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Plano de negócios de agência de publicidade.
Tipologia: Notas de estudo
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Agência de Comunicação especializada em comunicação online e inovações.
Apesar de a Grop Comunicação Digital ser uma agência nova, fundada em 2007, sua história caminha em paralelo com a história da Internet coorporativa no Brasil. Isso se deve ao fato que a Grop Comunicação Digital surgiu da união da Full Network Technologies de propriedade da sócia Daniella Portásio Borges fundada em 2001 com os novos sócios: Ariel Del Sol Salobrenha Nunes da Silva, Carlos Renato Macedo e Ricardo Maurício Montavan Michel. Esta união favoreceu ambas as empresas, pois a fusão trás à antiga Full Network o apoio de novos sócios e funcionários enquanto a Grop Comunicação Digital conta com a experiência e cartela de clientes fidelizados de médio e grande porte como a Vivo, Portugal Telecom Inovação, Santander, EuropCar, Impacta, Vicunha, Samsung, Bradesco, entre outros.
A Grop Comunicação Digital foi criada para oferecer todos os serviços que englobem os meios digitais e tecnológicos legais para agências de comunicação que visam oferecer um diferencial para as campanhas publicitárias de seus clientes. Atualmente as grandes agências de comunicação possuem um departamento de internet e as que não possuem este departamento, procuram fornecedores externos. Porém, a maior parte destes departamentos trabalham sempre super atarefados e os fornecedores não oferecem serviços que prezem pela qualidade e identificação total da marca do cliente. O prejudicado é o cliente, que vê sua campanha com sua identidade fragmentada com cores diferentes e outros problemas que não respeitam a identidade da marca. O compromisso da Grop Comunicação Digital é integrar seus serviços às outras peças publicitárias da campanha, de forma que a campanha torne-se uníssona em sua identidade, porém com o diferencial de possuir peças que interajam entre os meios digitais e outros veículos como televisão, rádio, outdoors, etc.
A missão da Grop Comunicação Digital é oferecer soluções digitais criativas e inovadoras que enriqueçam de forma significativa campanhas publicitárias elaboradas pelas agências de comunicação para seus clientes, garantindo maior interatividade dos consumidores finais perante a tecnologia.
O negócio da Grop Comunicação Digital é ser o “braço direito” de médias e grandes agências de comunicação que necessitam de comunicação digital integrada.
Nosso trabalho é a “peça complementar do quebra-cabeça” das campanhas publicitárias.
O investimento inicial é de R$82.000,00 distribuído de tal forma:
Nome Cotas( R$1.000,00) Porcentagem
Daniella Portásio Borges 50 61%
Carlos Renato Macedo 12 15%
Ariel Del Sol Salobrenha Nunes da Silva 10 12%
Ricardo Maurício Montavan Michel 10 12%
O corpo executivo da Grop Comunicação Digital é formado pelos sócios da mesma. Abaixo segue o organograma da empresa:
CEO- Daniella P.Borges
Mini-Curriculum
Atividades Desenvolve e mantém a visão da empresa. Responsável pelo marketing, desenvolvimento de produto, produção e finanças, serviço aos consumidores etc. Aprova as obrigações financeiras. Procura novas oportunidades de negócios e alianças estratégicas com outras empresas. Planeja, desenvolve e estabelece políticas e objetivos do negócio em acordo com a diretoria. Dirige e coordena programas financeiros para prover fundos para novas operações no sentido de maximizar retorno sobre investimento e aumentar a produtividade.
Diretor de Contas – Renato Macedo
Mini-Curriculum
Mini-Curriculum
- Especialista em vendas e eventos.
Atividades Responsável pela análise do brifieng e planejamento das campanhas. É o intermediário entre o diretor de contas e o diretor de operações. Também será responsável pela elaboração do plano de mídia, negociação e decisão dos veículos.
Gerente de P&D – Allexis Tsuda
Mini-Curriculum
- Inglês Fluente;
Atividades Dirige e coordena atividades relacionadas com Pesquisa e Desenvolvimento de conceitos, idéias, especificações e aplicações para o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Supervisiona o desenvolvimento dos serviços junto ao diretor de operações com foco na integridade e qualidade dos serviços preservando a identidade da marca do cliente.
