover - 2000
Shigeru Ban Architects em Hannover, Alemanha
Talvez a mais bela construção do senhor Ban. Somando-se à isso a ousadia em apresentar um novo elemento estrutural plenamente adaptado ao hodierno requisito da sustentabilidade, cumpre frisar a volumetria do grande casulo que surge com cor e transparência inéditos.
Restam-nos apenas duas atitudes: aplaudir e aprender. Obrigado, Ban Sam. Pavilhão do Grupo Toyota, Expo 2005, Aichi- 2005 Mikan Gumi – Aichi-Gun em Província de Aichi
Alumínio encaixado sem parafusos, pela força do atrito. Volume cilíndrico. Construção desmontada após exposição focou a reciclagem e sustentabilidade. Roppongi Hills - 2003
Mori Building Co. + Irie Miyake Architects & Engineer em Tóquio
Baixo impacto. Lembra Dubai, mas sem empolgação.
Omotesando Hills - 2006
Tadao Ando Architect & Associates + Mori Building Co., Ltd. + Design Entity em Shibuya-ku, Tóquio, Japão
Senti desprezo pela oportunidade de construir uma fachada mais coerente e menos tediosa. O triângulo poderia ser usado de forma mais criativa.
Bom resultado na qualidade espacial interior, que é outra face importante do trabalho criativo e aquele que vai afetar a circulação e a qualidade de usufruto da construção. Porém, de forma geral, desapontou. Não detectei qualquer acréscimo inovador. Edifício Marundochi - 2002
Mistsubishi Jisho Sekkei Inc. em Chiyoda-ku, Tóquio, Japão
Baixo impacto. Imponente e frio. Nada acolhedor – em que pese ser esse um grande desafio em prédios tão altos.
Edifício Sede da Dentsu - 2002
Obayashi Corporation + Atelier Jean Nouvel + The Jerde Partner Ship International Inc. em Minato-ku, Tóquio
Sinuoso. Lembrou o Copan.
Escritório Central de Tóquio da Takenaka Corporation - 2004
Impressionou pelo uso da cor e da transparência interna
Takenaka Corporation em Kouto-ku, Tóquio, Japão Edifício da Nikken Sekkey Tokyo - 2003
Nikken Sekkei Ltd. em Chiyoda-ku, Tóquio, Japão
Moderna, mas pobre.
Museu de Tianjin – 2004 Kawaguchi and Engineers + Shin Takamatsu Architect and Associates em Tianjin, China
Parece ter sido pensado para ser visto à luz noturna. Planta e adequação à topografia excelentes, revelando maestria na implantação. Aparente ter ótima articulação.
Jian Wai Soho - 2004-
Plano diretor: Riken Yamamoto & Field Shop - Fases 1 e 2: Riken Yamamoto & Field Shop; Akamatsu – C + A; Mikan Gumi. Fase 3: Riken Yamamoto & Field Shop e outros em Beijing, China,
Baixo impacto. Conjunto muito quadriculado, mas digno de ser estudado com mais cuidado.
Ukawa Termas Spa Yoshono no Sato -
Atelier Zo em Kyotango-shi, Kioto, Japão
Baixo impacto: volume sem delicadeza.
Umi Tsubaki Hayama - 1999
Yoshiji Takehara + Moo Architect Workshop em Shirahama-cho, Província de Wakayama, Japão
Preocupação interessante do arquiteto: buscar variações na textura da madeira. Interessante solução de iluminação zenital.
Louis Vuitton Nagoya - 1999
Jun Aoki & Associates em Nagoya-shi, Província de Aichi, Japão
Relata-se um belo efeito dinâmico visual à medida que se caminha diante da fachada. Na exposição, pelas fotos, não pudemos conferir. Podemos apenas imaginar o desafio de se criar soluções interessantes para marcas de alto luxo: inovação e qualidade devem ser primordiais e pelo que vi, tem faltado criatividade. Louis Vuitton Kochi - 2003
Office of Kumiko Inui em Kochi-shi, província de Kochi, Japão
Baixo impacto, merecendo um exame posterior mais atento.
