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Documento contendo gráficos e tabelas que apresentam dados sobre a proporção de pessoas de 18 anos ou mais de idade com diagnósticos médicos, hábitos de vida e exposição ao tabaco no brasil em 2013. Os dados são apresentados segundo o sexo, grupos de idade, cor ou raça e nível de instrução.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!





























































































Presidenta da República
Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão
Coordenação de Trabalho e Rendimento
Dilma Rousseff
Miriam Belchior
Cimar Azeredo Pereira
INSTITUTO BRASILEIRO
DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE
Presidenta
Diretor-Executivo
Diretoria de Pesquisas
Diretoria de Geociências
Diretoria de Informática
Centro de Documentação e Disseminação de Informações
Escola Nacional de Ciências Estatísticas
Wasmália Bivar
Fernando J. Abrantes
Roberto Luís Olinto Ramos
Wadih João Scandar Neto
Paulo César Moraes Simões
David Wu Tai
Maysa Sacramento de Magalhães
Diretoria de Pesquisas
Ministro da Saúde Ademar Arthur Chioro dos Reis
Secretária-Executiva Ana Paula Menezes
Secretário de Vigilância em Saúde Jarbas Barbosa da Silva
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ - FIOCRUZ
Presidente Paulo Gadelha
Ministério da Saúde Departamento de Análise de Situação de Saúde Deborah Carvalho Malta
FIOCRUZ Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde Célia Landmann Szwarcwald
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Av. Franklin Roosevelt, 166 - Centro - 20021-120 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil
ISBN 978-85-240-4334- © IBGE. 2014
Elaboração do arquivo PDF Roberto Cavararo Produção de multimídia lgonzaga Márcia do Rosário Brauns Marisa Sigolo Mônica Pimentel Cinelli Ribeiro Roberto Cavararo Capa Aline Carneiro Damacena e Leonardo Martins Gerência de Editoração/Centro de Documentação e Disseminação de Informações - CDDI
Sumário
Apresentação
Introdução
Notas técnicas População de estudo Aspectos da amostragem Plano amostral Tamanho da amostra Definição dos fatores de expansão Coleta dos dados Aferições Coleta de sangue e urina Aspectos éticos
Análise dos resultados Percepção do estado de saúde Autoavaliação da saúde Angina Estilos de vida Consumo alimentar Uso de álcool Atividade física Hábito de assistir televisão Tabagismo
Apresentação
O
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, com a presente publicação, Pesquisa Nacional de Saúde - PNS 2013: percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas, divulga os resultados da pesquisa que foi realizada em convênio com o Ministério da Saúde. O tema Saúde já foi abordado em suplementos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD – em anos anteriores. A partir de 1998, os levantamentos passaram a ser realizados com intervalos regulares de cinco anos entre as realizações, mantendo aspectos essenciais da investigação, o que possibilitou a comparabilidade dos resultados entre os três anos nos quais se realizou a pesquisa, em 1998, 2003 e 2008. Este é o primeiro volume de uma série que serão oportunamente divulgados e publicados pelo IBGE. São apresentados, nesta publicação, uma breve descrição da pesquisa, o plano de amostragem, a análise descritiva dos resultados, bem como um glossário com os termos e conceitos considerados relevantes para a compreensão dos resultados. Um conjunto de tabelas com informações sobre percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas constitui material de destaque nesta publicação, com corte regional para Brasil, Grandes regiões e Unidades da Federação, desagregado por sexo. O CD-ROM que acompanha a publicação contém todas as informações do volume impresso, desagregadas por sexo, grupos de idade, nível de instrução e cor ou raça, para os seguintes recortes regionais: Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação. Para os Municípios das Capitais e Distrito Federal são apresentadas as estimativas totais e por sexo. Além das tabelas com indicadores e
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respectivos intervalos de confiança estão sendo disponibilizadas, igualmente, as tabelas com valores absolutos e coeficiente de variação das estimativas.
Assim, com a disponibilização de mais essa base de dados, o Ministério da Saúde e o IBGE ampliam, consideravelmente, o conhecimento sobre as características de saúde da população brasileira. De posse desta publicação, as instâncias executivas e legislativas, os profissionais e pesquisadores, os Conselhos de Saúde e os demais agentes interessados no setor passam a contar com um amplo conjunto de informações que lhes ajudarão na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas relacionadas à saúde.
