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PRÁTICA PEDAGÓGICA PROFISSIONAL, Manuais, Projetos, Pesquisas de Matemática

Trabalho apresentado a disciplina Prática Profissional, do Centro Universitário FAVENI, no Curso de (SEGUNDA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA como pré-requisito para aprovação.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2022
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Compartilhado em 01/08/2023

valmir-monteiro
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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
PRÁTICA PROFISSIONAL
GUARULHOS
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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

PRÁTICA PROFISSIONAL

GUARULHOS

ELABORAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL

1. A IMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA FINANCEIRA NO CONTEXTO DA

EDUCAÇÃO BÁSICA

A Educação Financeira é essencial para os cidadãos e sua sustentabilidade na sociedade atual, é extremamente importante conscientizar as pessoas para que saibam administrar seus gastos, diminuindo assim as chances de passar por limitações financeiras em momentos de recessão econômica.

2. APRESENTAÇÃO Trabalhar a temática Educação Financeira na escola desde o início da Educação Básica, inserindo atividades simples do dia a dia, poderá contribuir para ampliar o conhecimento sobre este tema. Não é possível esquecer que esses jovens já chegam à escola com uma bagagem de conhecimentos prévios que deve ser levada em conta. Essas vivências compartilhadas com a coletividade de sala de aula enriquece o trabalho do professor e valoriza as experiências de cada um. Mais adiante, quando esses jovens já tiverem aprendido que é importante cuidar dos seus recursos financeiros, terão a possibilidade de assimilar lições importantes como poupar, gastar, economizar, não contrair dívidas e refletir a respeito de suas escolhas. Tais comportamentos podem fazer a diferença na condução de sua vida financeira. Vivemos em uma sociedade consumista, cheia de desejos compelidos pela mídia e pelas estratégias de marketing das empresas que induzem ao consumo desmedido de produtos muitas vezes criados a partir de uma falsa necessidade, mas que induzem a um endividamento verdadeiro. O nível de endividamento geralmente está em função da renda familiar (os que ganham mais gastam mais), entretanto, analisando esse quadro somos levados a concluir que, proporcionalmente, as famílias de menor renda consomem em um ritmo mais acelerado e a falta de controle desse consumo é o que acaba desestruturando o planejamento familiar, quando existente. É imprescindível sugerir que a aprendizagem e utilização dos conceitos de finanças, uso do dinheiro, economia, poupança sejam introduzidos na escola, em benefício dos alunos. Souza (2013, p. 9) afirma que ―O modelo capitalista impõe ao homem a necessidade de aquisição, uma vez que as ofertas estão cada vez mais atrativas, visando unicamente buscar o lucro mercantil, o acúmulo de riquezas‖.

Neste contexto, as facilidades na aquisição de bens de consumo vêm se tornando cada vez maiores e com certo descontrole. Assim, ao abordar o conteúdo, o professor deve considerar todo o conhecimento trazido pelos alunos, e se possível, fazer uma ponte entre esse conhecimento e o escolar procurando a partir daí transpor seu aprendizado para um nível mais elaborado do conhecimento tendo em vista que o ensino de matemática deve ter, “um caráter de sistematização, de reelaboração e/ou alargamento de alguns conceitos, de desenvolvimento de algumas habilidades e mesmo treinamento de algumas técnicas requisitadas para o desempenho de atividades heurísticas e algorítmicas.” (FONSECA, 2005, p. 51). Outro fator importante na Educação Básica é que a matemática deve ser trabalhada de forma contextualizada em que os alunos possam situar o conteúdo aprendido numa situação que lhes faça sentido, permitindo que eles compreendam melhor este conteúdo. Desta forma, o professor deve ver o que é essencial, interessante e significativo para que se construa efetivamente o conhecimento. Segundo Sohsten (2004), a administração das finanças pessoais é um dos assuntos mais discutidos na atualidade, uma vez que as constantes crises econômicas do país, as taxas de juros elevadas do mercado e, sobretudo, a ausência de Educação Financeira tem motivado essa discussão nos livros e noticiários atuais. Para desenvolvermos a prática da gestão financeira e melhorar nossa qualidade de vida é preciso habituarmo-nos a planejar. Será tão difícil aprender planejamento financeiro? Na verdade, não. O planejamento financeiro familiar – que também chamo de plano de independência financeira – não requer cálculos complexos nem grande habilidade com números ou calculadoras. Boa parte das ferramentas necessárias ao planejamento pode ser obtida sem custo e está pronta para ser usada em casa. Certamente, aqueles sem aptidão nem afinidade com números sentirão maior dificuldade, mas garanto que será apenas no começo. Traçar um plano com objetivos claros, segui-lo e acompanhar as metas aproximando-se é algo muito prazeroso. Muitos obstáculos de curto prazo são relevados quando se perseguem objetivos maiores de longo prazo (CERBASI, 2004, p.36). Marques (2005) também questiona sobre a utilização da escola como instrumento de preparação do indivíduo para lidar com as finanças. De acordo com a autora,