A Grop Comunicação Digital estará situada no bairro da Chácara Santo Antônio – Zona Sul. Esta região de São Paulo foi escolhida pela Grop Comunicação Digital , pois os principais clientes e prospects da Grop Comunicação Digital ficam situados na região da Berrini. A região da Berrini é super valorizada e por este motivo a Grop Comunicação Digital decidiu por optar por um aluguel mais barato em um bairro mais próximo. O aluguel de uma sala de 40 metros é de R$850,00 mais o condomínio de R$ 450,00 totalizando um investimento de R$1.300,00 ao mês.
A Meta da Grop Comunicação Digital é a captação de dois clientes de médio ou grande porte que demandem na média de duas a três campanhas mensais por possuir um quadro pequeno de funcionários. Para a captação de mais clientes seria necessário a ampliação do quadro de funcionários da empresa, o que não é interessante para a Grop Comunicação Digital em seu primeiro ano, devido ao foco do retorno de capital que foi investido em 12 até 16 meses.
Para tal, a Grop Comunicação Digital deve concentrar-se também na penetração do mercado, fortalecendo sua marca através do investimento em campanhas que utilize meios de comunicação segmentada.
mês após a abertura da empresa;
escritório, cartões de visita, mala direta, portfólio, etc;
após as instalações físicas e contratos jurídicos estarem acertados.
A Grop Comunicação Digital tem foco em atender as empresas de perfil abaixo:
A captação de novos clientes é feita essencialmente pelo executivo responsável pela área comercial, da qual entra em contato com todas as agências determinadas como “alvo”, para apresentação de portfólio e apresentação da empresa.
O atendimento a estes clientes é feito pelo Diretor de Contas. Este atendimento preza pela exclusividade, onde a Grop Comunicação Digital atenta-se a disponibilização de recursos para possíveis locomoções até o cliente, eventuais viagens, jantares, etc, para que o cliente sinta-se amparado em qualquer momento que julgar necessário um pronto-atendimento da Grop Comunicação Digital.
Os fornecedores são um ponto importante no fluxo de trabalho da Grop Comunicação Digital , pois na sede da Grop Comunicação Digital , concentra-se apenas o quadro do “núcleo inteligente”, ou seja, os executivos, gestores, planejadores e responsáveis por novos negócios. Desta forma, a Grop Comunicação Digital concentra seu foco na elaboração de estratégias e projetos planejados, enquanto a execução fica por conta dos fornecedores. São profissionais altamente especializados na área, que são detentores de mão-de-obra capacitada. Na área de ilustração, programação e banco de dados que já forneciam serviços para a antiga Full Network Technologies.
As campanhas digitais integradas da Grop Comunicação Digital possuem os seguintes serviços agregados:
-Aplicativos
que se assemelham a softwares que fornecem ao usuário ferramentas que permitem interação e customização segmentada;
marca do cliente na internet;
acesso às informações do site.
conteúdo ao usuário.
segurança e redução de custos.
cliente, maior eficiência nos fluxos administrativos e a criação de um ambiente corporativo mais forte e dinâmico.
colaboradores. Permitem a otimização de fluxos e melhoram o relacionamento entre a empresa e este público.
linguagem adaptada ao produto ou serviço disponibilizado. Ideal para ações mais ousadas, lançamentos, eventos, promoções em geral.
line;
resultados de buscas.
segmentados ou que tenham solicitado receber novidades sobre promoções e ações do cliente.
um dos meios mais eficazes para promover sua marca ou produto.
empresa, clientes e fornecedores.
Comunicação Digital não consiga remuneração o suficiente para cubrir os custos mensais por até um ano, está reserva virá de um caixa da antiga Full Network.
19.1 Análise Ambiental
19.1.1 Fatores Sócio-Culturais
19.1.1.1 Acesso do brasileiro à Internet
Os principais itens da análise sócio-cultural incluem pesquisas que comprovam que o acesso do brasileiro à internet e principalmente à banda larga, só tem a crescer. Este fator é muito importante para solidificar a base de uma agência que só atende aos meios digitais da qual a Internet é o carro-chefe. As pesquisas comprovam a mudança cultural de um país cuja o acesso à Internet é líder na América Latina.
A quantidade de pessoas que navegam de casa na Internet cresceu 46% em setembro no Brasil em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo Ibope/NetRatings. O número total de usuários residenciais chegou a 20,1 milhões. Se forem levados em conta todos os ambientes (residência, trabalho e locais públicos gratuitos), o número de usuários total sobe para 36,9 milhões.
