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Plínio soluções cap.2, Notas de estudo de Matemática

Resoluções do Segundo Capítulo

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 17/08/2016

kiko-farias-leal-1
kiko-farias-leal-1 🇧🇷

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Teoria dos Números Capítulo 2 (Exercícios)
1. Mostrar que 47 | 223 1.
Para mostrar que 47 | 223 1, devemos mostrar que 223 1 (mod 47).
Notemos que 210 = 1024 = 37 + 47 21. Ou seja, 210 37 (mod 47) 210 10 (mod 47).
Então, [210]2 (10)2 (mod 47) 220 100 (mod 47) 220 6 (mod 47) (I)
Vejamos, agora, que 23 = 8 = 47 39, ou seja, 23 39 (mod 47) (II).
De (I) e (II), (220 23) 6 (39) (mod 47) 223 234 (mod 47).
Mas, 234 = 1 47 5, então 223 1 (mod 47).
2. Encontrar o resto da divisão de 734 por 51 e o resto da divisão de 563 por 29.
i) Vejamos que 72 2 (mod 51). Então, (72)17 (2)17 (mod 51) 734 217 (mod 51). (I)
Porém,
} 210 27 4 26 (mod 51) ⇒ 217 104 (mod 51) 217 2 (mod 51).
Dessa forma, 217 2 (mod 51) 217 49 (mod 51). (II)
De (I) e (II), temos que 734 49 (mod 51), o que indica que o resto da divisão de 7 34 por 51 é 49.
ii) Notemos que 53 9 (mod 29), o que nos dá: 563 921 (mod 29). Como 9 = 32, 563 342 (mod 29) (I)
Mas, 33 2 (mod 29) 342 (2)16 (mod 29) 342 216 (mod 29) (II)
No entanto, 28 13 (mod 29) (28)2 132 (mod 29) 216 169 (mod 29) 216 24 (mod 29) (III).
De (I), (II) e (III), temos que 563 24 (mod 29), ou seja, o resto da divisão de 563 por 29 é 24.
3. Mostrar que se p é um ímpar e a2 + 2b2 = 2p, então “a” é par e “b” é ímpar.
Teremos 4 casos:
1º Caso: “a” par e “b” par
Dessa forma, teremos: a = 2x e b = 2y (x e y inteiros).
Então, a2 + 2b2 = 4x2 + 8y2 = 4(x2 + 2y2).
Já que a2 + 2b2 = 2p, temos que 4(x2 + 2y2) = 2p p = 2(x2 + 2y2), o que é um absurdo, pois p é ímpar.
2º Caso: “a” ímpar e “b” par
Dessa forma, teremos: a = 2x + 1 e b = 2y (x e y inteiros).
Então, a2 + 2b2 = (2x + 1)2 + 2(2y)2 = 4(x2 + 4x + y2) + 1, o que é absurdo, pois a2 + 2b2 = 2p.
3º Caso: “a” ímpar e “b” ímpar
Dessa forma, teremos a = 2x + 1 e b = 2y + 1 (x e y inteiros)
Então, a2 + 2b2 = (2x + 1)2 + 2(2y + 1)2 = 2(2x2 + 2x + 4y2 + 4y + 1) + 1, o que é absurdo, analogamente ao caso 2.
4º Caso: “a” par e “b” ímpar
Dessa forma, teremos a = 2x e b = 2y + 1 (x e y inteiros).
Então, a2 + 2b2 = (2x)2 + 2(2y + 1)2 = 2(2x2 + 4y2 + 4y + 1).
Dessa forma, teríamos que p = 2x2 + 4y2 + 4y + 1, verificando o fato de p ser ímpar.
D s cas s , , 3 e , tere s que, para “p” í par, a2 + 2b2 = 2p somente para “a” par e “b” í par.
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Teoria dos Números  Capítulo 2 (Exercícios)

