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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!





























































































1. Conceito do PCP O quê é o PCP. Conceito Empresa de bens Empresa de Serviço Qual objetivo do PCP? 2. Integração do PCP com as demais áreas Vendas Compras Controladoria Manutenção Processo Produção Qualidade 3. Conhecimentos que profissional do PCP precisa dominar Conhecimento necessário para o PCP Conhecimento do produto e do processo Conhecimento conceitual Conhecimento de Informática Conhecimento de Matemática **4. Fluxo de Trabalho no PCP
14. Bibliografia
De acordo com Lustosa et al. (2008), o PCP surgiu no início do século XX, tendo como um de seus pioneiros Henry Gantt, que desenvolvia cálculos manuais baseados no tempo e na capacidade de produção. Desde aquela época, o PCP vem evoluindo constantemente na busca por melhorias capazes de suprir o avanço do setor produtivo.
•PCP –Planejamento e Controle da Produção. O conceito antigo limitava-se exclusivamente à produção.
•É responsável por definir : o quê , quando , onde e como os eventos acontecerão na cadeia de produção.
O PCP decorre da utilização eficiente dos meios de produção, por meio dos quais são atingidos objetivos planejados, nos prazos determinados.
O planejamento é a função administrativa que determina antecipadamente quais são os objetivos que deverão ser atingidos e o que deve ser feito para atingi-los da melhor forma possível. O planejamento fixa
rumos, focaliza o futuro e está voltado para a continuidade da empresa. A sua importância reside nisto: sem planejamento, a empresa fica perdida no caos.
A partir da definição dos objetivos a alcançar, o planejamento determina a priori o que se deve fazer, quando fazer, quem deve fazê-lo e de que maneira. Por essa razão, o planejamento é feito na base de planos. O planejamento constitui um conjunto integrado de planos.
Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Administração de produção: uma abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Campus, 2005, p.100.
Se pesquisarmos os precursores do PCP, vamos ver que cada autor tem sua particularidade, entendimento específico do que significa PCP; Todos com mesmos sentido.
obra necessária, das máquinas e equipamentos e dos demais recursos necessários, para a oferta dos serviços no tempo e no espaço para atender a demanda dos clientes e usuários.
Partindo dos objetivos da empresa, o PCP planeja e programa a produção e as operações da empresa, bem como controla adequadamente para tirar o melhor proveito possível em termos de eficiência e eficácia.
Qual o objetivo do PCP?
“O objetivo do PCP é fornecer informações necessárias para o dia-à-dia do sistema de manufatura reduzindo os conflitos existentes entre vendas, finanças e chão-de-fábrica”. Plossl ( 1985 ).
A finalidade do PCP é aumentar a eficiência e a eficácia do processo produtivo da empresa. É, portanto, uma dupla finalidade: atuar sobre os meios de produção no sentido de aumentar a eficiência e cuidar para que os objetivos de produção sejam plenamente alcançados a fim de aumentar a eficácia.
Para atender a essa dupla finalidade, o PCP tem uma dupla função:
De um lado, o PCP estabelece antecipadamente o que a empresa deve produzir e, consequentemente, o que deverá dispor de matérias-primas e materiais, de pessoas, de máquinas e equipamentos, bem como de estoques de produtos acabados para suprir as vendas.
Por outro lado, o PCP serve para monitorar e controlar o desempenho da produção em relação ao que foi planejado, corrigindo eventuais desvios ou erros que possam surgir no decorrer das operações. Assim, o PCP atua antes, durante e depois do processo produtivo. Antes , planejando o processo produtivo, programando materiais, máquinas, pessoas e estoques.
Atua durante , ao controlar o funcionamento do processo produtivo, para mantê-lo de acordo com o que foi planejado. Depois , verificando os resultados alcançados e comparando-os com os objetivos definidos previamente. Com essas funções, o PCP assegura a obtenção da máxima eficiência do processo de produção da empresa.
Ao desenvolver as suas funções, o PCP mantém uma rede de relações com as demais áreas da empresa. As inter-relações entre o PCP e as demais áreas da empresa se devem ao fato de que o PCP procura utilizar racionalmente os recursos empresariais, sejam eles materiais, humanos, financeiros, etc.
