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Apostilas de Informática sobre PHP, Características do PHP, Estudo comparativo entre ASP e PHP, Banco de dados MySQL ou PostgreSQL, Instalação, Windows, Linux, Área administrativa, Alteração dos dados do cliente.
Tipologia: Notas de estudo
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1.1 Como surgiu
A linguagem PHP foi concebida durante o outono de 1994 por Rasmus Lerdorf. As primeiras versões não foram disponibilizadas, tendo sido utilizadas em sua home-page apenas para que ele pudesse ter informações sobre as visitas que estavam sendo feitas. A primeira versão utilizada por outras pessoas foi disponibilizada em 1995, e ficou conhecida como Personal Home Page Tools (ferramentas para página pessoal). Era composta por um sistema bastante simples que interpretava algumas macros e alguns utilitários que rodavam por trás das home-pages: um livro de visitas, um contador e algumas outras coisas. Em meados de 1995 o interpretador foi reescrito, e ganhou o nome de PHP/FI, o FI veio de um outro pacote escrito por Rasmus que interpretava dados de formulários HTML (Form Interpreter). Ele combinou os scripts do pacote Personal Home Page Tools com o FI e adicionou suporte a mSQL, nascendo assim o PHP/FI, que cresceu bastante, e as pessoas passaram a contribuir com o projeto. Estima-se que em 1996 PHP/FI estava sendo usado por cerca de 15.000 sites pelo mundo, e em meados de 1997 esse número subiu para mais de 50.000.
Nessa época houve uma mudança no desenvolvimento do PHP. Ele deixou de ser um projeto de Rasmus com contribuições de outras pessoas para ter uma equipe de desenvolvimento mais organizada. O interpretador foi reescrito por Zeev Suraski e Andi Gutmans, e esse novo interpretador foi a base para a versão 3. Atualmente o uso do PHP4 vem crescendo numa velocidade incrível, e já está sendo desenvolvida a versão 5 do PHP.
Abaixo será mostrado uma tabela com uma pequena comparação de custos entre algumas linguagens.
Item ASP Cold Fusion JSP PHP Desenvolvimento US$ 0-480 US$ 395 US$ 0 US$ 0 Servidor US$ 620 US$ 1.295 US$ 0 – 595 US$ 0 Tabela - Comparação e custos
Como pode-se ver o PHP é o único que não tem custo nenhum tanto para desenvolvimento quanto para o servidor pois eles são totalmente gratuitos bastando apenas que se baixe da Internet.
2.2 Código fonte aberto
Eles causam uma certa dúvida sobre a qualidade e a viabilidade de um software sem nenhum custo. E para piorar o conceito, até bem pouco tempo atrás, acreditava-se que softwares que não tinham nenhum custo primeiramente chamados de freeware, shareware ou softwares gratuitos geralmente caíam em uma de 4 categorias:
De uma vez por todas é tempo de rever alguns estereótipos. Atualmente o mundo se encontra no meio de um turbilhão de mudanças no negócio de software. Hoje, muitos dos mais importantes (se não a
maioria) dos softwares de consumidor são distribuídos sem custo: clientes de correio eletrônico, navegador da Web, jogos e até conjuntos completos de serviços de escritórios estão sendo distribuídos tão rapidamente quanto seus criadores podem criar versões de Web ou configurar servidores de FTP.
O software para consumidor é visto cada vez mais, como um líder perdido, a flor que atrai a abelha polinizadora em outras palavras, uma maneira de vender mais hardware de servidor, sistemas operacionais, conectividade, anúncios publicitário, utensílios opcionais ou ações da bolsa. Portanto, o preço de varejo total de um software não é mais uma medida confiável de sua qualidade, nem do nível de excentricidade do usuário.
Quanto ao servidor, produtos de código-fonte aberto tornaram-se mais fortes, não se competem com os melhores materiais comerciais, como também, em muitos casos, há uma sensação de que eles tenham vencido a competição.
2.3 Licença
A liberdade de código-fonte aberto e software gratuito é garantida por um grupo de esquemas de licença, sendo o mais famoso a GPL (GNU General Public License) ou "copyleft". O PHP costumava ser liberado tanto sob a licença de GPL como por sua própria licença, com cada usuário livre para escolher entre eles. Entretanto, recentemente isso mudou: agora o programa como um todo é distribuído sob sua
2.4 Adequação
Somente a pessoa envolvida ao projeto poderá decidir se o PHP será a linguagem de sua escolha, seja um desenvolvedor de sites pessoais e comerciais em larga ou pequena escala. O PHP é flexível, rápido e simples em seus requisitos, no entanto poderoso nos resultados.