Roberto Luís Olinto Ramos Diretor de Pesquisas
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No que se refere à avaliação do desempenho do sistema de saúde, a PNS incluiu os módulos de acesso e utilização dos serviços de saúde, e o de cobertura de plano de saúde do Suplemento Saúde da PNAD na sua íntegra, com pequenas atualizações, de modo a possibilitar o acompanhamento da série quinquenal de indicadores de saúde de utilidade já consagrada. Pesquisou, igualmente, atendendo às atuais prioridades do Ministério da Saúde, questões para dimensionar o acesso à assistência médica em diferentes níveis de atenção, em termos de tempo de espera e dificuldades na obtenção do atendimento, bem como a avaliação da assistência de saúde sob a perspectiva do usuário (GOUVEIA et al., 2005).
Para descrever aspectos relacionados às condições de saúde da população brasileira, a PNS abordou a percepção individual da saúde em várias dimensões. Investigou-se, particularmente, a autoavaliação de saúde, indicador que tem sido utilizado, nacional e internacionalmente, para estabelecer diferenças de morbidade em subgrupos populacionais, comparar necessidades de serviços e recursos de saúde por área geográfica, bem como para calcular outros indicadores de morbi-mortalidade, tais como a esperança de vida saudável.
O Brasil atravessa, atualmente, um período de transição epidemiológica, com uma profunda modificação dos padrões de saúde e doença, que interagem com fatores demográficos, econômicos, sociais, culturais e ambientais (SZWARCWALD; SOUZA- JÚNIOR; DAMACENA, 2010). Embora as doenças infecciosas sejam ainda importantes, há um crescimento significativo das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). As doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes, enfermidades respiratórias crônicas e doenças neuropsiquiátricas, principais DCNT, têm respondido por grande parte das mortes antes dos 70 anos de idade e perda de qualidade de vida, gerando incapacidades e alto grau de limitação das pessoas doentes em suas atividades de trabalho e lazer, além de provocar grande pressão sobre os serviços de saúde (SCHMIDT et al., 2011).
Estudos têm mostrado a forte associação das principais DCNT a fatores de riscos altamente prevalentes, destacando-se o tabagismo, consumo abusivo de álcool, excesso de peso, níveis elevados de colesterol, baixo consumo de frutas e verduras e sedentarismo. O monitoramento destes fatores de risco e da prevalência das doenças a eles relacionados é primordial para definição de políticas de saúde voltadas para a prevenção destes agravos (GAZIANO; GALEA; REDDY, 2007).
Nas duas últimas décadas, o Ministério da Saúde tem dirigido esforços a desenvolver um sistema de vigilância específico para as DCNT, de modo a se apropriar da sua magnitude e dos fatores de risco associados, bem como acompanhar as tendências socioespaciais ao longo do tempo.
Diante da possibilidade de aprofundamento do questionário de saúde, a PNS abordou novos módulos temáticos, distinguindo-se o de DCNT, que possibilitou dimensionar o acesso ao diagnóstico e à assistência prestada às doenças crônicas, com maior detalhamento para hipertensão arterial, diabetes e depressão. Para essas últimas, a PNS investigou o acesso a exames complementares de diagnóstico, consultas com especialistas, e medicamentos de uso contínuo, como também as limitações das atividades habituais, sequelas e internações devidas à doença.