Os brasileiros se mantêm na liderança no ranking mundial de horas de navegação tanto residencial como comercial, com 22 horas mensais por pessoa. Estão na frente dos americanos (18h54m) e dos japoneses (18h21).
As faixas etárias que mais contribuíram para a expansão da Internet residencial foram as crianças e os adolescentes de ambos os sexos, com expansão anual de 53%, e os homens com mais de 45 anos, que tiveram crescimento de 50%. Em intensidade de uso, vêm se destacando as mulheres entre 18 e 24 anos, que no período de um ano aumentaram em 25% a quantidade de páginas vistas.
Entre setembro de 2006 e setembro de 2007, as três categorias de maior crescimento percentual foram “Casa e Moda”, com 73% de evolução da audiência, “Viagens e Turismo”, com 67%, e “Automotivo”, com 57%. Sites de gastronomia, venda de imóveis e sobre assuntos de beleza foram os que mais cresceram na categoria “Casa e Moda”, enquanto em “Viagens” voltou a aumentar a navegação em sites de mapas, além de sites que oferecem pacotes turísticos e passagens aéreas.
Em tempo de navegação por usuário, a categoria “Buscadores, Portais e Comunidades” passou a sustentar a primeira posição. Esse movimento está relacionado ao aumento do tempo online em comunidades. Devido ao maior interesse por redes sociais e por blogs, o tempo on- line mensal do usuário de “Comunidades” passou de 3h39min em setembro de 2006 para 4h40min em setembro de 2007, o que significa uma evolução de 29%.
Os novos recursos audiovisuais adotados pelas comunidades têm levado os usuários, sobretudo crianças e mulheres jovens, a navegar por mais tempo e a trocarem mais mensagens por meio das páginas de redes sociais.
19.1.1.2 Acesso do brasileiro à Internet Banda Larga
O Brasil é o 11º maior mercado mundial para conexões de banda larga à Internet, com pouco mais de 6 milhões de usuários, segundo um levantamento divulgado pela consultoria britânica Point Topic.
O número de conexões de banda larga no Brasil cresceu 40,1% em 2006, em relação a 2005, somando 5,7 milhões, com a adição de 1,6 milhão sobre o ano anterior.
As informações fazem parte da 4ª edição do Barômetro Cisco de Banda Larga e representam cerca de 10% das residências do País, que hoje detém praticamente 58% das 9 milhões de conexões em banda larga da América Latina.
O estudo trimestral realizado pela IDC Brasil mostra que os acessos com velocidades acima de 512 Kbps representam 37% do mercado total até dezembro de 2006 - em dezembro de 2005, a parcela era de 21%.
Os acessos com velocidades superiores a 1 Mbps saltaram de 2% para 22% de dezembro de 2005 a dezembro do ano passado.
Em seis anos (de 2001 a 2006), a banda larga no Brasil registrou 5,3 milhões de novas conexões, crescimento de 1.639%. A competição entre as operadoras de TV a cabo e as de telefonia motivou a oferta de serviços com maiores velocidades e resultou em uma queda de preço média de 8%, especialmente nos planos de velocidades superiores.
19.1.1.2.1 Mercado corporativo
No segundo semestre de 2006, o número de acessos de banda larga para o mercado corporativo cresceu 20,8% e o residencial, 20,3%. Usuários residenciais representam 86,6% do total de conexões ativas em dezembro de 2006.
Os serviços dedicados de acesso a internet (IP Dedicado) e outros pacotes voltados ao mercado corporativo somaram 84 mil conexões, um crescimento de 27% de dezembro de 2005 para dezembro de 2006, representando um aumento de 18 mil conexões. A participação do IP Dedicado, entretanto, sofreu uma ligeira queda de 0,16% passando a ter uma participação de 1,46% no mercado total de banda larga.
O mercado SoHo (Small Office e Home Office) representou 42,3% do total de usuários de banda larga corporativa no quarto trimestre de 2006. Os segmentos de pequenas e médias empresas tiveram uma participação de 32,5% e 15,5%, respectivamente, enquanto grandes
A Lei da Informática (Lei nº 8248/91) estabelece benefícios fiscais para empresas possuidoras de Processo Produtivo Básico (PPB) nas áreas de informática e automação.
Os benefícios fiscais garantidos pela lei dizem respeito à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) devido sobre os produtos que se enquadram no PPB, de acordo com percentuais citados no texto da lei.
