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Este documento discute diferentes teorias sobre a aquisição de l1 e l2, incluindo a perceptual saliency, conectismo e ativação de esquemas. Soblin e pienemann são citados como pesquisadores importantes neste campo. A teoria da aquisição de l2 é baseada em habilidades cognitivas complexas e reconhece a importância da prática na aprendizagem. O texto também aborda a teoria sociocultural de vygotsky e sua influência na aquisição de uma língua.
Tipologia: Provas
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Universidade Federal da Amazonas Instituto de Ciências Humanas e Letras Departamento de Línguas e Literatura Estrangeiras
Michael Saulo Corrêa Cuadal
RELATÓRIO DE TEORIAS DE APRENDIZAGENS E AQUISIÇÃO DE L1 e LE
PROFESSOR: HERBERT
Manaus 2007
Palavras chaves : As abordagens cognitivas, A teoria sociocultural
Contato do autor: [email protected] [email protected]
Em face dos estudos, discussão, debates e leituras realizadas no âmbito da sala de aula, duas abordagens no ponto de vista pessoal se destacaram: as abordagens cognitivas e a teoria sociocultural. No mais, no decorrer do texto abordaremos cada teoria, fazendo uma correlação entre ambas.
As abordagens cognitivas
A abordagem cognitiva defende o ponto de vista que a aquisição de uma língua não ocorre somente através da competência e desempenho, mas através de série fatores que atuam em conjunto, levando-se em consideração o individuo como um sistema de processamento complexo. Com isso, a linguagem não é vista separada das outras habilidades cognitiva, e sim, como mais um aspecto dentro desse conjunto cognitivo do individuo. Consequentemente, a mente humana esta preparada tanto para processar as mais variadas informações, assim como adquirir a linguagem. Dentro do campo cognitivista três abordagens se destacam: a p erceptual saliency, connectionism e information
processing. A p erceptual saliency, is base don Dan Soblin (1970), (1980). Na verdade, ele argumenta que a similaridade entre o desenvolvimento lingüístico entre uma criança e a linguagem é devido ao fato que os seres humanos são programados para perceberem e organizarem informações em certas maneiras. Desta forma, é a perceptual saliency que guia o processo de aprendizagem e não os módulos inatos específicos de linguagem. No decorrer de sua pesquisa Soblin relacionou uma serie de etapas pela qual ocorre o processamento da linguagem tanto na L1 quanto na L2. Essas etapas são de natureza cognitiva e se caracterizam pelo modo como a criança percebe o ambiente e tenta fazê-lo ter sentido e o organizar. Essas, L1, etapas estão assim divididas: (1) atenção ao fim de palavras; (2) elementos lingüísticos codificados às palavras; (3) evitar exceções; (4) marcar relações semânticas para separá-las e esclarecê-las; (5) marcadores gramáticos com sentido semântico. Os estudos de Soblin foram utilizados na L2, os fatores que se destacam são: a multi-funcionalidade; o determinismo
contrastava as diferença e similaridades em ambas as línguas. Conseqüentemente, a aprendizagem é vista de acordo com o fortalecimento das interconexões, que crescem em função da repetição baseados em modelos associativos. Por fim, Sokolik persiste em afirmar que a aquisição não se dar através de regras estruturais, e sim, através da prática do uso da língua. As avaliações desta teoria têm levantado muita polêmica, pois os métodos de pesquisas foram realizados com uma linguagem artificial, não sendo possível afirma sua real utilização em um contexto da vida real dentro de uma língua natural. Os modelos de processamento de informações estão baseados nas pesquisas de McLaughlin que afirma que a aquisição de L2 se dar através de habilidades cognitivas complexas reconhecendo o aprendizado de uma L2/LE uma habilidade especifica pelas diversas integrações cognitivas que L2/LE exigem. Outrossim, a aprendizagem é um fator do processo cognitivo, pois envolve uma representação interna regula e guia o desempenho. Com isso, ocorre de modo cíclico, a automatização e reestruturação das informações na mente. Porém, um problema que acaba surgindo do fator de que, se o aprendizado ocorrer de algum modo incorreto, as chance de automatização e reestruturação podem
apresentar algum tipo de deficiência na língua alvo. Citando os estudos de Anderson que apresenta algumas diferenças a mais que os estudos de McLaughlin baseado também na automatização. Inicia-se com o chamado conhecimento declarativo (não controlado) até que se tornem um conhecimento de procedimento (controlado). Em outras palavras, com o uso constante da língua, as explicações normativas e teóricas do uso da língua, em especifico, são esquecidas, porém sendo usados de maneira corretas no discurso da língua. Anderson apresenta 3 tipos de memórias chamadas de memória de funcionamento e 2 tipos diferentes de memórias sendo as de longa duração tanto declarativa assim como de procedimento. Tanto os as memórias declarativas e de procedimento são entendidas como diferentes assim como sua armazenagem dentro da mente. Com isso, apesar de desta teoria ter recebido críticas de outros pesquisadores, o foco principal na verdade desta teoria, estar baseado no ato procedimental e a automatização que são eles: o estágio de cognitivo, o estágio associativo e o estágio autônomo. O aprendiz aprende de modo cognitivo, faz uma associação e por fim torno esse conhecimento automático, porém esse processo requer certo tempo para o todo ciclo de conhecimento se complete.