Outra parte do questionário que foi aprimorada na PNS foi o módulo sobre “estilos de vida”, que, além do tabaco, passou a incluir uso de bebidas alcoólicas, prática de atividades físicas e hábitos de alimentação. Adicionalmente, ao aferir de
Introdução ________________________________________________________________________________________________
forma sistemática a pressão arterial, o peso, a altura e o perímetro abdominal, a PNS coletou informações que permitirão construir marcadores fundamentais para o monitoramento de um dos mais graves problemas que se colocam, hoje, no Brasil, a epidemia de sobrepeso e obesidade (PESQUISA..., 2010). É importante destacar ainda que a PNS coletou nos domicílios, pela primeira vez em inquérito de saúde de âmbito nacional, amostras biológicas para realização de exames complementares que serão usadas para traçar o perfil bioquímico de condições clínicas ou pré-clínicas que necessitam de intervenção, incluindo indivíduos que não têm acesso aos serviços de saúde. As informações da PNS serão utilizadas para subsidiar a formulação das políticas públicas nas áreas de promoção, vigilância e atenção à saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, alinhadas às estratégias do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, no Brasil, no período 2011-2022 (BRASIL, 2011; DUNCAN et al., 2011). Por meio da PNS será possível monitorar as metas de redução de DCNT pactuadas com a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO), como o tratamento de hipertensos e diabéticos, a redução do consumo do sal, do tabaco, do álcool e da inatividade física, deter o crescimento da obesidade, dentre outras. A PNS atende, igualmente, a outras prioridades do Ministério da Saúde como a Rede de Atenção à Saúde, a Rede Cegonha, a Rede de Atenção às Urgências e Emergências, e o Programa Farmácia Popular do Brasil, como também propicia o monitoramento indireto de políticas do governo federal de cunho social, como o Plano Viver sem Limites, o Plano Brasil sem Miséria e/ou o Programa Bolsa Família. Na presente publicação, foram enfocados aspectos relacionados à percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas não transmissíveis. Além da apresentação das frequências absolutas expandidas para a população brasileira, construíram-se, desta feita, vários indicadores com seus respectivos intervalos de confiança, para facilitar a interpretação dos resultados. Os indicadores foram apresentados sob a forma de tabelas, resultantes do cruzamento de recortes geográficos (Grandes Regiões, Unidades da Federação, Municípios das Capitais e Distrito Federal) com características sociodemográficas (sexo, faixa de idade, grau de escolaridade, raça/cor, condição em relação à força de trabalho). Embora as tabelas tenham contemplado grande parte do conjunto de indicadores construídos, alguns não foram divulgados por necessitarem de análises mais criteriosas por parte do Ministério da Saúde, enquanto outros não puderam ser estimados pelo tamanho de amostra insuficiente nas desagregações consideradas.
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No segundo estágio foi selecionado por amostragem aleatória simples um número fixo de domicílios particulares permanentes em cada UPA selecionada no primeiro estágio. A seleção foi feita do Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos - C nefe em sua mais recente atualização.
E dentro de cada domicílio selecionado, um morador com 18 anos ou mais de idade foi selecionado para responder ao questionário específico, também por amostragem aleatória simples, da lista de moradores construída no momento da entrevista.
Tamanho da amostra
O tamanho da amostra foi definido considerando o nível de precisão desejado para as estimativas de alguns indicadores de interesse, que são basicamente proporções de pessoas em determinadas categorias.
Como os indicadores referem-se a grupos populacionais diferentes, também foi preciso avaliar a proporção de domicílios que possuíam pessoas nestes grupos, com base nos dados do Censo 2010, para que fosse possível definir o tamanho de amostra necessário para estimar com a precisão requerida.
Por falta de informações para toda a população sobre as características envolvidas nos indicadores, os cálculos iniciais foram baseados em amostragem aleatória simples (AAS), considerando que os indicadores são proporções de pessoas com a característica de interesse, e foram efetuados a fim de definir o tamanho de amostra, fixando-se os níveis de precisão desejados para as estimativas dos indicadores e para os diversos níveis geográficos em que se pretende estimá-los.
O plano amostral que foi adotado na pesquisa não foi amostragem aleatória simples de pessoas, por isso foi feito um ajuste no tamanho de amostra obtido considerando os valores do efeito de plano amostral (EPA). Os EPAs utilizados nos cálculos foram estimados com base nos dados do suplemento saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2008 pelos técnicos da Fundação Oswaldo Cruz - fioCruz.
As fórmulas utilizadas, dentro de cada domínio, foram as seguintes:
onde
A Tabela 1 mostra os indicadores, os grupos populacionais relacionados, os coeficientes de variação desejados, o valor esperado para cada um dos indicadores e os EPAs estimados.
Notas técnicas _____________________________________________________________________________________________
Os primeiros tamanhos de amostra foram calculados como os necessários para estimar os indicadores com o coeficiente de variação desejado para cada um dos níveis geográficos inicialmente pensados como domínios de divulgação. São eles: Brasil, Grande Região, Unidade da Federação (UF), Região Metropolitana (RM), Capital e restante da UF. Após várias avaliações, optou-se por determinar o tamanho mínimo da amostra de domicílios por UF em 1 800, o que permitiria estimar 9 dos indicadores com a precisão desejada inicialmente e os demais com precisão inferior a desejada, porém ainda dentro de faixas de CVs considerados aceitáveis, proporcionando estimativas ainda precisas. Para a definição do tamanho da amostra de UPAs , foi fixado o número de domicílios selecionados em cada UPA, e então dividido o tamanho da amostra de domicílios por este número, que foi de 10 ou de 14, dependendo do domínio. Essa diferença se deveu a limitação no tamanho da amostra de UPAs pela Amostra Mestra. Os tamanhos finais da amostra por UF são apresentados na Tabela 2.
