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Pilhas Eletroquímicas, Notas de estudo de Química Industrial

Documento disponibilizado pelo meu professor sobre pilhas.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/07/2009

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te-costa-1 🇧🇷

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9. Trabalho Experimental
Pilhas Galvânicas ou Voltaicas
9.1 Introdução
Em uma pilha galvânica utiliza-se de uma reação espontânea de oxi-redução como
fonte de energia. Nesse caso, as reações de oxi-redução ocorrem quando os agentes
oxidantes e redutores não estão em contato direto, portanto a pilha deve ser construída
separando-se fisicamente a reação global em duas semi reações eletródicas, uma delas
envolvendo a oxidação e a outra a redução.
Os elétrons liberados no eletrodo onde oxidação (ânodo) passam pelo circuito
externo ( fio de cobre por exemplo) para o eletrodo onde há redução ( cátodo).
Por exemplo a reação;
Mg(s) + 2 Ag+(aq) Mg2+(aq) + 2 Ag(s)
pode ser obtida pela adição das semi - reações eletródicas;
Ânodo ( oxidação): Mg(s) Mg2+(aq) + 2 e-
Cátodo ( redução): Ag+(aq) + e- Ag(s)
No ânodo ( polo negativo), átomos de magnésio se dissolvem deixando elétrons no
metal, já que os membros não podem existir livres em solução e formando íons magnésio
que vão para a solução.
No cátodo(pólo positivo), íons prata são removidos da solução à medida que
recebem elétrons e se depositam como átomos de prata. A neutralidade elétrica das
soluções é estabelecida pelo fluxo de íons através de uma ponte salina. O fluxo de elétrons
do ânodo para o cátodo pode ser detectado por um voltímetro que fornece a diferença de
potencial entre os eletrodos.
A tendência que possui um elemento para perder ou ganhar elétrons varia de
acordo com sua posição na série eletroquímica. O potencial normal de redução é uma
quantitativa desta tendência. Como não é possível medir o potencial absoluto de um
eletrodo, mede-se seu potencial relativo, tomando como padrão o eletrodo normal de
hidrogênio, ao qual foi atribuído, arbitrariamente, o potencial 0,00 volts.
Aos eletrodos que perdem elétrons mais facilmente que o hidrogênio, são
atribuídos potenciais de redução negativos(-); aos outros são atribuídos potenciais
positivos(+). A série eletroquímica é de grande valia para a previsão da espontaneidade das
reações de oxi-redução.
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9. Trabalho Experimental

Pilhas Galvânicas ou Voltaicas

9.1 Introdução

Em uma pilha galvânica utiliza-se de uma reação espontânea de oxi-redução como fonte de energia. Nesse caso, as reações de oxi-redução ocorrem quando os agentes oxidantes e redutores não estão em contato direto, portanto a pilha deve ser construída separando-se fisicamente a reação global em duas semi – reações eletródicas, uma delas envolvendo a oxidação e a outra a redução. Os elétrons liberados no eletrodo onde há oxidação (ânodo) passam pelo circuito externo ( fio de cobre por exemplo) para o eletrodo onde há redução ( cátodo). Por exemplo a reação; Mg (^) (s) + 2 Ag +(aq) Mg 2+(aq) + 2 Ag (^) (s) pode ser obtida pela adição das semi - reações eletródicas; Ânodo ( oxidação): Mg(s) Mg 2+(aq) + 2 e - Cátodo ( redução): Ag+(aq) + e-^ Ag(s) No ânodo ( polo negativo), átomos de magnésio se dissolvem deixando elétrons no metal, já que os membros não podem existir livres em solução e formando íons magnésio que vão para a solução. No cátodo(pólo positivo), íons prata são removidos da solução à medida que recebem elétrons e aí se depositam como átomos de prata. A neutralidade elétrica das soluções é estabelecida pelo fluxo de íons através de uma ponte salina. O fluxo de elétrons do ânodo para o cátodo pode ser detectado por um voltímetro que fornece a diferença de potencial entre os eletrodos. A tendência que possui um elemento para perder ou ganhar elétrons varia de acordo com sua posição na série eletroquímica. O potencial normal de redução é uma quantitativa desta tendência. Como não é possível medir o potencial absoluto de um eletrodo, mede-se seu potencial relativo, tomando como padrão o eletrodo normal de hidrogênio, ao qual foi atribuído, arbitrariamente, o potencial 0,00 volts. Aos eletrodos que perdem elétrons mais facilmente que o hidrogênio, são atribuídos potenciais de redução negativos(-); aos outros são atribuídos potenciais positivos(+). A série eletroquímica é de grande valia para a previsão da espontaneidade das reações de oxi-redução.

