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Parasitos de Suínos, Resumos de Parasitologia

Informações sobre os parasitos que afetam suínos, incluindo seus habitats, medidas, patogenias, diagnósticos, tratamentos e prevenções. São abordados parasitos do fígado, estômago e intestino delgado. O autor é Guilherme S. Andrade e o documento foi elaborado em 2015.

Tipologia: Resumos

2023

À venda por 02/10/2023

duudazman
duudazman 🇧🇷

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Aula 8 - Parasitos de Suínos
Parasitos do Fígado
Fasciola hepática: Trematódeo hepático; Habitat: ductos biliares
Medidas: verme 3 a 4 cm; ovos 140x80 µm
Patogenia aguda: a migração do verme causa traumatismo hepático, resultando em
hepatite e morte
Patogenia crônica: anemia, perda de peso.
Diagnóstico: parasitológico de fezes com a detecção de ovos, no método de
sedimentação espontânea ou trematódeos encontrados nos ductos biliares, na
necropsia, ou ainda teste de Elisa no teste sorológico
Tratamento: Albendazol, 10mg/kg VO; Clorsulon, 7mg/kg VO, Nitroxinil, 10mg/kg
SC; Rafoxanida, 7,5mg/kg VO
Prevenção: controle de moluscos; cercar a área infestada por moluscos.
Parasitos do Estômago
Hyostrongylus rubidus: “verme do estômago” (Trichostrongyloidea)
Habitat: Estômago
Medidas: o adulto mede 1 cm., os ovos 65x35µm
Patogenia: diminuição do apetite, anemia, gastrite e melena (sangue nas fezes)
Diagnóstico: detecção de ovos nas larvados nas fezes pelo método de flutuação. Na
necropsia nota-se vermes delgados e avermelhados na mucosa gástrica.
Tratamento: Diclorvós 12 a 22 mg/kg VO, Ivermectina, 0,3mg/kg IM; Doramectina,
0,3mg/kg IM.
Prevenção: controle de infestação por dípteros hematófagos.
Ascarops strongylina: “verme do estômago” (Spiruroidea)
Habitat: estômago
Medidas: ovo 20x40 µm
Patogenia: em infecções maciças pode causar gastrite em suínos adultos.
Diagnóstico: parasitológico de fezes com a detecção de ovos não larvados, no
método de sedimentação. Na necropsia os adultos são encontrados no estômago.
Tratamento: Diclorvós, 12 a 22 mg/kg VO; Doramectina, 0,3mg/kg IM; Ivermectina,
0,3mg/kg IM, SC ou no alimento.
Prevenção: Manter os suínos em áreas limpas, controle adequado, principalmente
com os besouros coprófagos.
Elaboração: Guilherme S. Andrade (2015)
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Aula 8 - Parasitos de Suínos

Parasitos do Fígado Fasciola hepática : Trematódeo hepático; Habitat: ductos biliares Medidas: verme 3 a 4 cm; ovos 140x80 μm Patogenia aguda: a migração do verme causa traumatismo hepático, resultando em hepatite e morte Patogenia crônica: anemia, perda de peso. Diagnóstico: parasitológico de fezes com a detecção de ovos, no método de sedimentação espontânea ou trematódeos encontrados nos ductos biliares, na necropsia, ou ainda teste de Elisa no teste sorológico Tratamento: Albendazol, 10mg/kg VO; Clorsulon, 7mg/kg VO, Nitroxinil, 10mg/kg SC; Rafoxanida, 7,5mg/kg VO Prevenção: controle de moluscos; cercar a área infestada por moluscos. Parasitos do Estômago Hyostrongylus rubidus : “verme do estômago” (Trichostrongyloidea) Habitat: Estômago Medidas: o adulto mede 1 cm., os ovos 65x35μm Patogenia: diminuição do apetite, anemia, gastrite e melena (sangue nas fezes) Diagnóstico: detecção de ovos nas larvados nas fezes pelo método de flutuação. Na necropsia nota-se vermes delgados e avermelhados na mucosa gástrica. Tratamento: Diclorvós 12 a 22 mg/kg VO, Ivermectina, 0,3mg/kg IM; Doramectina, 0,3mg/kg IM. Prevenção: controle de infestação por dípteros hematófagos. Ascarops strongylina : “verme do estômago” (Spiruroidea) Habitat: estômago Medidas: ovo 20x40 μm Patogenia: em infecções maciças pode causar gastrite em suínos adultos. Diagnóstico: parasitológico de fezes com a detecção de ovos não larvados, no método de sedimentação. Na necropsia os adultos são encontrados no estômago. Tratamento: Diclorvós, 12 a 22 mg/kg VO; Doramectina, 0,3mg/kg IM; Ivermectina, 0,3mg/kg IM, SC ou no alimento. Prevenção: Manter os suínos em áreas limpas, controle adequado, principalmente com os besouros coprófagos.