Indicador (^) populacionalGrupo
Proporção de domicílios com pessoas no grupo populacional (1)
Valor esperado do indicador (%)
CV desejado (%)
EPA estimado
Adultos 35 anos e mais selecionados 0,6 8,0 12,8 1,
Adultos 35 anos e mais selecionados 0,6 30,0 8,5 1,
Adultos 35 anos e mais selecionados 0,6 8,0 12,8 1,
Todos os moradores do domicílio 1,0 7,0 14,6 2,
Todos os moradores do domicílio 1,0 14,0 7,3 4,
Todos os moradores do domicílio 1,0 26,0 5,9 10,
Mulheres de 25- anos selecionadas 0,4 80,0 3,2 2,
Mulheres de 50- anos selecionadas 0,1 65,0 5,5 1,
Adultos selecionados 1,0 17,0 9,0 1,
Adultos selecionados 1,0 12,0 12,8 1,
Todos os moradores do domicílio 1,0 15,0 10,2 4,
Adultos selecionados 1,0 7,0 14,6 1,
Adultos selecionados 1,0 2,0 25,5 2,
Todos os idosos do domicílio 0,4 15,0 13,6 2,
Todas as crianças com menos de 2 anos do domicílio 0,1 80,0 3,2 2, Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional de Saúde 2013. (1) Segundo o Censo Demográfico 2010.
desejado para a estimativa do indicador e EPA estimado, segundo o indicador de interesse
Tabela 1 - Grupo populacional relacionado ao indicador, proporção de domicílios com pessoas no grupo populacional, valor esperado do indicador, coeficiente de variação
Notas técnicas _____________________________________________________________________________________________
A PNS contou com uma etapa que constava da realização de exames laboratoriais para as pessoas selecionadas nos domicílios. Devido ao alto custo desta operação, ficou definido que os exames seriam realizados apenas em uma parte da amostra. Em função desta decisão, foram selecionados cerce de 25% das UPAs em cada estrato para compor a subamostra para exames, e todas as pessoas selecionadas nos domicílios selecionados para a amostra foram encaminhadas para a realização dos exames. A seleção da subamostra foi feita com probabilidade proporcional ao inverso da distância do município onde se localiza a UPA e o município mais próximo com 80 000 habitantes ou mais. Isto se deu, pois estes municípios possuem melhor infraestrutura para a realização dos exames e, dando maior probabilidade às UPAs mais próximas destes municípios, pretendia-se reduzir os custos da operação.
Definição dos fatores de expansão Na PNS foi preciso definir fatores de expansão ou pesos amostrais para as UPAs, para os domicílios e todos os seus moradores e para o morador selecionado. Também foi preciso definir o peso para a subamostra para exames.
Os pesos das UPAs foram calculados considerando a probabilidade de seleção da UPA para a Amostra Mestra e a probabilidade de seleção para a amostra da pesquisa.
Os pesos para os domicílios e todos os seus moradores, utilizados para a estimação das características investigadas para todos os moradores e para todos os idosos, foram definidos levando-se em conta o peso da UPA correspondente e ajustes para correção de não respostas e também para calibrar as estimativas com totais populacionais estimados pela Coordenação de População e Indicadores Sociais - Copis, do IBGE.
O peso do morador selecionado foi calculado considerando o peso do domicílio correspondente, a probabilidade de seleção do morador, ajustes de não resposta por sexo e calibração pelos totais populacionais por sexo e classes de idade estimados com o peso de todos os moradores. As quatro classes de idade utilizadas foram de 18 a 24 anos, de 25 a 39 anos, de 40 a 59 anos e mais de 60 anos.
Os fatores de expansão que serão associados aos moradores selecionados para a subamostra de exames serão calculados de maneira semelhante aos pesos já definidos anteriormente. Como a coleta dos dados relacionados à subamostra de exames está em fase de finalização, será preciso esperar o encerramento da coleta para que seja feita uma avaliação do aproveitamento da amostra, para só então serem definidos os pesos finais.
____________________________________________________________________________Pesquisa Nacional de Saúde 2013 Percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas
Coleta dos dados
A organização e a coordenação do trabalho de campo ocorreu sob a responsabilidade do IBGE. Todos os agentes de coleta de informações, supervisores e coordenadores da PNS foram capacitados para compreender detalhadamente toda a pesquisa. Foi preparado material instrutivo que auxiliou a equipe de campo a compreender o que o estudo objetivava estabelecer com cada uma das questões e medidas incluídas na PNS. Os entrevistados foram instruídos a informar aos moradores selecionados sobre os exames laboratoriais que seriam realizados e avisar que o laboratório entraria em contato para agendar a visita.