9.2 Eletrodos nas pilhas galvânicas

Os eletrodos em uma célula servem como dispositivos de remoção de elétrons do agente redutor no ânodo e fonte de elétrons para o agente oxidante no cátodo. Qualquer eletrodo pode funcionar como cátodo ou como ânodo. Os tipos importante de eletrodo são:

_- Eletrodo metal-íon metálico;

  • Eletrodo gás-íon;
  • Eletrodo metal-ânion de sal insolúvel;
  • Eletrodos de “óxido-redução” inertes;_

Eletrodo metal-íon metálico – o eletrodo metal-íon metálico consiste em um metal em contato com seus íons presentes na solução. Um exemplo, é uma peça de prata imersa em solução de nitrato de prata.

Eletrodos gás-íon – no eletrodo gás-íon é empregado um gás em contato com o seu ânion, ou cátion, em solução. O gás é borbulhado na solução e o contato elétrico é feito mediante um metal inerte, geralmente platina. Exemplo: H2(g) em H^ +(aq)

Eletrodo metal-anion de sal insolúvel – neste eletrodo, um metal se encontra em contato com um dos seus sais insolúveis e, ao mesmo tempo, com uma solução que contém o ânion do sal.

Eletrodos inertes –Consiste em um pedaço de fio metálico inerte em contato com uma solução de uma substância em dois estados de oxidação diferentes. Este eletrodo caracteriza-se por não participar da reação, ele nem fornece íons para a solução e tampouco reduz seus próprios íons. Neste eletrodo, ambos os reagentes e produtos se encontram em solução. Exemplo: Pt(s) Fe^ 2+(aq) / Fe3+(aq)

9.3 Pilhas Galvânicas

Consideramos pilhas em que os reagentes e os produtos se encontram nos estados-padrão. A tensão produzida por uma pilha depende das concentrações dos reagentes e produtos, e esta relação pode ser prevista qualitativamente pelo princípio de Le Châtelier. Consideremos a pilha de Daniell,

A 25ºC, a tensão que a célula produz é 1,10V. Se a concentração dos íon zinco for reduzida abaixo de 1mol/L, poderemos supor, de acordo com o princípio de Le Châtelier, que uma diminuição da [Zn 2+] acarretará um aumento da tendência de ocorrer a reação de oxidação e, assim, deveremos observar um aumento na tensão produzida pela célula. Semelhantemente, com um decréscimo da [Cu 2+] na pilha de Daniell, decresce a tendência de ocorrer a reação de redução no cátodo, e, igualmente, de ocorrer a reação da célula, portanto a tensão observada na célula é inferior ao valor 1,10V. A dependência da tensão da célula com as concentrações pode ser descrita quantitativamente. Para tal dependência, usa-se a equação de Nernst. Seja a reação redox geral a 25ºC:

onde A, B, C e D são espécies cujas concentrações podem ser alteradas. Então a equação pode ser escrita como

nesta equação, E é a voltagem a uma determinada concentração; E (^0) total é a voltagem-padrão; N é o número de moles de elétrons transferidos na equação; R é a constante da lei dos gases, 8,31J/mol.K; T é a temperatura absoluta em K; F é a constante de Faraday, 96485coulombs/mol, ou, como 1Joule=1mol x 1coulomb, F=96485J/V.mol. Substituindo as constantes e convertendo o logaritmo na base 10, a equação de Nernst terá a seguinte forma, a 25°C:

Considerando as concentrações de espécies em solução aquosa elas serão expressas sob a forma de molaridade, mol/L, concentrações de gases são expressas sob a forma de pressões parciais, (P) e sólidos ou líquidos puros não aparecem na equação.