1. Mostrar que 47 | 2^23  1.

Para mostrar que 47 | 2^23  1, devemos mostrar que 2^23 ≡ 1 (mod 47). Notemos que 2^10 = 1024 = 37 + 47  21. Ou seja, 2^10 ≡ 37 (mod 47) ⇒ 210 ≡ 10 (mod 47). Então, [2^10 ]^2 ≡ (10)^2 (mod 47) ⇒ 220 ≡ 100 (mod 47) ⇒ 220 ≡ 6 (mod 47) (I) Vejamos, agora, que 2^3 = 8 = 47  39, ou seja, 2^3 ≡ 39 (mod 47) (II). De (I) e (II) , (2^20  23 ) ≡ 6  (39) (mod 47) ⇒ 223 ≡ 234 (mod 47). Mas, 234 = 1  47  5, então 2^23 ≡ 1 (mod 47). ∎

2. Encontrar o resto da divisão de 7^34 por 51 e o resto da divisão de 5^63 por 29.

i) Vejamos que 7^2 ≡ 2 (mod 51). Então, (7^2 )^17 ≡ (2)^17 (mod 51) ⇒ 734 ≡  217 (mod 51). (I)

Porém, ≡ ≡

} ⇒ 210  27 ≡ 4  26 (mod 51) ⇒ 2^17 ≡ 104 (mod 51) ⇒ 217 ≡ 2 (mod 51).

Dessa forma,  217 ≡ 2 (mod 51) ⇒  217 ≡ 49 (mod 51). (II) De (I) e (II) , temos que 7^34 ≡ 49 (mod 51), o que indica que o resto da divisão de 7^34 por 51 é 49.

ii) Notemos que 5^3 ≡ 9 (mod 29), o que nos dá: 5^63 ≡ 921 (mod 29). Como 9 = 3^2 , 5^63 ≡ 342 (mod 29) (I) Mas, 3^3 ≡ 2 (mod 29) ⇒ 342 ≡ (2)^16 (mod 29) ⇒ 342 ≡ 216 (mod 29) (II) No entanto, 2^8 ≡ 13 (mod 29) ⇒ (2^8 )^2 ≡ 132 (mod 29) ⇒ 216 ≡ 169 (mod 29) ⇒ 216 ≡ 24 (mod 29) (III). De (I) , (II) e (III) , temos que 5^63 ≡ 24 (mod 29), ou seja, o resto da divisão de 5^63 por 29 é 24.

3. Mostrar que se p é um ímpar e a^2 + 2b^2 = 2p, então “a” é par e “b” é ímpar.

Teremos 4 casos: 1º Caso: “a” par e “b” par Dessa forma, teremos: a = 2x e b = 2y (x e y inteiros). Então, a^2 + 2b^2 = 4x^2 + 8y^2 = 4(x^2 + 2y^2 ). Já que a^2 + 2b^2 = 2p, temos que 4(x^2 + 2y^2 ) = 2p ⇒ p = 2(x^2 + 2y^2 ), o que é um absurdo, pois p é ímpar. 2º Caso: “a” ímpar e “b” par Dessa forma, teremos: a = 2x + 1 e b = 2y (x e y inteiros). Então, a^2 + 2b^2 = (2x + 1)^2 + 2(2y)^2 = 4(x^2 + 4x + y^2 ) + 1, o que é absurdo, pois a^2 + 2b^2 = 2p. 3º Caso: “a” ímpar e “b” ímpar Dessa forma, teremos a = 2x + 1 e b = 2y + 1 (x e y inteiros) Então, a^2 + 2b^2 = (2x + 1)^2 + 2(2y + 1)^2 = 2(2x^2 + 2x + 4y^2 + 4y + 1) + 1, o que é absurdo, analogamente ao caso 2. 4º Caso: “a” par e “b” ímpar Dessa forma, teremos a = 2x e b = 2y + 1 (x e y inteiros). Então, a^2 + 2b^2 = (2x)^2 + 2(2y + 1)^2 = 2(2x^2 + 4y^2 + 4y + 1). Dessa forma, teríamos que p = 2x^2 + 4y^2 + 4y + 1, verificando o fato de p ser ímpar.

