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parque dos dinossauros
Tipologia: Notas de estudo
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Artigo de Débora Dias Gomes @prender n.
A gestão é fruto da ciência responsável pelo planejamento, organização, avaliação e controle de recursos materiais, financeiros, tecnológicos e humanos. Esta é uma competência que toda organização de ensino hoje, tem que provar. No entanto, muitas instituições de ensino brasileiras estão sendo gerenciadas como um grande dinossauro, com um corpo enorme e a cabeça pequena. Desatualizadas e engolidas pelos incêndios do dia-a-dia, não percebendo o risco que estão correndo.
Decisões estratégicas ocorrem sempre num cenário de incertezas. Agora são "outros 500". Não se consegue retardar a velocidade das mudanças. Não existe conhecimento estável num mundo instável. Esta verdade nos exige humildade intelectual. Ler, pensar e aprender é a tarefa mais importante na sociedade do conhecimento para viver no futuro a sociedade da sabedoria. É preciso construir uma nova ordem, um novo significado para a educação brasileira. Enfim, nossas instituições de ensino precisam pensar grande, começar de forma simples mas, evoluir rápido!
Devemos expandir o nosso quadro de referências quanto aos conceitos de excelência na administração educacional e quanto as modernas maneiras de "ensinar". Estabelecer maior interatividade entre o processo pedagógico e administrativo, operando matricialmente, interagindo com o ambiente externo, o entorno e as macrovariáveis.
É preciso criar uma identidade organizacional, desenvolver estratégia de relacionamento com alunos e responsáveis, pois eles são os clientes de uma instituição de ensino. O Parque de Dinossauros precisa se transformar em Escola que Aprende. A própria Lei de Diretrizes e Bases (LDB) exige um posicionamento claro da instituição quanto aos seus objetivos, valores, políticas e diretrizes.
Não existe mais lugares para dinossauros!
Não adianta preocupar-se com a estrutura física somente. Um prédio enorme, com inovações tecnológicas, ou seja, um grande corpo de dinossauro, a cabeça pequena e sem o pensamento sistêmico.
Como dinamizar toda a estrutura? A resposta não pode ser outra: Abrindo mentes e corações para um novo significado de educação e de administração. Abrindo a cabeça para o conceito de trabalho como fonte de realização e por fim, assegurar a estrutura ideal para gerenciar este sistema de trabalho. Não esquecendo nunca que uma organização se constitui num conjunto de objetivos de pessoas. Pessoas que compartilham e apóiam a visão de futuro do líder da organização e assumem responsabilidades no planejamento e
execução de projetos de melhorias para os processos educacionais.
Ao invés de dinossauros, o Brasil precisa de líderes que elaborem um plano de desenvolvimento para sua instituição exercitando um contínuo olhar para o futuro. Programando o futuro e competindo hoje por ele. Olhando o antigo de modo novo e o novo de maneira diferente. Sem medo de errar, encarando de frente os "outros 500", ou seja, as novas oportunidades.
Tendo a inovação como rotina, desenvolvendo mentalidade estratégica: O que há de futuro no presente? Quais são as oportunidades que deveremos potencializar e as ameaças a serem neutralizadas no ambiente externo? Quais as competências internas que diferenciam a escola no ambiente competitivo e quais as suas oportunidades de melhorias? O que poderia destingüir ou extinguir a nossa organização hoje?
O primeiro passo para responder as questões acima é decidir por um modelo de gestão participativo e integrado. Quem decide pode errar, mas quem não decide já errou. Estamos falando de uma mudança no paradigma da administração escolar.
Existe um ditado que diz: "Quando o mar está calmo, todo barco navega bem" - A questão é que existem algumas instituições que acreditam que o sucesso do passado irá garantir o sucesso do futuro. Esta é uma grande ilusão! E ainda com o agravante de que o mar não está calmo. O mundo mudou e nossas escolas precisam mudar com ele.
O Brasil está sendo descoberto a cada dia e os gestores de nossas instituições de ensino precisam ter consciência e determinação para administrar mudanças. A lição já sabemos de cor, só nos resta aprender!
A escola nova muda o conceito de trabalho e o novo conceito de trabalho muda a estrutura da instituição.
A seguir estaremos demonstrando um grupo de estratégias de mudanças para uma instituição de ensino que deseja desenvolver sua organização como uma "Escola que Aprende" sobre como transformar um Parque de Dinossauros em um Parque de Excelência em Gestão Educacional. Nossas escolas precisam ser leves, ágeis e flexíveis como a gazela, e não pesadas e lentas como o dinossauro.
DE Dinossauro PARA Gazela
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Modelo funcional “Função”
Mão-de-obra Cérebro-de-obra
Num mar de oportunidades não existe espaço para organizações acomodadas a um passado, que pode ter sido de sucesso, mas um sucesso que não garantirá o futuro. O futuro pertence a organizações que navegam na internet e não em caravelas. O Brasil entra no terceiro milênio exigindo com que nossas escolas assumam a responsabilidade de mudar o rumo da educação. Entre caravelas e jatos, nosso país se prepara para um futuro que será desenhado pela educação. Eis a grande oportunidade para nós educadores: Desenvolver visão empresarial e estratégica. Implementar um novo modelo de gestão educacional. Agora são outros 500...