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Parasitologia - nomenclatura e conceitos, Resumos de Parasitologia

Parasitologia - nomenclatura e conceitos

Tipologia: Resumos

2022

À venda por 06/09/2022

stu.dymedvet
stu.dymedvet 🇧🇷

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Conceitos e nomenclatura
Parasito
Tem origem grega, significa “ser que se alimenta de outro ser”
(hospedeiro). Indivíduo que necessita de outro ser para ter abrigo e
alimento, para reproduzir e perpetuar a espécie. A relação parasito-
hospedeiro é muito importante. Alguns exemplos são:
Acantocéfalos e cestódeos: têm dependência de 100% do
hospedeiro, pois necessitam deles para sua nutrição
Nematoides: têm dependência menor, pois apresentam tubo
digestivo e obtêm seu O2 no próprio hábitat.
O parasito é sempre beneficiado, e o hospedeiro, prejudicado.
Endoparasitos
Vivem dentro do hospedeiro. São aqueles que têm contato profundo
com tecidos e órgãos dos hospedeiros. Por exemplo, helmintos e
protozoários.
Ectoparasitos
Vivem na superfície ou em cavidades do hospedeiro. São aqueles
que têm contato com a pele dos hospedeiros. Por exemplo,
artrópodes (ácaros e insetos), como bernes, carrapatos, pulgas.
Infecção
É a invasão de um hospedeiro por organismos (vírus, bactérias,
protozoários, helmintos). Termo utilizado para endoparasitos (pode
ocorrer infecção sem haver manifestação de doença).
Infestação
É o estado ou a condição de ser infestado, restrito à presença de
parasitos externos. Termo utilizado para ectoparasitos.
TIPOS DE PARASITOS (Relação com o hospedeiro)
Obrigatório
Organismos incapazes de ter vida livre. Aquele que precisa de um
hospedeiro para sobreviver. Por exemplo, Toxoplasma.
Facultativo
Aqueles seres que podem ou não viver parasitando, ou seja, têm
fase de vida livre. Por exemplo, as moscas da família Calliphoridae (as
moscas são atraídas pelo exsudato das lesões e põem ovos; as
larvas, que se alimentam do tecido necrosado, eclodem).
Normalmente essas larvas são encontradas em cadáveres.
Acidental
Acidentalmente entra em contato com o hospedeiro, porém não
evolui nele. Aquele que vai a outro lugar que não o ideal e fica por
acaso. Por exemplo, larva migrans cutânea no ser humano, que é
causada pela forma larval de Ancylostoma caninum (parasito do cão).
Parasitam um hospedeiro diferente do seu habitual.
Permanência no hospedeiro
Temporário
Uma ou mais formas evolutivas do parasito procuram o hospedeiro
somente para se alimentar. Por exemplo, pulgas e mosquitos.
Permanente
Em todas as suas fases de vida, alimentam-se e reproduzem-se no
hospedeiro. Dependem do hospedeiro para sobreviver. Por exemplo,
sarnas e piolhos
Periódico
Apenas em uma fase de sua vida alimentam-se no hospedeiro. Por
exemplo, carrapato, larva de Dermatobia hominis, larva de
Cochliomyia hominivorax.
Tipo de hospedeiro
Definitivo (HD) -- É aquele em que o parasito é encontrado na
sua forma adulta, em que ele alcança sua maturidade sexual. No caso
de protozoários, eles se encontram na fase sexuada. Por exemplo,
no ciclo da Taenia saginata, o ser humano é o HD, pois tem o
parasito adulto no seu intestino delgado. Para isso acontecer, o
indivíduo ingeriu a forma larval da Taenia que estava na carne de
bovino malcozida, ou seja, o ruminante é o hospedeiro intermediário
(HI). No ciclo de vida do Toxoplasma, um protozoário que apresenta
mais de um hospedeiro, o HD é o felino, pois é nele que ocorre a
reprodução sexuada; já os animais domésticos e o ser humano vão
ser os HI, pois, nestes, só ocorre a reprodução assexuada.
Intermediário (HI) --É aquele no qual se encontra a forma imatura
do parasito. No caso dos protozoários, é no HI que se a fase
assexuada. O parasito não consegue alcançar sua maturidade sexual
nesse hospedeiro. Por exemplo, no ser humano (HI) ocorre apenas
a reprodução assexuada do protozoário Plasmodium; porém,
quando o mosquito Anopheles suga sangue infectado que contém
hemácias parasitadas por formas femininas e masculinas do flagelado,
ocorre a gametogonia (reprodução sexuada) no inseto (HD).
Paratênico ou de transporte -- É o ser vivo que serve de refúgio
temporário para o parasito e atua como hospedeiro de transporte.
É aquele que alberga o parasito. Entra no ciclo por acidente. Por
exemplo, os ratos no ciclo de Toxocara canis ingerem ovos no
ambiente e albergam as larvas do verme nos seus tecidos. Se o rato
for ingerido por um cão (HD do T. canis), o parasito se desenvolve
até a forma adulta no intestino delgado do canino.
⤿ Não são essenciais para a continuação do ciclo, mas facilitam a
transmissão do parasito para seus hospedeiros.
Reservatório -- É o ser vivo responsável pela sobrevivência do
parasito. O parasito dificilmente causa doença nesse hospedeiro. Por
exemplo, a capivara é um reservatório do
T. evansi.
Vetor -- Termo usado para artrópodes. Os vetores podem ser
divididos em:
Vetores mecânicos: meros transportadores. Não
desenvolvimento do parasito. Por exemplo, o ácaro Macrocheles usa
um besouro para se transportar
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Conceitos e nomenclatura