Maison Hermés - 2002
Renzo Piano Building Workshop + Rena Dumas Architecture Interiéure + Arup + Takenaka Corporation em Chou-ku, Tóquio, Japão
Este prédio aparece em diversas publicações de arquitetura. Ainda aguardo entender o porquê. Parece que o diferencial se deve à iluminação noturna, quando os blocos de vidro conferem qualidade visual interessante.
Poderia pelo menos oferecer um jogo de cores diferente. Todavia, à luz do dia, em nada difere de um
Nloriaki Okabe Architeture Network
Atsugi-shi, província de kanagawa, Japão - 2000
Criador e Criatura Comentário Escola Infantil Shirokane - 2000
Mitsuhiro Suda + Suda Architects em Minato-ku, Tóquio, Japão
A excelência deste projeto não reside na volumetria, em que pese o belo jogo com as janelas que, simples e quadradas, ganharam uma moldura que as projeta um pouco além do limite da fachada, criando um belo jogo de luz e sombras dando movimento de modo que com a mudança da posição da luz do sol sempre surge uma nova volumetria. Todavia é no mobiliário que se nota a inteligência projetual. Desníveis, painéis que se prolongam, paredes que se abrem, degraus que se misturam com prateleiras, enfim tudo foi pensado em provocar a criança a tentar novas descobertas. O resultado disso é riquíssimo: os infantes não apenas vêem a arquitetura: eles brincam com ela. O prédio lhes será parte de sua experiência espacial com tudo que está envolvido nisso em uma escola infantil. Nunca será um local onde a criança entrará com salvaguardas, do tipo cuidado aqui, não chegue até ali. Ao contrário: é um prédio que chama, convoca os pequenos, aceitando-os, dando-lhe liberdade – o que não deixa de ser um forma de respeito aos pequenos seres humanos. Ver este trabalho me fez lembrar Hermann Hertezberger e suas Lições de Arquitetura, onde ele aponta para as grandes qualidades espaciais em coisas simples como um cubo no meio de um pátio e coisas assim. Pensar nos resultados positivos e nas implicações deste tipo de arquitetura requer mais espaço do que seria justo usar aqui. Todavia é justo registrar a forte impressão que nos dá ver um projeto pensado na escala da criança. Escala no sentido espacial e psicológico. A escola Shirokane é um daqueles projetos que dá prazer em ver, pois significa aprender e crescer. Jardim da Infância de Yatsushiro - 2001
Mikan Gumi em Yatsushiro-shi, província de Jumamoto, Japão
“Em vez de buscar um local funcional, pretendia criar uma situação”. Pergunto: será que somos vítimas da obsessão pelo funcional e perdemos a chance de criar espaços provocativos? Tal parece ser o paradoxo dos que lidam com projetos ergonômicos – é tolo buscar a maçaneta mais funcional, num esforço de adaptar o objeto à mão, já que a mão se adapta ao objeto. O valor na relação espaço-corpo transcende a função. Manipular isso é um belo e grande desafio para o arquiteto.
Ginásio de Artes Marciais do Colégio Chugei da Província de Kochi - 1995
Hisami Yamamoto & Associates em Aki-gun, província de Kochi, Japão
Simplicidade e austeridade com boa utilização da estrutura em madeira nas tesouras do teto. Ciprestes manipulados para vencer o vão de 15 metros. Projeto bastante sóbrio, mas com boa solução de luz zenital e excelente estudo estrutural fazendo a madeira descrever uma curva e atingir um grande vão livre. A luz obtida de dia é muito generosa. Parabéns. Estádio de Miyagi - 2000
Shoichi Hariu + Hitoshi Abe + Hariu Abe Collaborative Atelier em Rifu-cho, província de Miyagi, Japão
“Situa-se na encosta do morro (e) a grande cobertura de arcos chumbados e as linhas de movimento parecem ser prolongamentos naturais das curvas do morro. A volumetria fundindo-se à paisagem.” É justo acrescentar: é lindo! Simples, sinuoso, nascido do corte. É, também, ímpar, logo, inovador.