Antes de decidir se irá utilizar o PHP em larga escala para desenvolvedores de projetos comerciais, deve-se considerar as respostas para as questões seguintes:
Pode-se afirmar com absoluta certeza que irá utilizar sempre o mesmo servidor da Web em nível de software e hardware? Se não for, deve-se pesquisar algumas plataformas neutra e disponível para múltiplos servidores de Web: PHP.
Terá sempre e exatamente a mesma equipe de desenvolvimento inteiramente composta por desenvolvedores em ASP (ou Cold Fusion)? Ou irá esperar alguém disponível quando precisar de desenvolvedores ou de alguém que use uma linguagem fácil de aprender e sintaticamente similar ao C e ao Perl? Se a pessoa envolvida tem razões para acreditar que os desenvolvedores em Asp ou Cold Fusion podem sumir de face da Terra, estas ferramentas não devem ser utilizadadas, use o PHP.
Memória e tempo de leitura no servidor são importantes? Sendo assim, não deve-se usar uma partição de HD exprimida com softwares que requerem muito da sua preciosa memória, use o PHP.
3. Estudo comparativo entre ASP e PHP
Abaixo segue um resumo das duas tecnologias:
Recurso ASP PHP Uso com múltiplos Servidores Web
Não. (somente com o IIS) (23% do mercado)
Sim. (Apache, NetscapeTM, IIS) Uso com múltiplas plataformas
Não. Somente Microsoft Windows
Sim (Windows, Linux, Unix)
Tags customizáveis Não. Sim Componentes reutilizáveis multiplataformas
Não. Sim
Padrão aberto para a indústria
Não. Sim
Proteção para fluxo de memória
Não. Sim
Habilidade para separar a geração do conteúdo da apresentação.
Sim. Usando Objetos COM
Sim, utilizando classe e drivers para acesso, bem como XML
Linguagens de programação suportadas
VBScript, Jscript PHP
Geração dinâmica de Sim. Sim
ainda contém alguns bugs, bem com uma perfomance baixa de páginas ASP rodando fora dos servidores da Microsoft.
Inicialmente disponível apenas para as distribuições REDHAT LINUX 6.0 e 6.l com APACHE WEB SERVER. Ele suporta base de dados POSTGRESQL 6.5.2(ou superior) e MYSQL 3.22.32-1 para conexão direta e ORACLE(solaris, NT), SQL SERVER, ACCESS, SYBASE, INFORMIX e quase todas bases de dados aceitas por ODBC.
Outra conclusão é que o código em PHP é bem mais curto do que o escrito em ASP, isso ocorre porque as variáveis são criadas automáticas enquanto que pelo ASP isso não acontece ou seja se faz necessário a inicialização delas.
O que falta ao PHP e que o ASP se sai bem é a utilização das variáveis de aplicação que estão disponíveis para o uso do servidor, além disso o ASP faz uso de objetos COM.
O ASP ele tem uma interface padronizada a DB’S pelo ADO ou seja pode-se começar um projeto utilizando um determinado banco de dados e no meio do caminho ou depois trocar de banco sem ter que alterar nenhuma linha de código, bastando apenas que se entre no sistema de ODBC e mudar as propriedades de conexão que existia lá. No PHP isso não seria possível, portanto seria necessário a mudança do código para a alteração do banco de dados a ser utilizado.
O PHP é mais rápido que o ASP, isso acontece porque o ASP é construído em uma arquitetura de COM – based, ou seja quando um programador VBScript usa VBScript ele está trabalhando com objeto COM. Quando ele faz uma rotina para o cliente ele escreve o método
que chama o objeto COM de resposta. Quando ele usa um banco de dados ele chama um objeto COM também e todas essas despesas deixam o processo lento, enquanto que nos módulos de PHP tudo funciona na memória, isso significa que o código funcionará mais rapidamente porque não a nenhuma despesa geral de se comunicar com objetos COM diferentes em diversos processos.