D s cas s , , 3 e , tere s que, para “p” í par, a^2 + 2b^2 = 2p somente para “a” par e “b” í par. ∎

4. Provar que para p primo (p  1)! ≡ p  1 (mod 1 + 2 + ... + (p  1)).

Notemos que: (p  1) ≡  1 (mod p) e (p  1)! ≡ 1 (mod p) (Teorema de Wilson). Pela transitividade, teremos que: (p  1)! ≡ p  1 (mod p). Isso nos mostra que p | (p  1)!  (p  1). Temos, também, que (p  1)!  (p  1) = (p  1)  [(p  2)!  1], ou seja, p  1 | (p  1)!  (p  1). Disso, segue que p^ ^ | (p  1)!  (p  1). Como p e p^ ^ são primos entre si, temos que p  p^ ^ | (p  1)!  (p  1), ou seja, (p  1)! ≡ p  1 ( p  p^ ^ ). Notando, porém, que 1 + 2 + ... + (p  1) = p  p^ ^ , tem-se provado o resultado. ∎

5. Encontrar o máximo divisor comum de (p  1)!  1 e p! (primo).

Se p = 2, teremos que (p  1)!  1 = 0 e p! = 2, ou seja, mdc((p  1)!  1, p!) = mdc(0, 2) = 2. Se p = 3, teremos que (p  1)!  1 = 1, ou seja, mdc((p 1)!  1) = 1. Suponhamos, então, p  2. Seja d um divisor comum de (p  1)!  1 e de p!. Notemos que, se d = p, então d  (p  1)!  1. Consideremos, portanto, d  p. Como d | p! = p  (p  1)! e d  p, então d | (p  1)!. Mas d | (p  1)!  1, por hipótese. Se d | (p  1)! e d | (p  1)!  1, então d | 1, logo d = 1. Então, mdc((p  1)!  1, p!) = 1, se |p|  2 e mdc((p  1)!  1, p!) = 2, se |p| = 2.

Nota: Do Teorema de Wilson, p | (p  1)! + 1. Dessa forma, se p | (p  1)!  1 = (p  1)! + 1  2, então p divide a 2, ou seja, p = 2.

6. Mostrar que para n  4 o resto da divisão por 12 de 1! + 2! + ... + n! é 9.

Queremos provar que, para n  4, o resto da divisão de 1! + 2! + ... + n! por 12 é 9. Ou seja, se N = 1! + 2! + ... + n!, queremos mostrar que N ≡ 9 (mod 12). Notemos que 1! + 2! + 3! = 9, e que 4! = 24. Então, 1! + 2! + 3! + 4! + ... + n! = 9 + (4! + 5! + ... + n!) = 9 + 4!(1 + 5 + 6  5 + ... + n  (n  1)  ...  6  5). Então, para n  4, teremos que 1! + 2! + 3! + ... + n! = 9 + 4!. k. Porém, 4! = 24 = 12  2. Então, 12 | 4!  k (k inteiro). Sendo assim, podemos escrever: 1! + 2! + 3! + ... + n! = 9 + 12  m (m ∈ ℤ), para n  4. Logo, se N = 1! + 2! + 3! + ... + n! = 9 + 12  m, então N ≡ 9 (mod 12), tendo provado o resultado. ∎

7. Mostrar que para n inteiro 3n^2  1 nunca é um quadrado.

Notemos que 3n^2  1 = 3n^2  3 + 2 = 3(n  1)(n + 1) + 2 = 3k + 2. Basta mostrarmos que nenhum quadrado é da forma 3k + 2. Um número t, qualquer, pode ser das formas: t = 3k, t = 3k + 1 ou t = 3k + 2. Então, (I) t = 3k ⇒ t^2 = 9k^2 = 3  (3k^2 ) = 3k 1 (II) t = 3k + 1⇒ t^2 = (3k + 1)^2 = 9k^2 + 6k + 1 = 3k 2 + 1 (III) t = 3k + 2 ⇒ t^2 = (3k + 2)^2 = 9k^2 + 12k + 4 = 3k 2 + 1. Dessa forma, temos provado que um quadrado nunca é da forma 3k + 2 e, consequentemente, que 3n^2  1 nunca é um quadrado.