Centro Florestal de Tomochi – 2004 Taira Nishizawa Architects em Tomochi-machi, província de Kumamoto, Japão
Estranho. Um cubo de vidro envolve uma estrutura de madeira. As duas peças, a meu ver, não dialogam entre si. Parece que a preocupação foi destacar a visão de dentro para fora, ou seja, valorizar a paisagem. É feio e o jogo volumétrico parece inútil. Sofre o risco de todo projeto híbrido: patinar sem obter uma personalidade definida. Todavia, belo efeito noturno, sem dúvida. Universidade da Província de Saitama - 1999
Riken Yamamoto & Field Shop em Koshigaya-shi, província deSaitama, Japão
Com um programa difícil, abrigar 1000 alunos num prédio de faculdade, o projeto pensou fortemente na circulação e fluidez entre os departamentos. Merece um detido estudo nas plantas e e articulação, mas a volumetria não se destaca. Pavilhão de Campanella da Tsuru Gakuen Campus de Yachiyo -
Toru Murakami Architect & Associates em Akitakata- shi, Hiroshima, Japão
Arquitetura poética no mais elevado grau! Uma laje limpa, quase 100%, como Niemeyer adora. A laje se torna marquise em curvas implantada com amplidão. Os alunos de EAD que vez por outra comparecem ali devem lamentar, imagino, não retornar mais vezes. Pequeno, mas de ótimo diálogo com a paisagem exuberante que o circunda. Laboratório de Ciência de Materiais da Universidade de Nagóia - 2003
Iida acrhiship Studio em Chigusa-ku, Nagoya-shi, provincial de Aichi, Japão
Bom resultado nos cubos na fachada se projetando em relevo e um maior recuando do nível geral da frente. Há 5 varandas em balanço apoiadas por estais, envidraçadas e negras, delgadas, interessantíssimas.
Mita Bloco Sul da Universidade de Keio – 2005
Taisei Corporation + Michel Desvignie Paysagiste + DPLG + Kengo Kuma & Associates em Minato-ku, Tóquio, Japão
Belo terraço e interligação com o prédio principal favorecido pelo uso do vidro, conseguindo luz, muita luz.
Hospital Público Integrado de Katta, 2002 Taro Ashihara Architects + Koh Kitayama +
Luz interior bem resolvida, pé-direito generoso e pilotis.
Architecture Workshop + Hideo Horiike + Associates em Shiroishi-shi, provincial de Miyagi, Japão Centro de Tratamento Residencial para Crianças com Distúrbios Emocionais - 2006
Sou Fujimoto Arhitects em Date-shi, província de Hokkaido, Japão
Quão desafiador entregar algo de qualidade para um prédio com tal função! Aqui há um jogo duplo e paradoxal com bons resultados: de fora tem –se a impressão de várias moradias agrupadas, semelhantes à um conjunto habitacional. Internamente: amplos espaços abertos, facilitando a visualização e circulação, porém cada nicho, cada espaço especializado, contém ambientação próxima de uma casa e não de uma clínica. Nanohan-kan (Centro Comunitário para Terceira Idade de Kagoshima) - 1998
Takasaki Masaharu Architects em Ibusuki-shi, província de Kagoshima, Japão
Lembra prédios do cenário de filmes de monstros japoneses. Uso excessivo de escadas, tendo em vista ser feito para idosos. Estranho, assustador, frio. Por que tanto metal nas fachada?
Hirata Town Center - 2002 Yuzuru Tominaga + Formsystem Institute em Sakata- shi, província de Yamagata, Japão
Privilegiou a vista do entorno, mas parece ter exagerado no espaço, que poderia se menor e com mais qualidade. Parece carecer de articulação entre os espaços.
Crematório Urizura de Naka - 2001
Jume Sekkei + Yoshihiko Kuwahara + Katsuyuki Ueda
Foco é a visão do lago.
Rooftecture C - (Crematório de Tsukushi no Oka) - 2002
Shuhei Endo Architecture Institute em Taishi-cho, província de Hyogo, Japão
Feio. Nada acolhedor, parecendo um galpão fabril.
