




























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
descrição destalhada dos pcns xx
Tipologia: Exercícios
1 / 121
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





























































































Secretaria de EducaÁ„o Fundamental Iara GlÛria Areias Prado
Departamento de PolÌtica da EducaÁ„o Fundamental VirgÌnia ZÈlia de Azevedo Rebeis Farha
CoordenaÁ„o-Geral de Estudos e Pesquisas da EducaÁ„o Fundamental Maria InÍs Laranjeira
B823p Brasil. Secretaria de EducaÁ„o Fundamental. Par‚metros curriculares nacionais : terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: lÌngua estrangeira / Secretaria de EducaÁ„o Fundamental. ñ BrasÌlia : MEC/SEF, 1998. 120 p.
AO PROFESSOR
O papel fundamental da educaÁ„o no desenvolvimento das pessoas e das sociedades amplia-se ainda mais no despertar do novo milÍnio e aponta para a necessidade de se construir uma escola voltada para a formaÁ„o de cidad„os. Vivemos numa era marcada pela competiÁ„o e pela excelÍncia, onde progressos cientÌficos e avanÁos tecnolÛgicos definem exigÍncias novas para os jovens que ingressar„o no mundo do trabalho. Tal demanda impıe uma revis„o dos currÌculos, que orientam o trabalho cotidianamente realizado pelos professores e especialistas em educaÁ„o do nosso paÌs.
Assim, È com imensa satisfaÁ„o que entregamos aos professores das sÈries finais do ensino fundamental os Par‚metros Curriculares Nacionais, com a intenÁ„o de ampliar e aprofundar um debate educacional que envolva escolas, pais, governos e sociedade e dÍ origem a uma transformaÁ„o positiva no sistema educativo brasileiro.
Os Par‚metros Curriculares Nacionais foram elaborados procurando, de um lado, respeitar diversidades regionais, culturais, polÌticas existentes no paÌs e, de outro, considerar a necessidade de construir referÍncias nacionais comuns ao processo educativo em todas as regiıes brasileiras. Com isso, pretende-se criar condiÁıes, nas escolas, que permitam aos nossos jovens ter acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necess·rios ao exercÌcio da cidadania.
Os documentos apresentados s„o o resultado de um longo trabalho que contou com a participaÁ„o de muitos educadores brasileiros e tÍm a marca de suas experiÍncias e de seus estudos, permitindo assim que fossem produzidos no contexto das discussıes pedagÛgicas atuais. Inicialmente foram elaborados documentos, em versıes preliminares, para serem analisados e debatidos por professores que atuam em diferentes graus de ensino, por especialistas da educaÁ„o e de outras ·reas, alÈm de instituiÁıes governamentais e n„o-governamentais. As crÌticas e sugestıes apresentadas contribuÌram para a elaboraÁ„o da atual vers„o, que dever· ser revista periodicamente, com base no acompanhamento e na avaliaÁ„o de sua implementaÁ„o.
Esperamos que os Par‚metros sirvam de apoio ‡s discussıes e ao desenvolvimento do projeto educativo de sua escola, ‡ reflex„o sobre a pr·tica pedagÛgica, ao planejamento de suas aulas, ‡ an·lise e seleÁ„o de materiais did·ticos e de recursos tecnolÛgicos e, em especial, que possam contribuir para sua formaÁ„o e atualizaÁ„o profissional.