As entrevistas foram feitas com a utilização de PDAs (Personal Digital Assistance), computadores de mão, programados adequadamente para processos de crítica das variáveis.
Inicialmente foi feito contato com a pessoa responsável ou com algum dos moradores do domicílio selecionado. O agente de coleta descreveu o estudo ao morador, seus objetivos, procedimentos e a importância de participação na pesquisa, e foi elaborada uma lista de todos os moradores adultos do domicílio. Foram identificados, o informante que respondeu ao questionário domiciliar e todos os moradores do domicílio, bem como o morador adulto que responderia à entrevista individual, e que seria selecionado por meio de programa de seleção aleatória no PDA. As entrevistas foram agendadas nas datas e horários mais convenientes para os informantes, prevendo-se duas ou mais visitas em cada domicílio.
Os entrevistadores foram adequadamente treinados para fazer as entrevistas em PDA e para executar todas as medidas necessárias, a saber: peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial. Em relação à coleta de material biológico (amostras de sangue e urina), foi contratado um consórcio de laboratórios privados para a realização da coleta e dos exames laboratoriais.
Aferições
Para o morador adulto selecionado para a entrevista individual, foram feitas aferições de peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial. Foram utilizados, respectivamente: balança eletrônica portátil, estadiômetro portátil, fita de inserção, e aparelho de pressão digital.
Os procedimentos para as medidas antropométricas e de pressão arterial e o treinamento da equipe de campo foram desenvolvidos em conjunto com o Laboratório de Avaliação Nutricional de Populações - Lanpop da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo - USP. Adicionalmente, foram desenvolvidos critérios para o estabelecimento de medidas improváveis biologicamente.
Para as medidas antropométricas, foram seguidos os mesmos procedimentos da Pesquisa de Orçamentos Familiares - POF 2008-2009, realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde 2. No caso da medida de pressão arterial, a PNS adotou os procedimentos técnicos para utilização do aparelho automático de pressão arterial. Nessa técnica, as pressões sistólica e diastólica foram calculadas
(^2) Para informações complementares, consultar a publicação: PESQUISA de orçamentos familiares 2008-2009: antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2010. 130 p. Acompanha 1 CD-ROM. Disponível em: . Acesso em: dez. 2014.
____________________________________________________________________________Pesquisa Nacional de Saúde 2013 Percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas
Procedimento: coleta de urina de 12 horas noturnas. Exames:
Aspectos éticos
O projeto da Pesquisa Nacional de Saúde - PNS foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - Conep, do Conselho Nacional de Saúde - CNS, em junho de 2013.
Análise dos resultados
Percepção do estado de saúde
Autoavaliação da saúde A avaliação do estado de saúde consiste na percepção que os indivíduos possuem de sua própria saúde. Por conseguinte, é um indicador que engloba tanto componentes físicos quanto emocionais dos indivíduos, além de aspectos do bem-estar e da satisfação com a própria vida. Na Pesquisa Nacional de Saúde - PNS o indicador foi obtido através de uma questão única em que o próprio morador classifica sua saúde em uma escala de cinco graus: muito boa; boa; regular; ruim ou muito ruim. A percepção do indivíduo sobre a saúde não sobrevém apenas das sensações físicas de dor e desconforto, mas, sobretudo, das consequências sociais e psicológicas da presença da enfermidade. Segundo a PNS, em 2013, no Brasil, havia 146,3 milhões de pessoas com 18 anos ou mais de idade, destas, 66,1% autoavaliaram sua saúde como boa ou muito boa. As estimativas variaram de 56,7%, no Nordeste, a 71,5%, no Sudeste. Em relação ao sexo, 70,3% dos homens consideraram sua saúde como boa ou muito boa, contra 62,4% das mulheres. Em relação aos grupos de idade, quanto maior a faixa etária menor o percentual, que variou de 81,6%, para aqueles de 18 a 29 anos de idade, a 39,7%, para as pessoas de 75 anos ou mais de idade. Em relação à escolaridade, observou-se que, conforme maior o grau de instrução, maior o percentual daqueles que consideraram sua saúde boa ou muito boa. Entre as pessoas sem instrução ou com o fundamental incompleto, o percentual foi de 49,2%, enquanto para aquelas com superior completo foi de 84,1%.