Para obtenção deste benefício, a lei estabelece que a empresa deva investir anualmente, em atividades de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia da informação a serem realizadas no País, no mínimo cinco por cento de seu faturamento bruto no mercado interno, decorrente da comercialização de bens e serviços de informática, deduzidos os tributos correspondentes a tais comercializações, bem como o valor das aquisições de produtos incentivados na forma da Lei.
O percentual mínimo de 2,3% do faturamento bruto no mercado interno, nas condições citadas anteriormente, deve ser investido em atividades de P&D mediante convênio com centros ou institutos de pesquisa ou entidades brasileiras de ensino credenciadas pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCT).
A Grop Comunicação Digital poderá contar com o apoio desta lei, uma vez que possui um departamento exclusivo para pesquisa e desenvolvimento.
19.1.3 Fatores Econômicos
Um dos principais fatores analisado é a queda do dólar e isenção de PIS e Cofins para a compra de computadores, o que barateou o custo do equipamento no Brasil.
Se, por um lado, o dólar baixo é ruim para os exportadores brasileiros, que encontram mais dificuldade em vender seus produtos no exterior, por outro, barateia os artigos importados pelo país, privilegiando o consumidor brasileiro. Esta semana a moeda americana fechou cotada a R$ 1,81. Em janeiro deste ano, chegou a valer R$ 2,155; em maio de 2006, valia R$ 2,371.
Montados com componentes importados, os computadores já caíram de preço em cerca de 30%, na comparação com o ano passado, e já são encontrados por menos de mil reais. De acordo com análise da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), os fatores que também contribuem para o computador mais barato são o fim da cobrança dos impostos PIS e Cofins, determinado pelo governo federal, sobre o equipamento, e a redução do mercado informal, que aumenta as vendas legais e permite que os fabricantes reduzam os preços.
Segundo a Abinee, de 2004 até hoje, os computadores contrabandeados diminuíram de 73% para 27% sua participação no mercado brasileiro.
O resultado é uma queda de preço que levou a metade dos computadores vendidos no Brasil a custar menos de mil reais. O bom é que, se os preços estão em baixa, as vendas ficam em alta. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto IDC, o Brasil passou do 7º ao 4º lugar no ranking mundial de vendas de computadores. Foram vendidos 2,1 milhões de notebooks e
desktops de abril a junho, o que representa um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
O dólar vem tendo seguidas quedas em relação ao Real desde o meio do ano. No patamar de R$ 1,80, a moeda americana desvalorizada beneficia a importação de produtos eletrônicos para a fabricação de computadores, por exemplo.
No mês de outubro, a cotação do dólar no mercado financeiro bateu um recorde histórico: a moeda chegou a ser negociada a R$ 1,785, no dia 11, véspera de feriado. Foi o menor valor desde o dia 31 de julho de 2000 - mas encerrou esse dia cotado a R$ 1,807.
O mercado brasileiro continua apostando que a queda do dólar não vai parar. Segundo pesquisa Focus do Banco Central (BC), a estimativa é que a moeda americana feche 2007 cotada a R$ 1,85, abaixo do R$ 1,86 do levantamento anterior. Para o próximo ano, os cálculos foram mantidos em R$ 1,90.
19.1.4 Fatores Tecnológicos
Uma das principais mudanças na Internet mundial é o conceito batizado por Tim Berners Lee chamado de Web 2.0. Com a nova web é possível que os usuários consigam interagir diretamente no conteúdo do site, além de contar com ferramentas que são eternas betas, por estarem em constantes mudanças e aperfeiçoamento de acordo com o comportamento do consumidor. A Grop Comunicação Digital apóia-se nesta nova tecnologia propondo soluções de ferramentas que proporcionem a interatividade do usuário que poderá usufruir de aplicativos cada vez mais funcionais.
A Web 2.0 apoia-se em:
19.1.4.1 Simplicidade
Tudo deve ser intuitivo e evidente. Acessar, cadastrar e utilizar deve ser um prazer e não uma tortura de cliques infinitos que agradam somente às tendinites mais resistentes. É um mundo sem tabelas desnecessárias ou gráficos pesados. Nele, os ambientes se adaptam ao local onde são lidos/consumidos; na verdade, nos parece que o destino é a independência deste suporte. O mundo da web 2.0 parece, às vezes, prescindir de URL´s. Seu endereço é seu Feed. A nova web se alimenta de conteúdo.