Integração do PCP com as demais áreas
Vendas O contato do PCP com vendas deve ser diário abordando sempre as questões de capacidade futura, do atendimento em curso, previsão de atrasos e negociando as alterações. Informando corretamente a situação.
Compras
Defina claramente as suas necessidades, cobre levantamentos frequentes nos estoques, promova a participação ativa da área de compras em suas previsões e informações para vendas. Planejamento dos níveis de estoque.
inseridos no sistema, cujas atividades se deseja planejar e controlar; conhecimentos conceituais a respeito do próprio PCP; conhecimentos em computação e conhecimentos em matemática. É claro que cada profissional de PCP tem conhecimentos mais aprofundados em uma ou outra área e o grande desafio é adquirir conhecimentos no maior número possível de áreas.
Exemplos de conhecimentos:
montagens dos produtos;
e montagens
PCP;
(dependendo do nível que você deseja atuar dentro de um PCP);
Apesar desses conhecimentos serem de suma importância para o PCP, a sua utilização vai depender da atividade que será desempenhada, bem como dos fatores envolvidos. Devemos sempre ter em mente que nem sempre a solução mais sofisticada é a mais adequada. Lembre sempre do ´simples e bom´ ou como diz ditado popular ´para que complicar se tem como facilitar´.
O fluxo de trabalho dentro de um PCP normalmente se inicia pela previsão de vendas sinalizada pela área de vendas dentro de uma unidade produtiva (empresa/indústria). Essa previsão está relacionada com prazos a médio/longo prazo e muitas vezes com fluxos contínuos diretos na produção (exemplo produção fixa de 150 mil parafusos / mês) ou sazonalidade de produção (coleções, remessas sob pedido, amostras, estações do ano, etc). Porém do ponto de vista estratégico é utilizado esta base da área de vendas como sensor de provisão futura do ´Planejamento` fabril, progressivo ou sazonal nas áreas produtivas dentro ou fora (terceirização) da empresa.
Vamos entender um pouco melhor como funciona esta engrenagem complexa, fundamental para o cumprimento de prazos de entrega, tanto dentro das áreas produtivas relacionadas entre si, como para o cliente final.
A previsão de vendas é um instrumento que ajuda a indústria a definir o total a ser produzido. O processo é realizado pelo órgão comercial e visa conceder, à empresa, objetivos de vendas a serem alcançados num futuro próximo, adotando critérios estatísticos na determinação e juntando informações sobre a tendência do mercado e registros das vendas históricas (aquelas ocorridas em períodos semelhantes no passado).
produto a ser fabricada num determinado espaço de tempo e, a partir daí, quantificar as necessidades de material, mão-de-obra e equipamentos. Após determinar os tipos de produtos a serem feitos, de escolher o tipo de produção a seguir, de definir a quantidade a fabricar, de especificar o material a ser utilizado e de quantificar os insumos, resta definir o processo
Escolha da melhor solução
Organização dos recursos e atividade para executar
Implantação ou ação
Controle ou acompanhamento
Para que um sistema produtivo transforme insumos em produtos (bens e/ou serviços), ele precisa ser pensado em termos de prazos, em que planos são feitos e ações são disparadas com base nestes planos para que, transcorridos estes prazos, os eventos planejados pelas empresas venham a se tornar realidade.
De forma geral, pode-se dividir o horizonte de planejamento de um sistema produtivo em três níveis: o longo; o médio e o curto prazo.
A figura a seguir apresenta como estes prazos estão relacionados às atividades estratégicas, táticas e operacionais das empresas e quais são os objetivos pretendidos com a execução destas atividades.
A longo prazo, no nível estratégico, os sistemas produtivos precisam montar um Plano de Produção cuja função é, com base na previsão de vendas de longo prazo, visualizar com que capacidade de produção o sistema deverá trabalhar para atender a seus clientes. É chamado de estratégico porque, caso a empresa não encaminhe seus recursos físicos e financeiros para a efetivação deste Plano de Produção, ela terá seu desempenho seriamente
sendo agregados ao sistema da empresa conforme suas necessidades e a disponibilidade de recursos financeiros. Os atuais sistemas ERP tiveram sua evolução a partir do sistema MRP (Material Requirements Manning ou planejamento das necessidades de materiais), desenvolvidos na década de 60, e de seu desdobramento posterior, nos anos 80, chamado de MRP-II (Manufacturing Resource Planning, ou planejamento dos recursos de manufatura). Esta evolução dos sistemas de informações gerenciais foi decorrente da própria evolução no tratamento de dados informatizados; contudo, rotinas básicas, como, por exemplo, o planejamento-mestre e o cálculo das necessidades de materiais, permanecem e são a base dos sistemas atuais de ERP.