Seguindo as afirmações desta teoria, citamos as estratégias usadas pelos aprendizes para que a aprendizagem ocorra de modo eficiente quanto possível. Um processo de foco, de análise, monitoramento, organização e elaboração de informações, avaliação são realizados com objetivo de superar a ansiedade. Em adição, 3 aspectos principais se destacam: as estratégias meta cognitivas, estratégias cognitivas e estratégias sócio-afetivas. Esta seqüência não é um padrão, vai depender de como os aprendizes as utilizam individualmente e como as estratégias influenciam a aprendizagem. Agora citaremos as estratégias de comunicação em L2 à qual são táticas usadas pelos falantes não nativos para superar uma dificuldade lingüística durante a interação. Na verdade, são recursos de auto-ajuda de modelos de produção de discurso que passam por um processo de negociação de significado. Primeiramente, temos a identificação dividida em estratégias de marcadores explícitos e protocolos retrospectivos. Segundo, classificação que aborda a taxonomia e centrada na caracterização de estratégias de produção como paráfrase, L1, L3 mímicas e gestos. Dando continuidade, veremos uma amostra de taxonomia de estratégia de comunicação que consiste na atenção voltada para o léxico e dificuldades de
encontrar palavras. Contudo o objetivo principal se define nos recursos das estratégias utilizadas pelos aprendizes para maximizar as oportunidades de aprendizagens. Com isso, pode dizer que só através do desempenho do aprendiz é possível chegar ao melhor desenvolvimento da competência, ou em outras palavras, a prática faz a perfeição. Apesar desse fator, esses mesmos recursos de comunicação são utilizados até mesmo na L1 e L2 com mais dificuldade obviamente, na L2. Para concluir, pode-se afirmar que as estratégias de língua são faculdades naturais dos adultos, e estão disponíveis no aprendizado de L2 e não precisam ser ensinadas. Em seguida abordaremos as estratégias de comunicação e processamento de linguagem. Uma das características é a “ativação expandida”, que quer dizer, ocorre a ativação de informações e dados ligados a um determinado item lexical. Em adição, o léxico mental é uma rede complexa com palavras interligadas juntas, mas não somente com similaridades semânticas, mas com também suas propriedades fonológicas e sintáticas. Enfim, nos encontramos diante da tão conhecida “ativação de Schemata,” onde poucos instantes de trabalhar qualquer tópico, assunto seja de que disciplina for todo o conhecimento prévio do aprendiz são
evolução. Já o domínio sociocultural concerne com os diferentes tipos de ferramentas simbólicas, desenvolvidas através da cultura humana, passando pelo curso de suas historias, afetando os tipos de mediação favorecidas, os valores de pensamento. O ontogenético consiste no foco de como as crianças se apropriam e integram significados mediados como a linguagem em suas maturidades. E dando continuidade surge o último, o microgenetico à qual o interesse e a reorganização e desenvolvimento da mediação acima de breve espaço de tempo. Destes 4 o ontogenético recebe maior atenção por possuir recursos referentes à memória voluntária. Mais adiante encontramos os estudos de Luria à qual afirma que a linguagem se torna uma função como um significado para as crianças mediarem o comportamento físico delas. Os resultados desses estudos mostraram que a linguagem torna-se o papel central do comportamento de inibição e inato. Temos também algumas afirmações que Vygotsky fez uma relação mediada usando o domino filogênico entre seres humanos e macacos, porém pesquisas recentes mostram que essas afirmações não são tão claras quanto Vygotsky afirmou, resultando que o domínio sociocultural prevaleceu no letramento social e cultural. Alguns estudos na aquisição de uma língua, usando as teorias de Vygotsky