19.1.4.2 Conteúdo
O conteúdo da Web 2.0 é a possibilidade democrática e sem barreiras de exercer sua possibilidade de opinar. A esta habilidade de opinar diretamente sobre o conteúdo, damos o nome de Tagsonomia, ou seja, associar àquele trecho de qualquer coisa, uma marca indelével, classificatória e pessoal. Cada conteúdo pode ter infinitas Tags e ser consumido a partir delas.
Daí a enxurrada de Comunidades Digitais e Aplicações que fazem os usuários mais falantes, que mostram ao mundo as personas digitais de cada um. E isso não quer dizer que este
projetos. São ferramentas que apresentam módulos gratuitos e outros pagos, com mais funcionalidades. Isso sem falar nas comunidades, nas quais o Brasil invariavelmente encabeça a lista de países com maior número de usuários. Nelas, através da criação de perfis individuais, você tem a disposição várias plataformas de troca de informações. A lista já é bem conhecida: Syxt, LinkedIn, Gazaag, Multiply, Orkut. Sem dúvida: além de aproximar profissionais, facilitam o trabalho remoto.
19.1.4.4 Trabalho Remoto
Com a facilidade de se trabalhar à distância as empresas podem contar com uma gama de fornecedores de desenvolvimento tecnológico à distância, como faz a Grop Comunicação Digital , que detém em seu escritório principal apenas o “núcleo de inteligência” barateando assim o custo final do produto.
19.2 Análise de mercado
19.2.1 Análise do setor
19.2.1.1 Publicidade Online
Os gastos com publicidade online deverão atingir 25,9 bilhões de dólares até 2011, o que faria do setor responsável por 9% de toda a verba gasta no mercado publicitário norte-americano, segundo estudo da empresa de pesquisas Jupiter Research. No Brasil, o investimento em publicidade online no Brasil teve um crescimento de 46% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2006.
De acordo com o documento "U.S. Online Advertising Forecast, 2006 to 2011", o mercado publicitário online no país deverá atingir a receita com crescimentos consecutivos de 11% nos próximos cinco anos, empurrada, principalmente, pelo sistema de publicidade usado em buscadores.
Os links patrocinados, representados por serviços do Yahoo, do Google e do MSN, deverão liderar o crescimento no faturamento do setor, aumentando sua participação para 11,1 bilhões de dólares até 2011, quando representarão 41% de toda receita.
Propagandas visuais, como banners e anúncios em DHTML, também experimentarão sucessivos crescimentos nos próximos cinco anos, atingindo 9,2 bilhões de dólares até 2011, com destaques para a popularização de peças com vídeo, que deverão aumentar 27% anualmente.
Por outro lado, anúncios dentro de textos tendem a apresentar crescimento menor, já que muitas companhias devem abandonar os links contextualizados, voltando seus esforços para a exploração de mídias mais visuais.
Junto com a web, que representa 2,8% do mercado de publicidade, apenas cinema e TV por assinatura tiveram receitas maiores com anúncios, um crescimento da ordem de 19% e 12%, respectivamente. “O avanço dos anúncios na internet está muito ligado à evolução do e-
commerce no Brasil, que cresce acima de 50% ao ano”, alcançando, com vendas no varejo, 9, bilhões de reais em 2005, valor 32% maior que o de 2004, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Além disso, somos campeões mundiais em tempo de navegação.
Boa parte deste tráfego ocorre no horário comercial, diferentemente de mídias como a televisão que têm um apelo maior depois das 6 horas da tarde. Por isso, a oportunidade de crescimento é maior ainda. “A publicidade pela internet já está alcançando os patamares do mercado de TV por assinatura.”
Os dados são da pesquisa realizada pelo Projeto Intermeios e apresentada pelo portal UOL, durante o prêmio Top of Mind Internet, realizado em parceria com o Datafolha. A web foi a mídia que mais cresceu no mercado publicitário, que teve um desaquecimento de 2% nos três primeiros meses deste ano em comparação com igual trimestre de 2006.
Porcentagem de Investimento em Internet em relação a outros meios segundo dados do UOL
Por isso é inegável que a internet no Brasil e no mundo alcançou a maioridade. Um dos principais motivos, certamente, é a estruturação da internet como mídia organizada e relevante para a veiculação de publicidade.