4. Banco de dados MySQL ou PostgreSQL
Um banco de dados muito utilizado com PHP é o MySQL, o qual possui uma série de características interessantes. O MySQL para Linux é gratuito sendo que a versão para o Windows tem uma licença a ser paga :-). A escolha entre PostgreSQL e MySQL deve levar em consideração dois fatores: Rapidez e Segurança.
O MySQL é mais rápido que o PostgreSQL no gerenciamento de base de dados extremamente grandes ( não há uma diferença significativa em bases de dados pequenas e médias ), porém o PostgreSQL oferece recursos mais avançados na segurança de dados (integridade das informações contidas no banco de dados).
5. Instalação
5.1 Windows
Você pode fazer a instalação do PHP, Apache e MySQL no Windows(95/98/2000) por intermédios de pacotes ou manualmente. Se você optar por fazer a instalação pelo pacote você pode usar o PHPTriad
ScriptAlias /php/ “c:/php/” AddType application/x-httpd-php .php .php4 .php AddType application/x-httpd-php-source .phps Action application/x-httpd-php /php/php.exe
Inicialize o Apache por meio do menu Iniciar do Windows ( no NT/2000, você precisa instalar primeiro o serviço Apache para em seguida iniciar esse serviço ), e pronto já temos o PHP rodando.
Para testar vamos escrever nosso primeiro programa: index.php e coloque ele dentro do diretório de serviço Web do Apache ( DocumentRoot), por padrão é a pasta htdocs que fica dentro da pasta do Apache, mais isso pode ser alterado no httpd.conf mudando a linha DocumentRoot.
No Browser, digite: se você tiver local na sua máquina:
http://localhost/index.php
Se tudo der certo, você estará vendo as configurações do PHP.
5.2 Linux
1. MySQL Baixe o MySQL em www.mysql.com, depois siga os passos abaixo:
Em que é o local onde está o arquivo tar e VERSAO-OS é a versão e o sistema operacional dos fontes.
AddType application/x-httpd-php .php
Para testar crie o arquivo que ensinamos na instalação do windows. 6. Exemplo prático
Este tutorial foi preparado especialmente para os usuários que estão começando seu aprendizado na linguagem PHP e com o banco de dados MySQL.
Vamos fazer um cadastro de clientes onde teremos a opção de incluir novos cadastros, alterar os dados existentes, excluir e buscar determinado cliente.
Cadastro de clientes Área do nosso sistema para a inclusão de novos clientes. Abaixo, segue a estrutura da nossa tabela.
tb_clientes
tb_estados - Essa tabela contém os estados do Brasil.
tb_user – Essa tabela contém os usuários que tem permissão para mexer na área administrativa
end_user varchar(80), bairro_user varchar(40), email_user varchar(90), tel_user varchar(25), cidade_user varchar(80), estado_user int );
CREATE TABLE tb_estados( Id_estado int auto_increment primary key, estado varchar(60), uf char(3));
CREATE TABLE tb_user( Id_user int auto_increment primary key, apelido varchar(60), senha varchar(20));
Depois de termos criado as tabelas, vamos “popular” a tabela de estados, ou seja, vamos cadastrar os estados, para isso vamos fazer uso do comando SQL: INSERT INTO.
INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘AC’,’Acre’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘AL’,’Alagoas’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘AP’,’Amapá’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘AM’,’Amazonas’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘BA’,’Bahia’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘CE’,’Ceará’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘DF’,’Distrito Federal’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘ES’,’Espírito Santo’);
INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘GO’,’Goiás’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘MA’,’Maranhão’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘MT’,’Mato Grosso’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘MS’,’Mato Grosso do Sul’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘MG’,’Minas Gerais’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘PA’,’Pará’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘PB’,’Paraíba’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘PR’,’Paraná’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘PE’,’Pernambuco’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘PI’,’Piauí’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘RN’,’Rio Grande do Norte’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘RS’,’Rio Grande do Sul’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘RJ’,’Rio de Janeiro’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘RO’,’Rondônia’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘RR’,’Roraima’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘SC’,’Santa Catarina’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘SP’,’São Paulo’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘SE’,’Sergipe’); INSERT INTO tb_estados(uf,estado) VALUES(‘TO’,’Tocantins’);
INSERT INTO tb_user(apelido,senha) VALUES(‘imasters’,’php’);
Antes de construirmos o formulário de cadastro de clientes, vamos criar o arquivo que vai estabelecer a conexão com a nossa base de dados.
Arquivo: conecta.php
$dbname="imasters";