Paulo Renato Souza Ministro da EducaÁ„o e do Desporto
OBJETIVOS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Os Par‚metros Curriculares Nacionais indicam como objetivos do ensino fundamental que os alunos sejam capazes de:
ï compreender a cidadania como participaÁ„o social e polÌtica, assim como exercÌcio de direitos e deveres polÌticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperaÁ„o e rep˙dio ‡s injustiÁas, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;
ï posicionar-se de maneira crÌtica, respons·vel e construtiva nas diferentes situaÁıes sociais, utilizando o di·logo como forma de mediar conflitos e de tomar decisıes coletivas; ï conhecer caracterÌsticas fundamentais do Brasil nas dimensıes sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noÁ„o de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinÍncia ao paÌs;
ï conhecer e valorizar a pluralidade do patrimÙnio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e naÁıes, posicionando-se contra qualquer discriminaÁ„o baseada em diferenÁas culturais, de classe social, de crenÁas, de sexo, de etnia ou outras caracterÌsticas individuais e sociais; ï perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interaÁıes entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;
ï desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confianÁa em suas capacidades afetiva, fÌsica, cognitiva, Ètica, estÈtica, de inter-relaÁ„o pessoal e de inserÁ„o social, para agir com perseveranÁa na busca de conhecimento e no exercÌcio da cidadania; ï conhecer o prÛprio corpo e dele cuidar, valorizando e adotando h·bitos saud·veis como um dos aspectos b·sicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relaÁ„o ‡ sua sa˙de e ‡ sa˙de coletiva; ï utilizar as diferentes linguagens ó verbal, musical, matem·tica, gr·fica, pl·stica e corporal ó como meio para produzir,
expressar e comunicar suas idÈias, interpretar e usufruir das produÁıes culturais, em contextos p˙blicos e privados, atendendo a diferentes intenÁıes e situaÁıes de comunicaÁ„o;
ï saber utilizar diferentes fontes de informaÁ„o e recursos tecnolÛgicos para adquirir e construir conhecimentos;
ï questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvÍ-los, utilizando para isso o pensamento lÛgico, a criatividade, a intuiÁ„o, a capacidade de an·lise crÌtica, selecionando procedimentos e verificando sua adequaÁ„o.
LÕNGUA ESTRANGEIRALÕNGUA ESTRANGEIRA
LÕNGUA ESTRANGEIRALÕNGUA ESTRANGEIRA
CONSIDERA«’ES PRELIMINARES
Este documento procura ser uma fonte de referÍncia para discussıes e tomada de posiÁ„o sobre ensinar e aprender LÌngua Estrangeira nas escolas brasileiras. Portanto, n„o tem um car·ter dogm·tico, pois isso impossibilitaria as adaptaÁıes exigidas por condiÁıes diversas e inviabilizaria o desenvolvimento de uma pr·tica reflexiva.
Primordialmente, objetiva-se restaurar o papel da LÌngua Estrangeira na formaÁ„o educacional. A aprendizagem de uma lÌngua estrangeira, juntamente com a lÌngua materna, È um direito de todo cidad„o, conforme expresso na Lei de Diretrizes e Bases e na DeclaraÁ„o Universal dos Direitos Ling¸Ìsticos, publicada pelo Centro Internacional EscarrÈ para Minorias …tnicas e NaÁıes (Ciemen) e pelo PEN-Club Internacional. Sendo assim, a escola n„o pode mais se omitir em relaÁ„o a essa aprendizagem.
Embora seu conhecimento seja altamente prestigiado na sociedade, as lÌnguas estrangeiras, como disciplinas, se encontram deslocadas da escola. A proliferaÁ„o de cursos particulares È evidÍncia clara para tal afirmaÁ„o. Seu ensino, como o de outras disciplinas, È funÁ„o da escola, e È l· que deve ocorrer.
As oportunidades de aprender lÌnguas nos Centros de LÌnguas das redes oficiais, existentes em algumas partes do Brasil, s„o entendidas como suplementares ‡ oferta de LÌngua Estrangeira dentro do currÌculo, no sentido de que outras lÌnguas, alÈm daquela incluÌda na rede escolar, possam ser tambÈm aprendidas.
O distanciamento proporcionado pelo envolvimento do aluno no uso de uma lÌngua diferente o ajuda a aumentar sua autopercepÁ„o como ser humano e cidad„o. Ao entender o outro e sua alteridade^1 , pela aprendizagem de uma lÌngua estrangeira, ele aprende mais sobre si mesmo e sobre um mundo plural, marcado por valores culturais diferentes e maneiras diversas de organizaÁ„o polÌtica e social.