Parasito Tem origem grega, significa “ser que se alimenta de outro ser” (hospedeiro). Indivíduo que necessita de outro ser para ter abrigo e alimento, para reproduzir e perpetuar a espécie. A relação parasito- hospedeiro é muito importante. Alguns exemplos são:

  • Acantocéfalos e cestódeos: têm dependência de 100% do hospedeiro, pois necessitam deles para sua nutrição
  • Nematoides: têm dependência menor, pois apresentam tubo digestivo e obtêm seu O2 no próprio hábitat. O parasito é sempre beneficiado, e o hospedeiro, prejudicado.
    • Endoparasitos Vivem dentro do hospedeiro. São aqueles que têm contato profundo com tecidos e órgãos dos hospedeiros. Por exemplo, helmintos e protozoários.
    • Ectoparasitos Vivem na superfície ou em cavidades do hospedeiro. São aqueles que têm contato com a pele dos hospedeiros. Por exemplo, artrópodes (ácaros e insetos), como bernes, carrapatos, pulgas.
    • Infecção É a invasão de um hospedeiro por organismos (vírus, bactérias, protozoários, helmintos). Termo utilizado para endoparasitos (pode ocorrer infecção sem haver manifestação de doença).
    • Infestação É o estado ou a condição de ser infestado, restrito à presença de parasitos externos. Termo utilizado para ectoparasitos. TIPOS DE PARASITOS (Relação com o hospedeiro) → Obrigatório Organismos incapazes de ter vida livre. Aquele que precisa de um hospedeiro para sobreviver. Por exemplo, Toxoplasma. → Facultativo Aqueles seres que podem ou não viver parasitando, ou seja, têm fase de vida livre. Por exemplo, as moscas da família Calliphoridae (as moscas são atraídas pelo exsudato das lesões e põem ovos; as larvas, que se alimentam do tecido necrosado, eclodem). Normalmente essas larvas são encontradas em cadáveres. → Acidental Acidentalmente entra em contato com o hospedeiro, porém não evolui nele. Aquele que vai a outro lugar que não o ideal e fica por acaso. Por exemplo, larva migrans cutânea no ser humano, que é causada pela forma larval de Ancylostoma caninum (parasito do cão). Parasitam um hospedeiro diferente do seu habitual. Permanência no hospedeiro → Temporário Uma ou mais formas evolutivas do parasito procuram o hospedeiro somente para se alimentar. Por exemplo, pulgas e mosquitos. → Permanente Em todas as suas fases de vida, alimentam-se e reproduzem-se no hospedeiro. Dependem do hospedeiro para sobreviver. Por exemplo, sarnas e piolhos → Periódico Apenas em uma fase de sua vida alimentam-se no hospedeiro. Por exemplo, carrapato, larva de Dermatobia hominis, larva de Cochliomyia hominivorax. Tipo de hospedeiro ▸ Definitivo (HD) -- É aquele em que o parasito é encontrado na sua forma adulta, em que ele alcança sua maturidade sexual. No caso de protozoários, eles se encontram na fase sexuada. Por exemplo, no ciclo da Taenia saginata, o ser humano é o HD, pois tem o parasito adulto no seu intestino delgado. Para isso acontecer, o indivíduo ingeriu a forma larval da Taenia que estava na carne de bovino malcozida, ou seja, o ruminante é o hospedeiro intermediário (HI). No ciclo de vida do Toxoplasma, um protozoário que apresenta mais de um hospedeiro, o HD é o felino, pois é nele que ocorre a reprodução sexuada; já os animais domésticos e o ser humano vão ser os HI, pois, nestes, só