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Pragas nas Raizes
Tipologia: Notas de estudo
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Jjjl Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento*
Destaques do Governo
Vgência de Informaçã o Embrapa Cana-de- açúcar 2 5 B APágina Inicial 2 5 B AFale Conosco 2 5 B AAjuda Produção Manejo Fitossanidade Pragas Pragas nas raízes Pragas nas raízes Autor(es) : Antonb Dias San�ago ; Raffaella Rosse�o
Cigarrinha-da-raiz - Mahanarva fimbríolata
É encontrada, pra�camente, em todas as regiões canavieiras do Brasil. No Estado de São Paulo tornou-se uma praga relevante, com o aumento das áreas de colheita de cana crua. Nesse sistema de colheita, o acúmulo de palha contribui para manter a umidade do solo, o que favorece o aumento da população desse inseto. Além disso, a queima contribui com a destruição de parte dos ovos depositados no solo e na palhada. O macho é de coloração vermelha com algumas faixas pretas longitudinais no dorso. Já a fêmea apresenta as mesmas caracterís�cas, mas é marrom-escura (Figura 1).
Fig. 1. Macho e fêmea de Mahanarva fimbríolata. Foto: Heraldo Negri.
A cigarrinha-da-raiz põe ovos nas bainhas secas ou sobre o solo, próximo ao colmo da planta (98% dos ovos na linha). As formas jovens fixam-se nas raízes, onde sugam a seiva.
A infestação da cigarrinha-da-raiz é iden�ficada pela presença de uma espuma esbranquiçada semelhante à espuma de sabão, na base da touceira (Figura 2). Os adultos vivem na parte aérea da planta, sugando os colmos. A cigarrinha-da-raiz ocorre, sobretudo, em período úmido, sendo que a falta de umidade prejudica a formação de espuma, o que leva à morte das ninfas. A praga vive, também, em outras gramíneas, sobretudo, em capins e gramas, e age da mesma forma que nos canaviais.
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Informes
Fig. 2. Espuma das ninfas da cigarrinha-da-raiz. Foto: Heraldo Negri.
Os prejuízos causados pela cigarrinha-da-raiz são:
A cigarrinha-da-raiz pode ser controlada pela aplicação de Metarhizium anisopliae, também chamado de fungo-verde, na dose mínima de 200 gramas por
Percevejo-castanho - Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiaríae
Tanto os jovens quanto os adultos têm hábito subterrâneo e sugam a seiva das raízes. A forma jovem do percevejo-castanho é de coloração branca e a adulta, de coloração marrom. As duas espécies são fáceis de ser dis�nguidas: o Scaptocoris castanea é marrom-escuro (Figura 6), enquanto o Atarsocoris brachiaríae é mais amarelado. Ambos exalam um cheiro desagradável, que é facilmente reconhecível na abertura de sulcos.
O percevejo-castanho tem duas gerações por ano e é encontrado no solo durante o ano todo. Os adultos estão mais presentes na super�cie do solo em período úmido - dezembro e janeiro, quando ocorrem as revoadas de dispersão da espécie, momento que favorece o uso de medidas preven�vas de controle. Durante o período de seca, eles se aprofundam no solo em busca de umidade, enquanto as pupas e larvas (Figura 7) podem ser encontradas com
facilidade.
Fig. 6. Adulto de Scaptocoris castanea. Fig. 7. Larva de Scaptocoris castanea. Foto: Heraldo Negri. Foto: Heraldo Negri.
Os prejuízos causados pelo percevejo-castanho podem ser altos se a infestação for intensa. Por causa da grande quan�dade de seiva perdida, as plantas atacadas apresentam:
Os prejuízos causados pelo percevejo-castanho podem ser altos se a infestação for intensa. Por causa da grande quan�dade de seiva perdida, as plantas atacadas apresentam:
Para o controle do percevejo-castanho é necessário:
Fig. 8. Controle químico no plan�o. Foto: Wilson Novare�.
Besouros - Ligyrus spp. - pão-de-galinha Euetheola humilis - pão-de-galinha Stenocrates spp - pão-de-galinha Migdolus fryanus - broca-da-cana Sphenophorus levis - gorgulho-da-cana Metamasius hemipterus - besouro-rajado-da-cana
Os adultos das espécies Ligyrus spp., Euetheola humilis e Stenocrates spp são de cor marrom-escura e põem ovos próximo ao tolete no plan�o. Suas larvas, conhecidas como pão-de-galinha, são brancas, com três pares de pernas robustas, em forma de U. Elas têm a cabeça castanha e podem chegar a cinco cen�metros de comprimento. O período larval vai de 12 a 20 meses e, depois, as larvas se transformam em pupa. Os adultos emergem do solo nos meses mais quentes do ano, com o início das chuvas, época em que as canas novas estão brotando.
A espécie Migdolus fryanus tem hábito subterrâneo, vive em solos profundos, bem drenados e em regiões de cerrado. O macho adulto, de coloração preta, voa. Já a fêmea, de coloração semelhante à ferrugem, não voa (Figura 9). A postura de ovos ocorre entre janeiro e março. Durante esse período, as larvas
Fig. 9. Adulto de Migdoius fryanus. Foto: Paulo Botelho. Fig. 10. Larvas de Migdoius fryanus. Foto: Raffaella Rosse�
Fig. 11. Danos causados por Migdoius fryanus ao canavial. Foto: Wilson Novare�.
Sphenophorus levis é um besouro que só ocorre no Estado de São Paulo. Ele mede cerca de 15 milímetros de comprimento e tem coloração marrom (Figura 12). A postura de ovos ocorre na base dos colmos. As larvas são brancas, enrugadas e sem pernas (Figura 13). Elas abrem galerias nas plantas e aparecem nas épocas mais quentes do ano. Já Metamasius hemipterus difere-se de Sphenophorus levis. por ser de ampla distribuição no território nacional e possuir coloração rajada.
Fig. 12. Adulto de Sphenophorus levis. Foto: Paulo Botelho.
Fig. 13. Larva de Sphenophorus levis. Foto: Paulo Botelho.
Os prejuízos causados pelo besouro são: destruição dos toletes de plan�o e das raízes, o que prejudica a germinação. Os métodos de controle da praga podem ser feitos das seguintes formas:Os prejuízos causados pelo besouro são: destruição dos toletes de plan�o e das raízes, o que prejudica a germinação. Os métodos de controle da praga podem ser feitos das seguintes formas: Controle cultural Os besouros podem ser controlados por meio de:
Controle biológico
Migdoius fryanus tem sido parasitado por sarcofagideos (moscas muito semelhantes a algumas varejeiras), entre janeiro e março. Nematóides do gênero Neoaplectana também podem parasitar o besouro.
Fig. 17. Adulto de Neocaprrtermes sp. Foto: Heraldo Negri. Fig. 18. Adulto de Syntermes sp. Foto: Heraldo Negri.