A aprendizagem de uma lÌngua estrangeira deve garantir ao aluno seu engajamento discursivo, ou seja, a capacidade de se envolver e envolver outros no discurso. Isso pode ser viabilizado em sala de aula por meio de atividades pedagÛgicas centradas na constituiÁ„o do aluno como ser discursivo, ou seja, sua construÁ„o como sujeito do discurso^2 via LÌngua Estrangeira. Essa construÁ„o passa pelo envolvimento do aluno com os processos sociais de criar significados por intermÈdio da utilizaÁ„o de uma lÌngua estrangeira.
Isso poder· ser feito por meio de processos de ensino e aprendizagem que envolvam o aluno na construÁ„o de significado pelo desenvolvimento de, pelo menos, uma habilidade comunicativa. … importante garantir ao aluno uma experiÍncia singular de construÁ„o de
(^1) Por alteridade entende-se os fatores sociais que caracterizam a vida de outras pessoas em comunidades onde as lÌnguas estrangeiras s„o usadas como lÌnguas maternas, lÌnguas oficiais e ainda como lÌnguas estrangeiras. (^2) A construÁ„o do aluno como sujeito do discurso se relaciona ao desenvolvimento de sua capacidade de agir no mundo por meio da palavra em lÌngua estrangeira nas v·rias habilidades comunicativas.
significado pelo domÌnio de uma base discursiva^3 , que poder· ser ampliada quando se fizer necess·rio em sua vida futura ou quando as condiÁıes existentes nas escolas o permitirem.
Outro pressuposto b·sico para a aprendizagem de uma lÌngua estrangeira È a necessidade de garantir a continuidade e a sustentabilidade de seu ensino. N„o h· como propiciar avanÁos na aprendizagem de uma lÌngua, propondo ao aluno a aprendizagem de espanhol na quinta sÈrie, de francÍs na sexta e sÈtima, e de inglÍs na oitava sÈrie.
A justificativa social para a inclus„o de LÌngua Estrangeira no ensino fundamental
A inclus„o de uma ·rea no currÌculo deve ser determinada, entre outros fatores, pela funÁ„o que desempenha na sociedade. Em relaÁ„o a uma lÌngua estrangeira, isso requer uma reflex„o sobre o seu uso efetivo pela populaÁ„o. No Brasil, tomando-se como exceÁ„o o caso do espanhol, principalmente nos contextos das fronteiras nacionais, e o de algumas lÌnguas nos espaÁos das comunidades de imigrantes (polonÍs, alem„o, italiano etc.) e de grupos nativos, somente uma pequena parcela da populaÁ„o tem a oportunidade de usar lÌnguas estrangeiras como instrumento de comunicaÁ„o oral, dentro ou fora do paÌs. Mesmo nos grandes centros, o n˙mero de pessoas que utilizam o conhecimento das habilidades orais de uma lÌngua estrangeira em situaÁ„o de trabalho È relativamente pequeno.
Deste modo, considerar o desenvolvimento de habilidades orais como central no ensino de LÌngua Estrangeira no Brasil n„o leva em conta o critÈrio de relev‚ncia social para a sua aprendizagem. Com exceÁ„o da situaÁ„o especÌfica de algumas regiıes turÌsticas ou de algumas comunidades plurilÌng¸es, o uso de uma lÌngua estrangeira parece estar, em geral, mais vinculado ‡ leitura de literatura tÈcnica ou de lazer. Note-se tambÈm que os ˙nicos exames formais em LÌngua Estrangeira (vestibular e admiss„o a cursos de pÛs-graduaÁ„o) requerem o domÌnio da habilidade de leitura. Portanto, a leitura atende, por um lado, ‡s necessidades da educaÁ„o formal, e, por outro, È a habilidade que o aluno pode usar em seu contexto social imediato. AlÈm disso, a aprendizagem de leitura em LÌngua Estrangeira pode ajudar o desenvolvimento integral do letramento do aluno. A leitura tem funÁ„o primordial na escola e aprender a ler em outra lÌngua pode colaborar no desempenho do aluno como leitor em sua lÌngua materna.
(^3) Entende-se por base discursiva o domÌnio da capacidade que possibilita as pessoas se comunicarem umas com as outras por meio do texto escrito ou oral.