ocorre a reprodução assexuada. ▸ Intermediário (HI) --É aquele no qual se encontra a forma imatura do parasito. No caso dos protozoários, é no HI que se dá a fase assexuada. O parasito não consegue alcançar sua maturidade sexual nesse hospedeiro. Por exemplo, no ser humano (HI) ocorre apenas a reprodução assexuada do protozoário Plasmodium; porém, quando o mosquito Anopheles suga sangue infectado que contém hemácias parasitadas por formas femininas e masculinas do flagelado, ocorre a gametogonia (reprodução sexuada) no inseto (HD). ▸ Paratênico ou de transporte -- É o ser vivo que serve de refúgio temporário para o parasito e atua como hospedeiro de transporte. É aquele que alberga o parasito. Entra no ciclo por acidente. Por exemplo, os ratos no ciclo de Toxocara canis ingerem ovos no ambiente e albergam as larvas do verme nos seus tecidos. Se o rato for ingerido por um cão (HD do T. canis), o parasito se desenvolve até a forma adulta no intestino delgado do canino. ⤿ Não são essenciais para a continuação do ciclo, mas facilitam a transmissão do parasito para seus hospedeiros. ▸ Reservatório -- É o ser vivo responsável pela sobrevivência do parasito. O parasito dificilmente causa doença nesse hospedeiro. Por exemplo, a capivara é um reservatório do T. evansi. ▸ Vetor -- Termo usado para artrópodes. Os vetores podem ser divididos em:
    • Vetores mecânicos: meros transportadores. Não há desenvolvimento do parasito. Por exemplo, o ácaro Macrocheles usa um besouro para se transportar
  • Vetores biológicos: são como um HI, pois haverá desenvolvimento do parasito. Por exemplo, a Dermatobia hominis pode ovipor na mosca Stomoxys, e o desenvolvimento da larva (L1) do berne ocorre nessa mosca. ⤿ São essenciais para a sobrevivência do parasito. Se o vetor for eliminado, o parasito é erradicado. Por exemplo, na malária, o Plasmodium é disseminado pelos mosquitos, que são os vetores biológicos; se os mosquitos fossem extintos, não existiria mais a doença. Quantidade de hospedeiros → Monoxeno ou direto Necessita somente de um hospedeiro. Infesta ou infecta diretamente seu HD, sem necessitar de HI. Por exemplo, Haemonchus. → Heteroxeno ou indireto Quando existem dois ou mais hospedeiros. Por exemplo, ciclo de Fasciola (o parasito passa uma parte do ciclo no interior de um molusco e a outra em um vertebrado). Podem ser classificados, conforme o número de hospedeiros, em dioxeno (ciclo com dois hospedeiros), trioxeno (o ciclo é concluído com três hospedeiros), e assim por diante. Não necessariamente os hospedeiros são dois ou três diferentes. Por exemplo: um ciclo de parasito dioxeno pode ocorrer todo em apenas um hospedeiro, ou seja, em cada fase de vida do parasito ele se alimenta no mesmo hospedeiro – deixa- o para fazer uma troca de pele no ambiente e depois retorna para se alimentar no hospedeiro do qual tinha se alimentado ou em outro animal presente no local. Especificidade dos parasitos ⤷ Estenoxenos (Esteno = estreito) Quando são muito específicos, só aceitam aquele hospedeiro. Por exemplo, Babesia bovis em bovinos. ⤷ Eurixenos (Eury = amplo) Quando são pouco específicos, tendo uma variedade de hospedeiros. Por exemplo, Toxoplasma gondii ou Fasciola hepatica, que podem parasitar várias espécies animais. ⤷ Oligoxeno (Oligo = pequeno) Os hospedeiros têm que ter parentesco; normalmente estão na mesma família. A especificidade é limitada. Por exemplo, Echinococcus granulosus pode ser encontrado no cão e no lobo, ambos mamíferos agrupados na família Canidae. Ação do parasito sobre o hospedeiro ▸ Ação mecânica