 Perceber por meio de pesquisa nos estabelecimentos comerciais a diferença entre comprar produtos no atacado e no varejo.

4. METODOLOGIA O trabalho deve ser desenvolvido em pequenos grupos, pois os alunos com mais facilidade nos assuntos orientarão aqueles que apresentarem dificuldades maiores. Identifique quais alunos tem noções básicas de informática para distribuí- los nos grupos. Para motivar e introduzir o conteúdo peça para os grupos pesquisarem os seguintes assuntos:  História do dinheiro  Tarifas bancárias.  Empréstimo  Empréstimo consignado  CDC (Crédito Direto ao Consumidor)  Cheque especial  Extrato bancário  Consórcio  Título de capitalização Promover uma discussão com a turma sobre os assuntos que eles pesquisaram. Cada grupo apresenta o seu tema e, naturalmente, os alunos vão contando as suas experiências pessoais acerca do tema. É importante que o professor esteja preparado para esta discussão, pois neste momento surgem diversos questionamentos, principalmente aqueles relacionados ao cálculo de diversos serviços bancários. O site www.meubolsoemdia.com.br explica de maneira simplificada cada um dos temas acima e outros que podem ser incluídos caso seja necessário. Peça para os alunos providenciarem cópias de boletos de cobrança, contas de água, luz ou telefone, cartão de crédito e encartes de jornal com exemplos de financiamentos com parcelas. Assim, as atividades propostas contemplaram estas questões com estudos de caso, leitura de textos, apresentação de vídeos, palestras com profissionais da área, informativos sobre impostos, pesquisas e situações reais, a partir de anotações dos

ganhos e despesas desses alunos, para que eles verifiquem e analisem seu próprio orçamento financeiro pessoal e tenham conhecimento de como lidar ao se deparar com tais situações vivenciadas em relação a sua vida financeira. Além destas atividades, trabalhamos com a resolução de problemas relacionados ao tema explorando vários conteúdos matemáticos, tais como: adição, subtração, multiplicação, divisão, porcentagem e juros. Nas atividades desenvolvidas, sempre procurávamos explorar o cálculo mental e o raciocínio lógico dos alunos, a partir dos resultados obtidos por eles, comparávamos com os cálculos feitos pela calculadora e a partir daí eram feitas discussões com os alunos a respeito das suas conclusões. Os alunos farão pesquisas em supermercados e estabelecimentos comerciais variados para conhecer as variações de preço e as várias formas de pagamento disponíveis para os clientes.