Parasitos do Intestino Delgado Ascaris suum : Ascarídeo ou verme redondo (Ascaridoidea) Habitat: intestino delgado Medidas: verme 15 a 20 cm, no intestino delgado Patogenia: a migração das larvas causam lesões no fígado “manhas de leite”. Em suínos jovens causa crescimento retardado, raquitismo, tosse. Suínos com deficiência de ferro adquirem soluço e em adultos obstrução intestinal ou do ducto biliar. Diagnóstico: ovos não larvados no parasitológico de fezes pelo método de flutuação; encontro de adultos no intestino delgado e mancha de leite no fígado, na necropsia. Tratamento: Diclorvós, 12 a 22 mg/kg IM; Doramectina, 0,3mg/kg IM; Fembendazole, 3mg/kg VO; Higromicina B, 12mg/ton. de alimento; Ivermectina, 0,3mg/kg VO; Levamisol, 5 a 8 mg/kg VO; Piperazina, 110mg/kg VO no alimento ou na água Prevenção: controle da reinfestação. Macracanthorhynchus hirudinaceus : “verme da cabeça espinhosa” (Acanthocephala) Habitat: Intestino delgado Medidas: a fêmea pode medir de 2 a 40 cm, o ovo mede 100x50μm Patogenia: o verme se fixa firmemente na mucosa intestinal. Pode causar enterite, gastrite e peritonite (inflamação do peritônio). Diagnóstico: detecção de ovos nas larvados nas fezes pelo método de flutuação. Na necrópsica nota-se vermes adultos fixados na mucosa do intestino delgado. Tratamento: Diclorvós 10mg/kg VO. Prevenção: Manter os suínos em áreas limpas, sem acesso aos besouros. Strongyloides ransomi : Nematódeo Rhabditoidea Medidas: verme 3 a 5mm, no intestino delgado; ovo 50x30 μm Patogenia: em leitões a transmissão pode ser oral, transmamária ou percutânea, pode causa enterite mucoide aguda, diarreia sanguinolenta, emagrecimento, anemia e morte (70 a 80%). Em adultos os sintomas são irritação e anemia. Diagnóstico: detecção de ovos no parasitológico de fezes, pelo método de flutuação. Na necropsia fêmeas adultas podem ser obtidas do raspado da mucosa. Tratamento: Diclorvós 1g/porca a cada 24h, nos últimos 30 dias de gestão VO; Ivermectina, 0,3mg/kg SC ou no alimento; Levamisol, 5 a 8 mg/kg via oral, após (após jejum noturno). Prevenção: controle da infestação ambiental.

Patogenia: Relativamente não patogênico. Diagnóstico: detecção de ovos larvados no parasitológico de fezes, pelo método de flutuação. Na necropsia os adultos são encontrados na mucosa do esôfago. Tratamento: nenhum. Parasitos do Rim Stephanurus dentatus verme do rim do porco” Medidas: verme mede de 2 a 4,5 cm, ovo 100x60μm Patogenia: causa perda de peso Diagnóstico: detecção de ovos no exame de urina. Na necropsia os adultos são encontrados em cistos na gordura Peri renal e pelve renal. Tratamento: Ivermectina, 0,3mg/kg IM, S ou no alimento; Doramectina, 0.3mg/kg IM. Prevenção: utilizar porcas não infectadas para a reprodução.