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Plantas da Caatinga (evolução), Notas de estudo de Ciências Biologicas

Cartilha sobre as plantas da caatinga

Tipologia: Notas de estudo

2017
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Compartilhado em 04/04/2017

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PLANTAS
DA
CAATINGA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE SAÚDE E TECNOLOGIA RURAL
UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
ANDREIA GARCIA
FRANCISCO DE ASSIS
JACYELLE RODRIGUES
LARRISSA ARAÚJO
RAFAEL LOPES
RITA DE CÁSSIA
CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
(EVOLUÇÃO)
ORIENTADOR:Prof. Dr. Carlos Eduardo Alves Sores
Patos-PB, Fevereiro de 2014
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PLANTAS

DA

CAATINGA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE SAÚDE E TECNOLOGIA RURAL UNIDADE ACADÊMICA DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

ANDREIA GARCIA FRANCISCO DE ASSIS JACYELLE RODRIGUES LARRISSA ARAÚJO RAFAEL LOPES RITA DE CÁSSIA

CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (EVOLUÇÃO)

ORIENTADOR:Prof. Dr. Carlos Eduardo Alves Sores

Patos-PB, Fevereiro de 2014

INTRODUÇÃO

O Bioma Caatinga estende-se pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe, parte do Maranhão e porção norte de Minas Gerais (BERNARDES, 1999). Por PRADO (2005), este é o principal ecossistema existente na região nordeste, ocupando cerca de 800. km². O clima da caatinga é do tipo Bsh, de acordo com a classificação de Köppen, marcado por uma pluviosidade média anual inferior a 1000mm e chuvas irregulares. Os solos são frequentemente rasos e muito pedregosos, quase ou totalmente desprovidos de matéria orgânica, isto é devido principalmente à presença marcante de afloramentos rochosos na região ( ABÍLIO, 2010). Aproximadamente 50% das terras recobertas com a caatinga são de origem sedimentar e rica em água subterrânea. Os rios, em sua maioria, são intermitentes e o volume de água em geral é limitado. A altitude da região varia de 0 a 600 m, a temperatura média anual está entre 20 e 28 °C, sendo elevado o déficit hídrico (MARACAJÁ; BENEVIDES, 2006).

PLANTAS DA CAATINGA

O grupo de organismos escolhido para o devido trabalho, as plantas, se deu principalmente pela sua visível heterogeneidade e espetacular beleza apresentada ao longo de toda caatinga. Marcada por sua peculiaridade e característica singular, a flora que compõe a região semiárida do Brasil merece mais estudos voltados ao seu conhecimento científico e cultural.

As formas de vida vegetal da caatinga são das mais variadas e com uma rica biodiversidade e endemismo. São encontradas não só espécies arbóreas e arbustivas, como também herbáceas, lianas e principalmente cactáceas. O estrato herbáceo é constituído principalmente por ervas anuais ( Terófitas) e geófitas que aparecem apenas na curta estação chuvosa, sendo considerado por alguns como mais diverso que a flora lenhosa ( Flora/Associação Caatinga).

Os aspectos biogeográficos das plantas/vegetação da caatinga de acordo com as 8 ecorregiões em que o bioma se divide são: Complexo do Campo Maior - Mata com vegetação caducifólia e sub - caducifólia estacionais.Vegetação herbácea predominante, com fisionomia lembrando a savana africana, e presença de carnaubais em planícies inundáveis. Mas as partes mais altas que não são inundáveis há vegetação arbustivo- arbórea com elementos de cerrado. Complexo Ibiapaba (Araripe)- Nas encostas das chapadas há floresta pluvial, enquanto nos topos das chapadas encontra-se um cerradão que guarda pouca relação com as áreas do cerradão do Planalto Central e nenhuma relação com as áreas de cerradão do sudeste meridional(São Paulo).As demais áreas da ecorregião (toda faixa oeste) são cobertas por carrasco, inclusive a faixa sul da Chapada do Araripe. Depressão Sertaneja Sentetrional- Caatinga arbustiva e arbórea, sobre solos de origem cristalina. Existem áreas remanescentes de caatinga arbórea nas encostas e serras baixas, embora muito degradadas. A Depressão Sertaneja Sentetrional contem duas áreas diferenciadas com extremos climáticos que condicionam uma vegetação mais aberta, com grandes extensões de herbáceas.

Complexo da Chapada Diamantina- Mosaico que inclui caatinga com grande diversidade, cerrado, campos rupestres e diferentes tipos de mata. Acima de 1.000m de altitude, predominam os campos rupestres, onde o solo é mais arenoso, predomina o cerrado. As matas, são mais predominantes nas encostas. As matas da caatinga são do tipo de floresta caducifólia, com muitas árvores espinhosas. Raso da Catarina- Caatinga de areia, predominantemente arbustiva, muito densa e menos espinhosa que a caatinga de solos cristalinos.

ADAPTÇÕES DAS PLANTAS

As condições ambientais da caatinga selecionaram para a região uma vegetação propícia para ela. Essas plantas sofrem modificações anatômicas, morfológicas e/ou fisiológicas. As árvores e cactos, apresentam características xerófilas como: aspecto seco, folhas pequenas(Microfilia) ou ausência das mesmas, presença de espinhos, raízes tuberosas ou pivotantes. Essas características foram desenvolvidas como mecanismo adaptativo, para principalmente, conviver com a escassez de água.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABÍLIO, F.J.P (ORG). Bioma Caatinga: ecologia, biodiversidade, educação ambiental e práticas pedagógicas. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2010, p.

VELLOSO et al (EDs ). Ecorregiões Propotas para o Bioma Caatinga. Recife: Associação Plantas do Nordeste; Instituto de Conservação Ambiental The Nature Conservancy do Brasil, 2002, p. 13.

BERNARDES, N. As Caatingas. Estudos Avançados. São Paulo, v.13, n. 36, p.69-78,

http://www.acaatinga.org.br/index.php/o- bioma/sobre-o-bioma/flora/ acesso em: 23 Fev. 2014

MARACAJÁ, P. B.; BENEVIDES, D. de S. Estudo da Flora Herbácea da Caatinga no Município de Caraúbas no estado do Rio Grande do Norte. Revista de Biologia da Terra , v.6, n. 1, p. 165-175, 2006.

PRADO, D.E. As Caatingas da América do Sul. In: Leal, I.R.; TABARELLI, M.; SILVA, J.M.C. ( Ed. ). Ecologia e Conservação da Caatinga. 2 ed., Recife: Editora Universitária/UFPE, 2005 , p. 3 - 73.