planejamento financeiro, bem como o planejamento financeiro da família e o que pode mudar após os conhecimentos de Educação Financeira discutidos. Ao concluir este estudo e visualizando o caminho percorrido até chegar a escrita desta dissertação, percebi que os alunos trazem de casa uma bagagem de conhecimento sobre as questões financeiras, muitas vezes desconsiderada na escola. Este conhecimento, mesmo que inicialmente incipiente, mostra-se importante para a construção de sua cidadania, bem como para sua formação, enquanto cidadãos. Ressalto a importância que a família exerce na formação escolar de seus filhos. Ao levar para casa situações trabalhadas em classe, no que tange ao planejamento financeiro, tiveram a oportunidade de refletir juntos, sobre diferentes maneiras e encontrar mecanismos para lidar com critérios de organização de um orçamento, realização de planejamento financeiro, visando uma melhor estruturação do controle de gastos em seu dia a dia. A contribuição trazida de casa pelos alunos enriqueceu as atividades desenvolvidas na proposta e aproximou-os durante a construção das atividades em classe. A família se constitui como o primeiro espaço para se consolidar a Educação Financeira, seguido pela escola. Refletir sobre as questões financeiras, temática até então distante de sua trajetória acadêmica e de vida, estudar sobre a forma como realizam o planejamento financeiro, como fazem suas escolhas, quais os objetivos têm para seu futuro, foram condições necessárias para confirmar que as atividades desenvolvidas foram de extrema importância para a consolidação do conhecimento. Os alunos necessitam de aulas inovadoras, com possibilidade de, junto com o professor de Matemática tenham a oportunidade de construir e desenvolver projetos nas diversas áreas e que possam estar relacionados à sua vivência diária. Dessa maneira é possível a apreensão do conhecimento para a vida.

8. REFERÊNCIAS

CERBASI, Gustavo. Casais Inteligentes enriquecem juntos. São Paulo: Editora Gente. 2004. FONSECA, Maria da Conceição F. R. Educação Matemática de Jovens e Adultos: Especificidades, desafios e contribuições. Coleção Tendências em Educação Matemática. 2ª ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2005. MARQUES, Nerina Aires Coelho. Finanças na Família: Administração e Controle. Viçosa-MG: CPT, 2005. SOHSTEN, Carlos von. Como cuidar bem do seu dinheiro. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004. SOUZA, Gabriel Scudeller. A educação sustentável do consumidor e os efeitos do consumo exacerbado no mundo capitalista. Jornal da Fundação – UNIVEM. São Paulo, 2013.

espaço do quadro o motivo pelo qual consideram as despesas necessárias, supérfluas ou eventuais. Por último, indicaram a forma de compra de cada produto: à vista ou a prazo. A última etapa desta atividade ocorreu com a exposição para a turma das escolhas feitas. Na terceira aula, os alunos se organizaram em cinco equipes. Receberam um formulário contendo um quadro de despesas, onde deveriam preencher, escrevendo pelo menos 20 produtos que são, geralmente, consumidos na família, e fazendo a classificação indicada. Depois de construído o quadro, os alunos discutiram a respeito de suas escolhas e construíram uma apresentação com cartazes e aparelho multimídia para apresentar aos colegas. Os alunos foram orientados a visitar supermercados e lojas para fazerem uma pesquisa de preços dos produtos colocados em uma lista previamente preparada. Foram orientados a pesquisar os preços no atacado e no varejo, o preço a prazo e o preço à vista para estabelecer um comparativo entre as variáveis relacionadas a quantidade e a forma de pagamento. Os alunos demonstraram disposição e ansiedade ao realizar a atividade. Primeiro, porque estavam saindo da escola para uma aula prática, o que já despertou interesse. Segundo, porque a metodologia proposta se mostrou pertinente, motivando-os a participar. Ainda nos supermercados o rumor entre eles era enorme, faziam comparações de preços de mercadorias e observaram como os preços variavam de um estabelecimento para outro. Comentaram que, em alguns produtos de higiene, não imaginavam que a diferença de preços era tão grande. Para finalizar o projeto, os alunos realizaram uma espécie de seminário onde apresentaram os resultados das pesquisas realizadas nos estabelecimentos comerciais da região. Eles se mostraram muito participativos e envolvidos nas discussões que levariam a apresentar aos colegas dos demais grupos os seus resultados. Os proprietários dos estabelecimentos comerciais visitados foram bastante receptivos e relataram que projetos como este deveriam ser realizados com mais frequência, pois é muito importante preparar os alunos para terem uma vida financeira estável e controlada. Que ações como esta auxiliam os futuros consumidores a não se endividarem por falta de planejamento.