Cemitério de Kamamura – 2002
Y. Ikehara Architect & Associates em Kamakura-shi, província de Kanagawa, Japão
O conceito de túmulo e visitação coletivos é algo estranho. Racional, mas estranho visto que as religiões tendem a adorar os antepassados e as famílias gostam de alimentar esse ritual em diversas religiões. Pode ser uma solução econômica e política, mas duvido que a elite financeira abrirá mão da tradição do túmulo individual. Muito significativo nesta planta é a condução do usuário por um caminho sem opções, direto para o saguão principal. Crematório Kaze no Oka - 1997
Maki and Associates em Nakatsu-shi, província de Oita, Japão
Uso deliberado do cenário: parecido com um gigantesco relógio do sol. De modo geral os projetos de cemitérios apresentados falham como resposta inovadora à uma demanda histórica. A busca do cenário, a contemplação e o vazio são parâmetros velhos para este programa. Sinto falta de uma preocupação com o visitante no sentido de valorizar o aconchego, de se criar espaços para o pranto, para a oração, onde os parentes possam se confraternizar, mas alguém possa também lidar com sua dor em solidão,
que o jogo visual se dá com tal envolvimento com o parque circundante que a obra não permaneceria a mesma caso não estivesse ali. O contraponto do verde e do branco resultam neste primor de volumetria. São coisas assim que nos recompensam por estudarmos arquitetura. Templo Kannonji - 1996
Osamu Ishiyama Laboratory da Universidade de Waseda em Shijnuku-ku, Tóquio, Japão
Provocativo, tem aquela singularidade provocativa dos descontrutivistas. Se os que vão ao templo buscam respostas, esta volumetria já lhes acrescenta diversas novas perguntas – com certeza. A mim pareceu esquizofrênico e irritante.
O país já tem seus terremotos... Não necessita dos arquitetos lhe acrescentarem novos desastres. Escritório Central do Santuário Meiji JIngu (Syamusho) - 2002
Shimizu Corporation em Shibuya-ku, Tóquio, Japão
Interessante iluminação no teto. Resgata o telhado pagode japonês que se assenta sobre um volume único e grandioso.
Templo Budista Kuhonji: Portão, Ossário e Oratório Principal - 2003
Furuichi & Associates + Tomo House em Sasebo-shi, província de Nagasaki, Japão
Feio, muito feio. O arquiteto desdenha o entorno. Muito concreto e brutalismo, insólito no local. Aqui parece se repetir aquele fenômeno católico da contra-reforma de se construir para ostentação. Triste é ver que avançando num modernismo exacerbado, algumas construções japonesas parecem ignorar sua cultura, tradição e propostas arquitetônicas valorosas. Este prédio poderia ser feito em qualquer cidade do mundo, pois ensimesmado ele ignora terreno, bairro, tudo. Todavia, cria uma ambientação toda particular assim que adentra nele pelo exuberante portão quadriculado. Memorial Nacional da Paz de Hiroshima para Vítimas da Bomba Atômica - 2002
Secretaria de Desenvolvimento Regional de Chugoku
Ministério da Terra e dos Transportes + Kenzo Tange Associates em Naka-ku, Hiroshima-shi, provincia de Hiroshima, Japão
Grande, parece estar se fazendo ao poucos, a cada ano se acrescentando algo. Simetria, monumentalidade, sentido axial, tudo que se espera de um espaço público solene. Nada novo. Decepcionante, chato, tedioso. Justo na terra do design surge esta grande peça ortogonal e cartesiana. Hausman, na velha França, adoraria.
Memorial da pás de Nagazaki para Vítimas da Bomba Atômica - 2003
Secret. de Desenv. Reg. de Kyushu + Minist. da Terra e dos Transportes + Kiryu Archtect & Associates em Nagasaki-shi, Nagasaki, Japão
Especialmente pensado no cenário noturno. Espelho d’água e dezenas de lâmpadas neste espelho compondo um jogo inquietante, perturbador. Seria cada ponto luminoso a lembrança de uma vida eliminada? O reflexo do prédio retangular, como quadro branco luminoso, uma ilustração do porvir ou do que se perdeu? Parabéns. Um tema provocativo obteve uma resposta à altura.