(I) Se n ≡ 0 (mod 12) ⇒ {

(^3) ≡ ≡

(^3) ≡ ≡

⇒ 5n^3 + 7n^5 ≡ 0 (mod 12)

(II) Se n ≡ 1 (mod 12) ⇒ {

(^3) ≡ ≡

⇒ 5n^3 + 7n^5 ≡ 12 (mod 12) ⇒ 5n^3 + 7n^5 ≡ 0 (mod 12)

(III) Se n ≡ 2 (mod 12) ⇒ {

(^3) ≡ ≡ 3 ≡

⇒ 5n^3 + 7n^5 ≡ 0 (mod 12)

(IV) Se n ≡ 3 (mod 12) ⇒ {

⇒ 5n^3 + 7n^5 ≡ 0 (mod 12)

(V) Se n ≡ 4 (mod 12) ⇒ {

(^3) ≡ ≡ ≡ ≡

⇒ 5n^3 + 7n^5 ≡ 0 (mod 12)

(VI) Se n ≡ 5 (mod 12) ⇒ {

(^3) ≡ ≡ ≡ 3 ≡

(Basta continuar a verificação para n ≡ 6 (mod 12), n ≡ 7 (mod 12), n ≡ 8 (mod 12), n ≡ 9 (mod 12), n ≡ 10 (mod 12) e n ≡ 11 (mod 12)) ∎ Uma outra forma de pensar, é notar que 5 = 12  7. Ou seja, 5n^3 + 7n^5 = (12  7)n^3 + 7n^5 = 12n^3 + 7  (n^5  n^3 ). Dessa forma, como 7 é primo, devemos mostrar que n^5  n^3 é divisível por 12. Para tanto, basta mostrarmos que n^5  n^3 é divisível por 3 e por 4. Se 3 | n, nada temos a provar. Suponhamos, então, que 3  n. Então n ≡ 1 (mod 3) ou n ≡ 2 (mod 3). Se n ≡ 1 (mod 3), então n^5 ≡ 1 (mod 3) e n^3 ≡ 1 (mod 3). Dessa forma, n^5  n^3 ≡ 0 (mod 3), ou seja, 3 | n^5  n^3. Se n ≡ 2 (mod 3), então n^5 ≡ 2 (mod 3) e n^3 ≡ 2 (mod 3). Dessa forma, n^5  n^3 ≡ 0 (mod 3). Provemos agora que 4 | n^5  n^3. Ora, n^5  n^3 = n^2  (n^3  n). Ou seja, se n é par, 4 | n^2 e, portanto, 4 | n^5  n^3. Suponhamos, então, n ímpar. Então, n ≡ 1 (mod 4) ou n ≡ 3 (mod 4). Se n ≡ 1 (mod 4), então n^5  n^3 ≡ 0 (mod 4). Se n ≡ 3 (mod 4), então n^5 ≡ 243 (mod 4) ≡ 3 (mod 4) e n^3 ≡ 27 (mod 4) ≡ 3 (mod 4). Então n^5  n^3 ≡ 0 (mod 4). Dessa forma, n^5  n^3 é divisível por 4. Se 3 | n^5  n^3 e 4 | n^5  n^3 , então 12 | n^5  n^3 , logo 12 | 5n^3 + 7n^5 e, portanto, 5n^3 + 7n^5 ≡ 0 (mod 12). ∎

10. Seja f(x) = a 0 + a 1 x + ... + anxn^ um polinômio com coeficientes inteiros onde an > 0 e n  1. Mostrar

que f(x) é composto para infinitos valores da variável x.

11. Mostrar que se p 1 e p 2 são primos tais que p 2 = p 1 + 2 e p 1 > 3, então p 1 + p 2 ≡ 0 (mod 12).

Vejamos que, dividindo um número por, obtemos números da forma 6k, 6k + 1, 6k + 2, 6k + 3, 6k + 4 e 6k + 5. Notemos, também, que 6k, 6k + 2, 6k + 3 e 6k + 4 não são primos. Dessa forma, os números primos são da forma 6k + 1 ou 6k + 5. Como p 1 > 3, então p 1  5, ou seja, p 2  7. Então: Se p 1 = 6k + 5, então p 2 = 6k + 7, ou seja, p 1 + p 2 = 12k + 12 = 12(k + 1). Então, p 1 + p 2 ≡ 0 (mod 12). Se p 2 = 6k + 1, então p 1 = 6k  1, ou seja, p 1 + p 2 = 12k. Então, p 1 + p 2 ≡ 0 (mod 12). ∎

Observação: Notemos que: Se p 1 = 6k + 1, então p 2 = 6k + 3 (Absurdo, pois p 2 é primo). Se p 2 = 6k + 5, então p 1 = 6k + 3 (Absurdo, pois p 1 é primo).

