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Pragas nas Raizes, Notas de estudo de Engenharia Florestal

Pragas nas Raizes

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 14/11/2012

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http-engenheiros-florestais-blogspo 🇧🇷

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J*jjl Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Eni^pa
Destaques do Governo
Vgência de
Informaçã
o Embrapa
Cana-de-
açúcar
2 5 B A Página Inicial 2 5 B A Fale
Conosco 2 5 B A Ajuda
Produção Manejo Fitossanidade Pragas Pragas nas raízes
Pragas nas raízes
Autor(es): Antonb Dias Sanago ; Raaella Rosseo
Cigarrinha-da-raiz - Mahanarva mbríolata
É encontrada, pracamente, em todas as regiões canavieiras do Brasil. No
Estado de São Paulo tornou-se uma praga relevante, com o aumento das
áreas de colheita de cana crua. Nesse sistema de colheita, o acúmulo de
palha contribui para manter a umidade do solo, o que favorece o aumento
da população desse inseto. Além disso, a queima contribui com a
destruição de parte dos ovos depositados no solo e na palhada. O macho
é de coloração vermelha com algumas faixas pretas longitudinais no dorso.
Já a fêmea apresenta as mesmas caracteríscas, mas é marrom-escura
(Figura 1).
Fig. 1. Macho e fêmea de Mahanarva mbríolata. Foto: Heraldo Negri.
A cigarrinha-da-raiz põe ovos nas bainhas secas ou sobre o solo,
próximo ao colmo da planta (98% dos ovos na linha). As formas jovens
xam-se nas raízes, onde sugam a seiva.
A infestação da cigarrinha-da-raiz é iden�ficada pela presença de uma
espuma esbranquiçada semelhante à espuma de sabão, na base da
touceira (Figura 2). Os adultos vivem na parte aérea da planta, sugando os
colmos. A cigarrinha-da-raiz ocorre, sobretudo, em período úmido, sendo
que a falta de umidade prejudica a formação de espuma, o que leva à
morte das ninfas. A praga vive, também, em outras gramíneas, sobretudo,
em capins e gramas, e age da mesma forma que nos canaviais.
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Jjjl Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento*

Eni^pa

Destaques do Governo

Vgência de Informaçã o Embrapa Cana-de- açúcar 2 5 B APágina Inicial 2 5 B AFale Conosco 2 5 B AAjuda Produção Manejo Fitossanidade Pragas Pragas nas raízes Pragas nas raízes Autor(es) : Antonb Dias San�ago ; Raffaella Rosse�o

Cigarrinha-da-raiz - Mahanarva fimbríolata

É encontrada, pra�camente, em todas as regiões canavieiras do Brasil. No Estado de São Paulo tornou-se uma praga relevante, com o aumento das áreas de colheita de cana crua. Nesse sistema de colheita, o acúmulo de palha contribui para manter a umidade do solo, o que favorece o aumento da população desse inseto. Além disso, a queima contribui com a destruição de parte dos ovos depositados no solo e na palhada. O macho é de coloração vermelha com algumas faixas pretas longitudinais no dorso. Já a fêmea apresenta as mesmas caracterís�cas, mas é marrom-escura (Figura 1).

Fig. 1. Macho e fêmea de Mahanarva fimbríolata. Foto: Heraldo Negri.

A cigarrinha-da-raiz põe ovos nas bainhas secas ou sobre o solo, próximo ao colmo da planta (98% dos ovos na linha). As formas jovens fixam-se nas raízes, onde sugam a seiva.

A infestação da cigarrinha-da-raiz é iden�ficada pela presença de uma espuma esbranquiçada semelhante à espuma de sabão, na base da touceira (Figura 2). Os adultos vivem na parte aérea da planta, sugando os colmos. A cigarrinha-da-raiz ocorre, sobretudo, em período úmido, sendo que a falta de umidade prejudica a formação de espuma, o que leva à morte das ninfas. A praga vive, também, em outras gramíneas, sobretudo, em capins e gramas, e age da mesma forma que nos canaviais.

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Fig. 2. Espuma das ninfas da cigarrinha-da-raiz. Foto: Heraldo Negri.

Os prejuízos causados pela cigarrinha-da-raiz são:

  • extração de grande quan�dade de água e nutrientes das raízes pelas ninfas;
  • redução do teor de açúcar nos colmos;
  • aumento do teor de fibras;
  • aumento dos colmos mortos, o que diminui a capacidade de moagem;
  • aumento do teor de contaminantes, o que dificulta a recuperação do açúcar e inibe a fermentação. O controle dessa praga pode ser feito das seguintes formas: Controle biológico

A cigarrinha-da-raiz pode ser controlada pela aplicação de Metarhizium anisopliae, também chamado de fungo-verde, na dose mínima de 200 gramas por

Percevejo-castanho - Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiaríae

Tanto os jovens quanto os adultos têm hábito subterrâneo e sugam a seiva das raízes. A forma jovem do percevejo-castanho é de coloração branca e a adulta, de coloração marrom. As duas espécies são fáceis de ser dis�nguidas: o Scaptocoris castanea é marrom-escuro (Figura 6), enquanto o Atarsocoris brachiaríae é mais amarelado. Ambos exalam um cheiro desagradável, que é facilmente reconhecível na abertura de sulcos.