9.5 Tipos de pilha

Pela equação de Nernst observa-se que aparece uma diferença de potencial entre dois eletrodos quando:

  1. Os eletrodos são constituídos de diferentes substâncias e possuem, portanto, diferentes potenciais;
  2. Os eletrodos são da mesma substância, mas as soluções contêm concentrações diferentes;
  3. Os eletrodos são da mesma substância e as soluções contêm concentrações iguais, mas os eletrodos estão submetidos a diferentes pressões parciais de substâncias gasosas; De acordo com essas observações, pode-se dizer que nos processos de corrosão devem ser destacados os principais tipos de pilhas eletroquímica nas quais se verifica que as reações em ação criam, espontaneamente, uma força eletromotriz.

Principais tipos de pilhas: a) Pilha de eletrodos metálicos diferentes É o tipo de pilha que ocorre quando dois metais ou ligas metálicas diferentes estão em contato e imersos num mesmo eletrólito, é a chamada pilha galvânica ou corrosão galvânica. Por observações sabe-se que o metal mais ativo na tabela de potencial de eletrodo, é que funciona como ânodo da pilha. Por exemplo, no caso do ferro em contato metálico com cobre e imersos em um eletrólito, como água salgada, ocorre uma transferência de elétrons do ferro (ânodo) para o cobre (cátodo).

Figura 1 – Na proteção catódica de tubulação de aço carbono com ânodo de magnésio, forma-se uma pilha galvânica

b)Pilha de concentração

c) Pilha eletrolítica No caso em que a diferença de potencial é proveniente de uma fonte de energia externa temos a pilha eletrolítica, não sendo necessário que os eletrodos sejam diferentes em sua natureza química. O processo eletrolítico é um processo não espontâneo responsável pela decomposição de uma substância por corrente elétrica. A n+^ B^ n-^ corrente^ A + B elétrica An+^ + n e-^ A B n-^ B + n e-

A pilha ou célula eletrolítica que tem importância no estudo de corrosão é aquela em que um dos eletrodos funciona como ânodo ativo, isto é, perdendo elétrons e portanto oxidando-se.

d) Pilha de temperaturas diferentes As pilhas de temperaturas diferentes são constituídas de um mesmo material metálico, estando os eletrodos em diferentes temperaturas, sendo chamada também de pilha termogalvânica, responsável pela corrosão termogalvânica. Esse tipo de pilha costuma ocorrer quando se tem o material metálico imerso em eletrólito que apresenta áreas diferentemente aquecidas.

e) Pilha ativa- passiva Alguns metais e ligas tendem a tornar-se passivos devido à formação de uma película fina e aderente de óxido ou outro composto insolúvel nas suas superfícies. Entre esses metais e ligas têm-se: alumínio, chumbo, aço inoxidável, titânio, ferro e cromo. A passivação faz com que esses materiais funcionem como áreas catódicas. Quando, por exemplo, se tem aço inoxidável em contato com água do mar, a destruição da passividade pelo íon cloreto não ocorre em toda a extensão da película passivadora da liga, e sim em pontos, talvez determinados por pequenas variações na estrutura e na espessura da película.

A destruição da passividade também pode ocorrer por meio de riscos na camada de óxido, expondo superfície metálica ativa que funcionaria como ânodo: caso de corrosão em tubos de aço rosqueados. Formam-se, então, pequenos pontos de metal ativo(ânodos) circundados por grandes áreas de metal passiva(cátodos).

f) Pilha de ação local O zinco de alta pureza resiste mais à ação de ácido sulfúrico diluído que o zinco comercial. Aparentemente, o ataque é feito uniformemente sobre toda a superfície do zinco comercial mas, se observado sob um microscópio, verifica-se que o desprendimento do hidrogênio gasoso ocorre somente em determinados pontos da superfície do zinco. As impurezas(ferro, carbono, cobre) normalmente presentes no zinco funcionavam como microcátodos, funcionando o zinco como ânodo.

9.6 PARTE EXPERIMENTAL