12. Mostrar que para a e b inteiros temos que 3 | (a^2 + b^2 ) ⇒ 3 | a e 3 | b.

Suponhamos que 3 não divida a pelo menos um entre a e b (suponhamos que 3  a, sem perda de generalidade). Teremos, assim, 6 casos para analisar: (I) a ≡ 1 (mod 3) e b ≡ 0 (mod 3).

Dessa forma, {

a ≡ 3 b ≡ 3

⇒ a^2 + b^2 ≡ 0 (mod 3) ⇒ 3  a^2 + b^2 (Absurdo!). (II) a ≡ 1 (mod 3) e b ≡ 1 (mod 3).

Dessa forma, {

a ≡ 3 b ≡ 3

⇒ a^2 + b^2 ≡ 2 (mod 3) ⇒ 3  a^2 + b^2 (Absurdo!). (III) a ≡ 1 (mod 3) e b ≡ 2 (mod 3). Dessa forma, { a^ ≡^3 b ≡ 3 ≡ 3

⇒ a^2 + b^2 ≡ 2 (mod 3) ⇒ 3  a^2 + b^2 (Absurdo!).

(IV) a ≡ 2 (mod 3) e b ≡ 0 (mod 3). Dessa forma, { a^ ≡^3 ≡^3 b ≡ 3

⇒ a^2 + b^2 ≡ 1 (mod 3) ⇒ 3  a^2 + b^2 (Absurdo!).

(V) a ≡ 2 (mod 3) e b ≡ 1 (mod 3). Dessa forma, { a^ ≡^3 ≡^3 b ≡ 3

⇒ a^2 + b^2 ≡ 2 (mod 3) ⇒ 3  a^2 + b^2 (Absurdo!).

(VI) a ≡ 2 (mod 3) e b ≡ 2 (mod 3). Dessa forma, { a^ ≡^3 ≡^3 b ≡ 3 ≡ 3

⇒ a^2 + b^2 ≡ 2 (mod 3) ⇒ 3  a^2 + b^2 (Absurdo!).

É, então, absurdo supor que 3  a ou 3  b, então 3 | a e 3 | b. ∎

13. Sejam p 1 , p 2 e p 3 primos tais que p = (p 1 )^2 + (p 2 )^2 + (p 3 )^2 é primo. Mostrar que algum dos pi’s é igual a

Suponhamos que nenhum dos pi’s seja igual a 3. Ist é, pi ≡ 1 (mod 3) ou pi ≡ 2 (mod 3). Notemos que, se x ≡ 1 (mod 3), então x^2 ≡ 1 (mod 3). Se x ≡ 2 (mod 3), então x^2 ≡ 4 (mod 3) ≡ 1 (mod 3). Dessa forma, (pi)^2 ≡ 1 (mod 3). Então, (p 1 )^2 + (p 2 )^2 + (p 3 )^2 = 1 + 1 + 1 (mod 3) ⇒ p ≡ 3 (mod 3) ⇒ p ≡ 0 (mod 3). Vejamos que pi  2, então p  6. Sendo p primo, temos que p ≡ 0 (mod 3) implica em p = 3, o que é absurdo, pois p  6. Dessa forma, ao menos um dos pi’s eve ser congruente a 0 módulo 3. Sendo que os pi’s sã pri s, e tã a e s u deles deve ser igual a 3. ∎

14. Mostrar que 3x^2 + 4x^2 ≡ 3 (mod 5) é equivalente a 3x^2  x^2 + 2 ≡ 0 (mod 5).

Vejamos que: { ≡^  3 ≡  Dessa forma, 3x^2 + 4x^2 ≡ 3 (mod 5) é equivalente a 3x^2  x^2 ≡ 2 (mod 5), ou melhor, 3x^2  x^2 + 2 ≡ 0 (mod 5).