O percevejo-castanho tem duas gerações por ano e é encontrado no solo durante o ano todo. Os adultos estão mais presentes na super�cie do solo em período úmido - dezembro e janeiro, quando ocorrem as revoadas de dispersão da espécie, momento que favorece o uso de medidas preven�vas de controle. Durante o período de seca, eles se aprofundam no solo em busca de umidade, enquanto as pupas e larvas (Figura 7) podem ser encontradas com

facilidade.

Fig. 6. Adulto de Scaptocoris castanea. Fig. 7. Larva de Scaptocoris castanea. Foto: Heraldo Negri. Foto: Heraldo Negri.

Os prejuízos causados pelo percevejo-castanho podem ser altos se a infestação for intensa. Por causa da grande quan�dade de seiva perdida, as plantas atacadas apresentam:

Os prejuízos causados pelo percevejo-castanho podem ser altos se a infestação for intensa. Por causa da grande quan�dade de seiva perdida, as plantas atacadas apresentam:

  • murchamento;
  • amarelecimento;
  • secamento da cana.

Para o controle do percevejo-castanho é necessário:

  • constatar a presença da praga durante o preparo de solo;
  • demarcar a reboleira para o controle;
  • aplicar inse�cida granulado sistêmico, como aldicarb, disulfoton, carbofuran e terbufós, no plan�o (Figura 8).

Fig. 8. Controle químico no plan�o. Foto: Wilson Novare�.

Besouros - Ligyrus spp. - pão-de-galinha Euetheola humilis - pão-de-galinha Stenocrates spp - pão-de-galinha Migdolus fryanus - broca-da-cana Sphenophorus levis - gorgulho-da-cana Metamasius hemipterus - besouro-rajado-da-cana

Os adultos das espécies Ligyrus spp., Euetheola humilis e Stenocrates spp são de cor marrom-escura e põem ovos próximo ao tolete no plan�o. Suas larvas, conhecidas como pão-de-galinha, são brancas, com três pares de pernas robustas, em forma de U. Elas têm a cabeça castanha e podem chegar a cinco cen�metros de comprimento. O período larval vai de 12 a 20 meses e, depois, as larvas se transformam em pupa. Os adultos emergem do solo nos meses mais quentes do ano, com o início das chuvas, época em que as canas novas estão brotando.

A espécie Migdolus fryanus tem hábito subterrâneo, vive em solos profundos, bem drenados e em regiões de cerrado. O macho adulto, de coloração preta, voa. Já a fêmea, de coloração semelhante à ferrugem, não voa (Figura 9). A postura de ovos ocorre entre janeiro e março. Durante esse período, as larvas

Fig. 9. Adulto de Migdoius fryanus. Foto: Paulo Botelho. Fig. 10. Larvas de Migdoius fryanus. Foto: Raffaella Rosse�

Fig. 11. Danos causados por Migdoius fryanus ao canavial. Foto: Wilson Novare�.

Sphenophorus levis é um besouro que só ocorre no Estado de São Paulo. Ele mede cerca de 15 milímetros de comprimento e tem coloração marrom (Figura 12). A postura de ovos ocorre na base dos colmos. As larvas são brancas, enrugadas e sem pernas (Figura 13). Elas abrem galerias nas plantas e aparecem nas épocas mais quentes do ano. Já Metamasius hemipterus difere-se de Sphenophorus levis. por ser de ampla distribuição no território nacional e possuir coloração rajada.

Fig. 12. Adulto de Sphenophorus levis. Foto: Paulo Botelho.

Fig. 13. Larva de Sphenophorus levis. Foto: Paulo Botelho.

Os prejuízos causados pelo besouro são: destruição dos toletes de plan�o e das raízes, o que prejudica a germinação. Os métodos de controle da praga podem ser feitos das seguintes formas:Os prejuízos causados pelo besouro são: destruição dos toletes de plan�o e das raízes, o que prejudica a germinação. Os métodos de controle da praga podem ser feitos das seguintes formas: Controle cultural Os besouros podem ser controlados por meio de:

  • rotação de culturas;
  • eliminação de soqueiras atacadas, arando e gradeando três vezes, três meses antes do plan�o.

Controle biológico

Migdoius fryanus tem sido parasitado por sarcofagideos (moscas muito semelhantes a algumas varejeiras), entre janeiro e março. Nematóides do gênero Neoaplectana também podem parasitar o besouro.

Fig. 17. Adulto de Neocaprrtermes sp. Foto: Heraldo Negri. Fig. 18. Adulto de Syntermes sp. Foto: Heraldo Negri.