  • Obstrução: como a de Toxocara. Esse parasito forma bolos de vermes no intestino e o obstrui
  • Compressão: como a do Coenurus cerebralis, que, conforme cresce, comprime o cérebro, causando perturbações neurológicas e funcionais. ▸ Ação espoliadora Sequestram nutrientes e fluidos do hospedeiro, tornando-o abatido, apático, magro e alvo fácil de outras doenças. Por exemplo, Haemonchus ao sugar sangue no abomaso de ovelhas. ▸ Ação inflamatória/irritante Ocorre pela penetração ativa de larvas na pele. Por exemplo, Strongyloides papillosus. ▸ Ação de transmissão Hospedeiros transmitem agentes patogênicos. Por exemplo, carrapato transmitindo Babesia. Período de parasitismo ▸ Período pré-patente (PPP) Compreende o momento da infecção até a maturidade sexual, quando se inicia a eliminação de ovos, cistos, oocistos ou larvas. Corresponde ao período de incubação da doença no animal. ▸ Período patente (PP) A partir da fase adulta até o fim da vida dos parasitos ou fim da infecção. No caso dos protozoários, é a fase de reprodução sexuada. É o período em que os parasitos são facilmente diagnosticados por meio dos seus ovos, cistos, oocistos ou larvas. Geralmente coincide com o período de sintomas da doença no animal. Termina quando as fases citadas anteriormente não são mais encontradas nos exames. CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS - Necessidade Surgiu da necessidade de distribuir os seres em grupos segundo suas afinidades. Pode ser artificial ou natural. - Classificação artificial Não é mais utilizada. Era intuitiva, apoiada em características de certos órgãos estudados e escolhidos aleatoriamente pelo pesquisador. Levava em consideração principalmente a morfologia externa do ser. Os critérios para classificação eram diversos; alguns pesquisadores classificavam os animais de acordo com o seu modo de locomoção, outros conforme o ambiente em que ele vivia. Por exemplo, as moscas e os urubus eram classificados como animais aéreos, já que ambos voam. - Classificação natural É científica e leva em consideração os dados filogenéticos, fisiológicos, anatômicos, ontogênicos, biogeográficos e de morfologia externa, procurando evidenciar as diferenças e as relações de parentesco entre os seres vivos. Atualmente, as classificações são naturais, pois procuram agrupar os seres vivos de acordo com o maior número possível de semelhanças, tentando estabelecer relações de parentesco evolutivo entre eles. O atual sistema de classificação dos organismos considera a espécie como a unidade de classificação, a qual pode ser definida como “um grupo de organismos que se acasalam na natureza e cujos descendentes são férteis”. ▸ Divisões - Espécie É a reunião de indivíduos que apresentam características semelhantes e que, ao se reproduzirem, transmitem à sua descendência esses mesmos caracteres, dando origem, assim, a novos indivíduos igualmente semelhantes. É composta de duas