22. Mostrar que para a e b inteiros, com mdc(a, b) = 1 temos:

a  (b)^ + b  (a)^ ≡ 1 (mod ab).

Vejamos que, como mdc(a, b) = 1, temos, do Teorema de Euler, que a(b)^ ≡ 1 (mod b) e b(a)^ ≡ 1 (mod a). Ou seja, temos que b | a(b)^  1 e a | b(a)^  1. Assim, ab | (a(b)^  1)  (b(a)^  1) = a(b)^  b(a)^  a(b)^  b(a)^ + 1. Porém, ab | a(b)^  b(a). Dessa forma, deveremos que ter que ab |  a(b)^  b(a)^ + 1 ou melhor, ab | a(b)^ + b(a)^  1. Isso implica que a(b)^ + b(a)^ ≡ 1 (mod ab). ∎

23. Provar ou dar um contra exemplo: “Se a e m são inteiros, mdc(a, m) = 1, então

m | (1 + a + a^2 + ... + a  (m)^ ^^1 ) “

Como mdc(a, m) = 1, o Teorema de Euler nos garante que a(m)^ ≡ 1 (mod m). Ou seja, m | a(m)^  1. Mas, a(m)^  1 = (a  1)  (a(m)^ ^1 + ... + a^2 + a + 1). Ou seja, mdc(a, m) = 1 ⇒ m | (a  1)  (1 + a + a^2 + ... + a(m)^ ^1 ). Assim, se m | a  1, não podemos afirmar que m | (1 + a^2 + ... + a(m)^ ^1 ). Para um contra exemplo, é necessário tomarmos a e m tais que a ≡ 1 (mod m). Tomemos, por exemplo, a = 3 e m = 2. Dessa forma, (2) = 1, ou seja, teremos que 2  3 (2)^ ^ 1)^ = 1, contrariando a afirmação inicial.

24. Mostrar que se p e q são primos, p  q  5, então p^2  q^2 ≡ 0 (mod 24).

Devemos verificar que 3 | p^2  q^2 e 8 | p^2  q^2. Como p e q são maiores que ou iguais a 5, então ambos são ímpares. Vejamos que, se p = 2k + 1, então p^2 = 4k^2 + 4k + 1, ou melhor, p^2 = 4k  (k + 1) + 1. Porém, k  (k + 1) = 2k 1 , ou seja, p^2 = 8k 1 + 1. O que nos leva a atribuir q^2 = 8k 2 + 1. Então, p^2  q^2 = 8  (k 1  k 2 ), ou seja, 8 | p^2  q^2. Basta verificarmos, agora, que 3 | p^2  q^2. Ora, nas condições dadas, temos que p e q não são múltiplos de 3. Então, temos, por exemplo, p ≡ 1 (mod 3) ou p ≡ 2 (mod 3). Já verificamos anteriormente, que se x ≡ 1 (mod 3), então x^2 ≡ 1 (mod 3) e que se x ≡ 2 (mod 3), então x^2 ≡ 1 (mod 3). Dessa forma, teremos que p^2 ≡ 1 (mod 3) e, consequentemente, q^2 ≡ 1 (mod 3). Assim, p^2  q^2 ≡ 0 (mod 3), ou seja, 3 | p^2  q^2. Isso implica, portanto, que 24 | p^2  q^2 , ou melhor, p^2  q^2 ≡ 0 (mod 24). ∎

Capitulo 1: Mostrar que 2n^ + 1 nunca é um cubo.

Para tanto, suponhamos 2n^ + 1 = k^3. Dessa forma, 2n^ = k^3  1 = (k  1)(k^2 + k + 1). Vejamos que k^2 + k + 1 = k  (k + 1) + 1 Necessariamente, k  (k + 1) é par, o que faz com que k  (k + 1) + 1 seja ímpar. Isso é um absurdo, pois 2n^ = (k  1)  (k^2 + k + 1), ou seja, k^2 + k + 1 é um dos fatores de 2n^ e 2n^ (por ser uma potência de 2) apresenta apenas fatores iguais a 2. Então, 2n^ + 1  k^3 , para todo inteiro k, isto é, 2n^ + 1 não pode ser um cubo. ∎