mostraram que as mentalidades de aprendizes foram reformadas devido à participação em uma atividade especifica, com a aprendizagem de uma segunda língua sob algumas circunstâncias, pode conduzir a reforma do sistema mental alguém e até de si próprio. De maneira prática, os pesquisadores, ajudavam crianças a aprender realizar atividades físicas e mentais normais, através do uso da alternativa mediacional, enquanto que no campo teórico os pesquisadores testavam suas hipótese das funções das mentes normais observando seus efeitos. Um outro estudo mostrou que um falante/usuário avançado de uma língua significa estar apto a controlar uma atividade psicológica e social de alguém através da língua. O mesmo acontecendo com a criança que no âmbito cultural, da linguagem, inter-pessoal, intra-pessoal, através de estágios, controlando o ambiente, pelos outros e finalmente sobre sua própria atividade social e cognitiva. Agora definiremos a unidade de analise como a peça dialética que une o pensamento e a fala. Vygotsky propôs a palavra como essa unidade na palavra, o significado estar o componente central do pensamento e a forma lingüística estão unificadas. Ele distingue entre o significado estável ou convencional da palavra e o senso dela, ou pessoal ou contextualizado significado que imergem
de maneira particular as pessoas estratagema as palavras em mediar as suas atividades mentais, com isso é no senso da palavra o microcosmo da consciência descoberto. Em adição, Vygotsky afirma que a unidade apropriada de analise é uma ação de ferramenta-mediada de meta- direcionada. Descrevendo assim a habilidade mental humana em: solução de problemas, atenção, intenção, planejamento, orientação e avaliação. Dentro da teoria da atividade, é um amontoado unificado da proposta original de Vygotsky do comportamento natural e desenvolvimento humano, especificamente endereçado às implicações que o comportamento humano é resulta da integração social e cultural das formas construídas de mediação das atividades humanas. Também chamada de sistema funcional. Vygotsky afirma que a psicologia tem de entender esses sistemas funcionais e estudar sua formação. Leontiev complementa que é necessário fazer algo que é motivado por necessidades biológicas como fome, construção cultural, letramento, ou sobre um objeto especifico. Na verdade, cada um destes motivos precisa estar associado a outros motivos subjetivos próprios. Com 3 níveis principais de atividade podem ser descritos: o nível de motivação, o nível de ação e o nível de condições.
Já na natureza instável das atividades podemos citar Thorne considera o impacto da mediação da internet na atividade comunicativa do aprendiz de língua estrangeira, afirmando também que a interação comunicativa do aprendiz é re- configurada. Assim, o ambiente da internet cria entre os estudantes certo senso de liberdade à qual lhes permite dizer coisas que provavelmente não diriam se estivessem em uma interação cara-a-cara. Por fim, alguns estudantes quebram as regras educacionais quando escrevem em uma língua-obscena, porém não violando a língua do mundo cibernético, pelo menos para os que são familiarizados. Temos também a internalização e discurso inato ocorrendo a convergência do pensamento com artefatos mediacionais criados culturalmente à qual estão lingüisticamente organizados, ocorrendo o processo de internalização ou reconstrução interna, do plano psicológico, das atividades meta-direcionada de formas externas mediadas socialmente. No mais, internalização em sua essência é o processo através do quais formas mentais mais elevadas surgem. Conseqüentemente, a internalização assume a fonte de consciência que reside na parte externa da cabeça e um fator ancorado em atividades sociais. A atividade do individuo é organizada e regulada pelos outros, no desenvolvimento normal, nos organizamos
que esse desenvolvimento e aprendizado ocorrem através dos fatores externos do ambiente social e cultural em que o individuo está inserido. Portanto, nós professores devemos estar atentos para esses aspectos e fatores mencionados nestas teorias. Conhecermos os processos cognitivistas de nossos alunos de como aprendem, tanto de modo individual como coletivo. Observar, implementar a interação, como ferramenta social, não somente dentro do ambiente da escola, e sim, fora do contexto escolar, para transformar nossos alunos em cidadãos verdadeiramente conscientes de seu desenvolvimento intelectual e profissional, de seus direitos e deveres.