As tecnologias digitais hoje permitem a inserção até de filmes interativos, com qualidade audiovisual igual à da tevê. Sites e portais estabeleceram departamentos de mídia organizados. As formas de mensuração do retorno da publicidade online são muito mais completas. É possível saber, em tempo real, quanto tempo uma pessoa assistiu a um comercial e até de que forma.
A penetração da banda larga no país também ajudou a levar os anunciantes à internet. Segundo o Ibope, 33 milhões de brasileiros já acessam a web. “Apenas 30% dos usuários conectam-se por internet discada. Mesmo aqueles que não têm acesso em casa, usam banda larga no escritório”, diz Epperlein.
E, quando anunciantes do porte do McDonald´s avisam que vão investir mais em publicidade na internet do que na tevê, é um sinal claro de que as coisas mudaram. Publicidade na internet funciona, tem alto retorno.
O crescimento no Brasil da publicidade na internet será também uma conta simples de aritmética. Somos 20 milhões de brasileiros (15% da população) com acesso à internet comercial, um público formado em sua maioria pelas classes A e B. Por isso é um grande contra–senso a internet atrair menos de 2% de toda a verba publicitária. Essa desigualdade, em 2006, será revertida em parte. Agências e anunciantes não podem desperdiçar essa chance.
Por trás do crescimento numérico dos negócios, percebe–se a compreensão do fenômeno da pulverização do público. A audiência na internet é multicanal, está em vários lugares. Toda a estrutura de negócio deve acompanhar essa realidade, oferecendo um produto e discurso
3 AlmapBBDO 972
4 JWT 929
5 DM9DDB 867
6 Lew Lara 825
7 F/Nazca Saatchi & Saatchi 752
8 Ogilvy 748
9 Giovanni FCB 712
10 Publicis Brasil 667
11 Africa 657
12 P P R 526
13 DPZ 444
14 Neogama 440
15 Eugenio 437
19.2.4 Análise do Comportamento do Consumidor Final
Quase a totalidade dos domicílios brasileiros possui pelo menos um aparelho de televisão. Sua penetração chega a 97% dos domicílios indicando que a posse da TV é pouco influenciada por fatores sócio-econômicos. O segundo equipamento TIC mais presente nos domicílios é o rádio, com 89,6% de penetração, seguido pelo telefone celular, que já se encontra em 67,6% das residências.
Os fatores sócio-econômicos, como renda, classe social e nível de instrução, são os principais determinantes do acesso às tecnologias da informação e comunicação no Brasil. Isto pode explicar a penetração relativamente pequena de bens como o computador de mesa (desktop), presente em 19% dos domicílios, a antena parabólica, em 16%, e a TV a cabo, em apenas 5,4%. As desigualdades regionais também acabam por se reproduzir nos critérios de posse e uso de tecnologias da informação, com os habitantes das regiões mais ricas tendo mais acesso e conseqüentemente utilizando mais essas tecnologias.
Pesquisa do Cetic.br 2006
19.2.4.1. Domicílios com Computador
Em 2006 constatou-se a presença do computador (desktops e laptops) em 19,6% dos domicílios brasileiros, sendo que na quase totalidade destas residências o principal equipamento de acesso é um computador de mesa (98%), e somente 3% dos domicílios informaram possuir laptop, cuja posse é mais freqüente entre as pessoas das classes AB, com escolaridade mais alta e com renda superior a R$ 1.801,00. As regiões Sul e Sudeste ficam acima da média nacional com 24,6% e 24,2% dos domicílios com computador, respectivamente. O Nordeste apresenta a penetração mais baixa: apenas 8,5% dos domicílios possuem computador.
Pesquisa do Cetic.br 2006
19.2.4.2. Domicílios com acesso à Internet
A internet está presente em 14,49% dos domicílios brasileiros pesquisados em 2006. Mais uma vez as residências das regiões Sul e Sudeste apresentam um percentual de acesso superior à média nacional, com 16,9% e 18,7%, respectivamente. O Nordeste, com 5,5%, continua sendo a região que possui a menor proporção de domicílios com acesso à rede, acompanhando os indicadores de posse de computador. O tipo de conexão predominante é a discada via modem tradicional (dial up), utilizada em 49% dos domicílios, enquanto a banda larga está presente em 40% das residências, seja através de conexões via modem digital tipo xDSL (28,6%), via cabo (6%), via rádio (4,8%) e via satélite, com apenas 0,7%.
19.2.4.3. Uso do Computador