Apesar de as atividades desenvolvidas pelo PCP serem basicamente estas quatro citadas, o grau de complexidade de cada uma delas dependerá do tipo de sistema produtivo dentro do qual o PCP está agindo. Neste sentido, é importante deixar claro as características que estão por trás dos diferentes sistemas produtivos e seu relacionamento com as funções de PCP.
Cada uma das atividades do PCP vistas nas lições anteriores são diferentes dependendo de um conjunto bastante grande de fatores ou variáveis. Nesta lição apresentaremos resumidamente alguns desses fatores.
Jonsson e Mattsson (2003) apresentam uma divisão dos fatores que influenciam as atividades de PCP em três grupos: fatores relacionados ao produto, ao processo produtivo e ao mercado. Aqui substituímos a expressão fatores relacionados ao mercado por fatores relacionados ao ambiente externo para também abranger questões estratégicas da empresa.
atividades de PCP são:
Grau de variedade do produto:
Esse conceito, já definido anteriormente, tem forte impacto no nível de repetição dos sistemas de produção e este, por sua vez, como vimos no sistema de classificação de sistemas de produção, tem forte influência na
escolha do sistema de coordenação de ordens. Como visto anteriormente, o grau de variedade pode ser decomposto em grau de distinção (variedade de produtos muito semelhantes) e diversificação (variedade de produtos muito diferentes);
Complexidade da lista técnica do produto:
Refere-se ao número de níveis e ao número de itens em cada nível da lista de materiais. Esse fator também exerce influência, dentre outros, na escolha do sistema de coordenação de ordens;
Valor agregado do produto:
Esse fator influencia bastante os métodos empregados nas atividades de PCP. Em termos gerais, itens com maior valor devem ser tratados com maior atenção;
Ciclo de vida do produto:
De acordo com Sipper e Bulfin (1997), estágios diferentes do ciclo de vida de um produto podem requerer diferentes métodos de Planejamento e Controle da Produção. Os estágios de ciclo de vida são: desenvolvimento, introdução no mercado, crescimento de vendas, maturidade e declínio.
Mix de produtos:
A relação volume/variedade de produtos em um processo produtivo é um dos fatores que mais influenciam as atividades de PCP. Num dado-período estaremos produzindo uma dada combinação (mix) de produtos. O mix poderá conter, por exemplo, poucos produtos diferentes feitos em alto volume num período e, num outro período, o mix poderá conter muitos produtos diferentes feitos em baixo volume; nesse caso, o mix variou bastante de um período para outro;
Layout das instalações:
Vamos entender um pouco mais sobre PCP?
O PCP mostra-se um sistema em constante evolução. Por abordar homens, máquinas e técnicas de gerenciamento, qualquer contribuição que ocorra no campo operacional, administrativo, ou das relações humanas, faz com que o PCP passe por alguma evolução.
Nos últimos anos, o grande crescimento e barateamento da informática, e de todos os sistemas de automação ligados a ela, tem feito com que o PCP tenha evoluído bastante. A integração é a palavra chave para esses novos sistemas. O objetivo é que todas as informações dentro de uma fábrica estejam integrada em um único sistema. Torna-se necessário conceber logicamente um sistema de informações e de planejamento, organização, comando e controle da produção para uma comparação prévia aos sistemas computacionais disponíveis. Isto implica em trabalho intenso e também muito importante; leva ao reconhecimento do sistema de produção, suas peculiaridades e seus pontos fortes e fracos. Os sistemas, integrados ou não, são úteis e podem representar uma ajuda na busca da eficácia das atividades de PCP.
A versatilidade dos funcionários tem sido exigida nas fábricas, para isso cada vez mais exigem-se profissionais capacitados com um nível de educação maior.
As novas exigências do mercado fazem dessa característica a base para a sobrevivência da empresa, face a concorrência.
Exige-se ainda mais das atividades do Planejamento e Controle da Produção.
Perfil do profissional de PCP